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Os procuradores de Manhattan vão, de acordo com o jornal “New York Post”, pedir esta terça-feira ao juiz que deixe cair as acusações contra o ex-diretor do FMI. A notícia surge um dia depois de o advogado da suposta vítima ter admitido esse receio.

De acordo com o “New York Post”, na terça-feira, os procuradores vão apresentar uma moção a pedir o arquivamento do processo contra Dominique Strauss-Khan por considerarem que não será possível provar a sua culpa sem dúvida razóavel devido àquilo que consideram falta de credibilidade da camareira Nafissatou Diallo.

Uma fonte do jornal acredita que a moção incluirá fatos inéditos que atacam a credibilidade da mulher que acusa Strauss-Khan de violação, a 14 de Maio, num hotel de Nova Iorque.

No sábado, o advogado de Nafissatou Diallo, a empregada de hotel que acusou o ex-director do FMI de violação disse acreditar que os procuradores planejam retirar acusações contra Strauss-Kahn.

Em declarações ao jornal “The New York Times”, Kenneth Thompson afirmou que a procuradoria de Manhattan convocou um encontro com a sua cliente para segunda-feira, um dia antes de Strauss-Kahn se deslocar ao tribunal.

Esta é a segunda vez que o jornal “New York Post” avança que o MP vai deixar cair as acusações contra Strauss-Khan. Em Julho, o tablóide escreveu que isso iria acontecer na audiência seguinte em tribunal, dia 18 desse mês, ou até mais cedo.

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Comentários

rosane santana on 21 agosto, 2011 at 20:21 #

Relatório médico confirma estupro de camareira que acusa Strauss-Kahn
AFPPor Stan Honda | AFP – ter, 16 de ago de 2011

O exame médico realizado em Nafissatou Diallo horas depois de ela ter sido supostamente agredida por Dominique Strauss-Kahn no dia 14 de maio em Nova Iorque concluiu que a camareira foi estuprada, informou na terça-feira o jornal L’Express, citando um relatório do hospital nova-iorquino.

“Diagnóstico: agressão. Causa dos ferimentos: agressão, violação”, detalha o documento que esclarece que Diallo chegou de ambulância acompanhada por um policial ao serviço de emergência do hospital St Luke’s Roosevelt de Manhattan às 15h59 (16h59 de Brasília).

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), que sempre se declarou inocente, tem sete acusações contra si, incluindo uma tentativa de estupro, agressão sexual e sequestro, que podem resultar em anos de prisão.

O autor da notícia explica que Diallo relatou, entre lágrimas, a agressão de que supostamente foi vítima três horas antes em um quarto do hotel Sofitel de Nova Iorque.

“O homem despido de cabelo branco fechou a porta e arrastou a mulher para a cama”, escreveu o médico no informe, corroborando o testemunho de Diallo.

A agressão continuou no final do corredor, segundo o L’Express.

“O homem rasga as meias e agarra a parte externa da zona vaginal, introduz profundamente seu pênis em sua boca, agarrando-a pelo cabelo”, detalha o informe.

A última página do documento contém um esquema da zona vaginal da vítima, segundo L’Express.

Neste esquema, uma caneta indica um ferimento causado na parte inferior da vagina da paciente, segundo o jornal. Segundo o jornal, para assinalar o local aparece escrita a palavra “vermelhidão”.

Além disso, “sente dor no ombro esquerdo, mas, segundo ela, menos do que nas primeiras horas da tarde”, ressalta o informe médico. Kenneth Thompson, advogado de Diallo, afirmou em julho que sua cliente teve o rompimento de um ligamento do ombro.

Dominique Strauss-Kahn, detido no dia 14 de maio, foi libertado no dia 1º de julho por conta de contradições e mentiras nas declarações feitas sob juramento por Diallo, porém continua sem passaporte e não pode sair do território americano. Ele deve comparecer novamente diante do tribunal de Nova Iorque no dia 23 de agosto. Diallo também apresentou uma ação judicial contra o ex- diretor do FMI.

Os advogados de Dominique Strauss-Kahn protestaram veementemente nesta terça-feira após a publicação do informe médico da suposta vítima.

“O uso desse relatório médico pelos advogados de Diallo para confirmar ou fortalecer as acusações contra Strauss-Kahn é enganoso e desonesto”, disseram William W. Taylor e Benjamin Brafman em um comunicado.

“A conclusão do informe do hospital está baseada quase que exclusivamente em palavras” da mulher, “que já demonstrou inúmeras vezes não ter credibilidade alguma”, disseram.

Segundo os advogados de DSK, “as descrições físicas da demandante no informe médico não são feridas e podem ter sido provocadas por outras inúmeras causas além de uma agressão sexual, inclusive por uma relação sexual consentida anterior ao episódio”.


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