Rafinha: autor da denuncia sobre trabalho
escravo na Zara, no A Liga, da Band
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Deu no portal Comunique-se ( especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Renan Justi

A última edição do programa A Liga, exibida na terça-feira (16/8) na TV Bandeirantes, fez denúncias a respeito do trabalho escravo, ainda existente no Brasil. Em uma das reportagens, fornecedores da marca de roupas Zara foram acusados de exploração de mão de obra. O tema foi manchete na grande imprensa, que apenas creditou informações com base em documentos do Ministério Público. Essa conduta incomodou Rafinha Bastos, um dos integrantes da atração da Band.

“Saiu matéria sobre a Zara em vários veículos sem citar A Liga, mas na hora de falar de processo judicial, meu nome e foto saem na manchete”, publicou o jornalista, na noite desta quinta-feira (18/8) em seu perfil no Twitter. Rafinha faz menção ao episódio ocorrido no início de agosto, quando foi intimidado a depor após instauração de inquérito de incitação e apologia ao estupro. O integrante do CQC disse que “toda mulher estuprada é feia e que o estuprador devia ganhar um abraço”.

Até a edição final do programa, a equipe de A Liga levou aproximadamente cinco meses para produzir todas as reportagens. Apenas em São Paulo foram descobertas 33 oficinas clandestinas, cerca de 200 mil bolivianos trabalhando em condições precárias, alguns deles revelaram ao programa que a jornada de trabalho na confecção das roupas para a loja Zara ultrapassa 16 horas por dia. “Foi sem dúvida um dos programas mais importantes que gravei”, disse Rafinha, em vídeo exibido na página do programa.

Primeira denúncia

A produtora Eyeworks, quem dirige o conteúdo de A Liga e outras atrações da Band, informou, por meio da assessoria de imprensa, que a primeira denúncia ao Ministério Público partiu de um trabalhador. O papel da equipe de reportagem de A Liga foi o de acompanhar o trabalho de fiscalização do MP. De acordo com a produtora, a escolha de parte da imprensa, em não creditar informações ao programa, não foi justa.

“A Liga foi quem deu a devida cobertura para o caso. O jornalismo não deveria trabalhar como se ele tivesse apurado. Informaram como se tivessem dado em primeira mão”, lamentou a Eyeworks

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