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BOA NOITE E BONS SONHOS !!!

(VHS)

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Posted on 20-08-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 20-08-2011

Um avião Boeing 737 da companhia First Air caiu este sábado (20) na Baía Resolute, na região de Nunavut, norte do Canadá, provocando a morte de 12 pessoas e ferindo outras três, segundo as primeiras informações da imprensa canadense e agências internacionais de notícias.

De acordo com as autoridades policiais, viajavam a bordo 15 pessoas, dos quais quatro membros da tripulação e 11 passageiros.

Equipes de salvamento seguiram em helicópetros militares para o local do acidente. São desconhecidas ainda as causas da queda do avião que fazia a ligação entre Yellowknife, capital dos Territórios do Noroeste, e a Baía de Resolute.

A First Air é uma companhia que oferece voos «charter» no norte do Canadá.

(Informações do Diário de Notícias(Lisboa), com agência LUSA)


Sally Bercow: “eu não sou meu marido”
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A nova edição do Big Brother Famosos do Reino Unido promete dar que falar. Entre as celebridades escolhidas para este concurso, o grande destaque recai sobre a participação de Sally Bercow, que é mulher do presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, do Partido Conservador.

De acordo com o jornal London Evening Standard, o presidente do parlamento britânico chegou a pedir à mulher que não participasse no programa, mas sem sucesso. Para evitar pressões, Sally não revelou a ninguém que iria ser uma das concorrentes. O próprio marido só teve conhecimento da sua decisão na última terça-feira.

“Não ficou muito contente, mas ele conhece-me. Estamos casados há quase nove anos e eu faço as coisas à minha maneira”, revelou Sally ao apresentador do concurso, Brian Dowling.

Sally, 41 anos, está consciente de que o seu comportamento não é “aceitável” na sociedade britânica. “Como sou casada com o presidente do parlamento, não é suposto que faça este tipo de coisas. Mas eu não sou o meu marido”, frisou. “Espero que ele não me peça o divórcio depois disto”, disse, em tom de brincadeira.

A grande “cartada” deste reality show, transmitido no Channel 5, foi revelada na quinta-feira e deixou o meio político, principalmente a ala conservadora, escandalizada. A notícia não demorou a gerar reações por parte dos opositores políticos de John Bercow.


Janio Ferreira Soares
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CRÔNICA/ SENTIMENTOS

Quando o “a” era difícil

Janio Ferreira Soares

Duas mortes anunciadas. A primeira é a da tevê de tubo, que brevemente deixará as prateleiras das lojas e sobreviverá apenas nos quartos dos fundos e na memória de quem, como eu, ficava horas em frente à velha Colorado valvulada mesmo depois de encerrada a programação, apenas observando o indiozinho analógico da TV Itapoan sorrindo um riso preto e branco para mim – sem jamais imaginar que um dia eu veria os seus descendentes em alta definição nos leds da vida.

A outra é a da escrita cursiva (aquela em que as palavras são formadas por letras emendadas pelas pontas), que em algumas cidades americanas já deixou de ser ensinada, dando lugar a outras habilidades consideradas mais úteis, como digitar textos em teclados de computadores.

Quanto ao fim da tevê de tubo, tudo bem, agora, acabar com o ensino da grafia cursiva é preocupante, pois indica que no futuro poderemos ter o fim de todas as formas de letras escritas, o que provocará a extinção definitiva de uma geração que vivia escrevendo versos, poemas e cartas apaixonadas para amores doces e vis, em noites regadas a álcool, desejos e canções. (Cá pra nós, há coisa mais impessoal do que um e-mail de amor?).

Recentemente eu tive o prazer de almoçar com Ariano Suassuna aqui em Paulo Afonso e, enquanto traçávamos uma tilápia (que no exterior é chamada de Saint Peter, o que nos levou a pedir perdão ao todo poderoso por estarmos cometendo a heresia de comer um de seus mais queridos apóstolos), quis saber do que ele precisava para criar, já que está na moda (além do computador) neguinho usar a falta de apoio governamental como se isso fosse determinante para brotar a inspiração, e ele respondeu, com aquela voz que parece saída do fundo de um pote vazio: “Só de uma resma de papel e de uma caneta”. E tome-lhe limão na espinha de São Pedro.

É, meu caro Ariano, pelo jeito, logo chegará ao fim a sua geração e a de meu primo Mourão, que ao voltar de seu primeiro dia de aula, chegou todo assustado para a nossa avó e disse: “mas vó, como o ‘a’ é difícil!”. Era, Mourão, era.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Vale do Sâo Francisco


“Dentro da PF vaza tudo”, denuncia
Colbert na entrevista a Terra Magazine
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OPINÃO POLÍTICA

Colbert pedirá indenização

Ivan de Carvalho

Uma entrevista exclusiva que o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, o ex-deputado baiano Colbert Martins, concedeu ontem ao jornalista Cláudio Leal, do Terra Magazine, contém alguns pontos interessantes para deixar ainda mais clara do que já estava a forma irresponsável e abusiva com que agiu a Polícia Federal no episódio da Operação Voucher.

A entrevista de Colbert Martins põe as coisas no devido lugar, não deixando espaço para qualquer tentativa da Polícia Federal tentar encobrir, com explicações que não explicam nada, a forma com que agiu no desfecho da Operação Voucher, em relação aos que foram presos, no que diz respeito ao uso abusivo de algemas e à irresponsabilidade que resultou no vazamento de fotografias dos presos sob custódia da PF, seja algemados, seja no processo de identificação prisional no Amapá.

No caso específico de Colbert Martins, houve também vazamento de trechos de gravações que tendiam a levar a interpretações erradas. É que as falas gravadas durante a investigação se referiam a assuntos diferentes daquele a que foram relacionadas nos vazamentos, permitindo assim que fossem feitas suposições totalmente falsas.

Ao leitor, para melhor compreensão, recomendo a leitura atenta da íntegra da entrevista dada ao Terra Magazine e divulgada ontem. Entre outras coisas, disse Colbert: “Sim, usaram algemas. Comigo. Inclusive com uma senhora de 67 anos, que está com câncer e tinha saído de uma quimioterapia. A divulgação das fotografias, no Amapá, foi criminosa. Espero que o servidor seja punido”. Mais adiante, insiste: “Foi muito duro, muito difícil. A divulgação da fotografia (na Penitenciária do Amapá) é criminosa. E também os próprios vazamentos dentro da PF. Vaza tudo”.

Bem, não é só “o servidor” diretamente responsável pelo vazamento das fotos na Penitenciária do Amapá que deve ser punido. Note-se que as prisões foram feitas mediante mandados de um juiz federal e foram efetuadas pela Polícia Federal, que tinha, portanto, a responsabilidade legal pela custódia dos presos. Se não cuidou para que não vazassem fotografias na penitenciária estadual – mesmo que não haja “providenciado” o vazamento, hipótese a ser investigada – é, objetivamente, responsável pelo vazamento.

Essas questões estão sendo postas aqui porque Colbert Martins afirmou que quer ser indenizado pelo Estado (União e, no caso das fotos na penitenciária estadual, eventualmente também pelo Estado do Amapá), por conta dos danos sofridos por sua prisão e exposição pública. Ele pode entrar com uma ação cível pedindo indenização por danos materiais e principalmente morais.

Apesar do interesse quanto ao que disse sobre o absurdo de o haverem envolvido – “Minha ideia é provar que não tem fatos. Não é nem minha inocência. Não tem fatos.” – o principal a registrar é que finalmente alguém, vítima de conduta abusiva da Polícia Federal (o uso de algemas foi restringido pelo STF a situações especialíssimas e a exposição pública indevida foi o que fundamentou tal decisão), decide ir à justiça pedir indenização pelos danos a sua dignidade, a sua reputação.

No caso de um político, como Colbert, a reputação, a imagem pública é o patrimônio essencial, de modo que a indenização pode ser bem elevada. É desejável que o seja, mesmo sabendo-se que se o Estado paga uma indenização, quem está pagando é, na verdade, o contribuinte. Mas a disposição de Colbert Martins é importante como um passo para a afirmação da cidadania ante comportamentos abusivos, autoritários ou arbitrários, do Estado por intermédio de seus prepostos. É uma disposição que, se multiplicada, poderá desestimular tais comportamentos.

ago
20
Posted on 20-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 20-08-2011


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Humberto, hoje, no Jornal do Comércio(PE)


Dilma em Brasilia esta semana:
que diriam Brizola e Lacerda?
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ARTIGO DA SEMANA

BRIZOLA, LACERDA E A GELEIA DA DILMA

Vitor Hugo Soares

Gaúcho de sangue quente e língua sem travas, Leonel de Moura Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, faz falta na atual conjuntura brasileira pelo menos por um motivo. Ele era um mestre do fraseado e comparações críticas: armas ferinas, arrasadoras politicamente, às vezes capazes de produzir reflexões em momentos críticos e de baita confusão e tempo de geleia geral como este que o País experimenta em relação aos políticos e ao governo Dilma Rousseff, apenas oito meses depois de seu início.

Nessa arte, arma fundamental das oposições – qualquer oposição – o trabalhista Brizola era praticamente imbatível. Comparável em seu sua época apenas ao udenista Carlos Lacerda, também um demolidor nesse terreno movediço no qual o combatente caminha sempre na ponta da faca que separa a glória de uma frase de mestre e o ridículo de mero falastrão.

Tenho imaginado nestes últimos dias, o que diriam se vivos estivessem, esses autênticos gigantes do fraseado nacional, a propósito de pelo menos duas questões atuais nesta quadra confusa e complicada da política e da administração do País.

Dilma Rousseff, por exemplo, só está no poder desde janeiro deste ano, mas nos partidos governistas e de oposição praticamente não se pensa nem se fala de outra coisa além da sucessão presidencial em 2014. Até mesmo um dos partidos da chamada “base de apoio do governo”, o PR, finge entrega de cargos e recusa de favores oficiais, ao anunciar esta semana que está abandonando o atual barco do poder – os desafios da navegação mal começaram -, para dedicar-se livremente ao jogo de barganhas e busca de mais vantagens com especulações no mercado futuro em relação ao governo que vem.

O que pensaria Brizola diante da indicação pelo PMDB do novo ministro da Agricultura (um conterrâneo para substituir o paulista antigo que sai sob saraivada de denúncias de corrupção em sua pasta e desvios éticos de comportamento pessoal). Mas que em suas primeiras declarações públicas após a indicação faz questão de deixar claro, além dos apadrinhamentos, que mal conhece a diferença entre um limão e um alface?

Talvez o político gaúcho repetisse: “Essa reforma ministerial é um balaio de caranguejos. Uns caranguejos entrando, outros saindo.” E o que diria Lacerda sobre o deputado federal Mendes Ribeiro (PMDB-RS) – figura aparentemente saída direto do poema “O Gaúcho”, do genial Ascenso Ferreira -, para o Ministério da Agricultura do Brasil, que ele assume na segunda-feira? Responda quem souber e conhecer melhor o pensamento do falecido udenista carioca.

Os tucanos, atualmente, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tentam ocupar o espaço vazio de herdeiros de uma das melhores tradições da política brasileira, que tem entre seus patronos a figura do baiano Octávio Mangabeira, autor de frases e pensamentos políticos antológicos. O mais imortal deles: “Pense em um absurdo, o maior de todos, e na Bahia tem precedente”. Vale agora também para o País.

Olhando e comparando bem, é fácil constatar: FHC, bom frasista, e seus companheiros tucanos (ou aliados do DEM, herdeiros de Carlos Lacerda) se utilizam bastante desta preciosa arma de combate oposicionista, mas são fichinhas diante de gigantes do gênero no passado recente. Saudosismos à parte e a bem da verdade factual, todos eles juntos perdem feio para Lula (o “sapo barbudo” na histórica comparação de Brizola).

No particular, apesar da fama de língua presa, o ex-presidente da República e do PT demonstra claramente sua preferência pelo fraseado inspirado na escola ex-governador gaúcho. Quando vivo, nos famosos bafafás com Luiz Inácio e seus companheiros, Brizola alfinetava: “O PT é a UDN de tamanco e macacão”.

Antes do ponto final nestas linhas, breve pausa para recordar experiência pessoal e profissional marcante: um dia que entrou madrugada adentro, nos anos 70, então repórter do Jornal do Brasil na sucursal da Bahia, de passagem pelo Uruguai, fui parar na estância de Brizola no povoado de Carmen, província de Durazno. Isso pouco antes dele ser expulso do exílio uruguaio e buscar abrigo em New York, no governo do democrata Jimmy Carter.

A longa conversa (possível graças à interferência do bravo e incorruptível coronel Dagoberto Rodrigues, chefe dos Correios e Telégrafos no governo Jango, e do jornalista e querido amigo Paulo Cavalcante Valente, ambos no exílio em Montevidéu), se deu quando já rondava a Operação Condor que uniu chefes de ditaduras em vários países da América Latina para eliminar adversários como Allende, Jango e o próprio Brizola.

Foi uma aula de história do continente e da arte da prosa política. Guardei na memória algumas pérolas do rico fraseado, outras se esfumaçaram infelizmente, pois o autor não permitiu anotá-las. Não esqueço da última, na despedida: “Baiano, tu vais ver: Portugal se livrará em menos de 30 anos das marcas de meio século do regime de Salazar. O Brasil levará mais de 50 para livrar-se do entulho deixado pela ditadura de 64.”

Pelo visto nestes dias de agosto de 2011, quem duvida?

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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“When You´re Smiling”, para quem viu e ouviu Poderosa Afrodite, o encanto se repete. E se renova no BP para quem nunca viu nem ouviu esta maravilha musical, que Armstrong e Sinatra também gravaram.Quem manda uma tradução da letra tambem maravilhosa para o BB? Mãos à obra Rosane ou Laurita. Hora de treinar o inglês. Regina, hora de treinar o português.
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BOA NOITES!!!

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