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Postado em 19-08-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 19-08-2011 16:27


Colbert: desgravo hoje em Feira de Santana
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE:

CLAUDIO LEAL

O secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, conversou com exclusividade, nesta sexta-feira (19), com Terra Magazine. Sua prisão na Operação Voucher, da Polícia Federal, foi a que mais provocou protestos e estranheza, devido ao pouco tempo em que estava no cargo e o que se conhece da sua história na política.

Ex-deputado federal, o peemedebista Colbert afirma que sua honra “será lavada” na investigação do episódio: convênios de qualificação profissional do Ministério do Turismo, no Amapá, passam por devassa.

– Minha honra vai ser lavada. Sou funcionário público, nunca tive nada. Esse convênio é de 2009. Já vinham. Não assinamos nada. Pagamos a finalização.

Afastado do ministério, Colbert Martins pretende comprovar sua inocência e retornar ao trabalho. “Posso voltar, se quiser. O juiz, que deu o habeas corpus, só excluiu a mim. E o TCU não me incluiu nessa questão”, diz. Ele quer ser indenizado pelo Estado por conta de danos sofridos com sua prisão e exposição pública.

Confira os principais trechos da conversa.

“Não recebi carta do TCU e da PF”

“Minha ideia é provar que não tem fatos, não é nem minha inocência. Não tem fatos. Entrei no ministério em 15 de março e veio isso em 12 de abril. Não recebi nenhuma notificação do TCU, do Ministério Público ou da Polícia Federal, para não pagar (a última parcela do convênio). Não recebi nenhuma carta: ‘Pare o convênio’. Vou provar que não”.

“Posso voltar ao ministério”

“Estou afastado do ministério. Posso voltar, se quiser. O juiz, que deu o habeas corpus, só excluiu a mim. E o TCU não me incluiu nessa questão”.

“Divulgação da fotografia é criminosa”

“Foi muito duro, muito difícil. A divulgação da fotografia (na Penitenciária do Amapá) é criminosa. E também os próprios vazamentos dentro da PF. Vaza tudo. Faço uma comparação com a operação desta semana (Alquimia). Entre a operação da semana anterior (a Voucher), e a desta. Um bilhão de reais a desta semana, quatro milhões a outra. Agora, eles fizeram uma ação absolutamente correta. Divulgaram só alguns nomes, não usaram algemas”.

“Usaram algemas”

“Sim, usaram algemas. Comigo. Inclusive com uma senhora de 67 anos, que está com câncer e tinha saído de uma quimioterapia. A divulgação das fotografias, no Amapá, foi criminosa. Espero que o servidor seja punido”.

“Honra será lavada”

“Minha honra vai ser lavada. Sou funcionário público, nunca tive nada. Esse convênio é de 2009. Já vinham. Não assinamos nada. Pagamos a finalização”.

“Gravações da PF não têm a ver com convênio”

“Não tem nada a ver. Ali eu falei de uma emenda do senador Sarney, no Amapá, para a construção de um píer. Falei que era necessário se fazer de forma rápida, porque a presidente tinha determinado que, até 30 de setembro, os recursos podiam ser liberados, senão eles seriam extintos. Não tem nada a ver com o convênio. A outra (gravação) é de uma emenda do pessoal do Piauí. Eu só liberaria depois de falar com o deputado, pra saber qual seria a destinação”.

Retorno à Bahia

“Cheguei a Salvador agora. Pretendo agradecer o apoio da minha cidade (Feira de Santana), dos amigos, das pessoas que me apoiaram. A imprensa foi muito correta comigo”.

Leia mais sobre o caso em Terra Magazine
http://terramagazine.terra.com.br

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