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Deu na coluna Poder Online, do IG, assinada pelos jornalistas Jorge Felix e Tales Faria.

Escolhido para o comando do Ministério da Agricultura em lugar de Wagner Rossi, o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) visita hoje a Câmara para despachar assuntos da liderança do governo no Congresso e para conversar com o lideranças do PMDB.

Ao Poder Online, Ribeiro afirmou que sua primeira medida no ministério vai ser “ouvir muito” e disse que vai consultar Wagner Rossi, a quem considera “um colega talentoso”.

Questionado se afastará ou demitirá funcionários, se esquivou:

– Estou chegando. Primeiro a Dilma tem que me trazer

Dilma com FHC, hoje, no Palácio Bandeirantes(SP)/
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
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DEU NO PORTAL TERRA


Vagner Magalhães

Direto de São Paulo

A presidente Dilma Rousseff foi recepcionada nesta quinta-feira no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo (SP), pelo ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin. Ambos participaram de uma cerimônia que selou parcerias para o programa Brasil Sem Miséria, do governo Federal. Durante a cerimônia, Dilma ficou sentada entre os dois.

A presidente se reuniu com os governadores Geraldo Alckmin (SP), Sérgio Cabral (RJ), Antonio Anastasia (MG) e Renato Casagrande (ES) para anunciar uma série de ações conjuntas com o objetivo de retirar da extrema pobreza 2,7 milhões de pessoas da Região Sudesde do País. De acordo com levantamento do governo federal, 79% da população mais pobre estão concentrados na área urbana.

O principal objetivo é localizar e cadastrar as pessoas que têm uma renda mensal abaixo de R$ 70 e que não estão cadastradas em nenhum programa social.

Com o governador de São Paulo, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo, assinou acordo para complementação de renda do Bolsa Família. O acordo prevê que 300 mil famílias sejam contempladas até 2014.

Em São Paulo, as famílias com renda familiar abaixo de R$ 70, ainda que recebam o Bolsa Família, serão incluídas como beneficiárias do programa Renda Cidadã, do governo do Estado. O valor mínimo de recebimento será de R$ 20 e o valor máximo ainda não foi definido. Essa complementação já existe nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Leia matéria jornalistica completa sobre o fato no portal Terra

http://noticias.terra.com.br/brasi


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OPINIÃO POLÍTICA
A situação tá cínica

Ivan de Carvalho

Pronto. Ou não. Só mais um. E por enquanto.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, do PMDB e indicado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, em nome de seu partido e especialmente da bancada peemedebista na Câmara dos Deputados pediu demissão ontem.

Na fila ainda está o ministro do Turismo, Pedro Novais, também indicado pelo PMDB, e especialmente pelo presidente do Senado, José Sarney, um pouco em nome da bancada peemedebista nesta Casa do Congresso, muito em nome dele mesmo e seu grupo. Pedro Novais foi ontem ao Congresso, atendendo a convite para explicar as denúncias de irregularidades em seu ministério, mas sabe-se que a presidente Dilma deu orientação para ele ir. E ele admitiu que “alguma coisa pode ter havido”.

O ministro da Agricultura apresentou ontem carta de demissão, acusando a revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo de fazerem denúncias de corrupção infundadas que o levaram a deixar o governo para não permanecer exposto a essa artilharia.

Esperto, inteligente, observador, Wagner Rossi – depois de cuidar de deixar bem claro que não estava saindo por desejo do governo, pois elogiou fortemente a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula – escreveu no penúltimo parágrafo de sua carta que “só um político brasileiro tem condições de pautar ao mesmo tempo a Veja e a Folha de S. Paulo”.

Assim, o ministro, ou ex, praticamente acusou alguém muito importante na oposição e, como ele não disse o nome da pessoa a que se referia, convém ser prudente. Mas como ele deixou claro que estava atirando em um alvo bem definido, certamente é porque pretendia ser entendido.

Observando-se o quadro das oposições no país, nota-se que os três políticos mais influentes são do PSDB, o principal partido oposicionista – o senador Aécio Neves, o ex-governador paulista José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Fazendo um raciocínio algo superficial, pode-se excluir da equação Aécio Neves, tendo em conta que os dois veículos de comunicação “acusados” por Wagner Rossi estão sediados em São Paulo. Restariam FHC e José Serra.

Que o leitor faça sua escolha enquanto Rossi não deixar vazar o nome do vilão de sua pouco verossímel história de bruxo.

Quanto a mim, prefiro ressaltar a sucessão de crises políticas no governo Dilma Rousseff, enquanto a crise econômico-financeira internacional vai lentamente sitiando o país, cujo governo não preparou e não tem um projeto de nação a longo prazo e nem um plano consistente para enfrentar essa crise que vem de fora, tendo preferido montar um projeto de poder.

Note-se que houve a crise na Casa Civil, forçando a saída de Antônio Palocci; a mudança no Ministério de Relações Institucionais; a crise no Ministério dos Transportes, que afastou Alfredo Nascimento do cargo e o PR do governo; a queda do ministro da Defesa e a nomeação de um novo ministro, Celso Amorim, muito mal visto por grande parte do estamento militar, por seu histórico no Ministério das Relações Exteriores; a complicada investigação no Ministério do Turismo e agora essa crise no Ministério da Agricultura, culminando com uma apressada e, vamos combinar, estranha saída do ministro.

Como no samba de Adoniran Barbosa, há dias muito oportunamente lembrado pelo jornalista Vitor Hugo Soares, “a situação aqui tá muito cínica”. O que complica é que a determinação do sargento Oliveira – “os mais pió vai pras crínica” – é difícil de cumprir, pois o SUS está um horror. Ou continua um horror. Foi o que bem mostrou ontem o programa “Que venha o Povo”, da TV Aratu, com uma filmagem clandestina (feita por um acompanhante de doente) no interior do Hospital Roberto Santos. Ali também “a situação tá muito cínica” e a cada dia “mais pió”.


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Faleceu no início da manhã desta quinta-feira no Instituto Baiano de Cardiologia, Enio Mendes, aos 82 anos. Advogado, ex-deputado estadual cassado, ex-secretário de Segurança Pública da Bahia no governo Waldir Pires, são alguns componentes do perfil pessoal e político deste baiano de Esplanada. Ele, no entanto, foi acima de tudo ao longo da vida um combatente de primeira linha nas melhores e mais corajosas causas democraticas da Bahia e do País ao longos das últimas seis décadas.

Formado em Direito, foi advogar em Esplanada de onde, a pedido de Hélio Ramos, do PR, o partido de Manoel Novaes, partiu para seu primeiro mandato de deputado estadual, uma campanha sem dinheiro. Para surpresa de muitos, foi o quinto mais votado entre o onze eleitos pelo partido.

Depois de reeleito, topou pela frente com o golpe, que exigiu sua cassação pela Assembleia Legislativa.

Motivo: “falta de decoro ideológico”.

Entrou com mandado de segurança contra o ato violento e ganhou por unanimidade no Tribunal de Justiça da Bahia, que se esqueceu de comunicar à Assembleia. Como também se esqueceram de suspender seus direitos políticos à época da cassação só veio a perdê-los de fato dois anos depois.

Eleito deputado estadual pelo Partido Republicano-PR, 1959-1963 e reeleito pelo Partido Social Progressista-PSP, 1963-1967, cassado em 28/04/1964, teve seus direitos políticos suspensos em agosto de 1966.Fez parte de uma geração de parlamentares e políticos baianos com a marca da resistência e da combatividade com princípios, aliada ao conteúdo intelectual e presença parlamentar marcantes, cujo símbolo foi o deputado Chico Pinto.

Na Assembléia Legislativa foi titular das Comissões de Finanças, Orçamento e Contas (1959), Viação e Obras Públicas (1959), Orçamento e Fiscalização Financeira (1961), Constituição e Justiça (1963), Finanças e Serviços Públicos (1963); suplente das Comissões: Constituição e Justiça (1959-1960), Economia (1959), Finanças e Serviços Públicos (1960), Economia e Transportes (1963), Saúde Pública e Assistência Social (1963).

Depois de cassado, sem dinheiro e sem ter o que fazer em Salvador, voltou a morar em Esplanada e foi ganhar a vida como fazendeiro, outra vez.

Foi aí, depois da democratização, que foram buscá-lo para ajudar na campanha de Roberto Santos, já que se filiara ao PMDB. Na condição de Secretário Geral do PMDB, entrou de corpo, alma e coração na campanha de Waldir Pires, e terminou indo para o governo, a quem serviu como Secretário de Segurança, fez dobradinha com outro secretário, também idealista, o já falecido Euclides Neto, e cumpriu sua missão sem desvios éticos. Dizia com orgulho que perante mais de cem invasões de terras, no período, jamais empregou a força para cumprir sentenças judiciais de desocupação, mas a persuasão, o diálogo.

Homem de brio, político brilhante e honrado, foi admirado pela seriedade e dignidade. Sempre dizia com orgulho, “jamais haver pedido algo para si próprio”.Enio Mendes deixou viúva, Dona Lígia Mendes de Carvalho, 5 filhos e 7 netos. O corpo de Enio Mendes está sendo velado na Assembléia , no Centro Administrativa er será cremado amanhã, às 9hs, em cerimônia no Jardim da Saudade, em Salvador. Bahia em Pauta se solidariza à sua família e junta-se aos amigos e admiradores no tributo a este grande e honrado filho da Bahia

(Postado por Vitor Hugo Soares e Maria Olívia Soares, com informações da ALB )

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18
Posted on 18-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 18-08-2011


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Dálcio, hoje no Diário do Povo (Campinas-SP)

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