Deu no Blog Por Escrito ( Editado pelo jornalista Luis Augusto Gomes)

Por uma fonte da diretoria da Petrobras, o radialista Mário Kertész soube que o deputado Nelson Pelegrino, candidato do PT a prefeito de Salvador, tentou fazer com que a empresa, presidida pelo seu correligionário José Sérgio Gabrielli, cancelasse o patrocínio do evento em que entrevistará o jornalista Sebastião Nery, no dia 23.

Confirmando que não vai ter medo de “trocar bala” numa eventual campanha eleitoral ou mesmo que não seja o caso, Kertész respondeu no Jornal da Bahia no Ar, programa da Metrópole FM. Negou que seja candidato a prefeito, mas argumentou que, ainda que fosse, a criação desse tipo de obstáculo não é uma atitude democrática.

Lembrou que o deputado Afonso Florence, também petista, usou a Petrobras na campanha eleitoral e não poupou de crítica nem seu amigo Edmon Lucas. Os ouvintes foram solidários, tendo se registrado cerca de 30 ligações de “repúdio à prepotência de Pelegrino”, segundo a fonte que transmitiu a informação a este blog.

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Teixeira; novo campus baiano

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

A Bahia ganha, nesta terça-feira (16), mais duas Universidades Federais e nove Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs). O governador Jaques Wagner participa, às 11h, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), da cerimônia de anúncio, pela presidente Dilma Rousseff, da expansão da rede federal de educação superior e profissional e tecnológica. Além disso, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) terá um campus de extensão em Camaçari e a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), um campus de extensão em Feira de Santana.

Serão criadas as Universidades Federais do Sul da Bahia, com campi em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas; do Oeste da Bahia, com campi em Barra, Bom Jesus da Lapa, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães; e IFETs em Xique-Xique, Serrinha, Itaberaba, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus, Brumado, Lauro de Freitas, Juazeiro e Euclides da Cunha.

Na última quinta-feira (11), o governador inaugurou um campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) na cidade de Senhor do Bomfim. Também foi confirmada, pelo governo federal, a criação da Universidade Federal de Integração Luso-afrobrasileira (Unilab) na Bahia.


Temer: queixas do PMDB levadas a Dilma
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DEU NA FOLHA


BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA

O PMDB ensaia nova rebelião contra o governo por causa da prisão do ex-deputado Colbert Martins (PMDB-BA) na Operação Voucher.

A insatisfação é endossada pelo vice-presidente Michel Temer, que fez queixas à presidente Dilma Rousseff e ligou para o aliado no sábado, após ele deixar a cadeia.

Temer diz que não há provas do envolvimento do peemedebista em fraudes no Ministério do Turismo e que a ação da Polícia Federal causou danos à imagem da sigla.

O episódio pode ser usado como justificativa para retaliação ao Planalto no Congresso, onde o partido já reclama da baixa liberação de emendas parlamentares.

Embora o ministro Pedro Novais (Turismo) pertença ao PMDB, a legenda culpa seus dois antecessores petistas, Marta Suplicy e Luiz Barretto, pelo suposto esquema de fraudes na pasta.

A sigla diz que Colbert assumiu cargo no ministério em abril, quando a PF já investigava os desvios, e seguiu parecer técnico ao destinar verbas à ONG Ibrasi, suspeita de fraude no Amapá.

“Colbert é o maior injustiçado desta história”, diz o ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA), ligado ao ex-deputado.

O vazamento da foto de Colbert na cadeia, sem camisa, acirrou os ânimos na sigla contra o governo e a PF. O PMDB promoverá dois atos de desagravo a ele: hoje, na Bahia, amanhã, em Brasília.

O líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), reunirá os deputados em protesto ao “tratamento absurdo de que Colbert foi vítima”. “Mas a insatisfação da bancada é com o tratamento político, a retenção de emendas”, diz.

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse a peemedebistas que não sabia da ação contra Colbert. O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que as emendas voltarão a ser liberadas esta semana.


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Verdade” , de autoria de Nelson Rufino e Carlinhos Santana, faz parte do álbum “Juras de amor” lançado por Zeca Pagodinho no ano de 2000.

VIVA NELSON RUFINO!!! SALVE ZECA!!!

(VHS)


Nelson Rufino: samba baiano em pessoa
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Dica da jornalista Maria Olívia para o Bahia em Pauta

Logo mais, 21 horas, o sambista Nelson Rufino fará show de gravação de seu primeiro DVD no Teatro Castro Alves, em Salvador. O projeto, que recebeu o nome de Minha Vida, celebra os 47 anos de carreira de Rufino, um bamba da nossa música.

Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Edil Pacheco, o Grupo Bossa do Samba e Alex Ribeiro (filho do saudoso Roberto Ribeiro) e Mariene de Castro são convidados especias da festa do sambista, de uma lista que ainda inclui Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Batifun e Carla Cristina . “Nesse trabalho, que se chama Minha Vida, estarei interpretando algumas músicas já escolhidas do público e algumas ainda inéditas.

Não poderia deixar de ser no Teatro Castro Alves, palco vivo da nossa cultura”, afirmou Nelson Rufino. O sambista há muito merecia um evento desta grandeza, uma pena que a festança é só para convidados, nem tudo é perfeito. Boa sorte, sambistas.

Maria Olivia Soares é jornalista, colaboradora do BP


Jango:morte cercada de dúvidas
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Deu Correio Braziliense:

Daniel Dantas

No último 4 de agosto, familiares do ex-presidente João Goulart entraram no gabinete da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, na tentativa de encerrar a última linha de um episódio com início há 50 anos.

A renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, inseriu o país em uma zona de turbulência que só teria fim com a redemocratização, 24 anos depois. Então vice-presidente, João Goulart, ou Jango, conseguiu assumir o poder a partir de uma campanha planejada pelo cunhado e à época governador gaúcho, Leonel Brizola, que chegou a sonhar com uma reedição da Revolução de 1930. Presidente a partir de uma decisão instável de Jânio, foi com a mesma instabilidade política que Jango protelou o golpe militar fracassado em 1961 até o último dia de março de 1964.

Se os motivos da renúncia de Jânio foram parcialmente revelados pelo ex-presidente nos últimos anos de vida, as circunstâncias da morte de Jango permanecem veladas. E é esse véu que a família Goulart pretende remover.

Morto no exílio, em dezembro de 1976, com atestado de óbito indicando apenas “enfermidade”, Goulart não passou por autópsia. Agora, a viúva e os filhos do ex-presidente pretendem exumar o corpo dele, certos de que o político morreu envenenado.

“Não temos interesses econômicos, minha mãe já foi até anistiada. Queremos pôr um ponto final na nossa angústia”, diz o filho mais velho de Jango, João Vicente Goulart. O caso, aberto por determinação da subprocuradora-geral da República, Gilda de Carvalho, em junho, está nas mãos do Ministério Público no Rio Grande do Sul. Para historiadores e cientistas políticos, os 50 anos da renúncia de Jânio e da campanha da legalidade planejada por Brizola colocam a memória daqueles 14 dias de instabilidade novamente sobre a mesa.

Em 25 de agosto de 1961, em uma carta com referências a “forças ocultas”, Jânio Quadros deixou o Palácio do Planalto depois de apenas sete meses de governo. Quando prefeito de São Paulo, antigos colaboradores relatam que não eram novidade pedidos de renúncia do político em momentos de tensão. Para não correr o risco de o vice assumir, tratou de despachar Goulart a uma viagem oficial à China. A diferença é que, se na capital paulista as renúncias sempre foram engavetadas, em Brasília ela virou realidade. “Pensei que os militares, os governadores e, principalmente, o povo nunca aceitariam a minha renúncia e exigiriam que eu ficasse no poder”, relatou Jânio, em 1991, ao neto — o trecho consta da biografia Jânio Quadros: Memorial à história do Brasil.

A atitude jogou o país em duas semanas de instabilidade, período em que ninguém, de fato, sabia por quem o Brasil estava sendo governado. “Não havia suspeita nenhuma de fragilidade do governo, nem instabilidade. A renúncia propiciou tudo isso”, diz o cientista político da Universidade de Brasília Octaciano Nogueira. Jango soube da renúncia quando se preparava para voar, em Cingapura. Retornou às pressas, mas, diante da ameaça iminente de golpe pelos militares, preferiu aterrisar em Montevidéu, Uruguai.

Quanto à exumação pedida pela família, o assunto deve ficar restrito ao MPF e à Justiça. “Não temos poder para investigar, chamar um general argentino para depor, mas o governo, uma Comissão da Verdade, teriam”, afirma João Vicente.

Leia reportagem na íntegra no Correio Braziliense

http://t.co/21jG5up

ago
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Posted on 15-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 15-08-2011


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)

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