ago
10

DEU NO IG

A Polícia Federal já liberou todos os 17 suspeitos que tiveram a prisão temporária decretada por suspeita de desvio de verba no convênio firmado entre o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) para capacitação de pessoas no Amapá. Segundo a assessoria da PF, a liberação deles foi concedida depois de prestados os depoimentos.

Os outros 19 suspeitos com prisão preventiva, levados ontem à Superintendência da PF em Macapá, continuam detidos. Entre eles, estão o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa –segundo homem na hierarquia da pasta–; o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, e o ex-presidente da Embratur, Mário Moysés.

Ontem a PF prendeu 35 pessoas e, nesta quarta-feira, mais uma foi detida –a polícia não informou a identidade desta última. Os últimos dois mandados de prisão ainda não foram cumpridos. A operação batizada de Voucher teve apoio do Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União.

O diretor-executivo da Polícia Federal, Paulo de Tarso Teixeira, afirmou que o esquema de corrupção que envolvia o Ministério do Turismo e a associação sem fins lucrativos Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) desviou cerca de R$ 3 milhões dos R$ 4,45 milhões destinados para o convênio que teria a finalidade de prestar serviços de capacitação aos servidores da pasta.

“A estimativa é de que um terço [do valor do convênio] teria sido aplicado. O restante teria sido desviado, mas isso só vai ser comprovado após a análise que será feita”, afirmou Teixeira durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal em Brasília.

De acordo com o diretor, “existem provas robustas” de que servidores e empresários seriam os beneficiados pelo desvio dos recursos públicos. “O que a gente sabe é que o dinheiro chegou às mãos deles através deste esquema [que usaria empresas de fachada].”

A operação foi realizada nos Estados de São Paulo, Amapá e no Distrito Federal. Conforme a a PF, os suspeitos utilizavam empresas de fachada para desviar recursos públicos destinados ao convênio firmado em 2009 entre o ministério e o Ibrasi para capacitação de cerca de 1.900 funcionários públicos.

As investigações corriam desde abril e devem prosseguir ainda por mais 15 a 30 dias. Na casa de um dos suspeitos, em São Paulo, também sede do Ibrasi, a polícia apreendeu R$ 610 mil em espécie.

A Controladoria-Geral da União (CGU) afirmou em nota divulgada nesta quarta-feira (10) que já determinou a instauração de um processo para apurar as possíveis irregularidades. O órgão recomendou também a suspensão, pelo prazo de 60 dias, de pagamentos a convênios na

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos