Targino Machado: solidariedade na Assembléia
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Maria Olívia Soares

Diversos políticos baianos, dos mais variados partidos, saíram em defesa do secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, do Ministério do Turismo, Colbert Martins Filho (PMDB), preso na manhã de hoje durante a Operação Voucher, da Polícia Federal, que investiga irregularidades no Ministério do Turismo. No total, foram presos 38 servidores e ex-servidores do Ministério do Turismo, suspeitos de desviar verbas através de emendas parlamentares.

“Conheço Colbert e não acredito que tenha feito nada errado. Tudo será esclarecido”, disse o deputado federal, Sérgio Carneiro (PT).

“Temos certeza que o ex-deputado Colbert Martins não tem qualquer envolvimento com os desmandos no Ministério do Turismo, Colbert tem história de vida. Nas audiências que tivemos com ex-deputado Colbert ele sempre se revelava preocupado em atender as necessidades legais dos convênios”, afirmou o prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta (PDT).

Carneiro e Pimenta enfrentaram Colbert Martins na última eleição municipal, em Feira.

“Por dever de consciência não posso deixar de registrar aqui a minha convicção na inocência do Deputado Colbert Martins. As informações preliminares que nos chegam, dão conta de que foram presos indistintamente todos os signatários de um convênio com um instituto chamado IBRASI. Colbert teria assinado cerca de 10 dias após sua posse que ocorreu há quatro meses”, opinou o deputado federal Arthur Maia (PMDB).

Na Assembleia Legislativa da Bahia não foi diferente. Parlamentares de todas as correntes políticas se revesaram na tribuna da Casa, durante toda tarde, em defesa do ex-deputado Colbert Martins. O deputado Targino Machado (PMDB) apresentou uma moção de solidariedade a Colbert, o texto será subscrito por seus pares. `Coloco minha mão no fogo por Colbert Martins Filho`, afirmou Targino.

Maria Olivia Soares é jornalista


Colbert: “tem pirotecnia”, diz Geddel
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Em conversas com peemedebistas e familiares, na manhã desta terça-feira (9), o ex-deputado federal baiano Colbert Martins Filho (PMDB), do grupo político do ex-ministro Geddel Vieira Lima, procurou esclarecer a presença de seu nome na operação Voucher, da Polícia Federal. Secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Martins foi detido para prestar depoimento sobre o desvio de recursos do ministério. A PF investiga fraudes nos convênios de capacitação profissional no Amapá.

De São Paulo, Colbert conversou por telefone com familiares e esclareceu que os convênios remontam a 2009. Ele tomou posse em 10 de abril de 2011, no governo Dilma, e teria assinado a última parcela do pagamento duas semanas depois, com parecer favorável da gestão anterior. “Ele estava no lugar errado, na hora errada. E o pagamento ainda precisaria ser autorizado pelo ministro (Pedro Novais)”, diz um familiar. Acompanhado por agentes federais, Colbert aguardava o embarque para o Amapá. “Ele está tranquilo. Isso é uma palhaçada. Isso vem do tempo do ex-ministro Luiz Barretto”, afirma uma liderança peemedebista.

No Twitter, Geddel Vieira Lima defendeu o correligionário: “Colbert entrou no MT tem três meses. Soube que essa zorra vem de 2009. Aí tem pirotecnia pelo meio, mas vamos esperar”, disse. O secretário-executivo do Turismo, Frederico Costa, também foi preso.

A operação Voucher mobilizou 200 policiais federais, divididos entre São Paulo, Brasília e Macapá (AP). A PF investiga desvio de recursos públicos destinados ao ministério por meio de emendas parlamentares ao orçamento da União. O esquema pode ter provocado prejuízos de R$ 4 milhões. Nesta terça, estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e 7 mandado


Ministro Pedro Novaes: situação complicada
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

MARINA DIAS

Mesmo após o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ter saído em defesa do ministro do Turismo, Pedro Novais, dizendo que o colega de partido tem a “reputação ilibada”, diversos peemedebistas da alta cúpula já avaliam que a situação do ministro se complicou. “A imagem de Pedro Novais no governo Dilma nunca foi das melhores. Agora, tende a piorar”, declarou a Terra Magazine um cacique do PMDB.

Vários peemedebistas acreditam que Novais está na berlinda depois da megaoperação da Polícia Federal no Ministério do Turismo, que prendeu 38 pessoas, inclusive um dos homens de confiança do ministro, Frederico Silva da Costa, secretário-executivo da pasta. Alguns integrantes da base aliada avaliam, ainda, que a operação foi “um exagero” e que envolveu gente que está há pouquíssimo tempo no ministério. “Sabemos que o esquema de convênio é antigo e vem desde o governo FHC”, afirmou um peemedebista.

Além de Frederico Silva da Costa, também foram detidos Colbert Martins da Silva Filho, secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo e ex-deputado federal pelo PMDB-BA, Mário Augusto Moysés, que comandou o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) até junho deste ano, além de diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

A operação denominada Voucher contou com 200 policiais federais, divididos entre São Paulo, Brasília e Macapá (AP) e teve o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos destinados ao ministério por meio de emendas parlamentares ao orçamento da União. De acordo com a PF, estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e 7 mandados de busca e apreensão.

DEU NO PORTAL DA METRÓPOLE

A Justiça Federal condenou o empresário Ricardo Rodrigues Nunes, dono da rede de varejo Ricardo Eletro, a três anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e ativa. Ele é acusado de pagar propina a um auditor fiscal da Receita de São Paulo para não ser autuado por sonegação fiscal.

Ricardo já tinha sido preso em flagrante, em setembro do ano passado, quando foi pego com R$ 60 mil na saída de uma loja da franquia

ago
09
Posted on 09-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 09-08-2011


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Clayton, hoje,no Correio do Povo (CE)


Colbert (entre Dilma e Temer)
Foto Diário do Turismo
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O ex-deputado federal Colbert Martins Filho (PMDB-BA), secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, apontado como provável candidato a prefeito de Feira de Santana (PMDB) está entre os mais de 30 detidos esta manhã em operação da Polícia Federal em várias partes do País, supostamente de combate a práticas ilícitas no ministério do Turismo.

A operação deflagrada na manhã desta terça-feira já resultou na prisão de várias pessoas, entre elas o secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa. A relação de presos inclui ainda um ex-presidente da Embratur, segundo o portal IG.

De acordo com as primeiras informações divulgadas, os agentes cumprem 38 mandados de prisão, dos quais 19 para prisão preventiva e 19 para prisão temporária. Além disso, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão.

Apelidada de Operação Voucher, a ação, segundo a PF, tem por objetivo combater o desvio de recursos realizados por meio de emendas parlamentares.

A PF informou por meio de sua assessoria que após a realização das prisões divulgará mais detalhes da investigação e o motivo das prisões. Procurada pela reportagem, a assessoria do Ministério do Turismo, por sua vez, disse desconhecer a ação da PF e afirmou que vai se pronunciar sobre o assunto no período da tarde.


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OS MORTOS DA TRAGÉDIA NA CONSTRUÇÃO DE SALVADOR

O Corpo de Bombeiros confirma a morte de nove operários na queda de elevador de prédio em construção, hoje cedo, no bairro do Itaigara, em Salvador. Nomes das vítimas: Antônio Reis do Carmo, Antônio Elias da Silva, Antônio Luis Alves dos Reis, Hélio Sampaio, José Roque dos Santos, Jairo de Almeida Correia, Lourival Ferreira, Martinho Fernandes dos Santos e Manuel Bispo Pereira.

COM A SOLIDARIEDADE DO bAHIA EM pAUTA PELAS VÍTIMAS E SUAS FAMÍLIAS.


O prédio do desastre em Itaigara
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Um dos maiores acidentes da história da construção civil em Salvador, segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores, resultou na morte de nove operários na manhã desta terça-feira,9. Despencou o elevador de um prédio em obras da construtora Segura, de 33 andares.O edifício fica atrás do edifício Thomé de Souza, ao lado do Hiper Posto na Avenida ACM, no bairro Itaigara, em Salvador, por volta das 7h30 desta terça-feira (9), segundo informações iniciais dos agentes da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador).

De acordo com as primeiras informações, o elevador tinha capacidade para conduzir seis pessoas , mas levava nove , todos mortos, quando desabou. Um diretor da Construtora Segura, ouvido pela Band Newa, considerou que “foi uma fatalidade”.

O Corpo de Bombeiros está no local. Algumas pessoas que passaram mal ao verem o acidente estão sendo atendidas pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A obra em construção pertence a empresa Construtora Segura, que ainda enviará um comunicado sobre o caso.

Cada andar tem cerca de 3m de altura, ou seja, a queda foi de uma altura de aproximadamente 80 metros. Segundo informações dos demais operários que estão no local, o elevador teria caído do 28º andar e estava com nove pessoas, sendo que a capacidade é para oito.

Segundo Raimundo Brito, diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia (Sintracom – BA), o sindicato vai tomar “as devidas providências”. “Vamos denunciar o caso ao Ministério do Trabalho para que essa obra seja embargada”.

Brito ainda informou que nesta semana o sindicato irá iniciar a partir da sexta-feira (12), uma campanha por segurança no trabalho.”Precisamos chamar a atenção da sociedade, dos empresários, dos trabalhadores, para os riscos que rondam os operários na construção civil”, completou.

SOCORRO

Através de nota, o Corpo de Bombeiros (Polícia Militar) informou que foi acionada por volta das 7h30 pelo número 193 e encaminhou uma equipe de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros para atender as vítimas. “Foram deslocadas três viaturas tipo Ambulância do Salvar e uma viatura de busca e salvamento sob o comando do Ten Mascarenhas”.

Diferente do que foi informado por testemunhas, os Bombeiros informam que o elevador caiu do 20º andar do prédio em construção, e não do 29º. No local, se encontram também equipes da Polícia Militar e integrantes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Delegacia da área, que investigarão as causas do acidente.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do Correio e da Radio Band News)


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OPINIÃO POLÍTICA

A Defesa, o ministro e o assessor

Ivan de Carvalho

O governo e principalmente e seu setor militar começaram ontem uma experiência inédita no país. Tomou posse no cargo de ministro da Defesa o diplomata Celso Amorim, que foi ministro das Relações Exteriores durante os oito anos do governo Lula.

Como têm assinalado analistas imparciais, bem como outros de diversas tendências políticas, o ministro da Defesa, ao qual estão subordinados diretamente os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, é de livre escolha do (a) presidente da República. Não compete aos militares manifestarem aprovação ou desaprovação e sim submeter-se à autoridade que sobre eles foi posta.

Mas uma coisa é a teoria, outra é a prática. Claro que militares não vão fazer passeatas nem divulgar notas oficiais e nem fazer discursos restritos aos quartéis a respeito do assunto. Seguirão com sua rotina de trabalho, indispensável a qualquer nação democrática no mundo atual.

Se as Forças Armadas têm regras constitucionais a obedecer numa democracia, continuam os militares na posse de seus neurônios e sinapses. Portanto, na posse de sua capacidade de pensar, ainda que advertidos, conforme chegou-se a divulgar, a não falarem o que pensam sobre a nomeação de Celso Amorim.

Pensam, muitos dos militares – e com notória razão – que o ministro da Defesa é um diplomata de “esquerda”. O fundamento ideológico ou o ideário (ideário é mais moderno que ideológico, uma palavra que rescende a mofo) das Forças Armadas é hoje democrático, conforme a Constituição, e não é de “esquerda”.

Quando, como ministro das Relações Exteriores, o atual ministro da Defesa privilegiou as relações com a mais que cinquentenária ditadura cubana de Fidel/Raul Castro, as Forças Armadas terão ficado quase tão preocupadas quanto ficaram quando o privilégio foi estendido ao fronteiriço regime do presidente-ditador Hugo Chávez. E quando o Brasil se humilhou desnecessariamente perante o governo estabanado de Evo Morales que, manu militari, apropriou-se de importantes instalações da Petrobrás na Bolívia.

Mas o pior de Amorim como chanceler foi sua desmesurada paixão pelo desajuizado regime iraniano e até por seu programa nuclear, que, em parceria com a Turquia, o governo brasileiro tentou subtrair às pressões internacionais que tentam assegurar-se de que seja apenas um programa nuclear pacífico.

Esse tipo de aproximação com o Irã poderá ter despertado, como advertem especialistas brasileiros e norte-americanos, a desconfiança das potências ocidentais em relação ao programa nuclear brasileiro. Desconfianças que já haviam sido desfeitas desde a presidência de Fernando Collor. A confiabilidade internacional do programa nuclear brasileiro é fundamental para o êxito da estratégia de defesa nacional, fundamental para os militares e, ao ver deles, para o Brasil.

E quando se tenta dormir no meio de um barulho desse, é aí que vem, ontem, o assessor presidencial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia – aquele do top, top, top do sigilo do caseiro Francenildo – e ensina: “Os militares sabem mandar e sabem obedecer, isso é uma coisa muito importante. Eles sabem que a comandante em chefe das Forças Armadas do Brasil se chama Dilma Rousseff, que ela delega grande parte desses poderes ao ministro da Defesa, que foi o ministro Jobim (…) e delega agora ao ministro Amorim”.

Ah, é, claro, que sapiência… mas o que levou o assessor de Assuntos Internacionais a dar pitaco em seara alheia, a da Defesa? E, meu Deus, será que vai continuar?

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