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DEU EM O GLOBO

Dez anos da morte de Jorge Amado – 6 de agosto de 2001 – E, na próxima quarta-feira, 99 de seu nascimento. Entre lamentar a perda de sua risonha companhia e celebrar sua obra, a família do baiano que criou Tieta, Gabriela, Tereza Batista, Quincas Berro d’Água e Pedro Bala preferiu ficar com a segunda opção. No dia 10, a quarta do aniversário, numa “merenda” na Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador, começa oficialmente o ano do centenário do escritor, com a divulgação dos eventos que vão preencher a agenda de comemorações. Antes de 2012 chegar ao fim, Jorge estará por todos os lados: no museu, cinema, teatro e até mesmo em seu amado carnaval.

O ponto alto da celebração será a exposição “Jorge, Amado e universal”. Ela ocupará 400 metros quadrados do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, entre os meses de março e julho e, em seguida, migrará para o Museu de Arte Moderna de Salvador, onde ficará aberta ao público até outubro de 2012.

– É uma exposição em primeira pessoa – adianta ao GLOBO o curador da mostra e diretor do Instituto Brasil Leitor, William Nacked. – Dividiremos o espaço em quatro áreas: Jorge por Jorge, Jorge por terceiros, Jorge internacional e a produção de Jorge, onde o visitante poderá ver documentos dele. Mantendo o estilo do Museu da Língua Portuguesa, haverá muita interatividade e uma elevada porcentagem de ineditismo – promete.

Nacked, que começa a prospectar o acervo do escritor em setembro, planeja uma exposição modular que possa ser ainda mais itinerante. Em seus planos, “Jorge, Amado e universal” também será exibida no Rio de Janeiro, em Brasília, Porto Alegre e no exterior, mas ainda não há acordos fechados para isso.

– Ele foi tão embaixador do Brasil no exterior quanto Vinicius de Moraes – defende o curador. – O volume de personagens que criou é tão grande, tão representativo do país e tão contemporâneo que assusta. Não há dúvidas de que a exposição será popular. Só em São Paulo, esperamos uns 400 mil visitantes.

O segundo grande evento do ano Jorge recai sobre sua neta Cecília Amado. No dia 14 de outubro, ela estreia em circuito nacional o longa-metragem “Capitães da areia”. O filme é baseado no livro homônimo de 1937 e tem direção e roteiro assinados por ela.

No teatro, Jorge Amado ganhará vida pelas mãos do diretor pernambucano João Falcão. Em 2012, ele transformará “Gabriela, cravo e canela”, romance de 1958, em musical.

– Neste fim de semana vou me reunir com o inglês Kevin Wallace, coprodutor da peça, para afinar os detalhes. A ideia é ser fiel ao livro e estrear no Rio, mas ainda não sabemos onde nem quem será a nossa Gabriela – diz Falcão, no suspense.

Detentora dos direitos sobre a obra completa de Jorge desde 2007, a Companhia das Letras chega ao ano do centenário lançando uma versão ilustrada das memórias “Navegação de cabotagem” (1992), ao menos dois títulos em formato de bolso (hoje só existe “Capitães da areia”) e uma caixa temática ainda não definida.

– Encontrei fotos que a Hildegard Rosenthal (fotógrafa suíça) fez de Jorge Amado – conta Thyago Nogueira, editor da coleção. – Elas e outras preciosidades garimpadas em Salvador, Rio e São Paulo estarão nessa edição especial de “Navegação”.

Para Nogueira, 2012 será o ano da revalorização literária do escritor:

– Por um tempo, talvez por ter ficado associado à novela, ao universo popular, ou por ter uma posição política forte, Jorge Amado sofreu certo preconceito – diz. – Mas ele tem uma importância e uma qualidade indiscutíveis. Trouxe para a literatura personagens que não existiam nos livros, como os meninos de rua de “Capitães da areia”.

Também vai merecer destaque o primeiro volume do “Catálogo fotográfico de Zélia Gattai – A casa do Rio Vermelho”. A obra sai este mês e reúne mais de mil fotos de Jorge com a família, feitas por sua mulher, na propriedade que o casal considerava seu porto seguro, em Salvador. O livro – de onde saíram as imagens desta página – é fruto da digitalização que a Fundação Casa de Jorge Amado realiza do acervo do escritor e de Zélia.

– São 20 mil textos de Jorge e 25 mil fotos de Zélia – conta Myriam Fraga, diretora da fundação. – É uma tarefa árdua, mas bonita.

Leia reportagem completa em O Globo

http://oglobo.globo.com/cultura

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Comentários

aghatta on 11 setembro, 2012 at 16:06 #

eu acho isso uma besteira ele já morreu ñ volta mais então pra q falar


sarah on 11 setembro, 2012 at 16:08 #

eu também acho isso uma besteira


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