Milton Ortolan: baixa na Agricultura

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DEU NO UOL

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Milton Ortolan, pediu demissão do cargo na tarde deste sábado. Número dois na estrutura da pasta, Ortolan disse ter entregue a carta de demissão ao ministro Wagner Rossi em caráter “irrevogável”.

Ortolan decidiu deixar o cargo após a revelação, pela revista “Veja”, de que o lobista Júlio Fróes teria uma gravação em que ele exigia propina de 10% sobre contrato com o ministério.

Ainda segundo a reportagem, Ortolan foi responsável por levar Fróes à primeira reunião na comissão de licitação do ministério, onde o lobista teria até sala própria. Lá, segundo a revista, ele elabora editais e escolhe as empresas prestadoras de serviço da Agricultura.

Na carta de despedida, Ortolan negou as acusações e disse que terá como provar inocência.

“Repudio as informações publicadas de que sou conivente com irregularidades e desvios de recursos no Ministério da Agricultura”, disse, em nota.

O demissionário afirmou que conheceu Fróes somente quando ocorreu o processo de contratação da Fundação São Paulo (PUC-SP) pelo ministério. “Chegou a mim como sendo um representante da PUC-SP”, afirmou.

Ortolan também negou ter participado de reunião para discutir o pagamento de propina no setor de assessoria parlamentar do ministério, como diz a revista.

“Não participei e nem compactuo com ilegalidades. Tenho 40 anos de serviço público. Jamais fui acusado de conduta irregular. Sinto-me injustiçado e ofendido pelas suspeitas levantadas na reportagem”, afirma.

O ministério da Agricultura está no centro do noticiário desde que Oscar Jucá Neto, irmão do senador Romero Jucá (PMDB) e conhecido como Jucazinho, disse em entrevista que há “bandidos” na Conab, e sugeriu que o ministro Wagner Rossi participava de esquemas de corrupção.

Leia mais sobre o caso na UOL

http://www1.folha.uol.com.br

ago
06


DONA CANÔ CANTA NOEL ROSA
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Dona Canô, 103 anos, matriarca da família Veloso em Santo Amaro da Purificação, Recôncavo Baiano,, recebeu alta na manhã deste sábado, segundo informações da assessoria do Hospital São Rafael, em Salvador, na Bahia.

Dona Canô voltou a ser internada na tarde da última terça-feira, com fortes dores nas costas. Ela já esteve internada em Salvador durante sete dias no último mês de julho. Na época, foi transferida de helicóptero de Santo Amaro da Purificação (109 km de Salvador) a Salvador, após apresentar problemas respiratórios.

Com diagnóstico de traqueobronquite (inflamação dos canais que conduzem o ar aos pulmões), apresentou melhora progressiva e recebeu alta após uma semana.

A mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia permaneceu lúcida durante toda a internação anterior. No último dia 20, recebeu visita, em Santo Amaro, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).


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Frevo da saudade, música de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva, cantando pelo coral do Bloco da Saudade.

Salve Gildo! Salve Nelson Ferreira! Salve o Frevo!

(VHS)

ago
06


A moça do apagão, salva do suicídio
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Praça Castro,Salvador, Bahia
Fotos GILDO LIMA
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Neste sábado , 6 de agosto de 2011, o reporter fotográfico Gildo Lima festeja 60 anos de idade em Salvador e o Bahia em Pauta, a começar por seu editor, levanta-se da poltrona como o famoso bonequinho do cinema de O Globo, para abraça-lo e aplaudir de pé.

Apesar de saber que o aniversariante, em sua extrema modéstia e simplicidade de bom pernambucano nascido em Serra Talhada, ficará morrendo de vergonha com os elogios, é preciso destacar e exaltar o talento e os méritos deste incrível profissional da imagem jornalística. Afinal, ele fotografou a Bahia e sua gente como poucos nas últimas décadas.

Acompanho sua trajetória há muitos anos, desde que Margarida, lá pelos anos 70, me chamou a atenção para “aquele fotógrafo humilde mas fora de série no jornal A Tarde”. Batata!, como dizem os pernambucanos.

Então eu chefiava a redação do Jornal do Brasil na Bahia e arrisquei o convite para Gildo se mudar para o JB. Ele topou e a escolha se revelaria perfeita, tão completa era a combinação do perfil do fotógrafo com o inovador , criativo e nacionalmente presente JB da época. Com ele tive experiências humanas e jornalística fantasticas ao longo de anos no JB, na Veja e em A Tarde, mais recentemente, para onde ele retornou.

Lembro hoje, com emoção, da nossa procura por Anália, juntos, em Maracangalha e Candeias, quando o Jornal do Brasill resolveu mostrar onde estava e o que fazia a musa eterna de Dorival Caymmi. Como esquecer de Gildo no meio do tiroteio entre policiais militares e fuzileiros navais no bairro da Calçada, na greve da PM baiana que assombrou o País, tudo registrado em imagens corajosas e de força dramatica e informativa invejáveis. E a premiadissima fotografia da ave que pousou no microfone no qual o então arcebispo de Salvador e cardeal Primaz do Brasil, Dom Avelar Brandão Vilela, pregava durante a celebração em louvor a São Francisco, no Parque da Cidade, em Salvador. E a moça em cima do poste que desesperada tentava se suicidar, deixou parte da capital sem luz, mas acabou salva!

Tudo sob a lente incrível do fotografo fora de série. Tão incrível quanto a figura humana que é Gildo Lima, marido da educadora Judite, pai da jornalista Anna Carolina Lima e de meu afilhado Miguel Angelo.

Gildo, meu compadre, a Bahia, Pernambuco e o País agradecem por você existir. O Bahia em Pauta e o jornalismo batem palmas na festa de seus 60 anos.

Parabéns!!!

(Vitor Hugo Soares, editor)


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OPINIÃO POLÍTICA
O ministro da Defesa
Ivan de Carvalho

Nelson Jobim estava determinado a sair do Ministério da Defesa. Cumprira ali um papel importante, deixando prontos os planos e programas fundamentais para orientarem a reformulação das Forças Armadas nas próximas duas ou três décadas. Então, nas comemorações do 80º aniversário do ex-presidente e amigo Fernando Henrique Cardoso, usou a citação de que “os idiotas perderam a modéstia” e acrescentou que esses idiotas são aqueles que “escrevem para o esquecimento”.

Apesar de depois o então ministro haver alegado que estava se referindo a alguns jornalistas, não se sabe bem por quais razões o PT não acreditou nesta alegação – apesar de ser um partido chegado a malhar a imprensa – e, discretamente, nos bastidores, vestiu a carapuça e incorporou notória irritação.

O ministro parece não ter se importado muito com tão ávida reivindicação da carapuça pelo PT e fez seu segundo lance ao revelar ao país – porque nos bastidores já dissera antes das eleições ao então presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff estava ciente – que em outubro passado votara no mui amigo José Serra, principal adversário de Rousseff nas eleições presidenciais.

Aí, a presidente e seu conselho político informal decidiram que Jobim não poderia ficar no cargo, não pelo voto, mas pela revelação. E ficaram esperando tempo bom para retirá-lo de lá. Mas o ministro não deu folga. Deu mesmo foi uma entrevista (que pode ter sido concedida antes mesmo da inesperada declaração de voto, mas foi publicada depois pela revista Piauí). E, na entrevista, chamou a ministra de Relações Institucionais, senadora petista Ideli Salvatti, de “muito fraquinha” e da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que “sequer conhece Brasília”. Quanto ao primeiro caso, o de Ideli, parece que tem razão, a julgar pela avaliação de muitos petistas.

Então a presidente Dilma já não pôde, como tencionava fazer, esperar o momento adequado para a demissão. Tinha que demitir imediatamente. Mas Jobim, embora o PMDB não o contabilizasse como um dos seus ministros, é filiado a este partido, que naturalmente esperava ser, no mínimo, consultado. No entanto, o governo e seu principal conselheiro, o ex-presidente Lula, ignoraram a existência do PMDB, onde a insatisfação terá crescido.

O escolhido por Dilma, com todas as bênçãos de Lula, foi o ex-chanceler durante os oito anos do governo de Lula, Celso Amorim, um diplomata de “esquerda”. Dizem, sem melhores especificações, que se comentou em setores das Forças Armadas desfavoravelmente, inclusive com o argumento de que colocar um diplomata como ministro da Defesa é como colocar um médico tomando conta de um necrotério. Há defeito na avaliação – poderia ser um médico legista.

Ontem, fora das Forças Armadas, havia uma porção de gente elogiando a escolha de Celso Amorim, cuja qualidade não seria apenas a de pessoa da absoluta confiança do ex-presidente Lula, a quem é ligadíssimo. Diziam que é “preparado”. Resta saber “preparado” para quê. No governo Lula, José Viegas, outro diplomata, foi ministro da Defesa. Era também muito preparado, claro. Não deu certo.

Excluindo a qualidade de ser homem de confiança de Lula, tenho a impressão de que não fica nada. O ex-ministro das Relações Exteriores perpetrou aquela patuscada brasileira em Honduras, transformando nossa embaixada em palanque para Manuel Zelaya, um êmulo de Hugo Chávez. E de lá a política externa brasileira saiu com o rabo entre as pernas, mesma atitude com que saiu da tentativa de, junto com a Turquia, tentar negociar com o Irã o problema da nuclearização do país.
Mas o pior mesmo será se Celso Amorim começar a se aconselhar com Marco Aurélio Garcia sobre os problemas de sua pasta

ago
06
Posted on 06-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 06-08-2011


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Frank, hoje na Notícia (SC)


Dilma sorri na Bahia no dia seguinte sem Jobim
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ARTIGO DA SEMANA

JOBIM, SEM AÇUCAR E SEM AFAGOS

Vitor Hugo Soares

Aparentemente cansada do jogo de gata e rato com o ministro da Defesa de seu governo, a presidente Dilma Rousseff jogou Nelson Jobim no mar, sem açúcar e sem afeto. Nem ligou para as orientações clássicas do genial Walt Disney nas narrativas animadas das historias dos conflitos entre Tom&Jerry – drásticas às vezes, mas sempre divertidas – para dar um fim na complicada trama política e de egos que já abria furos e começava a fazer água na nau do poder no Palácio do Planalto.

Dilma, a bem da verdade, optou por método próprio para livrar-se de um dos maiores estorvos ao exercício do mando até aqui. Apelou para ação cirúrgica sem anestesia, técnica aprendida provavelmente nos turbulentos tempos da guerrilha contra a ditadura. Tudo ainda em fase de testes no governo, mas já se transforma em marca e começa a fazer história na República brasileira.

Ontem, por exemplo, ao desembarcar em Salvador para rápida e trepidante “agenda positiva” de encontros, visitas e inaugurações na Bahia e Pernambuco – Estados onde as pesquisas de imagem lhe dão sempre os percentuais mais positivos – Dilma Rousseff não conseguia disfarçar o ar que misturava alívio e satisfação diante dos resultados menos de 24 horas depois da mais recente aplicação de seu método na nova operação que acaba de realizar.

Na passagem pela capital baiana no começo da tarde de ontem, a imagem que a presidente transmitia era bastante diferente, por exemplo, em relação à retratada no começo da semana pelo premiado desenhista cubano Osmani Simanca, publicada na edição de terça-feira (2) do jornal baiano A Tarde. Portanto, um dia depois do ministro da Defesa ter-se derramado em explicações e elogios “à maravilhosa presidente Dilma”, na entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Isso logo em seguida à constrangedora e extemporânea declaração de voto no tucano José Serra na eleição de 2010, vencida pela petista Dilma. Além de revelações efusivas sobre as maravilhas da convivência sempre afetuosa e cheia de “afagos” com o ex-presidente FHC, feitas na entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da UOL/Folha.

Na charge genial de Simanca, publicada dois dias antes do pote derramar em Brasília, a presidente Dilma Rousseff, com rosto enfezado de quem ouviu e não gostou, entra de surpresa na sala onde Jobim, o ministro, está sentado diante de um piano. Calçado de botas e metido em uniforme de camuflagem das Forças Armadas, dedilha melodias.

Ao perceber a inesperada presença da presidente às suas costas com cara de poucos amigos, o pianista puxa o samba famoso e universal do outro Jobim: “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça”…

Tudo poderia ter parado aí. Um perdão mesmo que temporário – a pedido do ex-presidente Lula, padrinho dos dois – e o fisicamente grandalhão ministro Jobim faria esforço para acomodar seu ego ainda maior no território de poder e prestígio cada vez mais reduzido no novo desenho da fechada roda das decisões que efetivamente importam no Planalto.

E assim permaneceria no governo antes de se mudar a mobília para São Paulo, ano que vem, depois da aposentadoria da mulher, como o ministro da Defesa repetia antes de efetuar cada novo disparo de sua metralhadora giratória de fogo amigo, no delicado e perigoso do jogo de morde e assopra ao qual Jobim se dedicava ultimamente.

Veio então o estouro com a divulgação antecipada do conteúdo das declarações à revista “piauí”, que o ministro escondera da presidente na conversa de “conciliação” dias antes. A publicação chegou ontem às bancas do País, quando Jobim já se tornara ex.

Neste novo ataque o ministro da Defesa dirigiu suas baterias para o interior do governo Dilma, apresentado como reduto de “muita trapalhada”; a ministra Ideli ” é bem fraquinha” e Gleisi, poderosa da Casa Civil, nem conhece direito Brasília. Nem vale repetir o resto, pois todo mundo já sabe.

Faltava a vingança para a ofensa. Esta veio nos moldes dos melhores manuais do gênero. Um avião a jato foi mandado ao Amazonas onde estava o ministro na quinta-feira e ele foi trazido a Brasília para o ato final de humilhação pública, que guarda notáveis semelhanças com emparedamento de Fortunato, vaidoso personagem do conto “O Barril de Amontillado”, um clássico sobre vingança escrito pelo mestre Edgar Alan Poe.

Vale a pena reproduzir aqui a abertura do conto. Pela maravilha que é o texto em si e pela emblemática atualidade de seu conteúdo:

“Suportei o melhor que pude as mil e uma injúrias de Fortunato; mas quando começou a entrar pelo insulto, jurei vingança. Vós, que tão bem conheceis a natureza da minha índole, não ireis supor que me limitei a ameaçar. Acabaria por vingar-me; isto era ponto definitivamente assente, e a própria determinação com que o decidi afastava toda e qualquer ideia de risco. Devia não só castigar, mas castigar ficando impune. Um agravo não é vingado quando a vingança surpreende o vingador. E fica igualmente por vingar quando o vingador não consegue fazer-se reconhecer como tal àquele que o ofendeu”.

Mais não digo para não quebrar o prazer da leitura de um dos mais notáveis escritos sobre a vingança na literatura mundial. “O Barril de Amontillado” devia ser recomendado como leitura obrigatória para ministros, aliados, opositores e quem mais deseje compreender melhor a presidente Dilma e seu governo. Confiram e boa leitura.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail:vitor_soares1@terra.com.br

ago
06


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Diana Krall, pianíssimamente bem-vinda ao barzinho do BP.

Boa noite!

(Gilson Nogueira)

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