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OPINIÃO POLÍTICA

A queda de Jobim

Ivan de Carvalho

Antes de entregar, sob ameaça de ser demitido – feita em telefonema da presidente Dilma Rousseff –, sua carta de demissão, o ministro da Defesa de ontem, Nelson Jobim, disse que, na entrevista dada por ele à revista Piauí, retiraram do contexto dois comentários seus sobre duas das três mais poderosas mulheres do governo.

A senadora Ideli Salvatti é a ministra de Relações Institucionais, encarregada da articulação política do governo, principalmente com o Congresso. A senadora Gleisi Hoffmann, mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é a ministra-chefe da Casa Civil, cargo ocupado por Dilma Rousseff durante vários anos do governo Lula e de onde esta saiu para disputar e conquistar a Presidência da República.

Pois o até ontem ministro da Defesa, Nelson Jobim, não precisou botar uniforme camuflado do Exército para fazer dois disparos de bazuca contra as duas ministras.

Um dos disparos atingiu a ministra de Relações Institucionais, integrante do “núcleo duro” do governo Dilma. “Ideli é muito fraquinha”, disse Jobim à revista. O outro disparo atingiu a ministra-chefe da Casa Civil. Jobim disse que Gleisi Hoffmann “sequer conhece Brasília”.

Quando, nas agitadas horas que precederam sua demissão “a pedido” imposto – com a entrega de uma carta durante uma conversa dura, rápida e tensa –, o ex-relator da Constituição de 1988, ex-ministro da Justiça do governo FHC, ex-presidente do STF disse que a revista “tirou do contexto” suas inocentes observações sobre Ideli e Gleisi Hoffmann, ninguém entendeu. Especialmente nos meios jornalístico e político, ambos experientes em saber o que está no contexto e fora dele e o que dele não pode ser tirado.

Como tirar “Ideli é muito fraquinha” de um contexto em que a frase tenha sido dita? Fraquinha de bíceps ou quadríceps, não é o caso, o presidente do Senado, José Sarney, ontem mesmo disse que ela é “até gordinha”. Quanto a Gleisi Hoffmann, a frase “sequer conhece Brasília” certamente não terá sido dita quanto a uma preocupação de que ela não saiba como trafegar pela cidade, encontrar ruas, hotéis, pontos turísticos, já que não está contratada pelo governo para motorista de táxi. A frase quer significar que ela não conhece o funcionamento político-administrativo da capital da República.

O tempo irá mostrando o que pretendia e o que conseguiu ou não, politicamente, o ex-ministro Nelson Jobim. Ele estava no cargo por influência de Lula, que recomendou sua permanência a Dilma Rousseff, mas Lula não saiu perdendo – o novo ministro da Defesa, Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula, é de sua total confiança, apesar de todas as bobagens que andou fazendo na política externa brasileira, em parceria com Marco Aurélio Garcia.

O governo tem um núcleo duro, em torno do qual evolui o secretário Gilberto Carvalho. Mas o núcleo mesmo é composto por Dilma, com seu estilo trator, que não gosta de dialogar e conciliar, razão pela qual delega isso a Ideli, “muito fraquinha” e a Gleisi, tão estilo trator quanto a presidente. Os políticos (e ministros e outros altos funcionários) não conseguem chegar à presidente, fato simples, que faz os políticos se sentirem prestigiados e representam meio caminho para pacificações e resolução de problemas. São os tais “afagos”.

Perguntei a um experiente político sobre o que fazer ante a realidade desse trio constitutivo do “núcleo duro” do governo. Ele olhou por uns três segundos o horizonte, com olhar perdido e respondeu, convicto – rezar. Após o que baixou a cabeça, contrito, sobre o peito.

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Comentários

luioz alfredo motta fontana on 5 agosto, 2011 at 8:33 #

Caro Ivan de Carvalho

A leitura dos fatos passa pelo seu brilhante artigo, ao qual ouso acrescentar o de Josias de Souza em seu Blog do Josias.

———————————————-
Escreve josias:

“Nelson Jobim dispunha, no Ministério da Defesa, de uma espécie de casamata particular.
Uma saleta contígua ao gabinete, com jogo de sofás e banheiro privativo.
Enfurnava-se nesse ambiente sempre que desejava degustar charutos e boas conversas.
No início do ano, após ser reempossado no cargo por Dilma Rousseff, Jobim conduziu um amigo ao refúgio ministerial.
Cubano entre os dedos, o legado de Lula discorreu sobre seu futuro na gestão Dilma. Jobim soprava fumaça e dúvidas.
Disse que se autoconcederia um prazo de seis meses. Nesse período, veria se seria possível estreitar a inimizade com Dilma.
Nas últimas semanas, à medida que o calendário achegava-se à data-limite, Jobim foi se tornando um subordinado de linguajar insubordinado.
Reaproximou-se da caciquia do PMDB, da qual se distanciara na Era Lula. Voltou a frequentar as reuniões de seu partido.
Nas conversas, dizia cobras e lagartos de Dilma.
Num dos encontros, ocorrido no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice Michel Temer, Jobim chamou a pseudochefe de “presidente-lobisomem”.
De vez em quando, disse Jobim, ela se transforma. Aparece para quem quer e quando quer. Espanta até gente do seu próprio partido, o PT.
Jobim contou ter testemunhado algumas aparições. Relatou, por exemplo, reunião em que se discutia a tramitação legislativa do projeto que cria a “Comissão da Verdade”.
Presente, a ministra petista Maria do Rosário (Direitos Humanos) teria manifestado dúvidas quanto à contribuição dela no processo.
Segundo o relato de Jobim, a presidente-lobisomem teria dito à companheira: ”Você fica calada, que é pra não atrapalhar.”
Tomado pelo que dizia de Dilma longe dos refletores, Jobim tornara-se uma demissão esperando para acontecer.
Súbito, a língua de Jobim, antes viperina apenas longe dos refletores, pôs-se a destilar veneno também em público.
O desfecho demorou mais do que o previsto. Em vez dos seis meses que mencionara no alvorecer do novo governo, Jobim durou oito meses e quatro dias.”

———————————————-

Acrescente-se ainda, que o tal núcleo do governo Dilma está, a partir de agora, acrescido por Celso amorim e o inenarrável Marcos Aurélio “top-top” Garcia.

Fica contudo, cada vez mais gritante, a pergunta:

– O que moveu Jobim???


luiz alfredo motta fontana on 5 agosto, 2011 at 8:33 #

Caro Ivan de Carvalho

A leitura dos fatos passa pelo seu brilhante artigo, ao qual ouso acrescentar o de Josias de Souza em seu Blog do Josias.

———————————————-
Escreve josias:

“Nelson Jobim dispunha, no Ministério da Defesa, de uma espécie de casamata particular.
Uma saleta contígua ao gabinete, com jogo de sofás e banheiro privativo.
Enfurnava-se nesse ambiente sempre que desejava degustar charutos e boas conversas.
No início do ano, após ser reempossado no cargo por Dilma Rousseff, Jobim conduziu um amigo ao refúgio ministerial.
Cubano entre os dedos, o legado de Lula discorreu sobre seu futuro na gestão Dilma. Jobim soprava fumaça e dúvidas.
Disse que se autoconcederia um prazo de seis meses. Nesse período, veria se seria possível estreitar a inimizade com Dilma.
Nas últimas semanas, à medida que o calendário achegava-se à data-limite, Jobim foi se tornando um subordinado de linguajar insubordinado.
Reaproximou-se da caciquia do PMDB, da qual se distanciara na Era Lula. Voltou a frequentar as reuniões de seu partido.
Nas conversas, dizia cobras e lagartos de Dilma.
Num dos encontros, ocorrido no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice Michel Temer, Jobim chamou a pseudochefe de “presidente-lobisomem”.
De vez em quando, disse Jobim, ela se transforma. Aparece para quem quer e quando quer. Espanta até gente do seu próprio partido, o PT.
Jobim contou ter testemunhado algumas aparições. Relatou, por exemplo, reunião em que se discutia a tramitação legislativa do projeto que cria a “Comissão da Verdade”.
Presente, a ministra petista Maria do Rosário (Direitos Humanos) teria manifestado dúvidas quanto à contribuição dela no processo.
Segundo o relato de Jobim, a presidente-lobisomem teria dito à companheira: ”Você fica calada, que é pra não atrapalhar.”
Tomado pelo que dizia de Dilma longe dos refletores, Jobim tornara-se uma demissão esperando para acontecer.
Súbito, a língua de Jobim, antes viperina apenas longe dos refletores, pôs-se a destilar veneno também em público.
O desfecho demorou mais do que o previsto. Em vez dos seis meses que mencionara no alvorecer do novo governo, Jobim durou oito meses e quatro dias.”

———————————————-

Acrescente-se ainda, que o tal núcleo do governo Dilma está, a partir de agora, acrescido por Celso amorim e o inenarrável Marcos Aurélio “top-top” Garcia.

Fica contudo, cada vez mais gritante, a pergunta:

– O que moveu Jobim???


luiz alfredo motta fontana on 5 agosto, 2011 at 8:35 #

Caro moderador, favor ignorar o comentário em que meu nome foi por mim grafado erroneamente, posto que já postei com a correção do mesmo.

grato


Jader Martins on 5 agosto, 2011 at 13:20 #

Mauro Santayana: Brasil se consolida como República
por Mauro Santayana, no JB Online, sugestão do leitor Morvan

O Ministro Nelson Jobim, respeitemos os fatos, é um político singular na história recente do país. Ele surge no cenário nacional em 1987, ao eleger-se para a Câmara dos Deputados. Rapidamente, impressionou seus pares pelo desembaraço. Sua vida acadêmica é rica: professor-adjunto de Direito da Universidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em que se formou, nela também obteve o mestrado em Filosofia Analítica e Lógica Matemática. Não obstante esses títulos, Jobim é intelectualmente discreto: nunca demonstra todo o seu saber nos pronunciamentos políticos ou em seus escritos. A vaidade ele a guarda para a prática cotidiana da política. É um homem que, em todos os atos, parece dizer que nasceu para mandar. Mas, pelo que vemos, não entende que o poder depende da legitimidade. Em seu caso, a legitimidade é conferida pela confiança da Presidente. Quando falta legitimidade a qualquer poder, ele é tão sólido quanto uma nuvem de verão.

No duelo de grandeza entre ele e Fernando Henrique, registre-se a verdade, o sociólogo levou vantagem sobre o filósofo e jurista. Matreiramente, como sempre foi, o então presidente valeu-se da intemperança de Jobim, sem que esse percebesse. Fez como se seguisse a orientação do gaúcho, dando-lhe corda, enquanto o conduzia pelos cordéis da lisonja. Jobim tem uma relação quase pavloviana com a real ou falsa admiração alheia. Nesses momentos, ele consegue inflar a alma por dentro do corpo.

Em uma visita que lhe fez, quando ocupava o Ministério da Justiça, o saudoso jornalista Márcio Moreira Alves anotou que o Ministro demonstrava sua cultura, ao ter, sobre a mesa, o conhecido compêndio de ensaios políticos de John Jay, James Madison e Alexander Hamilton, The Federalist. Os três grandes pensadores e políticos norte-americanos, mais do que discutir os fundamentos constitucionais da jovem república, redigiram uma espécie de manual republicano, a partir do pensamento clássico e dos filósofos ingleses do século 17. É, na certa, um bom estudo, principalmente para o uso daqueles que se sentem desestimulados a visitar o pensamento original e mais complexo dos clássicos, de Aristóteles a Locke, de Santo Tomás a Montesquieu, que inspiraram os políticos norte-americanos. Marcito, que se encontrava em fase serena de sua carreira, tratou Jobim com tal bonomia que os maliciosos poderiam ter considerado irônica.

Jobim é vaidoso, embora, pelo que se sabe, não se mete em negócios estranhos. Tal como Romero Jucá, porém, sua adesão ao governo independe de quem o chefie ou do partido que nele exerça hegemonia. É o terceiro período presidencial em que se destaca, nos poderes republicanos, como parlamentar, ministro, juiz e presidente do STF.

Em nenhum cargo Jobim se sentiu tão ele mesmo como no Ministério da Defesa. Seu entusiasmo foi o do escoteiro ao ser admitido no grupo. Tanto assim, que não titubeou: em poucas horas já envergava o uniforme de campanha dos oficiais superiores do Exército. Jobim é assim construído: tem o seu lado lúdico, e algum psicanalista de botequim poderia concluir que ele brinca sempre.

Mandar é com ele mesmo. Lula, que tem outro tipo de astúcia, bem diferente da que esgrime Fernando Henrique, também manobrou bem com Jobim. É certo que Lula não ficou muito à vontade quando Jobim, ao substituir um dos homens mais dignos de nossa história política, o baiano Valdir Pires, cometeu a grosseria de insinuar que seu antecessor não ocupara o cargo com a autoridade que lhe competia. A diferença é que Valdir administrava um ministério de militares em tempo de paz, enquanto Jobim parecia sonhar com o desempenho de Rommel e de Patton nos desertos africanos, e de Eisenhower e Zhukov, no desembarque na Normandia e no avanço sobre a Alemanha. Os chefes militares logo descobriram que Jobim estava encantado em brincar de marechal, e com ele se ajeitaram. Enfim, como Jobim fingia que mandava, eles, mais experientes, fingiam que obedeciam.

Ele se encontrava pouco à vontade, quando despachava com a presidente. Convenhamos que não é cômodo para Jobim submeter-se ao mando de uma mulher. Talvez mais para justificar-se diante de seus amigos paulistas do que para expressar um sentimento real, disse o que disse na festa dos oitenta anos de Fernando Henrique, a propósito dos “idiotas” do governo, com os quais era forçado a conviver hoje, bem diferentes dos “geniais” ministros do excelso intelectual. As suas declarações à Revista Piauí – que ele, sem muito jeito, tentou desmentir – ajustam-se à sua personalidade. A mais grave delas se refere ao episódio da nomeação de José Genoíno como seu assessor, quando afirma que, diante da hesitação da presidente sobre a capacidade do ex-guerrilheiro para o cargo, cortou logo a dúvida: quem sabia se Genoíno desempenharia bem a sua função era ele, Jobim, e não ela, Dilma. Se o diálogo realmente houve, ele não só contrariou as normas do poder, mas, ainda mais, violou as regras do cavalheirismo.

Por mais Dilma Roussef tenha recebido o apoio de Lula, ao assumir o cargo ela se tornou a chefe de Estado do Brasil, com todas as responsabilidades e prerrogativas do cargo, legitimada pela vontade da nação. Ela só tem que obedecer aos interesses nacionais, e cumprir a Constituição e as leis, de acordo com a sua própria consciência. E os que se sentirem incomodados com sua liderança, se assim lhes parecer melhor, podem deixar o governo. O Brasil tem centenas de milhares de cidadãs e cidadãos, patriotas e de probidade, capazes de exercer bem o múnus republicano – mesmo que não conheçam os endereços de Brasília.

Foi assim que se desfez a pequena crise: Jobim se demitiu no início da noite e um grande e sensato brasileiro, Celso Amorim, já foi nomeado para substituí-lo. O Brasil se consolida como República.


regina on 5 agosto, 2011 at 14:46 #

Aqui um outro ponto de vista:

sexta-feira, 5 de agosto de 2011Dilma ganha com a saída do fanfarrão
por Rodrigo Vianna

O Jobim pode ser arrogante. O Jobim pode ser oportunista. O Jobim pode ser uma espécie de Fouché brasileiro, na sua capacidade de servir a tucanos e petistas ao sabor das conveniências.
O Jobim, além de tudo, maltrata um dos nobres sobrenomes brasileiros. Jobim é nome de maestro, nome de poeta. Não deveria ser nome de minsitro fanfarrão.
Jobim pode ser tudo isso: arrogante, oportunista e fanfarrão. E muito mais. Mas uma coisa ele não é: bobo.
Ninguém acredita que um homem experiente, que já passou pelos 3 poderes da República, teria sido “infeliz” em seguidas declarações “desastradas”.
O que move Jobim?

Augusto da Fonseca, no “Festival de Besteiras da Imprensa”, testa uma hipótese: Jobim quer comandar a oposição. Por isso, Dilma teria tolerado tantas bobagens ditas pelo fanfarrão. Tudo o que ele quer é ser demitido, pra sair como vítima de uma presidenta que “maltrata” aliados (?!). A hipótese de Augusto é que Jobim esteja preparando o terreno para voltar ao leito original: um peemedebista a serviço do demo-tucanismo, a serviço de Serra.
Pode ser…. Mas, pergunto eu ao Augusto, por que Jobim teria resolvido agir agora? A eleição de 2014 não está longe demais? Parece cedo para fazer o papel do melindrado que salta para o barco do tucanismo.
Vou testar outra hipótese: Jobim era o principal articulador da concorrência para compra dos aviões da FAB. No governo Lula, tudo apontava para os “Rafalle” – aviões franceses. Jobim era o fiador dessa escolha, a maior concorrência para compra de aviões militares no mundo. Não era pouca coisa. Não era pouco dinheiro em jogo.
No governo Dilma, os concorrentes do Rafalle (suecos e norte-americanos) parecem ter voltado ao páreo. Jobim, teria sido colocado de escanteio na negociação? A súbita verborragia do (ex) ministro – que (com um nao de atraso) resolveu declarar voto em Serra, além de atacar o núcleo da coordenação política do governo Dilma – parece indicar que há algo no ar além dos aviões franceses…
Seja como for, a saída de Jobim deixa uma gostosa avenida aberta para o verdadeiro partido de oposição, a velha mídia brasileira. Sem Jobim, o “caosaéreo” já pode voltar às manchetes. Também surge uma chance de prolongar a tal “crise entre os aliados do governo”. Jobim fora do governo, fora de um ministério poderoso, é chance para muita fofoca, para muita intriga a mostrar que a aliança com o PMDB “não vai bem”.
A velha mídia vai deitar e rolar.
E daí?
E daí, nada.
Na minha modestíssima opinião, Dilma ganha muito ao se livrar de Palocci e Jobim. Os dois eram parte da face mais “atucanada” desse governo – que começou titubeante em muitas áreas.
Ainda mais porque já se confirma: Celso Amorim será o novo ministro da Defesa. Sai o Jobim que se apequena diante de embaixadores estrangeiros, entra o Amorim que comandou a política externa independente sob Lula.
Além dessa ótima notícia, surgem aos poucos outros sinais positivos no governo:
– Dilma mostra que vai defender a economia brasileira da guerra cambial; não se renderá à lógica idiota dos comentaristas liberais; o governo vai intervir (e já começou a intervir) para defender indústrias e empregos;
– Dilma faz a autocrítica por se afastar de sua base original; mostrou isso ao se unir de surpresa a sindicalistas que estavam no Palácio – Dilma pediu desculpas por não ter incluído as centrais no debate sobre a nova política industrial.
Livre dos atucanados, firme na defesa da indústria (e dos empregos), e caindo na real sobre quem são os verdadeiros aliados: essa é a Dilma de agosto.
O que parece “crise” (nas manchetes da velha mídia e nas “reportagens” do JN de Ali Kamel) pode ser o começo de nova fase de governo. Dilma se fortalece – na opinião pública – ao se livrar de “aliados” como Jobim, Palocci e “a turma do PR” . E vai-se fortalecer mais se fizer movimentos para reorganizar sua base de apoio original (na sociedade).
Dilma precisará dessa força para enfrentar as “crises fabricadas”, os ataques da velha mídia e as turbulências da economia mundial.
Forte, e com a economia em ordem apesar dos sacolejos no mundo, Dilma poderá olhar para Jobim e tirar a conclusão lógica: essa é uma ausência que preenche uma lacuna!


luiz alfredo motta fontana on 5 agosto, 2011 at 15:24 #

Caro Ivan de Carvalho

E o outro lado?

Reparaste no deserto de opiniões sobre o outro lado?

Tão indefinida e desconhecida quanto as razões de Jobim é a leitura do pensamento militar entre nós (existirá um?).

Por receio, ou desconhecimento, ninguém toca, não se encontra sequer uma linha a respeito.

Dona Dilma talvez saiba, afinal é a comandante constitucional.


Graça Azevedo on 5 agosto, 2011 at 18:25 #

Santayana é definitivo, na minha opinião. O artigo é imbatível.


Marco Lino on 6 agosto, 2011 at 11:07 #

xiiiiii, Regina anda lendo blog sujo?! Regina cairá no conceito dos leitores do BP que fazem parte da intelligentsia baiana (risos). Deixa isso para o “baixo clero” (Martins, eu e alguns outros) do BP, minha cara. (risos)

Mister Lula fez muitas concessões às aves de rapina (e de nada adiantou, pois levou cacete do início do primeiro ao fim do segundo mandato), e uma das piores foi trocar Pires pelo vaqueiro (que me perdoem os vaqueiros) gaúcho.

Já vai tarde, muito tarde. Trocar o jagunço pelo glauberiano Amorim não tem preço!


regina on 6 agosto, 2011 at 14:01 #

Pois é, caro Marco, conhece aquele dito: “Diz-me com quem andas….” rsrsrsrsrsrrs
A internet, esse território minado, nos revela surpresas de toda sorte, e, quem procura, acha!!!!
Segura as pontas!!!


marcos on 6 agosto, 2011 at 14:34 #

bom eu sou filho roberto marinho estou sendo boicotado


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