Sexta-feira de arrepiar em Wall Street
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A agência de avaliação de risco financeiro Standard & Poor’s rebaixou nesta sexta-feira (05) a qualificação da dívida dos Estados Unidos pela primeira vez na história, ao passar de “AAA”, a máxima possível, para o degrau abaixo “AA+”. A agência atribuia ao país a classificação “AAA” desde 1941.

A S&P rebaixou a nota de crédito dos EUA de longo prazo em um ponto devido às preocupações com o déficit orçamentário e o crescente endividamento do país. A medida pode elevar os custos de empréstimos, eventualmente, para o governo norte-americano, as empresas e os consumidores.

“O rebaixamento reflete nossa opinião de que o plano de consolidação fiscal acordado recentemente pelo Congresso e o governo não atende ao que, em nossa opinião, seria necessário para estabilizar a dinâmica da dívida do governo no médio prazo”, afirmou a agência em comunicado.

Porém, a perspectiva da nova classificação é negativa, afirmou a S&P em comunicado, um sinal de que outro rebaixamento da nota é possível nos próximos 12 a 18 meses.

“Nós poderemos rebaixar o rating para AA nos próximos dois anos, se virmos que uma redução de déficit menor do que aquela acordada, taxas de juro mais altas ou novas pressões fiscais durante esse período resulte em uma trajetória geral para a dívida mais alta do que assumimos atualmente”, afirmou a S&P.

A agência manteve inalterada em “AAA” a classificação de transferência e conversibilidade, que avalia a probabilidade de interferência governamental na capacidade de emissores norte-americanos dos setores público e privado de assegurarem moeda estrangeira para honrar o serviço de suas dívidas.

A decisão veio depois de uma batalha amarga no Congresso sobre o corte de gastos e o aumento de impostos para reduzir a dívida norte-americana e permitir que o limite de endividamento legal fosse elevado.

(Informações do IG)

DEU NO IG

Ao comentar a demissão de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, a presidenta Dilma Rousseff se confundiu e disse reconhecer “o grande trabalho que ele deu ao País”. Em entrevista a rádios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), cidades separadas pelo Rio São Francisco, Dilma afirmou que o episódio é página virada. “Infelizmente, esgotamos uma etapa. Viramos uma página.”


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CRÔNICA/ MEMÓRIA

Viva o futebol brasileiro

Janio Ferreira Soares

A primeira vez que entrei na Fonte Nova foi para ver Bahia e Cruzeiro, jogo que ficou para sempre gravado num velho vídeo-cassete que cultivo no Dique do Tororó da memória, que de vez em quando aciono só para me lembrar de um tempo em que craques como Tostão e Dirceu Lopes voavam pelos gramados feito anjos barrocos salpicados de estrelas soltas sobre o manto azul das Gerais.

Logo depois daquele alumbramento vibrei com as feras de Saldanha, com o tri no México, com o timaço de Telê e com alguns lampejos do Flamengo de Zico, do Atlético de Reinaldo, do Internacional de Falcão e dos brasis de Romário e Ronaldo, mas nada que superasse a emoção daquela noite na Fonte de um anel só, quando um menino acostumado a duas ruas e um rio correndo rumo às cachoeiras de Paulo Afonso descobriu que o futebol ia muito além do que se apresentava no campo de terra de Santo Antonio da Glória.

Quando é agora, na última quarta-feira de julho, alguma coisa baixou na Vila Belmiro e decretou que naquela noite (apenas naquela noite) uma geração de brasileiros que até então só ouvira falar da época em que o nosso futebol era de sonho e magia, finalmente teria a oportunidade de saber com quantos Neymar se faz um Pelé e com quantos Ronadinho se faz um Garrincha. “Jovem torcedor: futebol brasileiro. Futebol brasileiro: jovem torcedor”. Estava feita a apresentação.

Assisti ao espetáculo ao lado de Juca, meu filho de 15 anos, que até aquele dia tinha no Barcelona a sua única referência de fantasia. Mas depois que Neymar fez aquilo que eu não ouso dizer o nome (até porque não sei) com os zagueiros do Flamengo e Ronaldinho fez aquele gol de falta, vi no seu olhar o mesmo brilho que clareou o meu quando Dirceu Lopes deu um drible tão desconcertante no grande Roberto Rebouças que quase lhe quebra o espinhaço.

Foi um jogo tão perfeito que até o locutor não foi o chato do Galvão Bueno. Se fosse, o zagueiro teria derrubado Neymar, a barreira não teria pulado e Juca, coitado, iria continuar achando que Bahia e Vitória nem são tão ruins assim.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso (BA), no Vale do São Francisco.

ago
05
Posted on 05-08-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 05-08-2011

DEU NO BLOG DE MARIO KERTÉSZ

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje, aqui em Salvador, que vai impedir a “destruição” dos empregos no Brasil. Referindo-se aos países estrangeiros, Dilma afirmou que “nós não podemos deixar que por conta da crise internacional, eles venham aqui, diminuindo o valor de seus produtos, porque eles não têm onde colocá-los lá fora, que entrem aqui e façam uma destruição dos nossos empregos. Nós não podemos deixar e não vamos deixar”.

Ainda segundo ela, o mercado brasileiro é “objeto de cobiça” dos países estrangeiros, especialmente os países em crise econômica. “Todo mundo vê que o Brasil mudou. O Brasil cresce e tem um mercado interno forte. Esse mercado interno é objeto de cobiça de muita gente que está com a economia deprimida”, afirmou. Dilma disse ainda que o Brasil está “mais forte” e tem mais condições de enfrentar crises do que em 2008.

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05
Posted on 05-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 05-08-2011


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Duke, hoje no O Tempo (MG)

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OPINIÃO POLÍTICA

A queda de Jobim

Ivan de Carvalho

Antes de entregar, sob ameaça de ser demitido – feita em telefonema da presidente Dilma Rousseff –, sua carta de demissão, o ministro da Defesa de ontem, Nelson Jobim, disse que, na entrevista dada por ele à revista Piauí, retiraram do contexto dois comentários seus sobre duas das três mais poderosas mulheres do governo.

A senadora Ideli Salvatti é a ministra de Relações Institucionais, encarregada da articulação política do governo, principalmente com o Congresso. A senadora Gleisi Hoffmann, mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é a ministra-chefe da Casa Civil, cargo ocupado por Dilma Rousseff durante vários anos do governo Lula e de onde esta saiu para disputar e conquistar a Presidência da República.

Pois o até ontem ministro da Defesa, Nelson Jobim, não precisou botar uniforme camuflado do Exército para fazer dois disparos de bazuca contra as duas ministras.

Um dos disparos atingiu a ministra de Relações Institucionais, integrante do “núcleo duro” do governo Dilma. “Ideli é muito fraquinha”, disse Jobim à revista. O outro disparo atingiu a ministra-chefe da Casa Civil. Jobim disse que Gleisi Hoffmann “sequer conhece Brasília”.

Quando, nas agitadas horas que precederam sua demissão “a pedido” imposto – com a entrega de uma carta durante uma conversa dura, rápida e tensa –, o ex-relator da Constituição de 1988, ex-ministro da Justiça do governo FHC, ex-presidente do STF disse que a revista “tirou do contexto” suas inocentes observações sobre Ideli e Gleisi Hoffmann, ninguém entendeu. Especialmente nos meios jornalístico e político, ambos experientes em saber o que está no contexto e fora dele e o que dele não pode ser tirado.

Como tirar “Ideli é muito fraquinha” de um contexto em que a frase tenha sido dita? Fraquinha de bíceps ou quadríceps, não é o caso, o presidente do Senado, José Sarney, ontem mesmo disse que ela é “até gordinha”. Quanto a Gleisi Hoffmann, a frase “sequer conhece Brasília” certamente não terá sido dita quanto a uma preocupação de que ela não saiba como trafegar pela cidade, encontrar ruas, hotéis, pontos turísticos, já que não está contratada pelo governo para motorista de táxi. A frase quer significar que ela não conhece o funcionamento político-administrativo da capital da República.

O tempo irá mostrando o que pretendia e o que conseguiu ou não, politicamente, o ex-ministro Nelson Jobim. Ele estava no cargo por influência de Lula, que recomendou sua permanência a Dilma Rousseff, mas Lula não saiu perdendo – o novo ministro da Defesa, Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula, é de sua total confiança, apesar de todas as bobagens que andou fazendo na política externa brasileira, em parceria com Marco Aurélio Garcia.

O governo tem um núcleo duro, em torno do qual evolui o secretário Gilberto Carvalho. Mas o núcleo mesmo é composto por Dilma, com seu estilo trator, que não gosta de dialogar e conciliar, razão pela qual delega isso a Ideli, “muito fraquinha” e a Gleisi, tão estilo trator quanto a presidente. Os políticos (e ministros e outros altos funcionários) não conseguem chegar à presidente, fato simples, que faz os políticos se sentirem prestigiados e representam meio caminho para pacificações e resolução de problemas. São os tais “afagos”.

Perguntei a um experiente político sobre o que fazer ante a realidade desse trio constitutivo do “núcleo duro” do governo. Ele olhou por uns três segundos o horizonte, com olhar perdido e respondeu, convicto – rezar. Após o que baixou a cabeça, contrito, sobre o peito.

ago
05


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BOA NOITE!!!

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