Jobim:mais tiros no governo Dilma

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O ministro Nelson Jobim (Defesa) solta o verbo mais uma vez, agora na revista “Piauí” que chega às bancas na sexta-feira (5), informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A [ministra] Ideli [Salvatti, das Relações Institucionais] é muito fraquinha”. Já Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, “nem sequer conhece Brasília”.

As críticas às ministras escolhidas recentemente por Dilma acontece pouco após Jobim ter revelado, em entrevista ao programa “Poder e Política – Entrevista”, produzido em parceria pela Folha e pelo UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha), que votou em José Serra (PSDB) na eleição presidencial de 2010 (veja trecho em vídeo abaixo).

A declaração de Jobim irritou a presidente, que cogitou demitir Jobim, mas preferiu não fazer isso já. No governo avalia-se que, se o ministro tivesse pedido demissão, ela teria aceito na hora.

Na segunda-feira (1º), em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, Jobim disse que não está demissionário e que deseja permanecer no governo.

O ministro afirmou ainda ter “prazer” no cargo e rasgou elogios à Dilma.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 4 agosto, 2011 at 10:40 #

Algo no ar e não é um Rafalle.

Jobim atira e ao seu modo canhestro pede para sair.

Ideli reage, em entrevista no estúdio do Grupo Folha, afirmando: “”Posso fazer só uma observação. Quando você está à frente de uma pasta, de um ministério, você tem que ter sempre muita preocupação de executar aquilo que você está delegado para executar. Não quero brincar, mas apesar de muita gente dizer que o ataque é sempre a melhor defesa, o ministro da Defesa talvez devesse se conter um pouquinho. Acho que tem declarações que não são necessárias”

Para depois acrescentar: “Para um ministro da Defesa é desnecessário determinados ataques. É desnecessário. Não é assunto relacionado à pasta dele… Nao [fiquei chateada] até porque eu tenho clareza das minhas qualidades, das minhas potencialidades e das minhas dificuldades. Me esforço muito para corresponder a honra que a presidenta me deu de estar neste momento respondendo pela secretaria das Relações Institucionais, me esforço muito”

Cenas insólitas, que indicam desfecho iminente.

As perguntas que ficam:

Jobim, um expertise em sobrevivência, arrisca-se por qual razão?

Terá pressentido no horizonte algo mais que os meros radares dos articulistas de plantão não atinaram?

Por fim, e não ao cabo, o que dirá dona Gleisi, a ministra muda após os eventos, e ilações advindas da crise no Ministério do Transporte?


luiz alfredo motta fontana on 4 agosto, 2011 at 10:59 #

errata:

Rafalle = Rafale


Olivia on 4 agosto, 2011 at 11:20 #

O pior é dona Dilma manter esse senhor no ministério. Triste, muito triste. O que ele quer, mesmo, é aparecer e candidatar-se a algum cargo em São Paulo, onde pretende morar pós aposentadoria de sua senhora, próximo ano. Quem sabe vice na chapa do candidato do PSDB à prefeitura de S. Paulo? A conversa já frequenta a Rádio Corredor.


rosane santana on 4 agosto, 2011 at 12:03 #

Sei que esse rambo latino atira para uma platéia específica. Ainda não descobri qual platéia. E acho que Dilma faz bem em não demití-lo, no momento. Antítese perfeita ao brutamonte.


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