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Celso Amorim:o novo ministro da Defesa

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DEU NO IG

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, entregou há pouco sua carta de demissão à presidenta Dilma Rousseff, que aceitou sua saída. A presidenta escolheu o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para substitui-lo.

A informação foi confirmada por volta das 20 horas pela ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas. A carta foi entregue em encontro de Jobim com Dilma no Palácio do Planalto. Ao chegar para a reunião, Jobim empenhou-se em negar mais uma vez que tenha criticado as ministras Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann, em entrevista à revista Piauí.

“Isso faz parte de um jogo de intriga, de tentativas de ilações”, afirmou Jobim, numa rápida entrevista ao chegar para a reunião com Dilma.

Jobim, que estava em viagem oficial a Tabatinga, no Amazonas, antecipou sua volta a Brasília para se reunir com Dilma. Antes mesmo de o ministro desembarcar, a presidenta avisou que lhe daria a oportunidade de tomar a iniciativa de pedir demissão do cargo. Caso contrário, ela mesma o demitiria.


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Não perguntem ao ex-ministro da Defesa Waldir Pires, antecessor de Nelson Jobim no cargo, o que ele acha da demissão do político gaúcho, após desastrada entrevista à revista “piauí”. Ele ainda não pode falar, incontido em suas risadas. O que o senhor acha da queda de Jobim? Risos. O que pensa das declarações que levaram Dilma a decidir pela demissão? Mais risos. Por pouco não citou o provérbio latino: “Ridendo castigat mores”. Na tradução mais do que livre de Millôr: “É rindo que se castiga os mouros”.


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http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/arnaldo-jabor/ARNALDO-JABOR.htm

ARNALDO JABOR NA CBN

Amigos ouvintes, o Senado Federal teve uma atitude que merece muitos elogios

Apesar das crises que ocorrem onde tanta vergonha aparece. A TV Senado começa dia 7 homenagear um grande brasileiro por iniciativa da senadora Lídice da Mata.

Faz 30 anos que Glauber Rocha, o grande brasileiro, o grande cineasta morreu , e seus filmes passarão agora todos os domingos na TV Senado como homenagem a ele. Glauber Rocha fecha criticas a todos os erros cometidos pela direita e pela esquerda do nosso país. Foi profético no que ia acontecer e no que está efetivamente acontecendo na política brasileira. Glauber Rocha construiu um país que ainda não havia aparecido na tela nem havia surgido na cabeça de muitos intelectuais. Glauber evidenciou o lado arcaico e boçal do país, muito alem das velhas categorias de ricos contra pobres, de lutas e classes apenas ou de imperialismo americano, tudo isso existe, claro. Mas Glauber nos avisou a 40 anos que o perigo maior estava na doença mental que a colonização portuguesa nos levou, está nas praticas o clientelismo, do populismo fácil, da corrupção, da burocracia e da tutela das oligarquias sobre a população desinformada em seu grande filme “terra em transito”, um dos seus filmes. Há um momento mágico quando um líder sindical ignorante discursa sobre suas idéias políticas dizendo quais sãos os remédios para o Brasil. Ele diz tanta bobagem que tem a boca tampada pelo herói revolucionário do filme que olha pra prateia e fala “esse homem é um ignorante, um incompetente, já imaginaram esse cara no poder”. Pois é! Não deu outra, 30 anos depois com o crescimento do populismo, Lula virou um animador de auditório. Seus filmes são tão importantes que provocaram o surgimento, por exemplo, do teatro José Celson, mudanças nos pensamentos políticos e até no movimento musical do tropicalismo com Caetano e Chico. Os filmes de Glauber Rocha mais famosos que passaram são: Deus e o Diabo da terra do sol, terra em transi, o dragão da maldade contra o santo guerreiro e tantos outros. Sirva a TV Senado vai ter um grande golpe, alias, a TV Senado provou que também é cultura”.

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Palavras do cineasta e comentarista Arnaldo Jabor esta quinta-feira , 4, na Radio CBN, sobre a homenagem do Senado a Glauber Rocha em agosto, mês de aniverário de morte do mais notável realizador de cinema do País , a partir de indicação da senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

Bahia em Pauta aplaude de pé as palavras de Jabor sobre Glauber e a iniciativa da senadora Lídice da Mata.

(Vitor Hugo Soares )

DEU NO UOL

A presidente Dilma Rousseff está reunida desde as 9h40 desta quinta-feira (4) com os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Helena Chagas (Comunicação Social) e discute as novas declarações dadas pelo titular da Defesa, Nelson Jobim, que pode perder o cargo nas próximas horas.

Em entrevista à revista “Piauí”, Jobim chamou de “atrapalhada” a política do governo para divulgação de dados sigilosos e chamou Ideli de “fraquinha”. Ele disse ainda que Gleisi Hoffmann “nem sequer conhece Brasília”. O ministro se reuniu com Dilma na quarta-feira (3) e não entregou o cargo depois de outras declarações polêmicas.

O peemedebista afirmou ao programa “Poder e Política – Entrevista”, uma parceria da Folha de S.Paulo, Folha.com e UOL, que votou em seu amigo José Serra nas eleições presidenciais de 2010 e que o tucano teria tomado as mesmas medidas de Dilma para afastar suspeitos de corrupção do Ministério dos Transportes.

Jobim também teve de se explicar a Dilma há pouco mais de um mês, quando foi ao aniversário de 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sugeriu que a atual ocupante do Palácio do Planalto tem um estilo autoritário. Em outras declarações, o ministro elogiou a presidente e disse que sua relação com ela é “ótima”.

Antes da reunião, também em entrevista ao “Poder e Política – Entrevista”, Ideli afirmou que Jobim tem dado declarações “desnecessárias” e deveria se “conter um pouquinho”. O peemedebista foi mantido no cargo no início do atual governo por conta da insistência do antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva.


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A música para começar esta quinta-feira, 4 de agosto, vai como lembrança e presente de aniversário do Bahia em Pauta para Abigail Soares, uma das maiores fãs de Tim Maia que conheço, paixão iniciada desde o começo da carreira do saudoso e imortal artista.

Biga, como a chamamos com afeto na família Soares, raramente aparece nos escritos e comentários do BP, mas ainda assim é uma das pessoas mais presentes e queridas deste site blog. Ou, pelo menos, da vida deste editor que vos escreve com emoção à flor da pele.

Presente,crítica, explosiva, amiga , generosa, intensa -tudo ao mesmo tempo – sempre. Não há como não amar e querer bem a alguem assim, mesmo quando as paixões explodem de vez em quando.

Vai para ela nesta data o nosso olhar, afeto e votos de toda felicidade do mundo. Viva Biga!

E que Tim Maia, que ela tanto admira, cante o resto por nós.

(Hugo e Margarida,pelo Bahia em Pauta)

Jobim:mais tiros no governo Dilma

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DEU NA FOLHA.COM/UOL E NA BAND NEWS

O ministro Nelson Jobim (Defesa) solta o verbo mais uma vez, agora na revista “Piauí” que chega às bancas na sexta-feira (5), informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A [ministra] Ideli [Salvatti, das Relações Institucionais] é muito fraquinha”. Já Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, “nem sequer conhece Brasília”.

As críticas às ministras escolhidas recentemente por Dilma acontece pouco após Jobim ter revelado, em entrevista ao programa “Poder e Política – Entrevista”, produzido em parceria pela Folha e pelo UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha), que votou em José Serra (PSDB) na eleição presidencial de 2010 (veja trecho em vídeo abaixo).

A declaração de Jobim irritou a presidente, que cogitou demitir Jobim, mas preferiu não fazer isso já. No governo avalia-se que, se o ministro tivesse pedido demissão, ela teria aceito na hora.

Na segunda-feira (1º), em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, Jobim disse que não está demissionário e que deseja permanecer no governo.

O ministro afirmou ainda ter “prazer” no cargo e rasgou elogios à Dilma.

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04
Posted on 04-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 04-08-2011


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Son Salvador, hoje no Estado de Minas (MG)


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OPINIÃO POLÍTICA

Ditadura síria ignora ONU

Ivan de Carvalho

É uma coisa absolutamente surpreendente e admirável o que está acontecendo na Síria. Cinco meses de manifestações populares contrárias a uma das ditaduras mais fechadas do mundo, que vem usando os meios mais massivos de repressão que tem julgado passíveis de serem mobilizados.

E apesar de toda essa repressão comandada pelo presidente-ditador Bashar al-Assad – há onze anos no cargo que herdou de seu pai, Hafez al-Assad, que morreu depois de exercer a ditadura por três décadas – as manifestações populares contrárias ao governo e que exigem reformas no país, especialmente liberdade e democracia, estão transformando-se numa rebelião.

Essa mudança de manifestações pacíficas que cresceram à medida que a repressão violenta, indiscriminada e cruel foi sendo ampliada, tornando-se, na prática, numa grande rebelião desarmada, conseguiu levar o governo sírio a uma situação internacional muito incômoda. Daí o que aconteceu ontem no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

O Conselho de Segurança evitou, pelo menos por enquanto, tomar a forma de medida mais grave à sua disposição, representada por uma Resolução, cuja força de constranger o estado-alvo é bem maior que a da medida escolhida, a “declaração presidencial”, lida pelo presidente rotativo do Conselho, o embaixador indiano Hardeep Singh Puri. A “declaração presidencial” condena a violência do regime sírio contra a população civil desde o início dos protestos e pede que essa violência (unilateral) cesse imediatamente. Diz ainda que “os responsáveis pela violência devem ser responsabilizados”.

Bom sinal para a política externa brasileira é que a decisão do Conselho de Segurança da ONU foi tomada com base numa proposta discutida em conjunto pelas declarações brasileira e britânica. Não é o fato da participação brasileira que é importante, mas a iniciativa do Brasil de co-liderar uma posição que inegavelmente condena o que vem praticando o regime sírio contra o povo sírio.

Explicando melhor: importa, a respeito da política externa brasileira, a posição condenatória do comportamento do regime sírio e, em conseqüência, favorável à liberdade de manifestação do povo manietado pelo regime brutal da família al-Assad há quatro décadas.
Vamos combinar uma coisa: se o presidente do Brasil fosse ainda Luiz Inácio Lula da Silva, a posição brasileira no Conselho de Segurança teria sido outra. Muito provavelmente uma discreta resistência a qualquer condenação à Síria e a abstenção na votação.

A presidente Dilma Rousseff não está (no meu modo de ver) fazendo uma política externa firme e coerente, há situações em que evita entrar em bola dividida, mas, de um modo geral, está sendo mais fiel à liberdade, à democracia e aos direitos humanos que a lamentável e às vezes ridícula política externa exercitada pelo governo Lula.

Voltando à decisão do Conselho de Segurança da ONU. Ontem, enquanto o órgão divulgava sua “declaração presidencial”, a ditadura síria ocupou, com tanques de guerra, a praça Orontes, principal da cidade de Hama, logo depois de bombardear pesadamente a cidade, segundo relataram seus moradores. A praça tem sido um dos locais sírios em que mais ocorrem manifestações importantes. Todas as comunicações com a cidade foram cortadas.

Uma sugestão? É hora do governo brasileiro pedir nova reunião do Conselho de Segurança da ONU e propor coisa mais dura do que a “declaração presidencial” de oito pontos aprovada ontem.

ago
04
Posted on 04-08-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-08-2011

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O pianista russo Nikolai Petrov morreu hoje em Moscou aos 69 anos, noticiou o canal de televisão NTV.Considerado um dos maiores pianistas contemporâneos, Petrov sofreu um derrame cerebral em Maio, durante uma visita que fez a Minsk para a abertura do fórum musical “A Magia do Piano”, realizado na Filarmónica Estatal da Bielorrússia, e não mais se restabeleceu.

“É uma grande perda para a cultura russa. Petrov foi um músico excelente que trouxe muito à cultura instrumental”, disse Natália Uvarova, diretora de comunicação do ministério da Cultura russo.

O responsável máximo do Conselho de Direitos Humanos da Administração Presidencial, Mikhail Fedotov, classificou Petrov como “um grande pianista e uma pessoa maravilhosa”.

Tocou com as principais orquestras sinfónicas do mundo, com um repertório sobretudo constituído por música clássica e romântica.

O pianista nasceu em Moscou a 14 de Abril de 1941, numa família de músicos russos ilustres.

( Informações do jornal português Diário de Notícias)

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