Durval e Sergio: de pai para filho

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O nome do deputado federal Sergio Carneiro (PT-BA) para uma vaga no Tribunal de Contas da União-TCU, disputada a ferro e fogo nas últimas semanas, ganhou novo fôlego nesta quarta-feira, 03, em Brasília. Isso depois do senador baiano João Durval Carneiro (PDT-BA) ter “caído em si” e retirado sua assinatura do requerimento que dava número regimental (27) para a criação da CPI dos Transportes.

Esta leitura circulava intensamente entre senadores bem informados sobre bastidores do Palácio da Planalto e arredores onde operam as tropas do poder contra a CPI.

A explicação a quem pedia motivos: O petista baiano Sérgio Carneiro, filho do pedetista João Durval, é nome cotado para a vaga no TCU. Ele disputa o posto de luxo, cabeça com cabeça, com a deputada socialista Ana Arraes (PSB-PE). Páreo duro!

Há quem diga no senado que com a assinatura de Durval retirada do requerimento da CPI dos Transportes, o nome de Sérgio avançou muitos passos na corrida.

A conferir

(Vitor Hugo Soares)

ago
03
Posted on 03-08-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-08-2011

Sobe para o palco principal de opinião do Bahia em Pauta – pela qualidade da escrita e pelo conteúdo da análise – o texto postado mais cedo pela leitora Rosane Santana na área de comentários deste site blog, a propósito do artigo do colunista político Ivan de Carvalho sobre o vai não vai da CPI dos Transportes no Congresso.

Uma honra para o BP ter uma profissional do quilate de Rosane como leitora, colabora e amiga. Leia e confira.

(Vitor Hugo Soares, editor)

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Lula e Bastos:fogo apagado no Mensalão

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GENTE HIPÓCRITA

Rosane Santana

Êta, “gente hipócrita”, parafraseando Gil. À época do Mensalão, em 2005, os bombeiros Ciro Gomes (esse bacana que disse que o papel de sua mulher, Patrícia Pilar, em sua campanha à presidência, era na cama) e Aécio Neves (esse moderninho que bate em mulher) atuaram para colocar debaixo do tapete as denúnicias de compra de votos no Congresso, com apoio de FHC.

Afinal, há fortes indícios, observados pela leitura de documentos, como atas do Legislativo brasileiro, de que isso é tradição no parlamento desta República, desde o século XIX, quando ainda éramos Monarquia.

E o vício atinge, indiscriminadamente, todos os partidos, com raras exceções. Trazer à tona a verdade sobre o “Mensalão”, a antiga Mala Preta, seria uma atitude política Kamikase. Daí, o conluio para proteger Lula, evitando-lhe o impeachment. O próprio FHC, através de LEM (Luis Eduardo Magalhães) comprou votos para sua reeleição.Tratava-se, então, de sobrevivência política, inclusive pro Aécio, cujo amigo Eduardo Azeredo exportou, a partir de Minas, a técnica deste tipo de toma-lá-dá-cá.

Esperto, Lula chamou às pressas, ao Palácio do Planalto, o mais esperto ainda Márcio Thomaz Bastos, para apagar as labaredas acesas pelo inteligente e PREPOTENTE José Dirceu. Bastos transformou tudo em “caixa dois” para salvar a pele do presidente, oferecendo um álibi perfeito para uma oposição também em pânico. Há, inclusive , jornalistas “investigativos”, no Brasil, que dizem que mensalão é fantasia, nunca existiu. Pessoalmente, já ouvi isso de um que pensa ser o dono da bola.

Agora, o ataque é ao Executivo, atinge a burocracia da administração direta e indireta, onde Dilma tenta fazer uma faxina.

Então, a CPI vem fácil, como forma de pressão do Legislativo. A intenção, no fundo é amealhar mais benefícios, mais concessões, beneficiando políticos corruptos, incapazes, gananciosos e inescrupulosos que, como diz Cazuza, “transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro”.

Rosane Santana é jornalista e mestre em História pela Universidade Federal da Bahia


João Durval:”humilhação semelhante
a quem passa um cheque sem fundo”
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DEU NO PORTAL UOL

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) retirou na manhã desta quarta-feira (3) sua assinatura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Transportes articulada pela oposição no Senado. Com isso, ficam faltando duas assinaturas para atingir o mínimo necessário (27 senadores) para que a comissão seja instalada.

Ataídes é suplente do senador João Ribeiro (PR-TO), afastado por motivos de saúde. O pedido de retirada da assinatura foi confirmado pela secretária-geral da Mesa Diretora, Claudia Lyra.

Segundo o UOL Notícias apurou, o PSDB avalia que a retirada da assinatura foi resultado da pressão do senador titular, que faz parte da base governista.

Algum tempo depois da retirada da assinatura, o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), publicou a seguinte mensagem no Twitter: “A humilhação de quem retira assinatura de CPI é semelhante a de quem assina um cheque e só depois percebe que está sem fundos”. Dias afirmou ainda: “O senador Ataides é suplente de João Ribeiro, do PR. Sob pressão do titular, retirou sua assinatura da CPI”.

O titular licenciado é do PR, legenda que comandava há cerca de oito anos o Ministério dos Transportes, hoje alvo da CPI. Entre as denúncias de corrupção divulgadas, havia indícios de que empresas favorecidas em obras da pasta também contribuíram financeiramente na campanha eleitoral de candidatos do PR.

Na terça-feira (2), a oposição, comandada por PSDB e DEM, tinha conseguido apenas as 27 assinaturas mínimas necessárias. No final do dia, porém, o senador João Durval (PDT-BA) também retirou a sua assinatura.

Os parlamentares do PSDB continuarão ao longo do dia com as negociações com dissidentes da base aliada para conseguir mais duas assinaturas necessárias para, de fato, instalar a CPI.

É possível que mais senadores desistam de apoiar comissão e retirem suas assinaturas por pressão da base aliada e do governo


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Uma noite, há quase 20 anos, em uma de tantas e tão gratas passagens por Buenos Aires, liguei a televisão enquanto esperava Margarida aprontar-se para um passeio noturno regado de vinho, tango e comida deliciosa como só a capital portenha oferece em suas ruas, tanguerias, cafés e restaurantes apinhados de gente que parece nunca dormir.

Na tela da TV vejo-a pela primeira vez, sem acreditar no que os olhos mostram. Pisco repetidas vezes e ela segue lá: Adriana Varela, “la morocha de garganta con arena” (morena de garganta com areia), na descrição de perfeição absoluta feita pelo grande e saudoso Roberto Goyeneche, com a autoridade de um intérprete argentino só comparável a Gardel.

Naquela noite portenha, Adriana se apresentava em um espetáculo de gala, transmitido ao vivo do histórico e triunfal palco do Teatro Colón. “Unica, argentina y bien mujer!!!!”, como a ví ser descrita mais recentemente por um fã no You Tube , ela dominava tudo e encantava a todos à sua volta – dentro da sala nobre de espetáculo ou na frente da televisão, como este jornalista embasbacado.

Foi paixão ao primeiro canto, impossível de esquecer até mesmo pelo título da canção que ela interpretava naquele momento no Colon: “Cada vez que me recuerdes” . Em seguida, saí ainda flutuando pela Calle Esmeralda, com destino a Corrientes, onde comprei nas lojas tudo que já havia sido lançado até então pela “morocha portenha”. E olha que não havia sido lançado ainda o album “Maquillage”, com o qual ela conquistou todos os prêmios de música em seu País e tornou-se mundialmente conhecida e aplaudida.

O tango para começar esta quarta-feira de recordações portenhas é “Corrientes y Esmeralda”( minha esquina mais amada em Buenos Aires), composto em 1933 por Francisco Pracánico (música) e Celedonio Flores (letra) .A interpretado de Adriana Varela, acompanhada pela orquesta de Leopoldo Federico, é de dar tremores de emoção.Como naquela primeira noite em que a escutei na TV antes da noitada portenha.

Beijos baianos, morocha! Y hasta breve, se Dios quiera!!!

BOM DIA PARA TODOS OS LEITORES E OUVINTES DO BAHIA EM PAUTA!

(Vitor Hugo Soares, editor )

ago
03
Posted on 03-08-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 03-08-2011


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O ator Ítalo Rossi morreu nessa terça-feira (2), aos 80 anos, no Rio de Janeiro. Estava internado há dois dias no Hospital Copa d’Or e não resistiu a complicações respiratórias, segundo familiares.

Seu corpo será velado hoje, no Cemitério São Francisco Xavier, do Caju, na zona portuária do Rio. Às 16 horas ocorre o sepultamento, no mesmo local.

Ítalo Balbo Di Fratti Coppola Rossi nasceu em Botucatu, interior paulista, no dia 19 de janeiro de 1931. Iniciou a carreira no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).

Já no primeiro espetáculo, sob a direção de Maurice Vaneau, em “A Casa de Chá do Luar de Agosto” (1956), recebeu o prêmio revelação de ator da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, ABCT.

Rossi atuou em diversas novelas pela TV Globo, como “Escrava Isaura”, “Senhora do Destino” e “Belíssima”, e era considerado um dos mais importantes atores do País. Um de seus últimos papéis marcantes foi no elenco do humorístico “Toma Lá, Dá Cá”, da TV Globo, em 2008.

(Informações do portal IG)

ago
03
Posted on 03-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 03-08-2011


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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (CE)


SEPPUKU:”Governo não é chegado”
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OPINIÃO POLÍTICA

Oposição ganhou o dia

Ivan de Carvalho

Ontem, a oposição conseguiu 27 assinaturas (nota do BP:perdeu uma retirada por parlamentar do PDT à noite) para criar no Senado Federal a CPI da Corrupção – uma comissão parlamentar de inquérito destinada a investigar as graves denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes e em outras três pastas. O senador Reditario (sic) Cassol, do PP de Rondônia e suplente em exercício do senador Ivo Cassol, do mesmo partido governista, foi o último a assinar.

A oposição já anunciara há alguns dias que recolhera 23 assinaturas e manifestara muita esperança em obter as quatro que faltavam para apresentação de um requerimento com os requisitos que tornam automática a criação da comissão. Se o governo não conseguir reverter a situação, convencendo alguém a desassinar (o neologismo é plenamente justificável ante o que se tem visto reiteradamente no Congresso), a CPI estará criada.

Se a oposição contava com 23 assinaturas, a conjuntura de forte descontentamento na base governista tornava provável a obtenção das outras quatro necessárias. Uma delícia especial para os baianos é que, entre os quatro governistas que assinaram ontem, está o senador baiano João Durval, do PDT. Zezé Perrella, do PDT de Minas Gerais e Ricardo Ferraço, do PMDB do Espírito Santo, completam o quarteto rebelde, melhor dizendo, os que parecem não aceitar que o Congresso passe ao largo das denúncias de corrupção em vários ministérios.

Resta saber, se ninguém desassinar o requerimento da CPI da Corrupção, quanto vai catimbar o presidente do Senado, José Sarney, para segurar a instalação da CPI, na tentativa de suprir a falha política do governo, que mesmo com ampla maioria não conseguiu impedir que se completasse a coleta de assinaturas. Assim, ainda que não servindo à nação, que tem direito à transparência financeira da administração e à sua investigação por uma CPI, estará o maranhense do Amapá servindo a um governo que não quer nem que ministros e outros altos funcionários sejam convocados por comissões técnicas do Congresso para explicar as denúncias, muito menos que seja criada uma CPI. Dizia Ulysses Guimarães que “uma CPI, a gente sabe como começa, mas não sabe como acaba”.

Certamente que é uma coisa não vista nas últimas décadas uma CPI ser criada já no sétimo mês de um governo federal. E é desconfortável para um governo que está precisando de tranquilidade para acertar as coisas (algumas delas, polêmicas) da Copa do Mundo, para se ajustar à crise internacional na economia e nas finanças, considerando-se obrigado a subir os juros para tentar conter a inflação, o que desvaloriza o dólar, valorizando o real e prejudicando as exportações.

Para completar, anda por aí o ex-presidente Lula a desprender a língua em comentários de que a presidente Dilma deveria dialogar, ser menos linha dura, afagar os congressistas e partidos, mostrar-se maleável. Isso não só deixa mal a presidente como estimula descontentamentos, na medida em que se sugere que nada se faz para atenuar insatisfações. Lula quer que Dilma faça como ele fazia, mas Dilma não é Lula. Não chama para conversar política, o que não lhe apetece, manda Ideli Salvatti, que não salva coisa nenhuma. Tanto que ontem, além da CPI, os sete senadores do governista PR – sem esperar e, portanto, contrariando a Executiva Nacional, que ia se reunir para avaliar as conseqüências do que acontece no Ministério dos Transportes – assinaram documento em que rompem com o bloco de apoio ao governo no Senado, embora mantendo a posição governista. Mas de fora do bloco, com autonomia. E cobram do governo tratamento tão severo quanto ao que vem sendo dado ao PR para outras legendas também alvejadas por denúncias.

O governo não vai fazer isto, não é chegado a um seppuku , mas só a cobrança dos senadores do PR já deixa a oposição feliz da vida.


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A canção de Fito Paez e o sentimento de Mercedes.

BOA NOITE!!!

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