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ARTIGO/ POTÊNCIA EM CRISE

Se Nós Gastássemos Como Os Nossos Governos

Regina Soares

Economia não é, nem nunca foi, o meu forte. Apesar de viver num país capitalista, aquele ao qual todo mundo se refere como “A Maior Potência do Mundo”, há mais de trinta anos, não aprendi nada sobre dinheiro, e, confesso, cada dia entendo menos. Mas, sei que se gastamos, ou pedimos emprestado, com o compromisso de repagar com juros, mais do que ganhamos ou temos em mão, vamos entrar numa fria! ELEMENTAR!

Não precisamos ser um bom “Planejador Financeiro” para entender que, se nosotros, pobres mortais, indivíduos que vivemos do nosso suor, atuássemos como nossos governantes, com referência ao déficit de orçamento e teto de débito, estaríamos a caminho da ruína.

Embora comparações entre entre a dívida de um nação e a de um individuo sejam difíceis, pensemos um pouco sobre isso:

A dívida dos Estados Unidos da América é, aproximadamente, igual ao produto interno bruto, o valor de todos os produtos e serviços gerados no pais em um ano, assim como se eu ganhasse $100,000 ao ano e tendo a mesma quantia em divida no cartão de crédito… e, ainda assim, essa é uma comparação generosa!!!

O Governo dos U.S.A. arrecada $2.16 trilhões na receita por ano, portanto, a dívida de $14.3 trilhões chega a ser mais de seis vezes o que recebe. Vendo dessa maneira, eu teria um salário anual de $100,000 e acima de $600,000 em dívidas no cartão de crédito. OUCH!!!

A maneira que o Governo Federal encontrou para financiar, e até aumentar, a dívida foi vendendo “Federal Bonds”, dai a necessidade de elevar o teto da mesma, para vender mais bonds. Tentar pagar essa dívida exigiria um esforco e sacrifícios sobrehumanos e muitos anos.

O Governo dos E.U.A. não seguiu e regra mais simples de planejamento financeiro: “Não gastar o que não tem”. Se nós, indivíduos, gastássemos o que ganhamos pagando dividas, estaríamos correndo sério risco de precisar de uma “camisa de força”. Se a falência ou o calote não podem ser opções, temos que parar a hemorragia!

Estamos sofrendo com isso por muito tempo, não esperem até o último minuto para tomar uma providência, e, PLEASE, não toquem na minha pensão!!!!!!!!!!!

Regina Soares, advogada, especializada em eleições americanas, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, California (USA), de onde colabora com o Bahia em Pauta.

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Comentários

Cida Torneros on 31 julho, 2011 at 13:15 #

Regina, com toda a minha solidariedade, pela lucidez do seu artigo, beijooooooo


regina on 31 julho, 2011 at 18:53 #

Aqui, de quem entende do negócio:

http://www.cartacapital.com.br/politica/explica-mas


Olivia on 31 julho, 2011 at 18:58 #

Você tá mais antenada do que nossos analistas econômicos, do Brasil e do mundo, muito bem.


regina on 31 julho, 2011 at 19:47 #

correção: arrecada em vez de acarreta (rsrsrs) no quinto parágrafo.


Marco Lino on 1 agosto, 2011 at 21:23 #

Nem um centavo a menos de sua pensão, Regina!

Quantos trilhões torrados em guerras insanas e invasões estúpidas; quantos trilhões desceram pelo ralo, em forma de pacotes que salvariam o todo-poderoso, o infalível, o eterno deus Mercado.

Aliás, a quase metade da população norte-americana que não apoiou as loucuras de Bush deveria ir às ruas e dizer que essa conta é muito mais dos senhores da indústria armamentista e do setor petrolífero que dela. E Wall Street não devolverá um dólar furado?!

Toda vez que o infalível mercado entra em parafuso o estado (mínimo, cara-pálida?) paga a conta. Assim é fácil ser eterno.


regina on 1 agosto, 2011 at 23:10 #

Isso aqui é uma loucura, meu amigo, depois nós, os brazucas, é que não temos juízo… Imagina que “A Maior Potência do Mundo”, deve tudo ao “Mundo” que ela explora e bagunça de vez enquanto! Agora pagar mesmo, adivinha quem vai pagar????? Certamente não são os multimilionários, nem impostos subiram no lado da balança deles. A classe média, os serviços, pouquíssimos, de assistência aos pobres e os idosos, esses foram, e sempre são, ameaçados e afetados quando o sapato aperta… A nossa pensão, “Seguro Social”, está ameaçada, embora comecemos a pagar por ela quando fazemos qualquer tipo de serviço remunerado, está paga para os “Baby Boomers”, não é nosso o problemas se não souberam cuidar da grana. A queda está próxima, não dá pra segurar a hipocrisia por muito tempo! HAJA PLÁSTICO!!!!!


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