Obama:acordo traz alívio à Casa Branca/AP

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O presidente norte-americano anunciou este domingo que foi alcançado finalmente um acordo para elevar o teto da dívida pública dos Estados Unidos. A informação é da Associated Press (ainda em atualização nas edições online dos principais jornais americanos e de vários países europeus (onde já é madrugada de segunda-feira) 1 de agosto, véspera de expirar o prazo para um acordo da dívida no Congresso americano.

O presidente americano, Barack Obama, anunciou na noite deste domingo, em rápida entrevista, que chegou a um acordo de última hora com os líderes congressistas para evitar um desastroso default que levaria caos para a economia mundial.

(Com informações da AP e do jornal Diário de Notícias, de Portugal)


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A Lua

MPB4

Composição: Renato Rocha

A lua
Quando ela roda é nova
Crescente ou meia-lua

É cheia
E quando ela roda minguante e meia
Depois é lua novamente
Quando ela roda é nova
Crescente ou meia-lua

É cheia
E quando ela roda minguante e meia
Depois é lua nova
Mente quem diz que é lua velha
Mente quem diz
Que a lua é velha

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A canção vai para todos os românticos do planeta, mas principalmente Para Glauvânia e Wellington Jansen, casal de amigos do peito do Bahia em Pauta. Glau, além disso, é guardiã da lua em Itapoan.

(Vitor Hugo Soares )


Sergio Gomes da Silva, o Sombra: polêmica no STF

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deu no jornal digital BRASIL247

Fernando Porfírio_247

O empresário Sérgio Gomes da Silva vai ou não a júri popular? A questão vai entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal. Sérgio Gomes é acusado da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel. Conhecido como “Sombra”, o empresário é apontado como mandante do crime, ocorrido em janeiro de 2002. O advogado de Sombra, Roberto Podval, pede o trancamento da ação penal com o argumento de que o Ministério Público não pode conduzir investigação, como se fosse a Polícia Civil ou a Federal.

O julgamento está parado faz quatro anos, depois de um pedido de vista do ministro Cezar Peluso. O atual presidente do STF adiou a tomada de posição depois dos votos dos ministros Marco Aurélio e Sepúlveda Pertence (hoje aposentado). O relator, Marco Aurélio, votou pelo trancamento da ação enquanto Pertence negou apoio à tese da defesa.

O debate sobre o poder de investigação do MP em matéria criminal divide a corte suprema. O advogado Roberto Podval alega que a ação penal contra Sombra, que corre na Vara do Júri de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, não tem valor jurídico porque foi embasada em investigação feita pela Promotoria de Justiça.

O ministro Marco Aurélio acolheu a tese da defesa. Para ele, a Constituição Federal revela que cumpre à Polícia Federal exercer com exclusividade as funções de Polícia Judiciária da União e que as polícias civis, por simetria, atuam em apurações de infrações penais de competência da Justiça estadual.

Na época, o ministro lembrou que no caso a investigação sobre a morte do ex-prefeito Celso Daniel, o Ministério Público formalizou a apuração com um promotor de justiça na presidência da investigação. “Investigações no caso deveriam partir da Polícia Civil e não do MP que é parte na ação penal”, afirmou o ministro.

O ministro Sepúlveda Pertence, hoje aposentado, deu o segundo voto no julgamento e disse que no caso concreto não havia inconstitucionalidade na investigação do Ministério Público. Defendeu que mesmo se declarada a inconstitucionalidade dos procedimentos do MP, a ação penal não ficaria inviabilizada.

Depois do assassinato de Celso Daniel, em 2002, foram feitos dois inquéritos. Um pela Polícia Civil e outro pela Polícia Militar. O Ministério Público apontou a morte do ex-prefeito de Santo André como um crime comum. Um ano depois, a pedido do irmão de Celso Daniel, o MP reabriu o caso e iniciou nova investigação. Nesse caso, a conclusão do inquérito foi de crime político e apontou Sombra como mandante do assassinato.

O advogado alega que a denúncia não apresentou fatos novos e que a investigação foi feita exclusivamente pelo MP paulista sem regras, normas ou controle. “O MP controla a Polícia e quem controla as investigações do MP?”, questionou o advogado Roberto Podval. “O MP virou acusador, tão só acusador e não mais fiscal da lei”, completou.

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Haroldo Lima: presidente da Agencia Nacional de Petróleo(ANP)

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DEU NA REVISTA ÉPOCA


DIEGO ESCOSTEGUY

O comunista Haroldo Lima não detém conhecimentos técnicos sobre petróleo, mas sabe tudo de política. Aos 71 anos, o atual diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) já fez muito pela esquerda. Militou no movimento estudantil, fundou a organização Ação Popular, a AP, na qual combateu a ditadura militar, e, há 39 anos, apaixonou-se pelo PCdoB. É um dos mais antigos e dedicados quadros do partido, pelo qual cumpriu cinco mandatos como deputado federal. Num deles, elegeu-se com o mote “botando para quebrar”. A exemplo de tantos outros políticos de sua geração, sacrificou-se pelos ideais da esquerda, mas capitulou aos encantos da direita. Em 2003, em reconhecimento a seus serviços, o então presidente Lula nomeou Haroldo para uma diretoria na ANP.

Desde então, Haroldo socializou cargos e contratos entre os camaradas do PCdoB. Fora, assegurou – com muito custo – o próspero acúmulo de capital dos grandes empresários do setor petrolífero. Essa ambiguidade de papéis, subproduto do aparelhamento partidário do Estado brasileiro, não poderia dar certo. Conforme revelou ÉPOCA na capa de sua última edição, viraram regra a cobrança de propina e os achaques a empresários que precisam das canetadas dos burocratas da ANP. A reportagem trouxe a público evidências fortes da corrupção na ANP, como cheques, e-mails, relatos de empresários extorquidos – e até um vídeo em que uma advogada que atua no ramo é achacada por dois assessores da ANP. Todo o material integra uma investigação sigilosa, iniciada pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.

No vídeo, gravado em maio de 2008, Antonio José Moreira, então procurador da ANP, e Daniel de Carvalho Lima, estagiário da agência, cobram R$ 40 mil da advogada Vanuza Sampaio para liberar o registro de um cliente dela, a distribuidora de combustíveis Petromarte. Ambos dizem falar em nome do dirigente do PCdoB Edson Silva, então superintendente de Abastecimento e hoje assessor de Haroldo Lima. Os dois assessores da ANP dizem no vídeo que o valor de R$ 40 mil foi estipulado por Edson Silva e que ele receberia R$ 25 mil do total.

Assim que a reportagem foi publicada, a direção da ANP, em vez de determinar a investigação dos fatos, esforçou-se por tentar desqualificar o caso. A ANP chegou a anunciar que a advogada Vanuza foi interpelada judicialmente – e que ela teria negado qualquer acusação contra o comunista Edson Silva. Não é verdade. “Fui interpelada em razão de uma matéria que saiu na imprensa contra o senhor Edson Silva. Apenas neguei que fosse fonte da referida matéria. Nunca voltei atrás em nada”, disse a advogada Vanuza. Ela, diante da repercussão do caso, aceitou falar a ÉPOCA na semana passada. Vanuza esclareceu, sobretudo, o que já se suspeitava: os dois assessores da ANP disseram a ela que o dinheiro cobrado iria para o caixa do PCdoB (leia a entrevista) .

Não é por acaso que a ANP reagiu agressivamente às acusações: até a máquina publicitária da agência tem muitas afinidades com Haroldo Lima – e depende dele. A Leiaute Propaganda, agência baiana contratada pelo baiano Haroldo Lima para comandar a publicidade da ANP, tem entre seus sócios amigos e camaradas do próprio Haroldo Lima. Sidônio Palmeira e Liani Sena, dois dos donos da Leiaute, são filiados ao PCdoB, segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral. Antônio do Carmo, até há pouco tempo diretor da Leiaute, integrou o PCdoB por 18 anos. Os laços entre Sidônio Palmeira e Haroldo Lima são antigos: eles militaram juntos no movimento estudantil da Bahia. Hoje, a ANP do comunista Haroldo Lima gasta R$ 7,7 milhões anuais com a empresa de Sidônio. A mesma Leiaute prestou serviços nas últimas campanhas eleitorais do petista Jaques Wagner ao governo da Bahia, disputadas com o apoio do PCdoB. (Hoje, a Leiaute também detém as contas publicitárias do governo da Bahia.)

Uma das sócias da Leiaute, Liani Sena, disse que nem ela nem Sidônio Palmeira são ou já foram filiados ao PCdoB, apesar das evidências em contrário. Ela afirmou ainda que o contrato da agência com a ANP obedece a todas as exigências da lei. “Foi um processo de licitação legal do governo federal”, disse. Procurada, a ANP, em resposta a perguntas enviadas pela reportagem de ÉPOCA, disse que o contrato com a Leiaute foi “auditado pelos órgãos de controle externo, que nunca registraram qualquer irregularidade na sua execução”.

LEIA MAIS INFORMAÇÕES E ENTREVISTA COMPLETA SOBRE OS ESCÂNDALOS NA ANP NA EDIÇÃO IMPRESSA DA REVISTA ÉPOCA DESTA SEMANA, JÁ NAS MÃOS DE ASSINANTES E NAS BANCAS DE JORNAIS ESTE DOMINGO NA BAHIA.


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ARTIGO/ POTÊNCIA EM CRISE

Se Nós Gastássemos Como Os Nossos Governos

Regina Soares

Economia não é, nem nunca foi, o meu forte. Apesar de viver num país capitalista, aquele ao qual todo mundo se refere como “A Maior Potência do Mundo”, há mais de trinta anos, não aprendi nada sobre dinheiro, e, confesso, cada dia entendo menos. Mas, sei que se gastamos, ou pedimos emprestado, com o compromisso de repagar com juros, mais do que ganhamos ou temos em mão, vamos entrar numa fria! ELEMENTAR!

Não precisamos ser um bom “Planejador Financeiro” para entender que, se nosotros, pobres mortais, indivíduos que vivemos do nosso suor, atuássemos como nossos governantes, com referência ao déficit de orçamento e teto de débito, estaríamos a caminho da ruína.

Embora comparações entre entre a dívida de um nação e a de um individuo sejam difíceis, pensemos um pouco sobre isso:

A dívida dos Estados Unidos da América é, aproximadamente, igual ao produto interno bruto, o valor de todos os produtos e serviços gerados no pais em um ano, assim como se eu ganhasse $100,000 ao ano e tendo a mesma quantia em divida no cartão de crédito… e, ainda assim, essa é uma comparação generosa!!!

O Governo dos U.S.A. arrecada $2.16 trilhões na receita por ano, portanto, a dívida de $14.3 trilhões chega a ser mais de seis vezes o que recebe. Vendo dessa maneira, eu teria um salário anual de $100,000 e acima de $600,000 em dívidas no cartão de crédito. OUCH!!!

A maneira que o Governo Federal encontrou para financiar, e até aumentar, a dívida foi vendendo “Federal Bonds”, dai a necessidade de elevar o teto da mesma, para vender mais bonds. Tentar pagar essa dívida exigiria um esforco e sacrifícios sobrehumanos e muitos anos.

O Governo dos E.U.A. não seguiu e regra mais simples de planejamento financeiro: “Não gastar o que não tem”. Se nós, indivíduos, gastássemos o que ganhamos pagando dividas, estaríamos correndo sério risco de precisar de uma “camisa de força”. Se a falência ou o calote não podem ser opções, temos que parar a hemorragia!

Estamos sofrendo com isso por muito tempo, não esperem até o último minuto para tomar uma providência, e, PLEASE, não toquem na minha pensão!!!!!!!!!!!

Regina Soares, advogada, especializada em eleições americanas, mora em Belmont, na área da baia de San Francisco, California (USA), de onde colabora com o Bahia em Pauta.


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Comentário de Abraham Diner no You Tube para este clip que começa o domingo musical no BP:

Impresionante ! La conbinación magistral de Armando Manzanero y la? Interpretación de Eydie Gorme, la excelencia en el cantar, que hermosa voz de mujer enamorada. repito IMPRESIONANTE
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Do editor:

Desnecessário traduzir. Bom mesmo é ouvir e lembrar com muita emoção esta química perfeita de compositor e intérprete.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

Gabrielli: um jeito de candidato a governador

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DEU NO ESTADÃO ( Replicado no site de Chico Bruno – http://www.chicobruno.com.br/

Sucessão de Wagner

Gabrielli tem agenda de candidato na Bahia

Sergio Torres / O Estado de S.Paulo

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, tem participado nos dois últimos meses de reuniões com políticos na Bahia, assistido a cerimônias cívicas e a inaugurações e prestigiado festas interioranas. Dirigentes do PT baiano defendem que ele seja o candidato à sucessão do governador Jaques Wagner em 2014.

Tradicional festejo de meio de ano em todo o Brasil, o São João teve patrocínio da Petrobrás em 169 municípios no Nordeste – 142 só na Bahia. A ajuda financeira em seis Estados nordestinos (Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte) foi de R$ 10,6 milhões, dos quais R$ 8,5 milhões destinados à Bahia.

No feriado de 23 a 26 de junho (Corpus Christi), Gabrielli esteve nas festas juninas das cidades de Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Ibicuí, Itororó e Itapetinga. Na noite de 23, jantou no restaurante D”Guste, em Santo Antônio de Jesus (Recôncavo Baiano), com o prefeito Euvaldo Rosa (DEM) e vereadores.

Na mesma noite, foi a Cruz das Almas, também no Recôncavo. Chegou no início da madrugada do dia 24. Foi recepcionado pelo prefeito Orlandinho (PT). Em entrevistas, reproduzida em sites e jornais da região, ele justificou: “Estou aqui como presidente da Petrobrás, que patrocina o São João em 130 cidades”.

Maratona

No decorrer do dia, ele viajou para o sul da Bahia. Esteve em Itororó acompanhado dos deputados Geraldo Simões (federal) e Rosemberg Pinto (estadual), ambos petistas. Foram recebidos com uma churrascada pelo prefeito Adroaldo Almeida (PT).

Ainda na sexta-feira, visitou Itapetinga e almoçou com o prefeito José Carlos Moura (PT). Também foi a Ibicuí, onde o prefeito Cláudio Dourado (PTB) o levou para um encontro com 15 prefeitos, vereadores e lideranças políticas.

“No PT da Bahia existem quatro nomes com densidade para suceder Jaques Wagner. São ventilados Gabrielli, o senador Walter Pinheiro e os prefeitos Luiz Caetano (Camaçari) e Moema Gramacho (Lauro de Freitas). Na minha opinião, Gabrielli é o que tem mais consistência por ser executivo de uma empresa como a Petrobrás. Ele deu uma nova cara à Petrobrás, tornou-se pessoa com respeitabilidade sob o ponto de vista de gestão”, afirmou Pinto, o político baiano mais próximo a Gabrielli.

Os mesmos supostos pretendentes foram citados como pré-candidatos petistas ao governo em 2014 pelo presidente do diretório estadual do PT, Jonas Paulo Neres. “Não há beligerância interna no PT. Gabrielli é meu amigo pessoal, tem perfil muito bom. Caetano tem primeiramente que eleger o sucessor em 2012. Pinheiro tem mais dificuldades porque, se deixar o Senado para concorrer, o PT perde a vaga (o suplente é do PP). Moema (prefeita de Lauro de Freitas) está em dificuldades para eleger seu sucessor”, avaliou Neres.

Forças

No PT baiano fala-se que Gabrielli tem dois cabos eleitorais fortíssimos – o governador e o ex-presidente Lula – e um adversário também importante, a presidente Dilma Rousseff, que estaria interessada em mantê-lo na Petrobrás. Nenhum dos três veio a público falar sobre a sucessão baiana. Mas Wagner já deu sinais interpretados como pró-Gabrielli.

Em 25 de junho, levou-o à Cachoeira para a cerimônia anual que, por um dia, faz a histórica cidade do Recôncavo capital da Bahia. Doze dias antes, convidara Gabrielli para a solenidade de assinatura de contrato entre o governo e a Petrobrás, que passou a monitorar a emissão de fumaça por veículos à diesel em Salvador, Feira de Santana, Barreiras e Vitória da Conquista. No dia 2 julho, quando é celebrada a independência baiana, Gabrielli, vestido com camiseta de malha com dizeres alusivos à data, desfilou pelo centro histórico até parar em um botequim no Pelourinho, onde passou a tarde cumprimentando as pessoas.

No último dia 15, mais uma vez com Wagner, participou da cerimônia de 200 anos da Associação Comercial da Bahia. A petroleira bancou parte da obra de restauração da sede da instituição.

No dia seguinte, Wagner levou Gabrielli ao centro de convenções de um hotel na Barra. Na ocasião, o presidente da Petrobrás fez aos 74 prefeitos petistas da Bahia palestra sobre desenvolvimento nacional e regional.

Oposição

A movimentação de Gabrielli na Bahia não passa despercebida pela oposição. Presidente regional do DEM, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia afirma que “a Petrobrás está sendo usada para dar a eleição a seu presidente, oferecendo festas em todo lugar”. Segundo Aleluia, “a administração (Wagner) está voltada a fazer o nome de um político desconhecido”.

Os oponentes petistas de Wagner argumentam que a eleição ainda demora, mas que estão à disposição do partido e do governador. O prefeito Luiz Caetano afirma que a movimentação de Gabrielli não o incomoda, por ter “boa relação com ele”.

Para Moema Gramacho, o processo está sendo conduzido pelo governador. “O momento é de unir forças. Qualquer disputa precipitada neste processo pode prejudicar. Quero acreditar que não haja campanha”, disse ela.

jul
31

Bia Lula e o avô ex-presidente /img.Divulgação

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DEU NO SITE BRASIL247(Com informações da Folha de S. Paulo)

A Oi, supertele brasileira formada pela fusão entre as empresas Telemar e Brasil Telecom, tem um apreço especial pela família Lula da Silva. Controlada pelos empresários Sérgio Andrade, da empreiteira Andrade Gutierrez, e Carlos Jereissati, do grupo La Fonte, a empresa injetou R$ 5 milhões na empresa Gamecorp, do empresário Fábio Luís Lula da Silva, quando Lula era presidente. Depois disso, obteve apoio irrestrito do BNDES e dos fundos de pensão em seu processo de fusão – Lula chegou até a mudar uma lei, por decreto, para permitir a operação. Agora, com Lula já como ex-presidente, a Oi continua próxima à família. A empresa decidiu doar R$ 300 mil em patrocínio à peça de teatro “A Megera Domada”, estrelada por Bia Lula, neta do ex-presidente. Os recursos cobrem quase metade do custo de produção, que é de R$ 639,4 mil.

A denúncia está numa reportagem da Folha de S. Paulo, que circula neste domingo – mas que você lê antes no 247 ( http://www.brasil247.com.br/pt/247/poder/ ) . O texto, de William Shakespeare, marca a estreia de Bia Lula nos palcos. É sua primeira atuação teatral e ela já começa com o pé direito.

Na prática, a Oi doa os recursos, mas eles saem do bolso de todos os contribuintes. Isso porque a produção foi contemplada pela Lei Rouanet, que permite a grupos privados doar recursos para a cultura, obtendo, em contrapartida, benefícios fiscais. A autorização para o patrocínio foi concedida pela atual ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Por muito pouco, a produção não teve de ser abortada. Só saiu porque o prazo para captação de recursos foi prorrogado pelo MinC – o que permitiu que a Oi entrasse na jogada.

“Sem favorecimento”

Procurada pela reportagem da Folha, a Oi informou que “é uma das maiores patrocinadoras de projetos culturais do País” e que “não opina no processo de seleção do elenco”. Portanto, a operadora de telefonia dá a entender que não sabia da participação de Bia Lula no elenco. Já a assessoria do ex-presidente Lula informa que ele desconhece o patrocínio. “É uma operação entre a Oi e a produção da peça”, diz a nota.

jul
31
Posted on 31-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 31-07-2011



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DaCosta, hoje, site A Charge Online

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