Ilustração: Gilson Migué

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CRÔNICA / CINEREALIDADE

FICHA LIMPA

Gilson Nogueira

Acabo de ler mais uma crônica de Arnaldo Jabor, um dos gênios do cinema brasileiro, que tem em Glauber Rocha seu principal autor. Jabor é nome sonoro, lembra aquelas badaladas, digamos, escuras, emocionantes, boooommm, boooommm, booommmmmmm, que precediam o começo do filme principal na tela branca da sala de projeção do Cinema Guarani da minha mocidade, na Praça Castro Alves, em Salvador, Bahia, Brasil.

Brasil varonil, cuja sonoridade neologística-silibal-final rima, agora, com o palavrão que seu povo parece estar ensaiando para mandar, de uma só vez, do meio da rua, aos políticos corruptos que destroem a imagem do país aos olhos da sua população e do mundo.

Glauber, como Jabor, é um nome sonoro e que, também, emociona. Glauber sugere suspense, algo, assim, como aquele toque de caixa ligeiro à entrada em cena de um trapezista maior em uma grande tarde de domingo de circo grande. Lembra, ainda, Glauber, acho eu, som gutural, desses que dão balão na língua de poeta ou de clarim anunciando, e conclamando, aplauso a eleitos e eleitas adentrando ao palco do teatro das ilusões concretizadas, como, por exemplo, o Brasil sério que todos os brasileiros almejam.

Baixo o pano da lembrança de Jabor e Glauber, dispo-me das fantasias que estimulavam idéias e recordações, para, de repente, encontrar-me em um túnel escuro, fétido, com ventilação precária, úmido e frio, onde ouço ecoar a voz da realidade a dizer-me: “ E aê, gente boa, sabe a lâmpada que, aqui, existia, e a sua função de acender-se, automaticamente, à possibilidade de uma salvação para este país? Pois é, já era! Roubaram a lâmpada, a única, disponível! Não há mais jeito a dar.”

“ Mas, e agora, como fazer, diante do caos que se anuncia, do apocalipse político que está por vir, com essa bandidagem tomando conta da nossa república?!

“ Sei não, amigo, sei não, acho que o melhor que os que estão com esperança em ver o Brasil progredir no quesito da moralidade na política deveriam fazer é não votar em quem não tenha ficha limpa. Se virem, rápido!”

“Falou, amiga, é isso aí, é isso aí!!! “
Gilson Nogueira é jornalista

jul
26
Posted on 26-07-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-07-2011

Todos os passageiros que viajavam num avião militar marroquino que caiu esta terça-ferira perto de Guelmim, sul de Marrocos, morreram na queda do aparelho. O balanço final é de 80 mortos.

Em balanço anterior, as Forças Armadas Reais marroquinas (FAR) falavam de 78 mortos e três feridos. No entanto, uma fonte hospitalar citada pela agência noticiosa francesa AFP declarou que as duas pessoas feridas no desastre acabaram por falecer. Um terceiro ferido tinha sido contabilizado por erro.

O avião caiu a «dez quilómetros a nordeste de Guelmim», segundo o comunicado das FAR, que explica o acidente como «motivado pelas más condições atmosféricas».

Uma fonte do Ministério do Interior marroquino confirmara anteriormente à AFP o acidente com um avião militar do tipo Hércules C-130, que se caiu numa montanha.

Um responsável local disse à AFP que se trata de um avião militar «utilizado no transporte de tropas mas também das suas famílias», que «é muito utilizado no Saara».

Trata-se do pior incidente aéreo em Marrocos das últimas décadas.

(Informações do portal TSF(Portugal e AFP )


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Carole King – So Far Away
Magnificamente ao vivo emTokyo, Japão, em 2008

BOA TARDE!!!

(VHS)

jul
26
Posted on 26-07-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-07-2011


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A cantora britânica Amy Winehouse, que morreu na sua casa de Londres, no Sábado, aos 27 anos, será cremada esta tarde depois das cerimónias fúnebres. O porta-voz da família Winehouse disse que apenas os familiares e amigos iriam estar presentes e que “a cremação é parte da tradição da família da cantora”.

Segundo o Daily Mail, entre os presentes, que prestavam uma última homenagem à estrela do soul, estavam Kelly Osboune, umas das melhores amigas da cantora, que voou de Los Angeles para Londres no dia após a sua morte, Mark Ronson e a sua “família” musical, incluindo as cantoras de coro e o manager. Um desfile de carros pretos com vidros fumados entrou silenciosamente no cemitério de Edgwarebury, no norte de Londres, para uma cerimónia privada. À porta do cemitério estava presente uma empresa de segurança que acompanhou quem veio prestar uma última homenagem à cantora.

O ex-marido de Amy, Blake Fielder-Civil, não esteve presente, apesar de ter pedido para poder sair da prisão. Cerca de 150 convidados estiveram presentes no funeral. Segundo Alfie Ezikiel, presente no funeral, os pais da cantora estavam visivelmente emocionados, tendo as ultimas palavras do pai, Mitch Winehouse, ddiante do caixão da filha “Boa noite meu anjo. Dorme bem. A mãe o pai vão amar-te muito, para sempre”. No final da cerimónia foi tocada a música de Carole King, “So Far Away”, que era a música favorita de Amy. A cremação será realizada esta tarde.

Ontem, os pais de Amy visitaram a casa onde a cantora morreu, em Londres, e falaram aos fãs: “Amy era sobre uma coisa, e isso era o amor. A sua vida inteira foi dedicada à família e aos amigos, e a vocês também. Estamos devastados e sem palavras, mas obrigado por terem vindo”.


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BOM DIA A TODOS OS LEITORES E OUVINTES DO BAHIA EM PAUTA. E COMO RECOMENDA MARIA OLÍVIA, SAMBA NA CAIXA!!!

(VHS)


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OPINIÃO POLÍTICA

A liberdade sacrificada

Ivan de Carvalho

Para quebrar a monotonia das denúncias e escândalos que vêm explodindo no Executivo nas últimas semanas, com tanta ou maior freqüência que os bueiros da Light no Rio de Janeiro, desta vez a coisa feita desloca-se para o Senador Federal.

Ali, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal representou junto ao presidente do Senado, José Sarney, contra o senador Roberto Requião, do PMDB, também do PMDB, devido ao seu comportamento em relação ao jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes.

O sindicato pediu que o Senado aplicasse, por falta de decoro parlamentar, advertência e censura pública ao ex-governador do Paraná, deixando de pedir, porém, a pena mais grave pela falta de decoro, que é a cassação do mandato.

A decisão de Sarney, baseada em parecer da Advocacia do Senado e sem levar o caso ao Conselho de Ética, foi tomada em 18 de maio, com o arquivamento e conseqüente extinção do processo, mas o Senado não divulgou oficialmente sua decisão nem a comunicou ao sindicato nem ao jornalista Victor Boyadjian. Os três advogados que assinam o parecer dizem que a representação não atende aos requisitos previstos para a punição do senador.

Um desses requisitos seria o de que a representação foi feita ao presidente da Casa e Sarney, que não tem poderes para aplicar as punições, “antes do devido processo legal”. De fato, não tem. Mas tem para encaminhar a representação ao corregedor ou ao Conselho de Ética. E não fez isto, preferiu acabar tudo com sua decisão monocrática, exclusiva. O sindicato afirma que poderá recorrer, mas antecipa sua descrença, considerando que a decisão de Sarney foi apenas política.

Mas não foi apenas política. Foi também perigosa, ato anti-democrático a sujar, lambuzar a biografia de quem cultiva uma imagem aparente e geralmente aceita de democrata convicto. Mas sobretudo ato a ameaçar o exercício do jornalismo e, portanto, da liberdade de imprensa e de expressão. Uma auto-punição infernal para quem, como presidente da República, tão bem se comportou na chamada “transição democrática” de um país que acabara de sair da ditadura. Agora, depois de velho…

Bem, para lembrar. O repórter perguntou ao senador Requião sobre a sua aposentadoria de R$ 24 mil de ex-governador do Paraná, revogada pelo governador Beto Richa e que não foi suspensa porque Requião recorreu. Requião mesmo contou parte de sua reação no Twitter: “Acabei de ficar com o gravador de um provocador (?!) engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo”. Embora a Advocacia do Senado, em seu parecer, afirme que a representação do sindicato não apresenta provas, elas estão no twitter do senador Requião. Áudio divulgado no site de Requião permite ouvir sua voz, no final da gravação, perguntando (ameaçando) ao repórter: “Você quer apanhar, rapaz?”.
Ora, no Conselho de Ética, onde Sarney deveria ter feito chegar a representação, as provas da acusação ficariam, curiosamente, a cargo do acusado. O que ele escreveu, agressivamente (engraçadinho) em seu twitter e o gravador e gravação roubados (roubo: apropriar-se de coisa alheia mediante uso de violência, já que o repórter não lhe iria entregar espontaneamente o gravador).

Mas nada disso, sustenta a Advocacia do Senado, quebra o decoro parlamentar. O caso foi tão grave que dispensaria qualquer representação externa – do sindicato, do jornalista. O próprio Senado, em defesa de seu bom nome, se o tem, deveria ter tomado a iniciativa sem vacilar. Daí a futilidade de alguns argumentos formalistas constantes do parecer da Advocacia do Senado, cabíveis em outras circunstâncias, mas não numa questão em que a punição leve (advertência e censura pública) ao senador eram o menos importante e a liberdade de informação e de expressão – além do direito de propriedade – eram os direitos e garantias maiores a serem preservados.

No discurso à nação transmitido pelas redes de TVs a partir da Casa Branca, o presidente norte-americano Barack Obama voltou a acusar os republicanos de terem empurrado o país para um «impasse perigoso», frisando que os EUA não podem estar reféns de «guerras políticas» que podem custar empregos e criar uma profunda crise económica.

A poucos dias do fim do prazo (2 de Agosto) para chegar a um acordo sobre o teto da dívida, o presidente Obama lançou um apelo e pediu a intervenção do povo norte-americano para obrigar o congresso a um compromisso, ainda esta semana.

«O povo americano pode ter votado para ter um governo dividido mas não disfuncional. Por isso peço a todos: façam ouvir a vossa voz. Se querem uma solução sensata deixem o vosso membro do congresso sabê-lo, se acreditam que podemos resolver este problema através de um compromisso enviem essa mensagem», apelou.

Porém, para o presidente da câmara dos representantes, John Boehner, trata-se de uma «atitude inflexível», garantindo que, tal como há seis meses, «não vai ser dado um cheque em branco» ao presidente norte-americano.

Se democratas e republicanos não alcançarem um compromisso até 2 de Agosto, os EUA entram em calote. E se isso acontecer o governo vai ter que optar entre o pagamento da dívida ou dos salários, pensões e da ajuda aos mais pobres.

jul
26
Posted on 26-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 26-07-2011


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Mariano, hoje, no site A Charge Online

http://www.acharge.com.br/index.htm


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BOA NOITE!!!

jul
26


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DEU NO NOTA MUSICAIS

Com lançamento agendado nos Estados Unidos para 20 de setembro de 2011, o próximo álbum do cantor norte-americano Tony Bennett, Duets II, ganhou importância adicional por conta da morte de Amy Winehouse (1983 – 2011) por trazer o que provavelmente é a última gravação em disco da cantora britânica. Em março, Winehouse pôs voz – em estúdio de Londres, na Inglaterra – em Body and Soul, o standard do jazz composto em 1930 por Edward Heyman, Robert Sour, Frank Eyton e Johnny Green. Lady Gaga também figura no segundo álbum de duetos de Tony Bennett na faixa The Lady Is a Tramp (Richard Rodgers e Lorenz Hart, 1937).

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