Elton Medeiros no auditório da Radio Nacional

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Dica da jornalista Maria Olívia Soares para a noite desta sexta-feira, 22:

A TV Brasil reapresenta nesta sexta, 22 – data do aniversário do cantor e compositor -, às 22 horas, o especial Elton Medeiros – Onde a dor não tem razão. O programa traz entrevistas e histórias contadas com exclusividade para a emissora pública, bem como o show feito exclusivamente, em novembro passado, em comemoração aos 80 anos de Elton, para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

Ali, no tradicional auditório da Nacional, ele cantou e foi homenageado por músicos da antiga e nova geração como Zé Tobias, Beatriz Faria, Dorina, Mariana Bernardes, Pedro Miranda entre outros bambas. Ao final da interpretação de belos sambas de Elton Medeiros e de seus ilustres parceiros como Zé Keti, Cartola, Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, todos subiram ao palco para cantar com Elton a música “O sol nascerá”, fechando assim o espetáculo com chave de ouro.
Elton Medeiros no auditório da Rádio Nacional do Rio de Janeiro

Sofisticação e simplicidade são marcas na obra de Elton que, além de compositor e parceiro de expressivos autores da MPB, tem mais de 100 composições gravadas. É reconhecido pelo estilo próprio e singular de interpretar.

As melodias, as letras e as histórias de vida desse grande compositor mostram não só a crônica de um Rio de Janeiro através dos tempos, mas o panorama da historia do samba e a beleza da música popular brasileira.

Elton Medeiros fez trilhas sonoras para o cinema, recebeu muitos prêmios e foi fundador de três escolas de samba. Entre elas, a Gran Quilombo, nos anos 70, ao lado de Paulinho da Viola e dezenas de amigos como Candeia, Martinho da Vila, Juarez Barroso, Monarco e Leonilda. Além disso, foi inventor da Ala dos Compositores e padrinho da Portela.

Elton é carioca e nasceu no clima musical. Sua primeira composição foi aos 8 anos de idade. Desde pequeno, viveu em realidades distintas do Rio de Janeiro e conviveu com a diversidade da cultura brasileira. Em Vila Isabel, bairro da Zona Norte do Rio, participou da tradicional banda de música da Escola Técnica João Alfredo, onde Pixinguinha era um dos professores de música; e da orquestra juvenil de Estudantes, conduzida pela maestrina Cacilda Borges Barbosa, tocando sax horn barítono. Aprendeu também a tocar trombone e bateria.

Em parceria com Cartola, festejou o primeiro sucesso de sua carreira de compositor com ” O Sol Nascerá”. Seu prestígio como sambista fez com que Zé Keti o convidasse a integrar o conjunto A Voz do Morro em sua primeira formação. Nele, teve expressiva participação ao lado de Cartola, Nelson Cavaquinho, Armando Santos, Ventura da Portela, Nuno Veloso e muitos outros sambista renomados.

Maria Olivia Soares, com informações da TV Brasil

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