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Mensagem via e-mail do colaborador do BP e guardião da bossa nova, jornalista Gilson Nogueira, para o editor do Bahia em Pauta:

“Caro Vítor Hugo, no embalo da emoção, dessas que tissunamam o coração, após ler, há poucos minutos, na edição de hoje do jornal O Globo, nota de falecimento de Jorge Quartarone, o velho Quartera, um dos primeiros integrantes do antológico e inimitável conjunto vocal Os Cariocas, veio-me à mente a idéia de homenageá-lo, logo, sugerindo a você, amigo, editor do BP, a veiculação dessa música de Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, “Desafinado” , parte do repertório do CD Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova, como um canto de adeus de um baiano bossanoveiro que une sua voz e seus sentimentos aos que fazem e admiram Os Cariocas.

Quartera, meu irmão, a segunda voz e bateria do conjunto vocal mais admirado do Brasil, descanse em paz!”

Gilson Nogueira

Cabral: psicanalise no Rio de Janeiro

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DEU NA COLUNA DE LU LACERDA, NO IG

O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, está fazendo psicanálise em um consultório na Praça Santos Dumont, na Gávea. De um certo tempo pra cá, vinha chamando atenção a grande quantidade de seguranças na simpática pracinha da Zona Sul carioca. Isso se observava, mais precisamente, depois do acidente com o helicóptero em Porto Seguro, na Bahia em meados de junho, quando morreram sete pessoas, entre elas, amigos do governador, incluindo Mariana Noleto, namorada de seu filho Marco Antônio. Em ambos os lados do quarteirão, muitos homens de terno negro, ou outros mais esportivos próximos a motocicletas.

Os comentários eram os mais variados: por ficar perto de uma clínica veterinária, diziam que era um bichinho da família que estaria sendo tratado ali; outros falavam ser um psiquiatra, entre as mais variadas versões. Mas, resumindo, é isso: um consultório de psicanálise – o acidente levou Cabral para o divã. O governador, cujo olhar mantém ainda um certo ar de tristeza, teve sessão longa nesta sexta-feira (15/07): ele chegou ao local por volta das 10h da manhã, de onde só saiu perto do meio-dia. Às vezes, aparece também às segundas-feiras.

Rebekah com Murdoch: escutas ilegais

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A diretora-executiva da News International, Rebekah Brooks, demitiu-se, esta sexta-feira, na sequência do escândalo das escutas que está a abalar o Reino Unido e grupo de comunicação do multimilionário Rupert Murdoch.

Considerada como uma confidente de Murdoch, Rebekah Brooks, que dirigiu o News of the World, recentemente encerrado por causa deste escândalo, explicou que desta forma fica livre para cooperar com todos os inquérito ligados a este escândalo.

Numa carta entregue aos funcionários do grupo, Brooks admite responsabilidades e confessa-se desolada pela forma como as coisas decorreram e pelas pessoas que sofreram com este escândalo.

A ex-diretora-executiva aproveitou ainda para referir que uma eventual continuação no cargo «desvia as atenções dos esforços honestos» da empresa para «resolver os problemas do passado».

Entretanto, Rupert Murdoch, num comunicado onde diz aceitar a demissão da diretora-executiva da News International, agradeceu a dedicação de Brooks ao grupo e frisou que ela foi uma das «diretoras mais extraordinárias da sua geração».

jul
15

DEU NO IG

A Receita Federal deposita nesta sexta-feira, 15, o segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2011. Os recursos referentes ao exercício de 2011 – que totalizam R$ 1,9 bilhão – serão repassados a 1.646.075 contribuintes. Também serão depositados hoje os valores correspondentes aos lotes residuais do Imposto de Renda de 2010, 2009 e 2008.

Do exercício de 2010, serão pagas restituições para 31.186 contribuintes, que somam R$ 60,7 milhões já acrescidos de 13,10 %. Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para 10.229 contribuintes, que totalizam R$ 17 milhões, corrigidos em 21,56%. Do lote de 2008, serão creditadas restituições para 6.120 contribuintes, totalizando R$ 12 milhões, já corrigidos em 33,63 %.

Para saber se foi incluído nos lotes, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal na internet ou ligar para o telefone 146.

jul
15
Posted on 15-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 15-07-2011


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Dálcio, hoje no Diário do Povo (Campinas-SP)


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OPINIÃO POLÍTICA
Um tiro no pé

Ivan de Carvalho

Não tem muita lógica o Estado brasileiro produzir leis para proibir e punir o que ele mesmo pratica nas suas mais altas esferas. Não sou eu quem está dizendo que pratica, mas um alto funcionário e importante funcionário do segundo escalão da República, atualmente em gozo de férias (o funcionário, não a República).

Mas vamos por partes. O senador Jorge Viana, do PT do Acre, está apresentando um projeto de lei para punir com prisão quem invadir sistemas de segurança na Internet. O texto, que altera o Código Penal, pretende punir, com dois a quatro anos de prisão quem “atentar contra a segurança de meio de comunicação informatizado”.

Em síntese, coíbe ataques de hackers como os que foram realizados em junho. Durante uma semana, no feriado de Corpus Christi e adjacências, quase 20 sites do governo federal – incluindo a Presidência da República, o Ministério do Esporte, da Petrobrás, da Receita Federal, o Portal Brasil, entre outros, sofreram pesados ataques de hackers. Dias depois, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que um hacker revelou ter acessado, durante a campanha eleitoral, a caixa de e-mail pessoal da então candidata a presidente Dilma Rousseff.

Nenhum desses casos representa uma façanha extraordinária, pois o grupo norte-americano inspirador da quadrilha de hackers brasileiros que fez essas estripulias (por enquanto parece que não tipificadas como crimes no Brasil) já executou façanhas bem mais espetaculares, como invadir os computadores do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A repercussão e os óbvios riscos potencialmente envolvidos (em tese, até um ataque nuclear poderia ser deflagrado por hackers) obrigaram o Pentágono a emitir declarações, confirmando o ataque, assegurando que os setores “sensíveis” de seu sistema não foram atingidos, nem estiveram ameaçados, mas aproveitando o embalo para anunciar que vai tomar medidas para reforçar a segurança do sistema. A par disso, os Estados Unidos anunciaram que darão “tratamento de guerra” a cyber-ataques. E anunciaram isso por desconfiarem que ataques podem partir de certos governos de Estados que vêm os EUA como inimigo ou competidor político, econômico ou militar, ou até as três coisas juntas.

Mas, voltando ao Brasil, o projeto do senador Jorge Viana inclui, entre os “meios de comunicação” a que se refere, computadores, telefones móveis e redes de telefonia fixa ou móvel e instrumentos de armazenamento de dados eletrônicos e digitais. Este projeto só terá sua apresentação consumada (está em fase de consulta pública no site da Câmara, com assinaturas de seis parlamentares) se o PL84/99, conhecido como Lei Azeredo, seja rejeitado pelo plenário da Câmara.

Ele tramita há 12 anos (?!) no Congresso e há resistências, pois entende-se que pode atingir até, por exemplo, pessoas que baixem músicas da Internet. E essa é outra história, que não tem a ver com os perigosos cyber-ataques.

Bem, enquanto o Congresso lida com essas tentativas de elaborar lei, o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT, principal órgão do Ministério dos Transportes), Luiz Antônio Pagot, cujo final das férias é aguardado para que a presidente Dilma possa exonerá-lo por suspeita de corrupção, disse que desde sua posse na autarquia, em 2007 – “Quem me nomeou foi Lula”, fez ele questão de declarar há poucos dias – está grampeado ilegalmente (sem autorização judicial). Garantiu que tem as provas de escutas telefônicas ilegais e vai à Polícia Federal pedir providências. Mas, incrível, acrescenta: “A PF e a Abin têm de responder por isso. Passo por um processo de investigação. Eles vão ter de explicar isso”.

A Abin é a Agência Brasileira de Inteligência, subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e responsável por manter informado (a) o (a) presidente da República.

Esse projeto de lei do senador Jorge Viana, se não é, parece um tiro no pé.

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