jul
09


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O cantor, compositor e poeta argentino Facundo Cabral foi assassinado neste sábado, 9, a tiros por desconhecidos na capital guatemalteca quando se dirigia ao aeroporto internacional La Aurora, no sul da Cidade da Guatemala.

Um porta-voz da Polícia Nacional Civil (PNC) contou aos jornalistas que o artista, de 74 anos, que nesta semana fez show na capital guatemalteca, morreu por causa dos ferimentos.

“Foi um atentado executado por matadores que utilizaram fuzis de assalto”, disse à agência Efe o porta-voz da Presidência guatemalteca, Ronaldo Robles.

O funcionário garantiu que o presidente Álvaro Colom “está consternado com a ação covarde”, e afirmou que três equipes especializadas de investigadores foram designadas para trabalhar no caso.

No ataque ao cantor e poeta também foi ferido com gravidade o representante do artista, ainda não foi identificado, e que está entre a vida e a morte em um hospital da cidade, segundo as fontes.

(Com informações do portal Terra)
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“SI SE CALLA EL CANTOR” – MERCEDES SOSA”


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Bom sábado para todos os leitores e ouvintes do BP

(VHS)

jul
09

Jânio: numa boa, não aguento
mais esse papo”

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ARTIGO/ CULTURA

Bombeiros da cultura baiana

Janio Ferreira Soares

Sempre que eu ouço: “vamos resgatar a nossa cultura”, logo imagino uma senhora roliça vestindo saia de brocado e turbante de prata, com um bobó de camarão numa mão e um jarro de oferendas a Yemanjá na outra, entalada num bueiro arrodeado de babilaques e sacis-pererês, gritando: “salve-me com seus versos incorretos, ó Gregório de Mattos; valei-me São Glauber, jogue-me o copião de Terra em Transe para que eu possa subir pelos seus takes; oh! senhor Deus dos desgraçados, sei que vou morrer, não sei o dia… Adeus, ó choça do monte! Adeus, palmeiras da fonte! Adeus, amores… adeus!”.

Numa boa, não aguento mais ouvir esse papo de que a cultura baiana precisa de políticas e verbas públicas para voltar a brilhar, como se leis e financiamentos parissem gênios. Se assim fosse, era só o governador Jaques Vagner direcionar todo o orçamento do governo para a Secult que teríamos de volta os tempos da “Bahia de Castro Alves, do acarajé, das noites de magia, do candomblé”.

A propósito, alguém aí pode me dizer qual a política cultural usada no período em que Gregório de Mattos destilava sua verve flamejante pelos becos malcheirosos da província, ou qual a lei de incentivo ajudou Castro Alves a colocar seu Navio Negreiro singrando os mares da genialidade? E quais os investimentos feitos pelos ex-governadores Antonio Balbino, Juraci Magalhães, Lomanto Júnior e Luiz Viana Filho, para provocar em Caymmi, Assis Valente, Mário Cravo, Capinan, Cid Teixeira, João Ubaldo, Jorge Amado, Caetano, Wally Salomão, Gil, Glauber, Tom Zé, Raulzito e afins, tanta criatividade? Nessa linha, ACM deve ter curtido vários dias de barato total no Sítio do Vovô, ajudando os Novos Baianos na concepção de Acabou Chorare, um dos maiores discos da música brasileira. Aliás, sob o seu bigode – e casacos de generais – a Bahia viveu inesquecíveis temporadas de verão, com a vanguarda e a contracultura mandando ver debaixo de chuva, suor e chicote, numa época em que a arte, agradecida, não procurava desculpas nem cifrões, simplesmente acontecia.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

jul
09
Posted on 09-07-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-07-2011

Dona Canô
DEU NO IG
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Dona Canô, a matriarca santamarense da família Veloso, 103 anos, foi internada no hospital São Rafael, em Salvador.

Claudionor Velloso, a Dona Canô, como é mais conhecida, foi levada ao hospital por causa de uma forte falta de ar. Ao chegar, ela foi transferida para a Unidade Cardiovascula Intensiva (UCI). Ela passa bem e respira sem a ajuda de aparelhos.

No começo, os médicos desconfiaram que ela pudesse estar com pneumonia, mas os examas afastaram essa hipótese e descobriram que ela está com um “quadro de traqueobronquite, associada a broncoespasmo”.

Uma forte dor abdominal ainda “está sendo investigada”, informa a nota, que disse ainda que está “afastada necessidade cirúrgica de urgência”.

A casa de dona Canô em Santo Antônio da Purificação, a 71 quilômetros de Salvador, é frequentemente visitada por políticos e artistas de todo o País. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-senador Antônio Carlos Magalhães estão entre os visitantes ilustres.

(Com informações do portal IG)

jul
09
Posted on 09-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 09-07-2011


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Pelicano, hoje no Bom Dia (SP)


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Grande Billy! Saudades!

BOA NOITE

(VHS)

Pedro Simon: “cuidado com os vigaristas”

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OPINIÃO POLÍTICA

Os vigaristas segundo Simon

Vitor Hugo Soares

“Que beleza o convite de Jean Cocteau: ‘Fechamos com doçura os olhos dos mortos. Com a mesma doçura devíamos abrir os olhos dos vivos'” (Ulysses Guimarães, um sábio da política brasileira, que repousa no fundo do mar).

No meio desta turbulenta e complicada semana de julho, quando já apodreciam ao impiedoso relento do poder as corroídas estruturas para manter de pé os esquemas de rapina que há anos vicejam no âmbito do ministério dos Transportes, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), se apressou em declarar ao desembarcar de viagem a Brasília: “A confiança da presidente Dilma no ministro Alfredo Nascimento está mantida”.

Mal o dirigente baiano fechou a boca e a casa do “prestigiado” ministro amazonense, já em ruínas e desfalcada de alguns de seus principais operadores, desmoronou de vez. Do jeito como em geral acontece – que o diga Paulo César Carpegiani, do time do São Paulo – com os treinadores do futebol brasileiro às vésperas da queda anunciada.

Tudo bem, não fosse o autor da frase da semana o governador e político petista provavelmente com melhor trânsito no Palácio do Planalto, onde já atuou no governo Lula ao lado da atual ocupante principal do pedaço. Além disso, político frequentemente citado em respeitáveis listas de previsões sucessórias ao posto mais elevado da República.

Wagner devia saber muito bem sobre o que estava falando em relação à presumida permanência mais demorada de Nascimento no ministério.

O governador da Bahia é notório amigo do ex-ministro de cuja Pasta e caneta dependem execução de projetos e manutenção de acordos para obras de infra-estrutura tidas como cruciais para o desenvolvimento do Estado que ele administra: da ferrovia oeste-leste ao empacado e suspeito metrô de Salvador, onde já foram enterradas em quase 11 anos carretas e carretas de dinheiro público para construção por empreiteiras de apenas seis quilômetros do sistema calça curta, ainda sem data para inauguração.

O governador da Bahia é mais amigo e próximo ainda da presidente Dilma Rousseff. Daí as dúvidas que pipocam do planalto central do país ao vale do São Francisco, sobre a real intenção e significado de suas palavras: uma das grandes incógnitas até aqui deste novo imbróglio nacional da política e do poder. Simples rebate falso em razão de informações incompletas com signos embaralhados? Ou teria Wagner atuado à moda dos cartolas do nosso futebol, em jogo combinado com o Planalto para ganhar tempo?

A resposta provavelmente virá com o tempo, senhor da razão e eterno esclarecedor de todas as dúvidas. Por enquanto, vale ficar atento ao segundo tempo deste jogo escandaloso, capaz de causar espanto até mesmo no país em que o escândalo vai paulatinamente deixando de ser exceção para virar regra.

Está em andamento – nos bastidores e à luz do dia – uma guerra que abala os intestinos do governo. Disputa-se agora o valioso botim largado às pressas por Alfredo Nascimento, o ministro do PR à frente dos Transportes desde o governo Lula.

Por lá transitam descontroladamente alguns dos mais caros e ambiciosos projetos e grandes obras rodoviárias e ferroviárias. Terreno fértil de corrupção, propinas e negociatas políticas e financeiras, onde fortunas se multiplicam em “toques de mágica” do dia para noite, como tem revelado fartamente o noticiário destes últimos dias, a partir de devastadora reportagem da revista Veja.

Em meio ao tiroteio cerrado no escuro “Saloon” do governo Dilma pela mina de ouro dos Transportes, o senador gaúcho Pedro Simon (PMDB), de olhos e sentidos atentos, habituados a enxergar na escuridão, faz perguntas de incontestável relevância e espírito público ao ser entrevistado pelo repórter baiano Claudio Leal para a revista digital Terra Magazine. Uma delas: “O PR vai se reunir de novo e indicar um cidadão como esse que tá aí?”

E, dirigindo-se diretamente a quem presumivelmente deve assumir a responsabilidade da última palavra nesta “história cabulosa” (como dizem os baianos), Simon cava mais fundo: “A presidente tem que entender, pois é fundamental: o partido pode fazer a indicação política, mas ela tem que fazer a triagem, tem que saber qual é a ficha do cidadão, porque se é um vigarista, ela aceita ou não aceita. Na hora de fazer a indicação, já que os partidos infelizmente não fazem, ela tem a obrigação de fazer a fiscalização”.

Nada mais a acrescentar. Agora é esperar e conferir o resultado quanto à escolha do novo ministro e o andamento das investigações para identificar, levantar provas e punir os vigaristas.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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