jul
08

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DEU NA RVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Billy Blanco, músico e arquiteto, precursor da Bossa Nova e mestre do carioquês, morreu na manhã desta sexta-feira, de parada cardíaca, no Rio de Janeiro. Compositor de “Tereza da Praia” e “Mocinho bonito”, Billy foi entrevistado por Terra Magazine, em setembro de 2009, e deixou um conselho que não deixa de ser também um testamento de craque da canção popular: “Meu povo, haja o que houver, não pare de cantar!”.

Olha a banca do distinto.

Terno branco, vê lá, lenço vermelho: o Billy Blanco. Neste domingo, 23 de agosto de 2009, os galhos da Praça da Sé se contorcem em cinza e o frio bate fino no rosto do cavalheiro de 85 anos, em São Paulo. Ele caminha no Centro Cultural da Caixa Econômica, onde fará um show com a cantora Dóris Monteiro, e sente-se acossado por fãs – os mesmos e surrados das duas noites anteriores.

Billy percebe a aproximação dos caçadores de autógrafos, determinados a valorizar velhos LPs com a assinatura do autor de “Tereza da Praia” e “Mocinho Bonito”. Todas as noites eles vêm com seus bolachões, gritam “Grande Billy Blanco!”, cantarolam, e por fim levam a letra cursiva do compositor nas capas dos discos. De bengala – “minha quarta perna” -, Billy se esquiva do enxame, ruma para o camarim. Brota o primeiro “grande…!”, mas ele corta a abordagem, enfezadíssimo:

– Começaram cedo hoje, hein?

A quarenta minutos do espetáculo, Billy Blanco bate a porta do camarim, cumprimenta Doris Monteiro e informa ao repórter:

– Não tem cadeira, você vai ter que ficar em pé. Vamos conversar.

Visto de cima, o bigode de Billy aumenta a gravidade das respostas, em geral sintéticas, finalizadas por aquele silêncio que insinua o pedido de “próxima pergunta”. No show, o músico remanescente da Bossa Nova – falando sério, pré-bossanovista – reproduz essa celeridade ao cantar a “Sinfonia Paulistana”: “Vambora, vambora, olha a hora…”.

Bom humor ranheta, Billy Blanco relata aos espectadores como nasceu “A banca do distinto”, música feita para a cantora Dolores Duran, sua ex-namorada, morta precocemente há cinquenta anos. Dolores contou-lhe a história de um bacana que frequentava seus shows no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. De costas para o palco, ele bebia uísque no balcão e ordenava canções. Nunca apertava a mão de negros. Nem carregava a marmita. O garçom levava-lhe a embalagem até o carro. Depois de ouvir o perfil, Billy desfiou o samba:

“Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho…”

Esta foi a única canção que compôs para Dolores Duran, recorda-se. Guarda o sabor da passagem da compositora pela música brasileira:

– Foi a primeira mulher que realmente apareceu. Depois veio Suely Costa… Mas a Dolores inovou em matéria de letra e música.

Nesta entrevista a Terra Magazine, Billy Blanco fala sobre os parceiros e amigos Tom Jobim, Baden Powell e Wilson Simonal. Com elegância, afasta a coroa de herdeiro de Noel Rosa.

– Não me sinto herdeiro de ninguém. Eu faço a música que eu sinto. Eu apreciava, quando eu era garoto, porque escutava no rádio, em Belém, muita música do Noel Rosa.

Desencantado com a política, o músico paraense fulmina:

– Só tem ladrão. Muito difícil compor qualquer música com a política atual.

Bem, faltou arrancar a versão sacana de “Tereza da Praia”, sua parceria com Tom Jobim. Mas, entenda o motivo do distinto: a esposa, Ruth, proibiu-o de cantá-la em público. Capaz de justificar uma surra. Ainda assim… Grande Billy!

Terra Magazine – Dá pra manter a quantidade shows?
Billy Blanco – Normal. Como a de qualquer jovem. Eu, com 86 anos, estou fazendo shows normalmente. Estou indo aos Estados, fazendo shows no Rio de Janeiro, em Brasília.

E as composições?
Continuo. Eu vivo disso. É minha vida, compor. Deixei a arquitetura há 20 anos e fiquei só com a música.

No Brasil, há muitos arquitetos que viraram grandes músicos…
Próprio da arquitetura. Porque a arquitetura, segundo Goethe, é música petrificada. Isso tem alguma conotação porque a harmonia da arquitetura se coaduna com a harmonia da música. A música sem harmonia não quer dizer nada.

A letra vem primeiro?
Às vezes sai junto, letra e música. Às vezes faço a letra e ponho a música. Varia. Não é rígido.

No caso da “Sinfonia do Rio de Janeiro”, procede a história de que a letra veio quando o senhor estava num lotação, na Av. Atlântica?
É. Estava saindo de um hotel, entrei no botequim, porque não queria esquecer a letra. Eu não escrevia música nesse tempo. Telefonei pro Tom (Jobim): “Tom, toma nota aí”. Ele tomou nota da melodia e da letra, e falou: “Vem pra cá”. Ele perguntou: “O que quer dizer isso?”. Falei: “Eu quero fazer uma suíte do Rio de Janeiro, como Mel Tormé fez, nos Estados Unidos, a Suíte Califórnia”. Ele gostou da ideia, começamos a fazer.

Leia a entrevista na íntegra em Terra Magazine

http://terramagazine.terra.com.br===========================================

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DEU NO SITE DE CHICO BRUNO

Está faltando um…
Morre Billy Blanco

Morreu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Billy Blanco. Ele tinha 87 anos e estava internado, após sofrer um acidente vascular cerebral- AVC (derrame)

Um dos ícones da bossa nova, Blanco compôs mais de 500 músicas. Suas canções foram gravadas por cantores como João Gilberto, Elis Regina, Dick Farney, Lúcio Alves, Dolores Duran, Nora Ney e outros grandes nomes da MPB. Ele também fez parcerias com Tom Jobim, Baden Powell, João Gilberto e Sebastião Tapajós, entre outros.

William Blanco Abrunhosa Trindade nasceu em 1924 em Belém. Formado em arquitetura, sempre gostou de tocar e compor músicas. Nos anos 50, já morando no Rio, se destacou por seus sambas e letras, tornando-se um dos precursores da bossa nova. (Do G1, com informações da Globo News)

” Vale a pena ser feliz, vale a pena acreditar. Deixe, deixe, deixe, é bom deixar. Deixe o coração mandar.”

BOM DIA!!!


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Na manhã desta sexta-feira, 8, em seu programa na Rádio Metrópole, o radialista e ex-prefeito de Salvador, Mario Kertész, derramou mais um litro de adrenalina na fogueira de expectativas que arde na cidade em torno da notícia sobre sua possível tentativa de retornar à prefeitura da terceira maior capital do País como candidato do PMDB nas eleições municipais do ano que vem.

Kertész, sondado a falar sobre o burburinho por ouvinte que habitualmente liga de Ubatã para seu programa e alegra manhãs baianas, pediu que ele (ela?) consultasse o Mestre Jacó, vidente de grande prestígio atualmente no sul baiano, sobre suas possibilidades em nova empreitada eleitoral.

“Se Mestre Jacó disser que eu tenho chances, eu topo”, disse o ex-prefeito do “Deixa o Coração Mandar” para surpresa do estúdio, da participante ao telefone e, seguramente, de grande parte da legião de ouvintes nas manhãs da Metrópole.

O ouvinte pegou o peão na unha e ficou de fazer uma consulta especial ao vidente, prometendo resposta para a próxima segunda-feira ou terça.

Aí está uma boa pauta também para as editorias políticas dos jornais locais. Afinal, em fase de vacas magérrimas do jornalismo político local, não deve custar tanto mandar um repórter a Ubatã para ouvir Mestre Jacó e tentar antecipar a notícia em que mexe com tanta gente interessada, ou simplesmente curiosa.

Ou não?

(Vitor Hugo Soartes)

jul
08
Posted on 08-07-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-07-2011


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Aroeira, hoje no O Sul (RS)


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OPINIÃO POLÍTICA

Um escândalo a menos

Ivan de Carvalho

Em meio a tantos escândalos, um a menos não deixa de ser uma boa notícia.
Refiro-me ao escândalo que as principais e mais notórias lideranças do PSDB vinham produzindo e que, pelo destaque delas, era o suficiente para dar a impressão de que todo o partido havia renunciado ao seu dever de fazer oposição ao governo federal, função que lhe foi reiterada pelo eleitorado nas eleições de outubro do ano passado.
A exceção que confirmava a regra vinha sendo o bi-candidato derrotado às eleições presidenciais, ex-governador José Serra, que depois da posse da presidente Dilma Rousseff passou a produzir críticas com progressiva desenvoltura. Mas como, por causa da derrota recente e de suas difíceis perspectivas políticas para o futuro, especialmente para 2014, sua liderança política não está em alta, pelo contrário, essas críticas não vinham obtendo muita repercussão.
Quanto ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, uma das três mais destacadas lideranças tucanas, vem demonstrando mais preocupação com a consolidação do seu lugar na história dos governantes brasileiros, importante, com êxitos indiscutíveis, mas com erros idem.
Às vezes, nesse trabalho, ele dava uma estocada pública no governo petista (mais na fase comandada por Lula do que na ainda curta, mas atual fase comandada por Dilma Rousseff, que deveria ser considerada a bola da vez), enquanto resmungava sobre o comportamento de seus correligionários tucanos, que fizeram o máximo possível para que FHC fosse “esquecido” durante a campanha eleitoral, tarefa nada fácil porque o então presidente Lula tratava de manter sempre audível seu discurso malvado sobre a Era FHC.
Somente depois das eleições e a título de estar FHC completando 80 anos, um número redondo, o PSDB se mobilizou para festejá-lo e tentar resgatar sua imagem. E então, entre outros atos comemorativos, tomaram-se depoimentos de algumas pessoas e uma das que depuseram, no caso por carta, foi a presidente Dilma Rousseff, que, em meio a elogios pensados que não embaracem futuras campanhas petistas, até o chamou de “querido”. FHC derreteu-se todo e, estabanadamente, chegou a declarar que PT e PSDB são muito semelhantes, praticamente iguais, tendo a separá-los somente, ou quase somente, a disputa pelo poder.
Ora, se são tão iguais e presumindo que ambos os partidos estejam abarrotados de espírito público (estou certo que ambos estão dispostos a assegurar que sim), então estranho é que um não ofereça seu lugar ao outro e que o outro não aceite. Ou que se fundam, com o que acabariam com a única coisa relevante que os separa, a disputa pelo poder. A reação de FHC à gentil e esperta carta de Dilma Rousseff é um escândalo, talvez insuflado pela vaidade, a contrafação da oposição.
E onde está o escândalo a menos, de que falei no começo? No senador Aécio Neves, líder do PSDB no Senado, que vinha se comportando com uma moderação de dar náuseas a qualquer eleitor de oposição. Pois ontem Aécio Neves disse que o primeiro semestre do governo Dilma Rousseff foi “extremamente negativo, talvez mais negativo do que qualquer governo da nossa história política recente tenha sido” no primeiro semestre.
Aécio criticou o que chamou de “abdicação de responsabilidade da Presidência da República em relação aos seus aliados, ao referir-se ao escândalo que culminou com a demissão do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento e apontou “passividade” do governo federal no caso. Explicou que nenhuma das demissões se deu pela ação do governo: “A imprensa brasileira é que levou o governo a, defensivamente, afastar essas pessoas. Isso também é preocupante”, afirmou.
Afinal, um pouco de oposição. O que não é um escândalo.

jul
08

Sergio e Adriana antes da separação

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Direto da Varanda: Chico Bruno

Inferno astral de Cabral

O inferno astral do governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) começou há uns 3 meses, quando sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo descobriu que o marido estava pulando a cerca e pediu a separação de corpos.

Essa informação foi repassada por um pica-pau carioca logo depois da tragédia de Porto Seguro, da qual o governador foi um dos protagonistas.

Pelo Twitter, em 30 de junho, postei a informação, como sempre esperando que a mídia fosse atrás da dica. Como sempre a mídia não captou a mensagem.

SitioChicoBruno Chico Bruno
Inferno astral: A tragédia de Porto Seguro agora interfere na relação de Cabral com sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo.
O pica-pau carioca informou, ainda, que Cabral estava perdidamente apaixonado por Fernanda Kfuri, cunhada de Fernando Cavendish Soares, dono da Delta Construções.

Ontem (6), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que o governador Sérgio Cabral se divorciou oficialmente da mulher, Adriana Ancelmo.

De acordo com o TJ-RJ, a dissolução amigável do casamento foi julgada procedente pela 6ª Vara de Família do Rio na quarta-feira (6).

Mais informações no site de Chico Bruno:

Seja bem vindo!

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