Elsa Soares: emoção em Paraty/G1

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DEU NO G1

Uma homenagem musical ao escritor Oswald de Andrade marcou a noite de abertura da nona edição da Festa Literária Internacional de Paratyontem (6). O compositor José Miguel Wisnik e o cantor Celso Sim receberam a cantora Elza Soares, que emocionou o público ao participar da apresentação quase 30 dias após de se submeter a uma operação na coluna.

“Ela sofreu uma delicada intervenção cirúrgica recentemente, mas não abriu mão dessa homenagem a Oswald”, disse Wisnik, que momentos antes da apresentação havia participado da conferência inaugural da Flip, “Oswald de Andrade: devoração e mobilidade”, ao lado do crítico e ensaísta Antonio Candido.

Auxiliada por duas pessoas e andando com alguma dificuldade, Elza foi recebida de pé e sob aplausos pela plateia que lotava a Tenda do Telão, local onde o palco foi montado. “É através de vocês que eu me alimento. Obrigada por tudo”, agradeceu a cantora, que teve que se apresentar sentada por conta de seu quadro clínico.

Programado para as 21h30, o show teve início com 40 minutos de atraso, o que pareceu não incomodar os presentes. Antes da música, porém, seguiram-se agradecimentos do prefeito de Parati, José Carlos Porto Neto, e da presidente da Flip, Liz Calder, entre outros.

“Desculpem, mas esta noite não vou falar português”, brincou Liz, que é ilesa. “Este é um evento único no ano. É o momento de recarregar as baterias e abrir a mente para outras pessoas, lugares e tempos”, declarou a presidente, pouco antes dos músicos subirem ao palco.

A apresentação, que durou cerca de uma hora e meia, teve o repertório baseado nos poemas de Oswald de Andrade musicados por José Miguel Wisnik e que fizeram parte do espetáculo “Mistérios gozosos”, adaptação de “O santeiro do mangue” (de Oswald) por José Celso Martinez Corrêa.

O show contou com uma mistura de ritmos, incluindo rock, rumba, samba e blues, com os arranjos quase sempre privilegiando a percussão. Entre os destaques, “Balada do Esplanada”, um blues de Cazuza; “Escapulário”, de Caetano Veloso (ambas em cima de poemas de Oswald); “Paciência”, de Lenine; “Soneto do olho do cu”, de Wisnik, Zé Celso e Marcelo Drummond para a poesia de Arthur Rimbaud e Paul Verlaine; e “Mortal loucura”, do poeta Gregório de Matos e musicada por Wisnik, que valeu até uma declamação após o fim da canção.

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