=============================================
Sivuca, em ” Céu e Mar”, de Johnny Alf, sugere: O Infinito é Bossa Nova!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

jul
07

Marina: fim de linha com o PV

==============================================

DEU NO IG

A ex-senadora Marina Silva, candidata derrotada à Presidência da República em 2010, confirmou as expectativas e anunciou na tarde desta quinta-feira sua decisão de deixar o PV. Após meses de desentendimentos com a direção nacional do partido, Marina fez um discurso em São Paulo a uma plateia de cerca de 400 aliados, no qual deu sinais de apoio à presidenta Dilma Rousseff.

“(O movimento) também é para ajudar a presidenta Dilma a ter força para não permitir que haja um retrocesso na legislação ambiental”, afirmou Marina, em referência ao polêmico texto do Código Florestal, que citou diversas vezes ao longo de seu discurso. O movimento a que Marina se referiu, batizado provisoriamente de “Verdes e Cidadania”, deve ser lançado entre agosto e setembro. Um novo partido só deve ser criado depois das eleições de 2012.

A ex-senadora também mencionou indiretamente as pressões do PR para manter o controle do Ministério dos Transportes, após o antigo titular da pasta Alfredo Nascimento perder o posto sob denúncias de corrupção. “As políticas sociais e econômicas que estão dando certo precisam ser mantidas, sem medo de dar autoria a Fernando Henrique (Cardoso), Itamar (Franco) – que não está mais entre nós -, ao presidente Lula (Luiz Inácio Lula da Silva). E espero que a presidenta Dilma, mesmo com as dificuildades que tem, consiga resistir a todas as armadilhas do aprisionamento do fisiologismo que quererm impor a qualquer governo que ali chegue.”

Marina também ressaltou que seu desligamento do PV não foi pautado pelo calendário eleitoral. “Não se trata de uma saída pragmática, de olho no calendário eleitoral. Embora seja importante, eleição é parte, não o todo”, afirmou Marina. “Nosso foco principal é sensibilizar brasileiros e brasileiras para serem uma força transformadora”, completou.

Resultado da disputa interna com o grupo liderado pelo presidente nacional do PV, deputado José Luiz Penna (SP), a decisão de Marina de deixar o partido já era conhecida havia várias semanas. Os detalhes para o anúncio desta quinta-feira foram definidos na semana passada, após a ex-senadora conduzir uma série de reuniões com seus aliados mais próximos.

Marina filiou-se ao PV em 2009, depois de receber da cúpula partidária um convite para disputar a eleição presidencial do ano seguinte. A decisão de sair naquela época do PT partido no qual militava desde o início de sua carreira política, havia sido tomada depois de um encontro com a executiva nacional do partido, na qual os dirigentes lhe apresentaram uma pesquisa apontando seu potencial de votos na eleição presidencial. Penna participou do encontro que selou a adesão de Marina ao PV. Hoje, Marina Silva negou que tenha se filiado ao PV para ser candidata à Presidência

Escuta ilegal leva ao fim maior tabloide inglês

===============================================
O presidente para a Europa e para a Ásia da News Corporation, James Murdoch, filho do magnata Rupert Murdoch, anunciou o encerramento do tablóide britânico News of the World, envolvido num escândalo de escutas ilegais. A informação é uma das manchetes do portal português TSF.

«Tendo discutido o assunto com colegas em cargos de direção, decidi que devemos tomar medidas adicionais relativamente ao jornal. A edição deste domingo será a última do News of the World», afirmou James Murdoch numa mensagem à equipe do jornal, divulgada pela NewsCorp.

O News of the World, fundado em 1843 e adquirido por Rupert Murdoch em 1969, era o semanário mais vendido no Reino Unido, com uma tiragem de 2,6 milhões de exemplares.

O encerramento deve-se a uma investigação criminal sobre a interceptação de mensagens telefônicas por pessoas associadas ao News of the World.

Em 2007, um dos repórteres do jornal foi condenado em tribunal por aceder sem autorização ao “voice mail” de políticos e celebridades. No início deste ano, artigos na imprensa norte-americana e britânica revelaram outros elementos sobre as práticas de interceptação de mensagens telefônicas pelo News of the World.

Esta semana, os jornais The Guardian e The Daily Telegraph trouxeram novas revelações de escutas – a familiares de vítimas de ataques terroristas, de vítimas de crimes e de soldados mortos no Afeganistão e no Iraque.

Elsa Soares: emoção em Paraty/G1

=========================================


—————————————————————

DEU NO G1

Uma homenagem musical ao escritor Oswald de Andrade marcou a noite de abertura da nona edição da Festa Literária Internacional de Paratyontem (6). O compositor José Miguel Wisnik e o cantor Celso Sim receberam a cantora Elza Soares, que emocionou o público ao participar da apresentação quase 30 dias após de se submeter a uma operação na coluna.

“Ela sofreu uma delicada intervenção cirúrgica recentemente, mas não abriu mão dessa homenagem a Oswald”, disse Wisnik, que momentos antes da apresentação havia participado da conferência inaugural da Flip, “Oswald de Andrade: devoração e mobilidade”, ao lado do crítico e ensaísta Antonio Candido.

Auxiliada por duas pessoas e andando com alguma dificuldade, Elza foi recebida de pé e sob aplausos pela plateia que lotava a Tenda do Telão, local onde o palco foi montado. “É através de vocês que eu me alimento. Obrigada por tudo”, agradeceu a cantora, que teve que se apresentar sentada por conta de seu quadro clínico.

Programado para as 21h30, o show teve início com 40 minutos de atraso, o que pareceu não incomodar os presentes. Antes da música, porém, seguiram-se agradecimentos do prefeito de Parati, José Carlos Porto Neto, e da presidente da Flip, Liz Calder, entre outros.

“Desculpem, mas esta noite não vou falar português”, brincou Liz, que é ilesa. “Este é um evento único no ano. É o momento de recarregar as baterias e abrir a mente para outras pessoas, lugares e tempos”, declarou a presidente, pouco antes dos músicos subirem ao palco.

A apresentação, que durou cerca de uma hora e meia, teve o repertório baseado nos poemas de Oswald de Andrade musicados por José Miguel Wisnik e que fizeram parte do espetáculo “Mistérios gozosos”, adaptação de “O santeiro do mangue” (de Oswald) por José Celso Martinez Corrêa.

O show contou com uma mistura de ritmos, incluindo rock, rumba, samba e blues, com os arranjos quase sempre privilegiando a percussão. Entre os destaques, “Balada do Esplanada”, um blues de Cazuza; “Escapulário”, de Caetano Veloso (ambas em cima de poemas de Oswald); “Paciência”, de Lenine; “Soneto do olho do cu”, de Wisnik, Zé Celso e Marcelo Drummond para a poesia de Arthur Rimbaud e Paul Verlaine; e “Mortal loucura”, do poeta Gregório de Matos e musicada por Wisnik, que valeu até uma declamação após o fim da canção.

jul
07

Noel Rosa: o nome da noite no Municipal

============================================
MARIA OLÍVIA SOARES

O samba de Noel Rosa e de outros bambas, foi destaque absoluto na festa do 22º Prêmio da Música Brasileira, na noite de ontem, (06), no belíssimo Theatro Municipal, do Rio de Janeiro. Noel foi o grande homenageado da noite, (acho que demorou muito esta homenagem). Músicas antológicas do sambista da Vila, a exemplo de “Com que Roupa” e “Palpite Infeliz” – foram interpretadas por artistas como Marisa Monte, Ivete Sangalo, Nana Caymmi e o Príncipe da MPB, Paulinho da Viola (acompanhado, pela primeira vez, de sua filha Beatriz).

Durante a cerimônia, Jô Soares, Nathália Timberg e Aracy Balabanian leram um texto especial, em homenagem ao “Poeta da Vila”, e as apresentadoras do prêmio Deborah Bloch e Regina Casé contaram a sua trajetória durante a noite. “Ele foi o primeiro menino do Rio”, afirmou Regina Casé. Jô Soares completou: “Ele morreu com apenas 26 anos e marcou a música brasileira. Imagina o que ele teria feito se ainda estivesse vivo?”.

Premiação – Nesta edição, o prêmio contemplou artistas populares da música brasileira: Zeca Pagodinho (melhor cantor de samba), Lulu Santos (melhor cantor Pop Rock), Alcione (melhor cantora samba), Emílio Santiago (melhor cantor MPB) e Zezé di Camargo e Luciano (melhor dupla canção popular).
A cantora Roberta Sá, maravilhosa, arrasou, levou o prêmio de melhor cantora e melhor álbum de MPB, e o magistral Hamilton de Holanda, arrebatou o melhor álbum e melhor solista na categoria instrumental. No total, foram 35 vencedores, em um universo de 104 indicados. Abaixo, confira os vencedores do 22º Prêmio da Música Brasileira:
Categoria: Arranjador
Cristovão Bastos por “Tantas Marés” – Edu Lobo

Categoria: Canção
“Dolores e suas desilusões”, de Monarco e Mauro Diniz – intérprete Zeca Pagodinho (CD “Vida da minha vida”)

Categoria: Projeto visual
Paulo César Pinheiro, disco “Capoeira de Besouro” – Gringo Cardia

Categoria: Revelação
Luísa Maita

Categoria: Canção popular
Melhor disco – “Cine Tropical”, de Criolina, produtores Evaldo Luna e Criolina
Melhor dupla – Zezé Di Camargo & Luciano (“Double Face”)
Melhor grupo – Roupa Nova (“Roupa Nova 30 anos ao vivo”)
Melhor cantor – Reginaldo Rossi (“Cabaret do Rossi”)
Melhor cantora – Sandra de Sá (“África Natividade”)

Categoria: Instrumental
Melhor disco – “Gismontipascoal – a música de Egberto e Hermeto”, de Hamilton de Holanda e André Mehmari, produtores Hamilton de Holanda e André Mehmari
Melhor solista – Hamilton de Holanda (“Esperança – ao vivo na Europa”)
Melhor grupo – Trio de câmara brasileiro (“Saudades da Princesa”)

Categoria: MPB
Melhor disco – “Quando o canto é reza”, de Roberta Sá & Trio Madeira Brasil, produtores Pedro Luís, Marcello Gonçalves e Renato Alscher
Melhor grupo – Os cariocas (“Nossa alma canta”)
Melhor cantor – Emílio Santiago (“Só danço samba”)
Melhor cantora – Roberta Sá (“Quando o canto é reza”)

Categoria: pop/rock/funk
Melhor disco – “Música de brinquedo”, de Pato Fu, produtor John Ulhoa
Melhor grupo – Pedro Luís e a Parede (“Navilouca ao vivo”)
Melhor cantor – Lulu Santos (“Lulu acústico MTV II”)
Melhor cantora – Vanessa da Mata (“Bicicletas, bolos e outras alegrias”)

Categoria: Regional
Melhor disco – “Capoeira de besouro”, de Paulo César Pinheiro, produtor Luciana Rabello
Melhor dupla – Renato Teixeira e Sérgio Reis (“Amizade sincera”)
Melhor grupo – Quinteto Violado (“Quinteto Violado canta Adoniran Barbosa e Jackson do Pandeiro”)
Melhor cantor – Vitor Ramil (“Délibáb”)
Melhor cantora – Elba Ramalho (“Marco Zero – ao vivo’)

Categoria: Samba
Melhor disco – “Pra gente fazer mais um samba”, de Wilson das Neves, produtores Wilson das Neves, Zé Luiz Mais, João Rebouças e André Tandeta
Melhor grupo – Gafieira São Paulo (“Gafieira São Paulo”)
Melhor cantor – Zeca Pagodinho (“Vida da minha vida”)
Melhor cantora – Alcione (“Acesa – ao vivo em São Luís do Maranhão”)

Categoria: Finalistas especiais
DVD – Arnaldo Antunes / “Ao vivo lá em casa”, diretor Andrucha Waddington
Disco língua estrangeira – “Alma mia” / Leny Andrade, produtor Ruy Quaresma
Disco erudito – “Chopin the Nocturnes” / Nelson Freire
Disco infantil – “Quando eu crescer”/ Éramos Três, produtor Éramos três
Disco projeto especial – “Adoniran 100 anos” / Vários, produtor Thiago Marques Luiz
Disco eletrônico – “Calavera” / Guizado, produtor Guilherme ‘Guizado’ Menezes

Maria Olívia Soares é jornalista

Ana e Maximinianos: pais de Eduardo Campos

==========================================

DEU N0 CORREIO DA BAHIA

A deputada federal Ana Arraes (PSB-PE) divulgou ontem uma nota afirmando que vai processar os responsáveis pelo site de humor Diário Pernambucano, da cidade de Taquaritinga do Norte. O site publicou que o cantor e compositor Chico Buarque seria o pai do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, filho de Ana Arraes. O boato foi abordado extensivamente durante todo o final de semana em redes sociais como o Facebook e Twitter.

De acordo com a nota divulgada no Facebook da parlamentar, Eduardo Campos é filho “do escritor Maximiano Campos, já falecido e de saudosa e respeitável memória”. A deputada federal encaminhou uma queixa a policia civil de Pernambuco para que investigue o caso. Veja a nota na íntegra:

“Com referência à matéria apócrifa e inverídica não assinada que circula criminosamente pela internet, que envolve o meu nome, o nome do Governador Eduardo Campos e o do compositor Chico Buarque, tenho a dizer:
1. Trata-se de matéria inverídica e criminosa, sobre a qual já tomei as providências legais, no sentido de fazer cessar e punir policial e judicialmente tal aberração;
2. O governador Eduardo Campos é meu filho e do escritor Maximiano Campos, já falecido e de saudosa e respeitável memória;
3. Só vim a conhecer o compositor Chico Buarque, na casa de meu pai, Miguel Arraes, em 1986, na campanha de governador, quando Eduardo Campos tinha 21 anos;
4. São, portanto, alegações criminosas que já estamos tomando as providências legais cabíveis;
5. Quem leu a matéria que circulou pela internet tenha como apócrifa, inverídica e criminosa, que agride a dignidade da família pernambucana.”

Site pede desculpas

O Diário Pernambucano decidiu, ainda na segunda-feira, excluir as notícias que citam a família do governador. A página – que se intitula um “site de notícias fake (falsas)” – publicou nota em que pede desculpas pela polêmica, sem abandonar a ironia. Veja a nota na íntegra:

“Devido aos últimos acontecimentos, decidimos por excluir as notícias que forjam a fala inexistente de pessoas de imagem pública.
Como no caso mais recente se trata de um ícone da política e não uma de figura pública costumeiramente posta em caricaturas (como no caso dos jogadores de futebol ou figuras em evidência nas redes sociais), nos retratamos com humildade e reconhecimento da desmedida cometida por nós. Continuaremos fazendo um jornalismo fantástico cada vez mais genérico, ponderando quem realmente deve e quem de fato não deve estar entre nossas notas. Convocamos o direito ao perdão, agradecendo a compreensão e a paciência de quem se sentiu, direta ou indiretamente, ofendido por nossas palavras que acabaram por tomar rumos infelizes e indesejados. Por fim, afirmamos com total convicção que não ambicionamos ofender a honra de qualquer cidadão.”

Simon: grito contra vigaristas

===============================================
DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

“O PR vai se reunir de novo e indicar um cidadão como esse que tá aí?”, especula o senador Pedro Simon (PMDB). A queda do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), após denúncias de corrupção, demonstra que a presidente precisa fiscalizar as indicações partidárias, avalia o peemedebista.

“Foi absolutamente esperado. O absurdo foi ele não ter entendido que a presidente, ao demitir todo o alto escalão nomeado por ele, deu a entender que ele deveria ter se demitido. A decisão de Dilma foi mais do que correta e é a demonstração de que, pela segunda vez, ela fez o que nos governos anteriores não foi um gesto normal”, diz Simon a Terra Magazine.

“A presidente tem que entender, pois é fundamental: o partido pode fazer a indicação política, mas ela tem que fazer a triagem, tem que saber qual é a ficha do cidadão, porque se é um vigarista, ela aceita ou não aceita. Na hora de fazer a indicação, já que os partidos infelizmente não fazem, ela tem a obrigação de fazer a fiscalização”, defende.

Nascimento deixou o ministério depois de casos de corrupção revelados pela revista Veja. Segundo a reportagem, havia um esquema de cobrança de propina a empreiteiras e a empresas de consultoria responsáveis por projetos de obras em rodovias e ferrovias. O secretário-executivo, Paulo Sérgio Passos, assumiu interinamente o cargo.

Por determinação da presidente Dilma, foram demitidos o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, o presidente da Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. (Valec), José Francisco das Neves, o chefe de gabinete do Ministério, Mauro Barbosa Silva, e o assessor Luís Tito Bonvini.

Apesar da queda de seus principais assessores, Nascimento resistiu no cargo até esta quarta-feira, 6, quando o jornal O Globo revelou o crescimento milionário da empresa do seu filho, da ordem de 86.500% do patrimônio. Em 2005 a empresa tinha capital de R$ 60 mil e hoje de R$ 52 milhões.

“Pessoas de ficha ruim são indicados por vários partidos. Ela tem a obrigação de fazer a limpeza. Esse ministério foi uma montagem ao estilo Lula. Ele indicou dois terços do ministério, e nunca foi de dar bola pra saber quem ele indicou”, critica Pedro Simon.


==========================================
A primorosa regravação de Gil para uma obra prima de Gordurinha, soteropolitano do bairro da Saúde e um dos guias musicais do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
07
Posted on 07-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 07-07-2011


=============================================
Frank, hoje na Notícia (SC)


Borges: obstáculo na sucessão de Nascimento
==========================================
OPINIÃO POLÍTICA

Corda de caranguejos

Ivan de Carvalho

Calma, gente. Devagar. Assim não dá. Está ficando cada vez mais difícil as pessoas se atualizarem quando se trata de escândalos no governo federal. Mesmo os jornalistas, que têm essa obrigação profissional, passam inquestionavelmente por um grande sufoco, o que também atinge os veículos de comunicação social.

São escândalos demais, uns enganchados nos outros como caranguejos numa corda. Escândalos são quase invariavelmente difíceis de, primeiro, entender, depois, explicar. É que, como os crustáceos citados, eles são cheios de pernas e bocas e quando são enganchados uns nos outros pelo escasso intervalo que não chega a separá-los quanto à permanência em exposição e debate, acabam compondo um impressionante labirinto.

Além disso, como ocorre com os crustáceos mencionados, a imprensa, pela quase simultaneidade de surgimento e pela permanência de uns enquanto novos surgem, fica obrigada a misturá-los na mesma lata, ou, explicando melhor, nas mesmas edições de jornais, telejornais, noticiários de rádio, sites e blogs da Internet. E, como se sabe, caranguejos numa lata fazem um barulho ensurdecedor, que acaba prejudicando a separação, para melhor compreensão, do barulho feito por cada um desses crustáceos tão bem adaptados à lama pelo processo evolutivo.

Mas, por isso mesmo, deixemos por hoje deste espaço excluídos os escândalos de grande monta mais recentes – o que levou à exoneração do ex-ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci e o que a este sucedeu, representado pela espectral ressurreição dos Aloprados, operada por um “companheiro” que atende por Expedito, Aloprados agora já sob suposta liderança do ex-candidato a governador paulista e agora ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

E vamos deixar de lado até mesmo o escândalo mais recente, o das irregularidades financeiras na área do Ministério dos Transportes, que ontem derrubou do cargo o ministro Alfredo Nascimento, senador e que, demitido, está voltando ao Senado e à presidência do nacional do PR.

Vamos só ver como está (estava até as 20 horas de ontem) a questão da substituição do ministro. Mas não sem antes assinalar que o ex-presidente Lula deve estar (é só uma impressão minha) um pouco aborrecido com a má sorte de João Pedro, seu amigo de lazer e “pinga” (a propósito, Lula, da mesma forma que Barack Obama, deixou de fumar. Agora é torcer para que nenhum dos dois tenha alguma recaída).

Na Bahia está se falando que o ex-senador e ex-governador César Borges, presidente estadual do PR – partido que deverá continuar com o controle do Ministério dos Transportes – é um nome com boas chances de ser escolhido ministro. Chances provavelmente existem, mas há obstáculos.

Existem na fila outros nomes e estes constituem um dos obstáculos. Um dos nomes é o do secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, posto neste cargo por indicação de Lula, nascido na Bahia, técnico de carreira, que o noticiário diz contar com a confiança da presidente Dilma Rousseff. Os que, no governo, acreditam nessa alternativa imaginam que as bancadas do PT na Câmara e Senado acabariam se conformando. Outro nome é o do ex-governador do Mato Grosso e maior plantador de soja do mundo, Blairo Maggi, amigo de Lula e de Dilma, para cuja campanha eleitoral contribuiu generosamente.

Na bancada do PR no Congresso um dos nomes mais bem aceitos, segundo o jornalista Cláudio Humberto, é o do senador Clésio Andrade, de Minas Gerais e presidente da Confederação Nacional dos Transportes. Outros dois são o de César Borges e o do ex-líder do PR na Câmara, Luciano Castro, segundo a revista Época.

A conjuntura política baiana pode provocar alguma resistência (do PT) à escolha de César Borges. O PR, que preside na Bahia, é oposição ao governo Jaques Wagner.

Pages: 1 2

  • Arquivos