O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, baixou portaria a ser publicada no Diário Oficial de amanhã (07), designando a equipe da CGU que fará, como determinado pela presidenta Dilma Roussef, uma auditoria completa nas licitações, contratos e execução de obras a cargo do DNIT e da Valec e envolvidas nas denúncias de irregularidades veiculadas na mídia nos últimos dias.

A composição da equipe, com oito integrantes, foi comunicada esta quarta-feira (06/07), no final da tarde, por meio de aviso ministerial do ministro-chefe da CGU ao ministro interino dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos.

Na mesma portaria, Hage designou o corregedor da CGU que irá acompanhar os trabalhos da Comissão de Sindicância instaurada pelo ex-ministro Alfredo Nascimento. Segundo a CGU, a exoneração de Nascimento não altera em nada a necessidade da auditoria.

No aviso ao ministro interino dos Transportes, Hage informa que a equipe necessitará, “como de praxe em tais ações de controle, ter acesso imediato a documentos, em meio físico e em registros eletrônicos, para o que se faz indispensável, especialmente, o ‘espelhamento’ de computadores funcionais”.

Os diretores interinos do DNIT e da Valec receberam ofícios com solicitação semelhante, encaminhados pelo secretário Federal de Controle Interno da CGU, Valdir Agapito Teixeira. O prazo fixado pelo ministro Jorge Hage para conclusão da auditoria é 31 de agosto.

(Com informações da Assessoria de Comunicação Social da CGU)

Nascimento:denúncias irresistíveis

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DEU NO IG

Adriano Ceolin

Denúncias sobre um esquema de corrupção comandado dentro do Ministério dos Transportes resultaram nesta quarta-feira na demissão do ministro Alfredo Nascimento (PR). A decisão foi tomada diante do agravamento da crise aberta no último fim de semana, quando a revista Veja revelou no último fim de semana a existência de um esquema de cobrança de propina na pasta. Um dos cotados para a vaga é Paulo Sérgio Passos, que é funcionário de carreira no setor e já comandou o ministério durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro cotado é o senador Blairo Maggi (PR-MT).

Embora fosse conhecida desde o meio da tarde, a saída de Nascimento foi confirmada pouco antes das 17 horas. Segundo nota oficial, Nascimento encaminhou seu pedido de demissão à presidenta “com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes”. O texto diz ainda que o ministro pediu à Procuradoria-Geral da República que investigue o caso.

“Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela”, diz a nota.

A demissão de Nascimento já era dada como certa por seus aliados no meio da tarde. O assunto ganhou força quando a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, convocou a bancada do partido para uma reunião no Palácio do Planalto para discutir o assunto. Pouco antes do anúncio da saída, iG ouviu de um senador que se preparava para ir ao encontro com Ideli que não havia “mais clima” para Alfredo permanecer no cargo. “Que ele volte para o Senado para se defender. Virou uma questão pessoal”, disse um senador do PR à reportagem.

Alfredo é senador licenciado. Seu suplente é João Pedro (PT-AM). Ontem, o próprio petista já considerava a situação do colega complicada. Assim que tomou conhecimento das primeiras denúncias do caso, no fim de semana, a presidenta Dilma mandou afastar toda a cúpula da área – perderam seus cargos o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, o presidente da Valec Engenharia, José Francisco das Neves, o Juquinha, o chefe de gabinete do Ministério dos Transportes, Mauro Barbosa Silva, e o assessor Luís Tito Bonvini.


Leia mais sobre o caso no IG:
www.ig.com.br

Uma das atrações mais esperadas do VII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual – CineFuturo – a Mostra Internacional de Filmes vai reunir 11 produções do Brasil, Espanha, Holanda, Cuba e Estados Unidos, entre filmes premiados, documentários polêmicos, como “Zeitgeist: Moving Forward – O Futuro é Agora”, com a presença do próprio diretor norte-americano Peter Joseph; “Posição Entre as Estrelas” (Stand van de Sterren), do diretor holandês Leonard Retel Helmrich, que ministrará workshop durante o Seminário, além de drama, romance, ficção e uma avant-première – “O Homem que Não Dormia”, do cineasta baiano Edgard Navarro.

O documentário “Augusto Boal e o Teatro do Oprimido”, de Zelito Viana, abre a festa da 7ª Arte dia 25 de julho, às 15 horas, no Teatro Castro Alves.

Todos os filmes da Mostra serão exibidos na Sala Principal do Teatro Castro Alves, de 25 a 30 de julho, em sessões às 15h 18h30 e 20h30. Os ingressos custam R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia). A programação completa está no site www.cinefuturo.com.br

Idealizado e coordenado pelo cineasta baiano Walter Lima, o CineFuturo é uma realização da VPC Cinemavídeo com o patrocínio da Oi, Ministério da Cultura – Fundo Nacional da Cultura – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – Fazculturae Petrobras. Apoio Oi Futuro e UFBA.

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Edgard Navarro:presença com
“o Homem que não Dormia”

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MOSTRA INTERNACIONAL DE FILMES:

Sala Principal do Teatro Castro Alves

25/07 -15h – segunda-feira

Augusto Boal e o Teatro do Oprimido. Dir. Zelito Viana. Documentário, 105 minutos, 2010, Brasil. Sinopse: A trajetória do teatrólogo Augusto Boal (1931-2009), que entendia o teatro como meio de transformação subjetiva do ser humano e de transformação objetiva da sociedade, desde o início de sua carreira no Teatro de Arena de São Paulo até os dias de hoje. Em paralelo, o filme mostra a evolução do teatro do Oprimido que está em plena atividade em 72 países desde a década de 70.

25/07 – 18h:30 –segunda-feira

Finisterrae – Dir. Sergio Caballero Lecha; Ficção, 80 minutos, 2010, Espanha.
Sinopse: Dois fantasmas cansados de viver na terra das sombras, decidem realizar o Caminho de Santiago até o fim do mundo e, uma vez lá, dar início a uma etapa terrena e efêmera no mundo dos vivos. Esta é uma jornada introspectiva na qual os fantasmas passam por terras inóspitas, encontram estranhos seres e personagens surrealistas. Eles precisam lidar com situações inesperadas, encarar suas próprias tensões e as dúvidas que envolvem a condição de ser um fantasma. Prêmios: Rotterdam – Tiger Award 2011: Melhor Filme.

25/07- 20h:30 –segunda-feira

Posição Entre as Estrelas ((Stand van de Sterren). Dir. Leonard Retel Helmrich. Documentário, 115 minutos, 2010, Holanda / Indonésia.
Sinopse: Através dos olhos da avó Rumidjah, uma mulher cristã e idosa, moradora dos subúrbios de Jakarta, vemos a evolução da sociedade econômica da Indonésia e de como a influência da globalização reflete na vida de sua jovem neta Tari e seus filhos Bakti e Dwi. Leonard Retel Helmrich, um dos convidados especiais do CineFuturo, segue esta família de uma maneira única com sua técnica cinematográfica do “Single Shot Cinema”. Sem entrevistas e voice-overs, Leonard coloca o espectador muito próximo da Indonésia. “Posição Entre as Estrelas” é a parte final de uma trilogia que segue os documentários premiados “Eye of the Day” e “Shape of the Moon”. Prêmios: Seleção Oficial World Cinema Documentário – Sundance / Melhor Documentário de longa metragem – IDFA 2010.

26/07- 18h:30 –terça-feira

Planos para Amanhã (Planes para Mañana). Dir. Juana Macías. Ficção, 92 minutos, 2010, Espanha. Sinopse: A história de quatro mulheres: Inês, Antonia, Mariam e Mónica. No dia em que as conhecemos, suas vidas estão a ponto de mudar radicalmente. Nas suas mãos, elas têm a opção de começar de novo. No seu coração, a vertigem de romper com tudo aquilo que foram construindo durante anos. Elas lutam contra a rotina e os estereótipos e têm oportunidade de começar do zero, mas, para isso devem romper com os padrões em que têm vivido até agora e reinventar a si mesmas.

26/07 – 20h:30 –terça-feira

Zeitgeist: Moving Forward – O Futuro é agora. De Peter Joseph. Documentário, 161 minutos, 2011, EUA. Sinopse: “Zeitgeist: Moving Forward” dá continuidade a um longo trabalho documental que se propõe a apresentar um caminho para a necessária transição do atual paradigma socioeconômico monetário que rege a sociedade no mundo inteiro. Este tema transcenderá questões de relativismo cultural e ideologias tradicionais e passará a estabelecer, como objetivo central, o redesenho de uma empírica vida na Terra em nome da sobrevivência humana e social. Ao invés de continuar desafiando as imutáveis leis naturais, o objetivo é criar um novo paradigma de sustentabilidade social denominado “economia baseada em recursos”. Peter Joseph é um dos convidados do CineFuturo.

27/07 – 18h:30 –quarta-feira

A Ilha Interior (La Isla Interior). Dir. Félix Sabroso e Dunia Ayaso. Drama, 91 minutos, 2009, Espanha. Com Geraldine Chaplin, Antonio de la Torre, Candela Peña, Alberto San Juan. Sinopse: Gracia, Martín e Coral são três irmãos muito diferentes que lutam por mudar suas vidas. Três náufragos de si mesmos. Mesmo sabendo o que precisam, acabam sem poder ajudar uns aos outros, talvez porque seus problemas sejam parecidos demais. Martím quer deixar a casa dos pais e ir à Paris para escrever. Gracia quer separar a realidade da ficção em que sua vida de atriz a transformou. Coral só quer ser amada. Prêmios: Festival de Cinema Internacional de Valladolid – Prêmio de Melhor Ator para Alberto San Juan.

27/07 – 20h:30 – quarta-feira

Os Cavalos de Goethe – Dir. Arthur Omar. Documentário, 70 minutos, 2011, Brasil. Sinopse: Um documentário experimental contendo cavalos, homens e uma imagem da guerra encarnada em quadros que se movem aos milímetros. Combates entre cavaleiros suspensos no tempo, filmados no Afeganistão em 2002. Através de um prisma, a teoria das cores de Goethe informa sobre a relação entre luz e escuridão, entre a história e o esquecimento, entre a morte e a resistência do instante. O olho do espectador é chamado ao tribunal da percepção histórica.

28/07- 18h:30 –quinta-feira

Djalioh – Dir. Ricardo Miranda. Ficção, 80 minutos, 2011, Brasil. Adaptação livre do conto “Quidquid Volueris – estudos psicológicos”, de Gustave Flaubert, com Bárbara Vida, Mariana Fausto, Otávio III. Sinopse: Djalioh é um ser estranho. Nascido no Brasil vai para na França aos 16 anos e apresenta-se de maneira não convencional, revelando-se “o idiota da família”. Incompreendido pela sociedade, sofre por amar Adele, que está de casamento marcado com o primo Paul, Pai de criação de Djalioh. Em Flaubert, Djalioh acaba por matar e morrer em frustrado processo de compreensão da sociedade europeia. Sem poder falar, desejar e agir socialmente este herói romântico vai se transformar “na indignidade social dos homens”.

28/07 – 20h:30 – quinta- feira

MemóriaS do desenvolvimento (MemoriaS del Desarrollo). Dir. Miguel Coyula. Ficção, 113 minutos, 2010, Cuba. Sinopse: Sérgio, um intelectual cubano, abandona a revolução e o dito “subdesenvolvimento” de seu país e descobre que também não se encaixa em sua nova vida nos EUA. Prêmios: Selecionado para Sundance Festival / Melhor Filme no Havana Film Festival in New York / Prêmio Sevilla pela inovação no Festival Cero Latitud, no Equador.

29/07– 18h:30 –sexta-feira

Eu, Também (Yo, también). Dir. Álvaro Pastor e Antonio Naharro. Drama, 105 minutos, 2009, Espanha. Sinopse: Daniel é um jovem de Sevilla de 34 anos, é o primeiro europeu com Síndrome de Dowm que obteve um título universitário. Começa sua carreira na administração pública onde conhece Laura. Os dois começam uma relação de amizade que chama atenção do seu ambiente familiar e de trabalho. Esta relação se converte num problema para Laura quando Daniel se apaixona por ela. Prêmios: Goya Melhor Atriz para Lola Dueñas, Melhor Canção Original, Concha de Prata Melhor Ator e Concha de Prata Melhor Atriz no Festival de Cinema de San Sebastian. Indicada para o Grand Prêmio do Júri no Sundance Film Festival.

29/07– 20h:30 –sexta-feira – Avant-Première

O Homem Que Não Dormia. Dir. Edgard Navarro. Drama, 100 minutos, 2011, Brasil Elenco Principal: Bertrand Duarte, Evelin Buchegger, Ramon Vane, Mariana Freire e Fabio Vidal. Sinopse: Alguns habitantes de um lugarejo remoto são acometidos pelo mesmo pesadelo. A chegada de um peregrino de origem misteriosa irá deflagrar o conflito interno em que vivem aquelas pessoas, determinando uma ruptura radical em suas vidas. O cineasta baiano Edgard Navarro lança nacionalmente o seu segundo longa-metragem, após o premiado “Eu Me Lembro

DEU NO JORNAL PÚBLICO (PORTUGAL)

Catorze jogadoras africanas de futebol oriundas dos Camarões e do Togo encontram-se em paradeiro desconhecido, após terem sido vistas pela última vez em Berlim há quase uma semana. A notícia está estampada na edição de hoje do jornal “Bild”, segundo informa o diártio português Público em uma das manchetes de sua edição online.

Todas foram convidadas a participar no torneio “Discover Football” que se realizou na capital da Alemanha por ocasião do Mundial de Futebol Feminino, que está sendo disputado em várias cidades do país.

As jogadoras, que se encontravam hospedadas num hotel em Berlim, desapareceram no mesmo dia em que o seu visto turístico expirava e em que as restantes companheiras regressaram aos seus países de origem.

Em declarações ao mesmo jornal, um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros indicou que todas elas estariam agora em situação “ilegal” no país.

As autoridades indicam a possibilidade das jogadoras desaparecidas poderem tentar permanecer na Alemanha como imigrantes ilegais ou com o objetivo de pedir asilo político, é que algumas delas eram membros ativos de organizações para a defesa dos direitos humanos nos seus países, havendo algumas portadoras do vírus da AIDS, o que faz supor que procurariam ser tratadas na Alemanha.


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O canto ao Olodum e aos pescadores da Bahia, hino contra o preconceito do carnaval de Salvador, vai para uma aniversariante muito especial e querida do editor do BP: Natassia Brito, a aniversariante do 6 de julho, seguidora deste site blog com sua timidez peculiar, mas sempre presente e estimuladora.

Advogada, menina dos olhos dos pais Pedro Milton (saudoso amigo maior, compadre e advogado imbatível das melhores causas jurídicas, humanas e sociais à frente da OAB-BA ou do conselho federal da Ordem em tempos temerários) e Sara, figura destemida de mulher nas lutas de resistência democrática no País,e, atualmente, firme desembargadora do TJB.Irmã de Catarina, um doce de figura, e agora mãe do recém nascido Leonardo, do carinho de todos.

Foi Natassia, então carnavalesca adolescente , quem apresentou o padrinho ao “Canto do pescador”, composição que o ensinou a gostar e virar fâ do Olodum, paixão da aniversariante de hoje desde menina.

Viva o Olodum! Salve Natassinha , toda felicidade do mundo e muitos carnavais para ela.

(Vitor Hugo Soares)

jul
06
Posted on 06-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 06-07-2011


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Humberto, hoje no Jornal do Commercio (PE)

jul
06


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OPINIÃO POLÍTICA

A liberdade dos presos

Ivan de Carvalho

Desde a segunda-feira está em vigor a chamada Lei das Cautelares. É, em linguagem leiga, uma mudança radical nos pressupostos para que uma pessoa fique sob a custódia do Estado.

Essa mudança é radical tanto no que diz respeito às normas jurídicas que regulam a matéria como em seus efeitos, dentre os quais está a rápida (tão imediata quanto for materialmente possível) libertação de muitos milhares de presos.

Serão beneficiadas pessoas que estejam presas aguardando julgamento, bem como pessoas que estejam condenadas por cometerem crimes considerados “leves”, cujas penas sejam inferiores a quatro anos de reclusão e que não sejam reincidentes.

Nesses casos, a prisão em estabelecimento estatal pode ser substituída por medidas alternativas, como monitoramento eletrônico (pulseiras ou tornozeleiras eletrônicas) ou prisão domiciliar.

De acordo com a Agência Brasil, a população carcerária atual no país é de 496 mil pessoas, dos quais 183 mil – 37 por cento – ainda esperam julgamento. Destas, os advogados podem requerer a soltura, alegando que a prisão provisória é demasiado severa, e que a regra geral para os crimes “leves” é a de aguardar o processo em liberdade.

A lei penal tem efeito retroativo para beneficiar, de modo que as pessoas que já estiverem condenadas por crimes cuja pena máxima seja inferior a quatro anos de reclusão podem voltar às ruas ou, na pior das hipóteses, mudar para prisão domiciliar.

O pressuposto é o de que o Estado – especificamente o Judiciário e as áreas carcerária e de polícia judiciária do Executivo estejam em condições de monitorar todos esses presos que serão libertados. E a verdade é que não estão.

Uma das coisas boas na Lei das Cautelares é o impedimento de que pessoas que aguardam julgamento por crimes que não são “leves” e, portanto, não serão libertados em razão da nova lei não podem ser postas nas mesmas celas em que estejam pessoas já condenadas.

Essa mistura, que evidentemente é absurda – assim como outras que existem nas prisões brasileiras – está proibida. Supõe-se que as Varas de Execuções Penais e as administrações carcerárias cuidarão de fazer imediatamente a separação.

São discutíveis os benefícios e os riscos que a nova lei traz para a sociedade. Isso terá sido ligeiramente debatido antes e durante a elaboração da lei e certamente suscitará mais debates, e mais intensos, provocados por sua execução.

Um aspecto do assunto, no entanto, é decididamente ruim. A razão principal da nova lei não foi, com toda a certeza, alguma filosofia sobre o sistema carcerário e o melhor tratamento a ser dado aos autores de delitos. Isso, é claro, entrou nas considerações, mas o motivo básico, decisivo, foi a disposição de esvaziar parcialmente as prisões atualmente superlotadas e até abrir espaço para muita gente que está fora, com mandado de prisão, e não pode ser presa porque o Estado brasileiro não tem onde a colocar.

Esta opção de botar na rua os autores, indiciados ou acusados por crimes “leves” para reduzir a superlotação das prisões e abrir espaço para condenados ou supostos autores de crimes “pesados” – em contraposição aos “leves” – significa, lamentavelmente, que o Estado não está disposto a investir para dar ao sistema prisional brasileiro a amplitude que a criminalidade faz necessário que tenha.

jul
06


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Do album da Capitol “Nat ‘king’ Cole sings, George Shearing plays” 1962. Pura maravilha para os sentidos.

BOA NOITE!!!!

(VHS)

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