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Postado em 05-07-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 05-07-2011 10:23

Lula: para longe das intromissões

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DEU NO IG

Ricardo Galhardo, iG São Paulo

Visitas ao Egito e Túnisia a convite dos movimentos que desencadearam a onda de revoluções populares no Oriente Médio, dois documentários e um livro sobre os êxitos de seu governo, e cuidado para não esbarrar, pelo menos publicamente, em temas que dizem respeito estritamente ao governo e à presidenta Dilma Rousseff.

Vencido o prazo auto-imposto de seis para “desencarnar” da Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu concentrar esforços na agenda internacional e em ações que evitem tentativas de equiparação entre seu governo e o do tucano Fernando Henrique Cardoso.

“Vou me meter menos no Brasil porque aqui tem governo”, disse o ex-presidente, em uma visita do Sindicato dos Bancários de São Paulo, na última quarta-feira. Lula, que nos últimos meses se tornou alvo de críticas por supostas intromissões no governo Dilma, estará entre os dias 11 e 13 deste mês na Tunísia e no Egito, ou seja, no olho do furacão da onda de revoltas que está varrendo governos no Oriente Médio. Nos dois casos ele foi convidado por movimentos que lideraram as rebeliões.

Ao mesmo tempo em que prepara visitas ao Oriente Médio, ex-presidente investe em ações para fazer frente ao que aliados descrevem como tentativa de ‘reabilitar’ de FHC.

Na Tunísia, Lula foi convidado pelo Partido Democrata Progressista, um dos pilares dos protestos que levaram à queda do ditador Bem Ali e que agora integra o governo de transição. No Egito, Lula fará uma palestra na Biblioteca de Alexandria a convite da Fundação Nebny, que apoiou a rebelião contra a ditadura de Hosny Mubarak. O convite é assinado por Wael Ghonim, presidente do Google no Oriente Médio e um dos símbolos do movimento contra Mubarak, além de outros quatro jovens que lideraram os protestos.

Nos dois eventos o tema será a democracia participativa. A conexão de Lula com os rebeldes do Oriente Médio faz parte da estratégia para reforçar o nome do ex-presidente no exterior.

No âmbito interno, Lula prepara a realização de dois documentários. O primeiro sobre as visitas que recebeu no Palácio do Planalto. Com ênfase para catadores de papel, sem-terra, sem-teto e integrantes de outros movimentos populares que até então nunca tinham entrado no centro do poder. O segundo sobre as dezenas de conferências temáticas realizadas em oito anos de governo com participação dos mais diversos setores da sociedade. Nesses casos, o objetivo é acentuar o caráter democrático e de diálogo dos mandatos petistas.

Além disso, o ex-presidente prepara um livro com relatos de “50 ou 60” representantes de setores da sociedade que vão falar sobre as benesses alcançadas no governo Lula. O livro será a primeira etapa de um projeto maior de criação de uma editora ligada ao ex-presidente.

Tanto os documentários quanto o livro cumprem a tarefa de preservar a memória dos governos Lula, uma obsessão do ex-presidente que, antes mesmo de deixar o cargo, obrigou todos os ministérios a fazerem uma espécie de inventário de realizações. Líderes petistas e pessoas próximas ao ex-presidente dizem ter detectado um movimento na mídia para desconstruir o governo Lula e reabilitar Fernando Henrique Cardoso, com objetivos eleitorais.

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