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Postado em 05-07-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 05-07-2011 22:51

Nascimento:encurralado por denúncias

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DEU NO PORTAL TERRA

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, decidiu nesta terça-feira suspender todos os procedimentos licitatórios da Pasta pelo prazo de 30 dias. A decisão foi divulgada em nota e enviada em um ofício para o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), José Sadok Sá, e ao diretor-presidente da Valec, Antônio Felipe Sanchez Costa.

Com o objetivo de realizar uma investigação sobre as supostas irregularidades apontadas pela revista Veja, o ministro determinou “cautelarmente, a suspensão de todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras serviços de engenharia em curso, bem como de aditivos com impacto financeiro, pelo prazo trinta dias, ressalvados aqueles que, previamente autorizados pela Secretaria Executiva desta Pasta, sejam de caráter inadiável, cuja paralisação possa comprometer a segurança de pessoas e o patrimônio da União”.

Alfredo Nascimento informa ainda que aceitou o convite para participar de audiência no Senado, na Comissão de Serviços de Infraestrutura e na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, onde prestará esclarecimentos sobre a atuação do Ministério dos Transportes. O encontro acontecerá próxima terça-feira.

A decisão ocorre após a publicação de denúncias em uma reportagem da revista Veja que indicavam a existência de um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras. Com isso, foram afastados dois assessores diretos do ministro, Mauro Barbosa da Silva (chefe de gabinete) e Luís Tito Bonvini (assessor do gabinete). Além dos dois, no fim de semana, deixaram suas funções o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, e o diretor-presidente da estatal Valec, José Francisco das Neves.

Em um encontro com senadores e deputados do partido, Nascimento disse que colocou o cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff (PT), mas que ela preferiu mantê-lo no ministério. Dilma teria pedido que o ministro prestasse as explicações necessárias e que abrisse investigações para apurar as denúncias.

A denúncia

A revista Veja apontou que os quatro membros do governo afastados participavam de um esquema de propinas, comandado pelo secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto, que rendia ao partido até 5% do valor de todos os contratos firmados pelo ministério e sob a gestão da Valec e do Dnit. Segundo a revista, Costa Neto, mesmo sem ter cargo na estrutura federal, comandava reuniões com empreiteiros e consultorias que participavam de licitações do governo na área de transportes.

Nesses encontros, os empresários e o político acertavam quais seriam os vencedores das concorrências. O acordo era feito para que todos saíssem ganhando, inclusive o PR, que emitiu nota negando a participação no suposto esquema e está analisando as denúncias para ingressar com uma medida judicial contra a revista.

Nascimento também nega as denúncias e abriu uma sindicância interna no ministério, que deve ser concluída em 30 dias, além de pedir que a Controladoria-Geral da República (CGU) faça uma auditoria nos contratos em questão. A CGU informou que por determinação da presidente Dilma e do Ministério dos Transportes iniciou “um trabalho de análise aprofundada e específica em todas as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias recentes”.

Dilma disse que continua confiando nele. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento. O ministro é responsável pela condução do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”, afirmou ela em comunicado divulgado pela Presidência da República.

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