Direito da UFBA:exceção no meio do desastre

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Dez instituições de ensino superior da Bahia não conseguiram aprovar nenhum bacharel em direito no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil, de acordo com uma lista divulgada pela OAB nesta terça-feira (5).

As faculdades Arnaldo Horácio Ferreira, FTE, FACSUL, Maurício de Nassau, FAMEC, Faculdade Nobre de Feira de Santana, Faculdade São Salvador, Faculdade São Tomaz de Aquino, Faculdade Social da Bahia e o Instituto Salvador de Ensino e Cultura formam a lista dos baianos com aprovação zero, segundo a OAB.

A prova, realizada em dezembro de 2010, reprovou 88,275% dos 106.891 bacharéis em direito inscritos. Do total, apenas 12.534 candidatos foram aprovados, de acordo com a OAB. O índice de reprovação da edição anterior já havia chegado a quase 90%. A prova é realizada pela Fundação Getulio Vargas.

A assessoria da FGV informou que os nomes dos aprovados foram disponibilizados na internet em 19 de junho.

Segundo a OAB, outros dados também mostram que o problema é a má qualidade de parte dos cursos de direito. Das instituições de ensino superior participantes, 81 tiveram aprovação zero, de acordo com o secretário-geral da Ordem, Marcus Vinícius Furtado Coelho. “O presidente (da OAB) vai notificar o Ministério da Educação para colocar todas elas em regime de supervisão, que pode levar ao cancelamento”, disse Coelho. O MEC registra 1.120 cursos superiores de direito no país. São cerca de 650 mil vagas, segundo a OAB. Atualmente o MEC faz supervisões a instituições que têm mau desempenho no Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes (Enade).

“Isso é reflexo, infelizmente, do ensino jurídico do Brasil”, disse o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. Os candidatos que fazem a prova pela segunda vez têm 7% de aprovação, em média, segundo a OAB. Aqueles que fazem o exame pela primeira vez ou estão no nono e décimo períodos da faculdade (treineiros) têm média de 25% de aprovação.

De acordo com Cavalcante, um estudo feito por ele com dados dos últimos quatro exames anteriores ao de dezembro de 2010 mostra que as 20 melhores instituições de ensino superior públicas aprovam, em média, entre 70% e 90% dos candidatos inscritos. Nas 20 piores universidades públicas e as 20 melhores universidades privadas, a aprovação média é de 40% a 60%. Já as 20 piores instituições particulares aprovam entre 3% e 5%. “Isso puxa para baixo o número de aprovações. Infelizmente, o maior número de estudantes está nas faculdades privadas”, disse Cavalcante.

Segundo Coelho, um grupo de universidades teve aprovação média de candidatos entre 80% e 90%. De acordo com o secretário-geral da OAB, são elas: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Ceará (UFCE), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Sergipe (UFS). “Isso significa que as boas aprovam quase todos os estudantes na primeira tentativa”, disse Coelho.

(Da Redação do Correio, com informações do G1 )

jul
05

Nascimento:encurralado por denúncias

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DEU NO PORTAL TERRA

O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, decidiu nesta terça-feira suspender todos os procedimentos licitatórios da Pasta pelo prazo de 30 dias. A decisão foi divulgada em nota e enviada em um ofício para o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), José Sadok Sá, e ao diretor-presidente da Valec, Antônio Felipe Sanchez Costa.

Com o objetivo de realizar uma investigação sobre as supostas irregularidades apontadas pela revista Veja, o ministro determinou “cautelarmente, a suspensão de todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras serviços de engenharia em curso, bem como de aditivos com impacto financeiro, pelo prazo trinta dias, ressalvados aqueles que, previamente autorizados pela Secretaria Executiva desta Pasta, sejam de caráter inadiável, cuja paralisação possa comprometer a segurança de pessoas e o patrimônio da União”.

Alfredo Nascimento informa ainda que aceitou o convite para participar de audiência no Senado, na Comissão de Serviços de Infraestrutura e na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, onde prestará esclarecimentos sobre a atuação do Ministério dos Transportes. O encontro acontecerá próxima terça-feira.

A decisão ocorre após a publicação de denúncias em uma reportagem da revista Veja que indicavam a existência de um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras. Com isso, foram afastados dois assessores diretos do ministro, Mauro Barbosa da Silva (chefe de gabinete) e Luís Tito Bonvini (assessor do gabinete). Além dos dois, no fim de semana, deixaram suas funções o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luís Antônio Pagot, e o diretor-presidente da estatal Valec, José Francisco das Neves.

Em um encontro com senadores e deputados do partido, Nascimento disse que colocou o cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff (PT), mas que ela preferiu mantê-lo no ministério. Dilma teria pedido que o ministro prestasse as explicações necessárias e que abrisse investigações para apurar as denúncias.

A denúncia

A revista Veja apontou que os quatro membros do governo afastados participavam de um esquema de propinas, comandado pelo secretário-geral do PR, Valdemar Costa Neto, que rendia ao partido até 5% do valor de todos os contratos firmados pelo ministério e sob a gestão da Valec e do Dnit. Segundo a revista, Costa Neto, mesmo sem ter cargo na estrutura federal, comandava reuniões com empreiteiros e consultorias que participavam de licitações do governo na área de transportes.

Nesses encontros, os empresários e o político acertavam quais seriam os vencedores das concorrências. O acordo era feito para que todos saíssem ganhando, inclusive o PR, que emitiu nota negando a participação no suposto esquema e está analisando as denúncias para ingressar com uma medida judicial contra a revista.

Nascimento também nega as denúncias e abriu uma sindicância interna no ministério, que deve ser concluída em 30 dias, além de pedir que a Controladoria-Geral da República (CGU) faça uma auditoria nos contratos em questão. A CGU informou que por determinação da presidente Dilma e do Ministério dos Transportes iniciou “um trabalho de análise aprofundada e específica em todas as licitações, contratos e execução de obras que deram origem às denúncias recentes”.

Dilma disse que continua confiando nele. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento. O ministro é responsável pela condução do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”, afirmou ela em comunicado divulgado pela Presidência da República.


Roberta Luchsinger sobre Protógenes: “Ele incomodou muita gente poderosa. Todo mundo que tem culpa no cartório prefere ficar longe dele.” Caio Falcão/Arquivo RG
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DEU NO SITE RG (IG)

TOM CARDOSO

Roberta Luchsinger sobre Protógenes: “Ele incomodou muita gente poderosa. Todo mundo que tem culpa no cartório prefere ficar longe dele.” Por Tom Cardoso

Aparentemente era mais um caso de amor impossível. Ele, socialista de formação, delegado da Polícia Federal, leitor de Maiakóvski e famoso por comandar a mais espetacular operação policial nos últimos anos, responsável pela prisão de dois banqueiros poderosos. Ela, socialite, apaixonada por cavalos, herdeira do segundo maior banco da Suíça, o Credit Suisse. A relação entre Protógenes Queiroz e Roberta Luchsinger, iniciada há um ano durante um inesperado encontro no hotel Emiliano, na região dos Jardins, em São Paulo, causou rebuliço entre a elite paulistana e fez a alegria das revistas de fofoca. Todos queriam saber quando os dois pombinhos iriam se casar, quantos filhos pretendiam ter e, principalmente, o que havia motivado a união de duas pessoas de origens e hábitos tão distintos. Era a união da “rainha com o plebeu”, diziam as revistas.

Protógenes e Roberta silenciaram. Não chegaram a dar uma entrevista durante todo o episódio. Para livrar-se dos paparazzi, Roberta mudou pequenos hábitos: passou a subir até seu quarto no hotel Emiliano, onde morou por cerca de um ano e meio, pelo elevador de serviço. Quando o assédio tornou-se insuportável, deixou o Brasil e passou uma temporada na Europa. Só voltou depois que o assunto esfriou.
Protógenes também se cercou de cuidados para manter a privacidade. Eleito deputado federal pelo PC do B de São Paulo, negou publicamente o romance para evitar sensacionalismo por parte da imprensa e a exposição pública de sua mulher – ele ainda estava casado quando se apaixonou por Roberta. (Protógenes foi procurado e não quis falar com a reportagem.)

Passado o furacão, Roberta decidiu pela primeira vez falar sobre o romance em uma entrevista exclusiva para a RG. Grávida de sete meses de Guilhermina Luchsinger Pinheiro de Queiroz, ela recebeu a reportagem para uma longa conversa em uma sala do Emiliano. “Por favor, não me venha com essa história de rainha e plebeu. O Protózinho é o meu herói. Pode colocar aí”, diz Roberta. “E outra coisa: eu também estou longe de ser rainha. Não passo as tardes no shopping nem viajo de jatinho particular. Minha vida é toda voltada para os projetos sociais da minha família”, diz. Ela e o avô, o banqueiro Peter Paul Arnold Luchsinger, herdeiro do Grupo Credit Suisse, segundo maior banco da Suíça com sede em Zurique, administram juntos a Creche Bárbara Wright, que atende crianças carentes da região de Búzios (RJ). Os dois estabeleceram uma relação ainda mais intensa depois que a família foi praticamente dizimada em três acidentes aéreos. Roberta, que perdeu todos os parentes próximos (pai e mãe inclusos), não quer falar sobre o assunto. “Vamos falar de Protógenes.”

A banqueira admirava o delegado a distância. Estudante de direito, acompanhou pela imprensa o desenrolar da Operação Satiagraha que levou à prisão, por desvios de verbas públicas, lavagem de dinheiro e corrupção, nomes como o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Quando o encontrou pessoalmente pela primeira vez, durante um jantar no hotel Emiliano regado a champanhe (Protógenes, abstêmio, ficou no suco de laranja), surpreendeu-se com a simplicidade do deputado que, segundo ela, fugia completamente do estereótipo de um policial federal. Conversaram por poucos minutos – o suficiente para Roberta convidá-lo para participar da 15ª Edição da Taça Bárbara Writh de Vela, regata em Búzios, organizada há muitos anos pela família. “O Protógenes fez um discurso maravilhoso. Meu avô gostou imediatamente dele. Ficaram encantados um pelo outro”, lembra.

O namoro para valer começou em Salvador, na Bahia, abençoado pelos orixás. Os dois passaram uma tarde inteira na Igreja do Bonfim. “Eu estava numa depressão profunda por causa da perda dos meus parentes, e aquilo me fez um bem incrível”, conta Roberta. “Protógenes me deu um terço de presente e nós amarramos juntos, em nossos pulsos, várias fitas do Bonfim.” As fitas já velhas, quase caindo. “Os meus amigos acham horrível, mas enquanto não caírem eu não vou tirar”. Os que implicaram com as fitas do Bonfim são os mesmos que se afastaram da banqueira após o começo do namoro com Protógenes. Não por antipatia ao ex-delegado, diz Roberta, mas por desconfiança, misturada a um certo medo. “Ele incomodou muita gente poderosa. Todo mundo que tem culpa no cartório prefere ficar longe dele.”

Além da fé, recuperada após o namoro com Protógenes, Roberta começou a cultivar hábitos mais simples. Trocou os sofisticados almoços no Emiliano pelo PF do Bar Ministro, na alameda Ministro Rocha Azevedo, nos Jardins. “Vamos de chinelos Havaianas e devoramos um belo prato de arroz, feijão, bife e ovo frito. Nunca estive tão feliz”, diz Roberta, que elogia o desprendimento do namorado. “O Protógenes é um homem que se adapta a qualquer sistema. Não interessa se ele está num café em Paris ou num boteco em São Paulo. Ele é sempre o mesmo.”

Se Protógenes mostrou à futura mãe de sua filha o quanto pode ser prazeroso um bom prato de arroz e feijão, ela retribuiu a gentileza apresentando o deputado a velhos e bons amigos, como o economista Sérgio Moreira Salles, que promete ajudar Protógenes a atrair investidores para um antigo sonho: levar a história da Operação Satiagraha para as telas de cinema. O projeto está bem adiantado e, no começo, contou com a colaboração de um peso pesado do cinema nacional: Fernando Meirelles. O outro sonho de Protógenes está mais distante. Depois de recusar propostas para se candidatar a prefeito de Salvador, ele, incentivado por Roberta, pode tentar um voo ainda mais alto e ousado: a prefeitura de São Paulo. “Ele está preparado para ser prefeito e se depender de mim vai chegar lá.” Os adversários que se cuidem: o amor move montanhas.

Leia mais no RG-IG

http://siterg.ig.com.br/


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BOM ANOITECER!!!

Tristane:queixa confirmada em Paris

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DEU NO PORTAL TSF (PORTUGAL)

A jornalista francesa Tristane Banon formalizou uma queixa por tentativa de violação contra o ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn. A notícia foi confirmada pelo advogado David Koubbi.

Questionado pela agência noticiosa francesa AFP se a jornalista e escritora tinha esta terça -feira formalizado a queixa diante do Ministério Público de Paris, o advogado respondeu afirmativamente numa breve mensagem escrita.

«Não quero transformar este caso num caso político», afirmou também o advogado, em declarações à televisão i-Téle.

A jornalista e escritora francesa Tristane Banon, atualmente com 32 anos, afirma ter sido vítima de agressão sexual por Dominique Strauss-Kahn em 2002.

Em Fevereiro de 2007, Banon chegou a afirmar na televisão ter sido sexualmente agredida, mas o nome do agressor não foi revelado na época.

Strauss-Kahn, de 62 anos, foi acusado em meados de Maio por uma empregada de um hotel de Nova Iorque de tentativa de violação.

Teixeira:afastamento imediato, sugere Jennings

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DEU NO MSN/ESPORTES

Conhecido internacionalmente por suas reportagens investigativas, o jornalista britânico Andrew Jennings, autor de denúncias veiculadas pela emissora de televisão pública inglesa BBC contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, entende que o governo da presidenta Dilma Rousseff deveria agir para o afastamento imediato do cartola.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, nesta terça-feira, pouco antes de participar da gravação do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, que vai ao ar no próximo sábado, às 21h, Jennings lamentou uma suposta omissão do governo brasileiro em relação às denúncias contra Teixeira.

“Eu fico chocado que eles (do governo brasileiro) não estejam envolvidos. Vocês vão sediar uma Copa do Mundo. O que nós sabemos lá fora sobre o Brasil? Nós sabemos isso (tapa o nariz com o mão e insinua mau odor) por causa de Ricardo Teixeira, Não sou eu, é o que as pessoas pensam do Brasil. Se ele admitiu que aceitou propina, como pode administrar a Copa?”, disparou Jennings.

O jornalista da BBC revelou, em reportagem divulgada pela emissora recentemente, que Teixeira teria admitido suposto pagamento de propina na Fifa e tentado fazer um acordo com a Justiça da Suíça para barrar a divulgação dessas informações. Além disso, as reportagens apresentaram uma série de outras acusações também contra o ex-presidente da Fifa, o brasileiro João Havelange.

“Qualquer presidente faz isso, se há algum problema. O Brasil parece agir de forma estúpida. Vocês não precisam disso. Vocês podem organizar a Copa sem Ricardo Teixeira”, continuou Jennings. “Ele é a única pessoa nesse grande país com habilidades suficientes para organizar uma Copa do Mundo? Isso é um insulto.”

Andrew Jennings destacou o “histórico de corrupção” do presidente da CBF e do COL e afirmou que já passou o tempo do afastamento do cartola. “Ele está lá pelo dinheiro, não pelo futebol. Teixeira tem um histórico de corrupção. Como ele pode ter o controle da Copa da Mundo em suas mãos?”, questiona.

“Ele está sendo investigado neste momento. Me desculpem, mas em qualquer outro país, se você está sendo investigado por corrupção, o presidente vem e diz: ‘Simplesmente vá embora. Não estou condenando você, mas vamos ver o que acontece após as investigações’. É tempo de dizer: ‘Ricardo, acho que você tem que renunciar, você não acha?” Se vocês não fizerem isso, outros escândalos virão”, finalizou Jennings.

O jornalista da BBC está em São Paulo para divulgar seu livro “Jogo Sujo – O Mundo Secreto da Fifa: Compra de Votos e Escândalo de Ingressos”, com denúncias envolvendo dirigentes do alto escalão da entidade máxima do futebol mundial. O Bola da Vez com Andrew Jennings, na ESPN Brasil, vai ao ar no próximo sábado, às 21h.

jul
05

DEU NO CORREIO DA BAHIA

A joalheria Carlos Rodeiro, localizada no Shopping Barra, foi assaltada por dois homens armados na noite desta segunda-feira (4). Segundo informações da 11ª Companhia Independente de Polícia Militar, dois homens vestidos com macacões azuis de operários chegaram à loja e renderam os funcionários.

As câmeras do circuito de segurança do shopping captaram a fuga da dupla no estacionamento. As câmeras da própria loja também podem ajudar na identificação da dupla. Os dois homens ainda não identificados fugiram a bordo de um veículo Voyage preto, de placa iniciada com as letras NTO.

Segundo a 11ª CIPM, foram roubadas várias jóias, mas a quantidade e o valor não foram divulgados. A joalheria confirmou o assalto, mas só se pronunciará nesta terça-feira (5), através da sua assessoria de imprensa.

O caso será investigado pela 14ª Delegacia Territorial (Barra), que já está no local fazendo a perícia.

jul
05


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Um samba para ouvir com um copo na mão e um pires de torresmo na mesa. Grande Pagodinho!!!

BOM DIA!

(VHS)

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OPINIÃO POLÍTICA

A luta pela prefeitura

Ivan de Carvalho

Se para governador do Estado nas eleições de 2014 tem o PT no alto da lista – e com uma grande dianteira em relação aos demais aspirantes verdadeiros ou supostos – o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, que já disputou o governo em 1990, mas então só para marcar posição e ocupar espaço para seu partido, para a prefeitura de Salvador, nas eleições do ano que vem, a candidatura que aparentemente (aparências às vezes enganam) vai ocupando os espaços no partido é a do deputado federal Nelson Pelegrino, em mais uma de suas reiteradas tentativas de chegar ao Palácio Thomé de Souza.

Entre as tentativas de Pelegrino para chegar à prefeitura inclui-se a de 2008, abortada com uma apertadíssima derrota nas prévias do partido para o também deputado Walter Pinheiro. Este, então graças ao apoio do governador Jaques Wagner, venceu Pelegrino nas prévias petistas, mas, embora conseguindo classificar-se para o segundo turno das eleições, não conseguiu vencer o surpreendente prefeito João Henrique.
Posto no segundo turno pelo apoio político, eleitoral e administrativo que recebeu do PMDB, sob a liderança do então ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o prefeito aumentou espetacularmente a diminuta distância que o separara de Walter Pinheiro na primeira fase do pleito graças ao apoio integral que recebeu do eleitorado que no primeiro turno votara no democrata ACM Neto. Um eleitorado que não votaria no PT de jeito nenhum.

Agora, Pelegrino é novamente aspirante declarado a candidato a prefeito, contando até com declarações formais de simpatia do governador Jaques Wagner, mas existem no PT dois obstáculos – resistências de quem tem preferência por algum candidato que não seja ele e dúvidas quanto à viabilidade eleitoral de Pelegrino. Áreas petistas que têm essas dúvidas se ampliam na medida em que Pelegrino, segundo se colhe em bastidores petistas, não consegue vencer as resistências e o desinteresse de certas faixas do eleitorado pela candidatura dele.

Partindo de uma ótica diferente, de quem está de fora, o cientista político Paulo Fábio Dantas, entrevistado ontem por Mário Kertész na Rádio Metrópole, numa abordagem que envolvia a candidatura de Pelegrino, deixou claro que, no seu entender, isso pode significar que se desperdice mais uma oportunidade de “retomar” Salvador (numa referência à histórica conquista da prefeitura por Lídice da Mata).
Bem, no PT estão assim as coisas. Nas oposições, o Democratas tem ACM Neto, o PSDB tem Antonio Imbassahy e o PMDB quer ter Mário Kertész, já convidado pelo presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima e pelo principal líder baiano do partido, Geddel Vieira Lima. Não se sabe se Kertész aceita ou não o desafio nem tão cedo se saberá. Mas é possível que, se as circunstâncias apontarem para uma grande chance de vitória, ele aceite.

Mas isso, claro, não é coisa para o futuro próximo. Primeiro, porque só o tempo irá mostrar se as circunstâncias adequadas (incluindo o plantel de concorrentes e alianças do PMDB com o PSDB, o DEM, o PR, dentre outros partidos) se concretizam. Segundo, porque Kertész como já foi prefeito duas vezes e, como tal, dispensa apresentação. É um nome bem conhecido e, a priori, uma candidatura extremamente relevante no processo.

Daí que demorar de revelar uma decisão cria um clima de expectativa que o favorecerá e embaraçará concorrentes. Ao tempo em que impede que passe a ser alvejado pelos adversários, destino de todos os candidatos importantes

jul
05
Posted on 05-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 05-07-2011


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Dálcio, hoje no Diário do Povo (Campinas-sp)

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