Waldir Pires -Foto: Claudio Heitor

================================================

DEU NO JORNAL DIGITAL BAHIA247

Em plena caminhada do cortejo de 2 de Julho em Salvador, ao tomar conhecimento – pelo Bahia247 – da morte do ex-presidente da República Itamar Franco, o ex-governador da Bahia e ex-ministro da Defesa, Waldir Pires, reconheceu o nacionalismo de Itamar, destacando que ele participou de todas as lutas pela autonomia política e econômica do Brasil. Segundo Waldir, Itamar impediu a continuidade dos desvios de então presidente Fernando Collor de Mello, ao assumir seu lugar, após o impeachment.

Visivelmente emocionado, Waldir Pires fez questão de falar sobre Itamar, para o Bahia247, nas escadarias da antiga Faculdade de Medicina, do Terreiro de Jesus, após mais de duas horas de caminhada. Para correligionários do PT, que queriam que ele descansasse, Waldir, de 84 anos, afirmou que desejava dar entrevista. Talvez, por se reconhecer como um dos últimos representantes de uma geração de políticos que pensava mais no Brasil do que nos interesses pessoais, partidários e corporativos. “O Brasil perde um dos seus mais ilustres homens públicos, que lutou pelas liberdades. Nós estamos, aqui, comemorando também a liberdade do Brasil”, resumiu o ex-governador

deu no portal Terra


Laryssa Borges
Direto de Brasília

Após denúncias de que obras do governo federal teriam sido alvo de superfaturamento, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, informou neste sábado que serão afastados temporariamente de seus cargos todos os integrantes de um suposto esquema de recebimento de propina. Reportagem da revista Veja afirma que representantes do Partido da República (PR), ao qual é filiado o ministro e a maior parte da cúpula do ministério, teriam montado um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina por meio de empreiteiras.

Em nota, Nascimento negou que fosse “conivente” com a suposta irregularidade e anunciou uma sindicância interna para que seja apurada a eventual participação dos funcionários. “Para garantir o pleno andamento da apuração e a efetiva comprovação dos fatos imputados aos dirigentes do órgão, os servidores serão afastados de seus cargos, em caráter preventivo e até a conclusão das investigações”, disse Nascimento.

A partir da próxima segunda-feira serão afastados Mauro Barbosa da Silva, chefe de gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do gabinete; Luís Antônio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT); e José Francisco das Neves, diretor-presidente da empresa pública de construção Valec.

“O Ministro de Estado dos Transportes, Alfredo Nascimento, rechaça, com veemência, qualquer ilação ou relato de que tenha autorizado, endossado ou sido conivente com a prática de quaisquer ato político-partidário envolvendo ações e projetos do Ministério dos Transportes. A preocupação e o cuidado com a correta administração do bem público é uma das marcas da sua vida pública e, especialmente, de suas gestões à frente da pasta”, disse na nota.

Deu nio site de Chico Bruno

Durante as comemorações pela Independência da Bahia neste sábado (2), na Praça Municipal, em Salvador, o governador Jaques Wagner lamentou a morte do ex-presidente Itamar Franco.

“Sem dúvida, o Brasil perde um democrata. Um homem que sempre foi comprometido e esteve ao lado da democracia. Um homem que já foi senador, governador, vice-presidente e presidente da República. É uma perda. Ele, que é nascido na Bahia, e desenvolveu toda a sua vida em Minas Gerais. Minhas palavras são de abraço e conforto à família e de reverência. Foi uma pessoa que teve toda a sua trajetória marcada pela luta em prol da justiça social. Seguramente, Minas Gerais e o Brasil perdem um grande homem público: Itamar Franco”.

Itamar Franco:adeus de um político de verdade
< =============================================== strong>Deu na revista digital Terra Magazine

Marcela Rocha

Morreu, neste sábado (2), aos 81 anos, o senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS). O presidente do PPS, deputado Roberto Freite (SP), diz estar muito abalado com a notícia e exalta a trajetória de seu correligionário: “Itamar é sinônimo e exemplo de decência na vida pública”.

– É uma perda que eu sinto pessoalmente. Fomos amigos, fui líder durante o governo dele. É uma grande perda do ponto de vista pessoal, e maior ainda para o País. Seu governo promoveu mudanças substanciais na história. Itamar deixa como exemplo a seriedade, competência e respeito que ele imprimia na vida pública – disse Freire a Terra Magazine.

Itamar estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e desde o dia 21 de maio e fazia tratamento contra a leucemia. Ele faleceu neste sábado (2), pouco antes das 11 horas, na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital, onde respirava com a ajuda de aparelhos desde sexta-feira (1).

O corpo será velado nas cidades mineiras de Juiz de Fora e Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde será cremado no mesmo local do ex-vice-presidente José Alencar. A presidente Dilma Rousseff ofereceu o Palácio do Planalto para o velório de Itamar.

O político cumpriria mandato até janeiro de 2019 no Senado Federal. Antes prefeito de Juiz de Fora (MG) e senador em três oportunidades, Itamar Franco chegou à Presidência após a renúncia de Fernando Collor de Mello, em 1992. Após deixar o Planalto, foi governador de Minas Gerais.

Mais notícias sobre Itamar Franco em Terra Magazine

http://terramagazine.terra.com.br/

jul
02


================================================
Hino ao 2 de julho, pela independência da Bahia, gravado no Teatro Castro Alves, Salvador, Bahia, em maio de 2010. Arranjo do maestro Fred Dantas, executado Pela Orquestra Sinfônica Juvenil 2 de Julho – Neojibá, sob a regência do maestro Yuri Azevedo, Interpretado pelo cantor e compositor baiano, Tatau, e todo público estudantil presente ao TCA. Projeto da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, produzido pela Larty Mark Convergência Digital.

SALVE O 2 DE JULHO

BOM DIA!!!

VHS


=============================================

OPINIÃO POLÍTICA

O 2 de Julho e o aeroporto

Ivan de Carvalho

Ontem, na véspera do 2 de Julho, data magna da Bahia como nos foi ensinado nas escolas – sem considerar a data concorrente do Descobrimento do Brasil, também aqui ocorrido – o deputado Rui Costa, do PT e relator de projeto de lei de outro petista e também baiano, Luiz Alberto, fala ao repórter Cláudio Leal, do Terra Magazine, sobre a mudança do nome do Aeroporto Internacional de Salvador Deputado Luís Eduardo Magalhães.

A novidade na entrevista é a revelação, absolutamente explícita, do apoio do governador Jaques Wagner à proposta de se retornar à denominação anterior de Aeroporto Internacional de Salvador 2 de Julho. Sendo o deputado Rui Costa um dos parlamentares mais ligados ao governador, de quem foi o secretário de Relações Institucionais (responsável pela maioria das articulações políticas) durante o primeiro mandato, não há que duvidar da exatidão dessa revelação.

Antes dela, a posição do governador era, pelo menos, extremamente discreta ou mesmo desconhecida, mas havia uma tendência para considerar que ele não tinha qualquer interesse em envolver-se com o assunto. Ante seu duradouro silêncio, era legítimo pensar assim.

Primeiro, porque quando o deputado Luís Eduardo Magalhães, do PFL, ex-presidente da Câmara federal e na ocasião líder do governo Fernando Henrique, morreu de surpresa – a expressão adequada é esta mesma –, fulminado por um ataque cardíaco, o então deputado Jaques Wagner (que pessoalmente o tinha entre seus amigos apesar das divergências políticas) não ficou alheio à comoção que atingiu o Congresso Nacional e votou a favor da proposta de troca de nome do aeroporto de Salvador, como homenagem ao líder político morto em 21 de abril de 1998.

Segundo, porque ante a insistência de políticos, principalmente do PSB (Lídice da Mata e Domingos Leonelli à frente), para criar um movimento amplo com o objetivo de desfazer a troca de nome do aeroporto ocorrida em 1998, Wagner deu a entender, sutilmente, que já providenciara certa compensação, ao denominar de 2 de Julho o complexo viário que construiu para o aeroporto. É possível (apenas uma impressão minha) que o governador Wagner já não agüentasse mais o zumbido dos que pressionam pela mudança.

Mas é evidente que há argumentos válidos, tanto contra uma mudança do atual nome do aeroporto quanto a favor do retorno ao antigo nome. Claro que o 2 de Julho é uma marca forte na história da Bahia e tem significado na Independência do Brasil como um todo. Mas já tem um hino, um desfile, um Largo 2 de Julho, a mais importante praça da capital, a Praça 2 de Julho (Campo Grande), um complexo viário importante. E mil coisas mais, tipo filarmônicas, escolas, espalhadas pelo território baiano.

Residi durante anos numa pequena cidade do interior baiano, Itiúba. A rua central da cidade chamava-se Avenida Getúlio Vargas. Getúlio determinara a construção de um grande açude no município, o Açude de Jacurici. É ele que abastece a cidade, entre outras utilidades. Tempos depois veio Lomanto Júnior e construiu, por delegação da União, a Rodovia Lomanto Júnior, um estirão de Capim Grosso a Juazeiro.

Passa a 29 quilômetros da cidade de Itiúba. A Avenida Getúlio Vargas passou a chamar-se Avenida Lomanto Júnior. Mas hoje ela tem outra vez o nome de Getúlio Vargas. Ante esse tipo de coisa, há que perguntar se o ex-governador Octávio Mangabeira terá seu nome apagado da Fonte Nova ou quando o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Tom Jobim voltará a ser, oficialmente, chamado de Galeão.

jul
02
Posted on 02-07-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 02-07-2011


————————————————-
Aroeira, hoje no O Sul (RS)

Sergio Cabral: desastre em Porto Seguro
e inferno astral no Rio de Janeiro

================================================

ARTIGO DA SEMANA

Jobim, Cabral e paraísos baianos

Vitor Hugo Soares

Embrenhado no sertão da Bahia na semana dos festejos de São João, passei quase uma semana sem entrar na internet ou ler jornal. Portanto, fiquei meio desligado em relação aos desdobramentos do fato mais dramático, importante e emblemático destes dias estranhos e contraditórios que atravessamos no País.

Não senhor, não me refiro ao desabafo contra os “idiotas” feito anteontem em Brasília pelo ministro da Defesa do governo Lula (mantido no posto por Dilma Rousseff) , Nelson Jobim, no discurso de saudação à moda do poema O Gaúcho de Ascenso Ferreira, pronunciado em louvor a Fernando Henrique Cardoso na sincrética cerimônia pelos 80 anos do ex-presidente .

As provocativas e sintomáticas palavras de Jobim – plenas de veneno e duplo sentido -, bem que merecem artigos e comentários dos quais certamente outros jornalistas e analistas políticos com mais informações de bastidores sobre suas motivações certamente se ocuparão. Principalmente depois do enorme mal-estar estabelecido nas hostes petistas no poder – em contraposição ao regozijo na banda tucana – depois da fala do ministro peemedebista.

Mas paro por aqui em relação a este assunto seguramente destinado a dar muito bafafá político ainda. É outro o rumo da prosa nestas linhas, destinadas na verdade a pontuar informações e observações sobre o desastre com o helicóptero que caiu nas águas baianas do mar de Porto Seguro no dia 17 , causou a morte de todos os seus ocupantes e ironicamente destampou, em junho de 2011, um caldeirão de segredos no território do descobrimento do Brasil, em abril 1500.

Vale lembrar, a bem da verdade factual, contextualização e memória jornalística como ensinava o editor nacional do Jornal do Brasil e mestre saudoso, Juarez Bahia: este é o segundo acidente aéreo em menos de três anos com características semelhantes de perfil como tragédias humanas e pessoais.

Mas, igualmente, episódios tisnados por turvos sinais de escândalos submersos ou parcialmente desvendados a partir de quedas de aviões que voam na escuridão ou falta de controle do cada vez mais movimentado espaço aéreo da costa turística do extremo-sul do estado. Em especial, na deslumbrante faixa privilegiada de praias, hotéis e resorts “de cinema” espalhados na última década entre Porto Seguro e Itacaré, passando por Ilhéus dos antigos personagens românticos dos livros de Jorge Amado.

Atualmente, território “privê” frequentado por multimilionários homens de negócios brasileiros e estrangeiros, ao lado de políticos poderosos como o governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro; presidentes do porte de Nicolas Sarkozy acompanhado de sua linda Carla Bruni; ou a própria Dilma Rousseff em sua primeira viagem depois de eleita, dias antes da posse.

Perifericamente, um não menos intenso circular de gente importante de fato ou que simplesmente aparentam prestígio como moscas famintas sobre bolo confeitado: magistrados nos “encontros de atualização jurídica”, parlamentares em convescotes suprapartidários, palestrantes regiamente pagos para falar em convenções de grandes empresas, alguns jornalistas, “celebridades” e artistas de diferentes matizes. E, como é comum em espaços assim, notórios malandros e espertalhões, parecidos com aqueles dos filmes policiais americanos rodados nos monumentais hotéis de paraísos na Flórida, principalmente em Miami.

Uma pausa para recordar o que escrevi neste espaço há dois anos, quando bombeiros baianos e especialistas da Marinha e Aeronáutica suspenderam as operações de buscas pelo avião Cessna que havia desaparecido uma semana antes, quando em meio a forte temporal fazia o percurso entre Salvador e Ilhéus e sobrevoava a costa sul da Bahia.

A bordo do bimotor de uma empresa de táxi-aéreo, dois tripulantes locais, quatro empresários britânicos, todos mortos. Muitos segredos estão submersos até hoje no pedaço do Atlântico cuja orla abriga alguns dos mais exclusivos empreendimentos turísticos e imobiliários do País.

Então, familiares dos britânicos que vieram da Europa para acompanhar as buscas, agradeceram em nota sintética às autoridades e voluntários da região, pelos esforços na procura sem resultados dos desaparecidos. Igualmente, “pelo respeito da imprensa baiana e nacional em relação aos sentimentos e direito a privacidade dos familiares das vítimas”. Estas, identificadas como Alan Kempson, Ricky Every, Nigel Hodges e Sean Woodhall, este último, presidente da World Wide Destinations (WWD), cujo projeto de maior visibilidade no Brasil é o “Barra Nova Pearl Eco-Nature Resort”, entre Ilhéus e Itacaré.

Uma busca mais refinada por informações, no entanto, conduziu na época a revelações surpreendentes sobre viagens e transações de Woodhall antes do acidente. As primeiras suspeitas sobre a movimentação do empresário britânico por seletos destinos turísticos da Espanha, Caribe e América do Sul foram levantadas em março de 2006, quando o jornal “El Mundo” publicou reportagem sobre a chamada “Operação Malaya”.

O tradicional diário de Madri teve acesso a um informe detalhado depois da detenção, por ordem judicial, de 28 pessoas acusadas de envolvimento no “Escândalo de Marbella” – rumoroso caso de desvio de verbas públicas e suborno de autoridade que abalou a cidade consagrada como um dos mais sonhados destinos de férias e badalação de gente rica e celebridades do mundo inteiro até pouco tempo – escrevi então neste espaço sobre o caso.

No ano do desastre, a WWD presidida por Woodhall tocava importante empreendimento turístico-imobiliário no Sul da Bahia: o “Barra Nova Pearl Eco-nature Resort”. Complexo de luxo, com investimentos avaliados na casa dos R$ 500 milhões, previa a construção de um hotel de luxo, um condomínio de 1,3 mil apartamentos e um seletíssimo campo de golfe.

Tudo isso em “bela área da Bahia, de clima político seguro, praias deslumbrantes, habitat tropical, comida exótica, cultura colorida e vibrantes localidades, perfeitas como destino”, segundo exaltava o site da empresa, na fase de pré-lançamento ante do Cessna desabar e sumir no mar com seus ocupantes.

E aqui paro, porque certamente haverá quem pergunte. “Mas que diabo tem isso a ver com o helicóptero que há duas semanas caiu em Porto Seguro e produziu a tragédia que tem o governador Sergio Cabral como um dos principais personagens, em promíscua relação com empresários que mantém negócios bilionários no estado que ele governa?”.

Confesso não saber a resposta. Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares@ig.com.br


=============================================
Bela voz para uma bela canção

BOA NOITE!!
(VHS)

  • Arquivos