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Enviado para o You Tube por Abrão12345 em 27/09/2010

Walmir Lima – Rose

Walmir Lima nasceu 18 de junho de 1931 na Rua do Futuro, no bairro do Tororó em Salvador. Seu pai, Carlos Lima era maestro e dono da Orquestra Bahia Serenaders, sendo em sua época um dos grandes animadores de bailes da Bahia. Foi nesse clima musical que se deu a formação do futuro grande sambista. Desde muito cedo Walmir Lima demonstrou o seu talento artístico e em 1954 compõe sua primeira música denominada Sem o seu amor apresentada como uma das concorrentes do concurso de carnaval promovido pela prefeitura de Salvador e defendida pela jovem cantora Lina Ferreira.
Apesar de não ter ganho o concurso, seu nome começava a aparecer, porém só em 1962, foi que ele conquistou seu primeiro premio ao apresentar a marcha, Sonho de Pierrô
No ano de 1964, Walmir Lima apresentou com Batatinha outra música para o concurso da Prefeitura de Salvador, uma marchinha bem ao estilo da época, é bom citar, que naquela ocasião as marchas estavam ainda em voga e era um dos ritmos prediletos dos foliões, daí muitos compositores optarem por esse estilo musical. A música apresentada intitulava-se Foi macumba e ganhou o primeiro premio.
Em 1965 Walmir Lima apresenta mais uma marcha rancho a que deu o título de Convite, a música foi defendida por Aloísio Silva e recebeu o premio especial conferido pelo corpo de jurados.
Considerado como um dos mais talentos compositores baianos, Walmir Lima resolve mais uma vez participar do concurso de músicas carnavalescas promovida, agora, no ano de 1966 pela Sutursa, Superintendência de Turismo de Salvador, e conquista mais uma vez o primeiro premio com a Marcha do seresteiro, feita em parceria com Rubens Santiago, defendida e gravada por Aloísio Silva.
Entusiasmado pelo trabalho realizado pelas Escolas de Samba da Bahia, Walmir Lima emprestou todo o seu talento compondo belíssimos sambas-enredo para muitas delas, como, O circo para a Filhos do Morro, em 1968; Castelo da Torre, para a Filhos do Tororó, em 1971; Homenagem a Chacrinha, para a Ritimistas do Samba, também em 1970; Exaltação a cultura nacional, com Jandir Aragão, em 1972, para a Juventude do Garcia, sempre alcançando muito sucesso e prestígio, ganhando diversos carnavais. Ao compor em 1970 o samba-enredo Jorge Amado em quatro tempos” sagrou-se campeão pelos Filhos do Tororó, e passou a ser personagem do ilustre escritor baiano, que aproveitou um verso de seu samba; “do território mágico e real”, para dar nome ao último capítulo do livro Tenda dos Milagres. Walmir Lima também é autor de lindas canções que fizeram a festa dos foliões na avenida compostas para e interpretadas pelos blocos Corujas, Internacionais e Alerta Mocidade.

Em 1971 apresenta para o I Festival de Música de Carnaval da Bahia, promovido pela TV Aratu e patrocinado pela Companhia de Bebidas da Bahia, o Samba de Cartola, numa homenagem a Escola de Samba Juventude do Garcia, composto com Jandir Aragão e defendido e gravado por Roque Fumaça.Com o prestigio assegurado em sua terra natal, Walmir Lima, com todo seu talento criador, logo iria conquistar o Brasil, esse seu grande desejo. E de fato isso ocorreu quando a cantora e sambista maranhense Alcione, em início de carreira, vinha muito a Bahia em busca de repertório para seus discos, pois sabia da força e do talento dos compositores baianos. Ao ser apresentada a Walmir Lima, ouviu dele um samba magnífico que ele havia feito com Lupa intitulado Ilha de Maré e logo se interessou em gravá-lo, lançando-o no LP “Pra que Chorar” em 1977 transformando-o num dos maiores sucessos de sua carreira.
Com o Brasil inteiro cantando Ilha de Maré, Walmir Lima, vê seu prestígio aumentar e grava seu primeiro LP pela CBS intitulado “Esta tudo bem” e em 1979 emplaca outro grande êxito nacional, Dindinha lua em parceria com João Rios, agora gravado pela rainha do samba, Beth Carvalho.
Walmir Lima é um dos mais prestigiados sambistas baianos em todo o Brasil, suas músicas foram gravadas por nomes como, Jair Rodrigues, Grupo Fundo de Quintal, Nosso Samba, Exporta Samba, entre muitos outros. Foi também o primeiro artista brasileiro a gravar uma música do estreante Zeca Pagodinho, o samba Dez Mandamentos, lançado em seu LP “Walmir Lima 1981”. Viajou para os Estados Unidos divulgando a música brasileira, apresentando-se em várias cidades americanas, gravou 5 LPs e produziu outros dois, “Bahia de Todos os Sambas” e “Sambas de Roda de Salvador”. Em 23 de outubro de 1991, a Câmara Municipal de Salvador, conferiu a Walmir Lima a Medalha Tomé de Souza, pelos relevantes serviços prestados a cultura do povo baiano.

Atualmente Walmir Lima continua compondo belos sambas e canções românticas, morando Salvador e realizando inúmeros shows, mostrando todo o seu talento, e reafirmando a chancela de Sambista Perfeito. Que continue assim por muito tempo!

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São os votos também do Bahia em Paula. Longa vida, imenso Walmir, um artista de verdade e completo.

BOM DIA!!!

(VHS)

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Comentários

MARCO ANTÔNIO COMINI CHRISTÓFARO on 5 Abril, 2014 at 8:53 #

Bahia em Pauta, bom dia! “Pedi emprestada” a imagem de Valmir Lima, que encontrei em sua página, para ilustrar uma seção no meu blog. Se não estiver de acordo, é só denunciar que removerei. Conheci a arte de Valmir Lima em uma banca de vinis, há mais de quarenta anos. Não sabia mais do que isto sobre ele, até buscá-lo na rede. Gostei demais de “Azar o seu”. Gostaria de ver um vídeo com “Zé da Cuíca”, não sei se há gravação recente em vídeo. Tenho no vinil. Obrigado pelas informações. Volto aqui, ainda. Abraço!


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