jun
18

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) ficará afastado de suas atividades no Congresso Nacional por pelo menos 10 dias.

O ex-governador de Minas Gerais e uma das principais lideranças da oposição à presidenta Dilma Rousseff sofreu uma queda de cavalo em Cláudio, a 183 quilômetros de Belo Horizonte, onde sua família possui uma fazenda. O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (17).

O senador recebeu atendimento no Hospital Mater Dei, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte, quando foram constatadas fraturas da clavícula direita e cinco costelas.

A recomendação do ortopedista Rodrigo Lasmar foi de descanso para o político, por, no mínimo, 10 dias. Aécio também deverá ficar com o braço imobilizado pelo período de seis a oito semanas.

jun
18
Posted on 18-06-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 18-06-2011

Chavez conversa com Fidel em hospital cubano

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deu no jornal português PÚBLICO

O Presidente cubano Raúl Castro e o seu irmão, Fidel Castro, visitaram Hugo Chávez no hospital em Havana onde o presidente da Venezuela se recupera, depois de ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica.

Chávez “se recupera satisfatoriamente”, segundo o jornal oficial cubano “Granma”. Neste sábado foram publicadas as primeiras fotos suas após a intervenção cirúrgica a que foi submetido. Tanto o “Granma” como o “site” Cubadebate publicaram fotografias de Hugo Chávez, vestido de roupa para prática de esportes com as cores da Venezuela, ao lado de Fidel e Raúl Castro.

Foi um “encontro fraterno”, como o define o diário “Granma”, entre os três amigos dos dois países aliados. Chávez, de 56 anos, estava em Cuba no passado dia 8 de Junho, para participar na XI Comissão Mista Cubano-venezuelana, quando teve de ser operado de urgência de abcesso pélvico. Esta semana foi autorizado pelo Parlamento venezuelano a continuar a governar a Venezuela mesmo estando fora do país.

Não foi referido o estabelecimento hospitalar em que se encontra, mas o diário espanhol “El País” adiantou que poderá ser o mesmo no qual esteve o líder cubano Fidel Castro quando teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica em 2006, devido a problemas de saúde que o levaram à transferência do poder para o seu irmão, Raúl Castro.

Chávez já disse a diversos órgãos de informação venezuelanos que os médicos realizaram várias biopsias e não detectaram qualquer tumor maligno.

Cuba e Venezuela mantêm uma estreita aliança política e económica, e para a ilha governada por Raúl Castro é fundamental o fornecimento a preços mais reduzidos de 100 mil barris diários de petróleo venezuelano.


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Enviado para o You Tube por Abrão12345 em 27/09/2010

Walmir Lima – Rose

Walmir Lima nasceu 18 de junho de 1931 na Rua do Futuro, no bairro do Tororó em Salvador. Seu pai, Carlos Lima era maestro e dono da Orquestra Bahia Serenaders, sendo em sua época um dos grandes animadores de bailes da Bahia. Foi nesse clima musical que se deu a formação do futuro grande sambista. Desde muito cedo Walmir Lima demonstrou o seu talento artístico e em 1954 compõe sua primeira música denominada Sem o seu amor apresentada como uma das concorrentes do concurso de carnaval promovido pela prefeitura de Salvador e defendida pela jovem cantora Lina Ferreira.
Apesar de não ter ganho o concurso, seu nome começava a aparecer, porém só em 1962, foi que ele conquistou seu primeiro premio ao apresentar a marcha, Sonho de Pierrô
No ano de 1964, Walmir Lima apresentou com Batatinha outra música para o concurso da Prefeitura de Salvador, uma marchinha bem ao estilo da época, é bom citar, que naquela ocasião as marchas estavam ainda em voga e era um dos ritmos prediletos dos foliões, daí muitos compositores optarem por esse estilo musical. A música apresentada intitulava-se Foi macumba e ganhou o primeiro premio.
Em 1965 Walmir Lima apresenta mais uma marcha rancho a que deu o título de Convite, a música foi defendida por Aloísio Silva e recebeu o premio especial conferido pelo corpo de jurados.
Considerado como um dos mais talentos compositores baianos, Walmir Lima resolve mais uma vez participar do concurso de músicas carnavalescas promovida, agora, no ano de 1966 pela Sutursa, Superintendência de Turismo de Salvador, e conquista mais uma vez o primeiro premio com a Marcha do seresteiro, feita em parceria com Rubens Santiago, defendida e gravada por Aloísio Silva.
Entusiasmado pelo trabalho realizado pelas Escolas de Samba da Bahia, Walmir Lima emprestou todo o seu talento compondo belíssimos sambas-enredo para muitas delas, como, O circo para a Filhos do Morro, em 1968; Castelo da Torre, para a Filhos do Tororó, em 1971; Homenagem a Chacrinha, para a Ritimistas do Samba, também em 1970; Exaltação a cultura nacional, com Jandir Aragão, em 1972, para a Juventude do Garcia, sempre alcançando muito sucesso e prestígio, ganhando diversos carnavais. Ao compor em 1970 o samba-enredo Jorge Amado em quatro tempos” sagrou-se campeão pelos Filhos do Tororó, e passou a ser personagem do ilustre escritor baiano, que aproveitou um verso de seu samba; “do território mágico e real”, para dar nome ao último capítulo do livro Tenda dos Milagres. Walmir Lima também é autor de lindas canções que fizeram a festa dos foliões na avenida compostas para e interpretadas pelos blocos Corujas, Internacionais e Alerta Mocidade.

Em 1971 apresenta para o I Festival de Música de Carnaval da Bahia, promovido pela TV Aratu e patrocinado pela Companhia de Bebidas da Bahia, o Samba de Cartola, numa homenagem a Escola de Samba Juventude do Garcia, composto com Jandir Aragão e defendido e gravado por Roque Fumaça.Com o prestigio assegurado em sua terra natal, Walmir Lima, com todo seu talento criador, logo iria conquistar o Brasil, esse seu grande desejo. E de fato isso ocorreu quando a cantora e sambista maranhense Alcione, em início de carreira, vinha muito a Bahia em busca de repertório para seus discos, pois sabia da força e do talento dos compositores baianos. Ao ser apresentada a Walmir Lima, ouviu dele um samba magnífico que ele havia feito com Lupa intitulado Ilha de Maré e logo se interessou em gravá-lo, lançando-o no LP “Pra que Chorar” em 1977 transformando-o num dos maiores sucessos de sua carreira.
Com o Brasil inteiro cantando Ilha de Maré, Walmir Lima, vê seu prestígio aumentar e grava seu primeiro LP pela CBS intitulado “Esta tudo bem” e em 1979 emplaca outro grande êxito nacional, Dindinha lua em parceria com João Rios, agora gravado pela rainha do samba, Beth Carvalho.
Walmir Lima é um dos mais prestigiados sambistas baianos em todo o Brasil, suas músicas foram gravadas por nomes como, Jair Rodrigues, Grupo Fundo de Quintal, Nosso Samba, Exporta Samba, entre muitos outros. Foi também o primeiro artista brasileiro a gravar uma música do estreante Zeca Pagodinho, o samba Dez Mandamentos, lançado em seu LP “Walmir Lima 1981”. Viajou para os Estados Unidos divulgando a música brasileira, apresentando-se em várias cidades americanas, gravou 5 LPs e produziu outros dois, “Bahia de Todos os Sambas” e “Sambas de Roda de Salvador”. Em 23 de outubro de 1991, a Câmara Municipal de Salvador, conferiu a Walmir Lima a Medalha Tomé de Souza, pelos relevantes serviços prestados a cultura do povo baiano.

Atualmente Walmir Lima continua compondo belos sambas e canções românticas, morando Salvador e realizando inúmeros shows, mostrando todo o seu talento, e reafirmando a chancela de Sambista Perfeito. Que continue assim por muito tempo!

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São os votos também do Bahia em Paula. Longa vida, imenso Walmir, um artista de verdade e completo.

BOM DIA!!!

(VHS)

jun
18
Posted on 18-06-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 18-06-2011

DEU NO IG

Morreu na manhã deste sábado no Hospital Deputado Luís Eduardo Magalhães Fernanda, de 35 anos, a única sobrevivente da queda de um helicóptero Esquilo prefixo PR-OMO perto da praia de Itapororoca, no distrito de Trancoso, em Porto Seguro, sul da Bahia, por volta das 18h45 de sexta-feira.

A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou equipes na manhã deste sábado para participar das buscas pelo aparelho. Um helicóptero auxilia nas buscas e outra aeronave será utilizada para transportar os corpos das vítimas.

Fernanda é irmã de Jordana Kfuri Cavendish, que também morreu na queda da aeronave. Segundo as equipes de busca que auxiliam a Capitania dos Portos de Porto Seguro, três corpos dos sete ocupantes do helicóptero ainda estão desaparecidos, entre eles o de Mariana Noleto, namorada de Marco Antônio Cabral, filho do governador do Rio, Sérgio Cabral. Os outros são o do piloto e empresário Marcelo Almeida, sócio de um resort, e de Jordana.

As outras vítimas, cujos corpos já foram resgatados, são: Luca Kfuri de Magalhães, de 3 anos, Gabriel Kfuri, de aproximadamente 2 anos, e a babá deles, Norma Batista de Assunção. Os nomes das vítimas foram confirmadas pela Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia. Segundo o órgão, os corpos resgatados já passaram por necropsia e serão levados ainda neste sábado para o Rio de Janeiro.

O filho do governador escapou pois iria no voo seguinte. Já Sérgio Cabral teria embarcado em um voo anterior. As outras vítimas são o filho de Jordana, Lucas; a babá dele; e outra criança.

A aeronave decolou do aeroporto da cidade com destino ao condomínio de luxo Jacumã Ocean Resort, na Fazenda Jacumã, ao norte da praia do Outeiro, ainda no distrito de Trancoso. Além do filho de Sérgio Cabral, o marido de Jordana, Fernando Cavendish, também não embarcou no helicóptero, pois já estava lotado. Chovia e havia neblina no momento do acidente, segundo as autoridades locais.

jun
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OPINIÃO POLÍTICA

A outra Santíssima Trindade

Ivan de Carvalho

Tenho a impressão – sempre tive – de que um sábado é dia adequado para deixar de lado a rotina cavernosa das ações principais dos jogos de poder, os discursos formais que clarificam tão pouco e escondem tanto e até a abordagem de escândalos que, com uma freqüência cada vez maior, abalam o país, como que confirmando que realmente há algo de podre no reino da Dinamarca, perdão, na república do Brasil.
Sábado, sempre que possível, deve ser um dia para abordar assuntos mais leves, menos densos. Vamos tentar.

É o caso das mulheres empodeiradas. Estão aí as mulheres que conquistaram mandatos e as que estão querendo conquistá-los fazendo discursos nos quais se fala, sempre elevando notoriamente a voz, em “empodeiramento das mulheres” e em “mulheres empodeiradas”. Para leitores ingênuos ou desatentos, explica-se que essa tralha lingüística significa “aquisição de postos de poder pelas mulheres” e “mulheres no poder”. Mas preferiu-se empolar e sintetizar a linguagem, inventando uma palavra-chave.

Bem, a presidente Dilma Rousseff, empodeirada, empodeirou as mulheres para valer. Não vou me dar ao trabalho de contar, porque são muitas, mas ela nomeou um monte de ministras. O que mais importa, no entanto, é – com pedido antecipado de perdão pelo pecado – a “Santíssima Trindade”: a presidente Dilma Rousseff, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Ora, existe mulher sem vaidade? Bem, no meu período de vida tive notícia de duas – Irmã Dulce e Madre Tereza de Calcutá. Nada a ver com Dilma, a bela Gleisi e Ideli, que no momento constituem o núcleo do governo.

Se alguém quisesse infernizar esse trio, bastaria incluir na equação das vaidades a advogada Marcela Temer, 27, mas parece-me que isto não se justifica. Embora o marido, Michel, seja empodeirado como vice-presidente da República, ela, “apenas” como ex-miss Campinas e ex-vice-miss São Paulo, não pode ser enquadrada na categoria “empodeirada”. Até porque o marido, espertíssimo, a terá aconselhado a ser discreta. Depois das festas de posse e transmissão de cargo presidencial, quando “abafou” sem fazer para isto o menor esforço, quando mais ela apareceu?

Embora pareça acelerado demais o processo, já falam no governo, intramuros, sobre uma espécie de disputa ou, no mínimo, de comparações entre as integrantes da “Santíssima Trindade” – boto aspas nisso, por precaução – sobre quem esteve melhor (vestida, ou penteada, ou maquiada, ou elegante) aqui e ali, onde se encontram. O rolo que isso pode acabar dando ou não depende de serem ou não pequenos os corações.

Mas o fato é que já tem gente “problematizando” essa questão “republicana”. Republicana foi uma palavra que entrou na moda há algum tempo já, até acostumei com ela, mas isso de “problematizar” é um neologismo petista que acaba de sair da forma. Ainda não entendi o significado exato de “problematizar”, mas parece ser o de transformar alguma coisa a que não se dava importância em um problema que precisa ser intensamente debatido antes que a casa caia.

Seria o caso, por exemplo, do kit antigay do deputado republicano Jair Bolsonaro, “problematizado” pela senadora petista Marinor Brito. Ou o caso da sucessão de qualificativos aplicada à raça negra. Primeiro, preto – apesar de Preta Gil – ficou inadequado, sagrou-se o negro e a negritude. Depois negro ficou inadequado, apesar de subsistir o Movimento Negro Unificado e de ter havido o Black Power e os Panteras Negras. Adotou-se, então, afrodescendente. Mas há milhões de árabes e negros na África, de modo que é preciso “problematizar” isso e debater até chegar à conclusão provável, em conformidade com a geografia e a demografia, de que o qualificativo adequado é “afrodescendente subsaariano”.

jun
18
Posted on 18-06-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 18-06-2011


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Clayton, hoje no JORNAL O Povo (CE)

deu no ig

Um acidente com um helicóptero que caiu no distrito de Trancoso, em Porto Seguro, sul da Bahia, por volta das 21h de ontem (17) deixou seis mortos, incluindo duas crianças. Entre as vítimas fatais do acidente que ocorreu às 18h45 de sexta-feira está Mariana Noleto, namorada de Marco Antônio Cabral, filho mais velho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

No momento do acidente, segundo os bombeiros, as condições do tempo eram ruins. Chovia muito e havia muita neblina. Por volta das 23 horas, a equipe de Sérgio Cabral publicou uma mensagem na sua conta de Twitter confirmando que Mariana estava no helicóptero.

O filho do governador escapou pois iria no voo seguinte. Já Sérgio Cabral teria embarcado em um voo anterior. Os mortos são: Jordana Kfuri Cavendish; o filho dela, Lucas; a babá dele; mais uma criança; o piloto; e o empresário Marcelo Almeida. Somente a irmã de Jordana, Fernanda, de 35 anos, sobreviveu. Ela continua internada em estado grave no Hospital Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro.

A aeronave, um Esquilo prefixo PR-OMO, ocupada por sete pessoas, decolou do aeroporto da cidade com destino ao condomínio de luxo Jacumã Ocean Resort, na Fazenda Jacumã, ao norte da praia do Outeiro, ainda no distrito de Trancoso.

O chefe do gabinete civil do Governo Fluminense, Régis Fichtner, viajou para o local do acidente. Além do filho de Sérgio Cabral, o marido de Jordana, Fernando Cavendish, também não embarcou no helicóptero, pois ele estava com a lotação total. Ainda não há informações precisas sobre as causas do acidente.

*Com AE


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Luiz Gonzaga & Gal Costa. Demais!!!

BOA NOITE!!!

(VHS)

De Ricardo Teixeira, da CBF, ao deputado Romário…

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…estranho alvoroço em BrasíliA com votação de RDC

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ARTIGO DA SEMANA

A Copa e as entranhas de Brasília

Vitor Hugo Soares

Há nos subterrâneos e nas entranhas de Brasília, destes dias que correm no governo Dilma Rousseff, um ambiente de alvoroço e estranha excitação como raramente visto por estas bandas da América do Sul. A não ser – ressalve-se a bem da verdade histórica -, na segunda metade do século passado, quando da construção da própria cidade erguida em tempo recorde no governo de Juscelino Kubitschek, no Planalto Central, para substituir o Rio de Janeiro como capital do País.

As movimentações foram mantidas até o final da administração Lula e nos primeiros meses da atual em espasmos brandos. Algo semelhante aos fenômenos de atritos nas “acomodações de terra”, que em geral funcionam como avisos sonoros vindos das profundezas da terra em antecipação aos grandes abalos sísmicos.

Esta semana, porém, tudo parece ter saído do controle. Isso a partir da veloz aprovação da mudança no texto da aprovação da mudança no texto da Medida Provisória 527, que cria o Regime Diferenciado de Contratações – RDC A decisão flexibiliza ao mesmo tempo os processos de fixação de preços das obras para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada Rio-2016.

Um tema, logo se vê, com apelos e interesses capazes de mexer com os “instintos mais primitivos” (diria o deputado Jefferson) da política, dos negócios (sobretudo os das poderosas empreiteiras nacionais), da imprensa e da administração pública.

O que se prevê, de agora em diante, é um terremoto de proporções nipônicas, com epicentro em Brasília, mas com capacidade de alcance nacional e internacional. Coisa capaz de mexer nos intestinos (a expressão é do jornalista Bob Fernandes) do País, de Norte a Sul.

Com maior intensidade, evidentemente, nas cidades e estados mais ou menos contemplados com algum naco deste monumental e suculento “filé” de custos astronômicos: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, por exemplo. A rede é grande e embala sonhos e desejos de muitos brasileiros. No entanto, chega “em tempo de farinha pouca no mundo”. Teme-se que sirva, desde já, como moeda valiosa de barganhas ou potente moderador do apetite insaciável de alguns por estas bandas.

Aqui uma pausa para uma historinha baiana dos anos 50, tempo em que quem mandava na Bahia era Antonio Balbino.

Naquela época, durante memorável e demolidora campanha para o governo do estado, em 1954, o habilidoso e competente ex-ministro da Educação de Getúlio Vargas disputava o Palácio da Aclamação com o ex-reitor da Universidade Nacional do Rio de Janeiro e respeitado historiador Pedro Calmon, apoiado pela UDN.

Um dia, em busca de votos, Balbino aportou na cidade de Juazeiro, no Vale do São Francisco. Ali o seu partido não conseguia eleger nem um vereador. Mas, abrigado na casa de um dos raros pessedistas do lugar, o político fez uma reunião da família e traçou uma estratégia para não perder de todo a viagem eleitoral.

Depois, acompanhado de dois filhos de seu hospedeiro, partiu rumo ao cais do febril porto fluvial naquele tempo. Ali, tendo a balaustrada como palanque, o notável tribuno decidiu falar para os barqueiros e quem mais tivesse interesse em ouvi-lo na cidade politicamente “dominada pelos Viana de Castro” .

Naquele dia, Balbino comoveu muita gente. Principalmente ao falar sobre a ventura e desventura de ser, ele próprio, nascido em Barreiras, região do além São Francisco, “um barqueiro e filho de barqueiro que conhece como poucos dramas e necessidades de sua gente”.

Saiu ovacionado do cais, mas esta história é longa e o espaço pequeno para contá-la por inteiro. O resultado, no entanto, é que Antonio Balbino foi eleito governador com vitória histórica e estrondosa, também, na até então anti-pessedista Juazeiro. Meses depois da posse, com o novo governo já bem instalado no soberbo Palácio da Aclamação, eis que aparecem na capital os dois rapazes, acompanhantes de Balbino no comício do cais, para apresentar “a fatura do pai e cabo eleitoral inestimável”.

O governador da Bahia recebe em seu gabinete de mando, com alegria e afeto especiais, os dois jovens visitantes. Reafirma o seu “eterno reconhecimento” e promete construir boas escolas na cidade, para cuja direção nomearia as duas professoras, filhas “do estimado cabo eleitoral”. Aí a história ganha um rumo inesperado.

Um dos rapazes pergunta em tom de reclamação: “Escolas? Professora?”. E o irmão completa: “Meu pai não quer isso, não, Balbino. Ele quer é construção de açudes, de estradas pra roubar”. Surpreso o governador contesta : “mas isso eu não posso fazer, é impróprio, ilegal, seria como mentir para minha gente”. O primeiro rapaz toma outra vez a palavra para o arremate:

“Mentir, governador? Mas o senhor não disse no comício de Juazeiro que foi barqueiro, como seu pai? Seu pai nunca foi barqueiro, Balbino. Seu pai sempre foi dono de barcas”. E cai a cortina sobre a conversa e o seu resultado. Haverá agora quem pergunte: “mas que diabo de relação tem esta história dos anos 50 na Bahia, com os fatos desta semana em Brasília?”.

Boa pergunta, mas o autor destas linhas ainda não tem a resposta. Assim, responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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