Geddel: “Não temos nenhuma dificuldade em
conversar e, se for o caso, chegar a coligações
com essas legendas (PSDB, DEM e PPS).

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OPINIÃO POLÍTICA

PMDB da Bahia sem amarras

Ivan de Carvalho

Um telefonema do ex-deputado e ex-ministro Geddel Vieira Lima, ex-presidente e principal liderança do PMDB da Bahia, veio mostrar que mesmo este repórter, que nos últimos dias múltiplas vezes chamou a atenção para o fato de que as aparências frequentemente enganam, conseguiu escapar a esta realidade.

Na quinta-feira, afirmei, entre outras coisas, que as maiores dificuldades para uma aliança ampla das oposições, envolvendo PSDB, PMDB, DEM, PR e PPS, pelo menos, já no primeiro turno das eleições para a prefeitura de Salvador e, depois, para as eleições majoritárias de 2014 estão no PMDB e no PR.

Tais dificuldades residiriam no fato de que as duas legendas, ao contrário das demais acima citadas, integram a aliança que dá sustentação ao governo Dilma Rousseff, um governo basicamente do PT. Afirmei ainda que as duas legendas poderiam sem problemas lançar candidatos próprios nas eleições municipais e estaduais baianas (ou se coligarem, acrescentaria agora), mas seria difícil se aliarem, apoiando, na Bahia, candidatos de partidos que fazem oposição não só ao governo estadual como ao federal. O problema se agravaria pelo fato de estarem atualmente sem mandato eletivo tanto Geddel quanto o presidente estadual do PR, ex-senador e ex-governador César Borges.

“Não temos nenhuma dificuldade em conversar e, se for o caso, chegar a coligações com essas legendas (PSDB, DEM e PPS). Aprendemos isso com o governador Jaques Wagner, quando apoiou a candidatura de Antonio Imbassahy a prefeito, indo mesmo à convenção e fazendo discurso de apoio, sendo o candidato Imbassahy do PSDB, principal partido de oposição ao governo federal, então chefiado pelo ex-presidente Lula”.

“O compromisso do PMDB da Bahia é com o projeto nacional do PMDB e, neste, o que há é uma aliança com o governo Dilma Rousseff, um apoio e participação neste governo. Não é uma aliança com partidos e esse compromisso (do PMDB com o governo federal) não tem qualquer conotação eleitoral.”

O líder peemedebista poderia ter dito isto e já teria dito o suficiente para esclarecer a questão e mostrar que aparências enganaram (no caso, a este repórter). Mas então ele acrescentou que seu jogo “é aberto”, disse que é claro que se o PMDB da Bahia puder ter candidato próprio (a prefeito de Salvador, por exemplo), não vai ficar com cerimônia, é mais agradável. Mas se convier coligar-se com legendas que fazem oposição ao governo federal (além do estadual, claro), não tem o menor motivo para não fazer isto.

E foi adiante. “Para o PT, receber o apoio de qualquer partido, vale, seja quem for, mas para o PT apoiar não é assim”, disse, para completar no mesmo fôlego: “Eu converso com todo mundo. Não tenho nenhuma dificuldade pessoal ou partidária para costurar as alianças que nós do PMDB acharmos convenientes para o nosso estado e a nossa capital”. E absolutamente explícito: “Vamos conversar com os partidos que fazem oposição ao governador Wagner. Ele mesmo nos ensinou isto quando apoiou Imbassahy, de importante partido de oposição ao governo de Lula.”.

E para completar, referindo-se ao apoio nacional do PMDB (o que inclui a seção baiana) ao governo federal: “Não tenho amarras. O compromisso não é verticalizado”.

Taí. É isso. Acho que por enquanto.

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