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09

O sinal vermelho está aceso mais uma vez lá pelas bandas da Avenida Tancredo Neves, em Salvador, nas proximidades da antiga sede da Construtora Odebrecht na Bahia.

Os funcionários do jornal A Tarde – não só jornalistas, mas os gráficos e funcionários do setor administrativo – declararam “estado de greve” desde a última terça-feira, dia 7. Uma crise anunciada com jeito de tsunami de ondas cada vez mais próximas e mais elevadas e ameaçadoras.

O protesto, desta vez, é contra a decisão da empresa de não conceder reajuste salarial. Os empregados já ameaçam paralisar as atividades, caso a posição do jornal, fundado há quase um século, por Simões Filho, não seja revista.

O Sindicato dos Jornalistas (Sinjorba) e os órgãos que representam as demais categorias que atuam em A Tarde assinam nota oficial em que acusam a empresa “de historicamente desrespeitar seus funcionários”.

Eles perderam o status de trabalhadores do maior jornal da Bahia, em todos os aspectos. Segundo as entidades que os representam, são sufocados pela carga excessiva de trabalho, não recebem as horas extras, vivem na expectativa de um Plano de Cargos e Salários que nunca se concretiza, sofrem com as péssimas condições de trabalho e estão longe de ter uma compensação justa.

Ressalte-se que esta é a primeira vez que os funcionários do Jornal A Tarde entram em estado de greve. E o fato, expresso em faixas de protesto e reivindicação, já chama a atenção dos passantes na Avenida Paralela e surpreendem visitantes de A Tarde.

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