Ministra Gleisi Hoffmann: nova face do poder na Casa Civil

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DEU NO PORTAL TERRA

Laryssa Borges

Direto de Brasília

A senadora petista Gleisi Hoffmann, que cumpre atualmente seu primeiro mandato parlamentar, é a nova ministra-chefe da Casa Civil. Esposa do atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, Gleisi, 45 anos, foi apontada como uma das que, em reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria pedido a saída do hoje demissionário ministro Antonio Palocci. Ela nega ter feito o apelo, embora tivesse confirmado ter solicitado que o ex-braço direito da presidente Dilma Rousseff prestasse explicações públicas sobre uma eventual evolução patrimonial irregular.

Eleita pelo Paraná, Gleisi se reuniu nesta terça-feira com a presidente Dilma Rousseff, de quem recebeu o convite para suceder Palocci. Apontado durante a transição de governo e nos 127 dias em que ficou à frente da Casa Civil como braço direito da presidente, Palocci é a primeira baixa entre os principais integrantes do alto escalão do governo petista.

Saiba quem é Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann é advogada e foi eleita no último pleito com 29,50% dos votos para uma das vagas do Paraná ao Senado. Ela se filiou ao PT em 1989 e ocupou cargo no governo do Estado de Mato Grosso do Sul e na prefeitura de Londrina, onde foi secretária de Gestão Pública.

Em 2002, participou na equipe de transição de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi indicada para o cargo de diretora financeira da Itaipu Binacional. Em 2006, foi candidata ao Senado e, em 2008, à prefeitura de Curitiba.

Ela também integrou, em 2002, a equipe de transição de governo do presidente Lula, ao lado da então ministra Dilma Rousseff. Em 2002, assumiu a diretoria financeira da Itaipu Binacional. Em 2006, Gleisi participou de sua primeira eleição como candidata do PT ao Senado Federal pelo Paraná, mas foi eleita senadora somente no ano passado. Em 2008, foi candidata do partido (PT) à prefeitura de Curitiba.

Durante uma reunião da bancada petista sobre a polêmica que envolveu o nome de Palocci, a senadora defendeu que fossem dados esclarecimentos sobre o aumento de patrimônio do ministro, no entanto, negou que tivesse defendido a saída do então ministro da Casa Civil.

“Eu defendi que nós tivéssemos todos os esclarecimentos sobre a situação em razão de ser um assunto pessoal que estava afetando o governo. Não defendi a saída do ministro Palocci e tenho certeza de que ele vai dar todas as explicações e esclarecimentos necessários nos fóruns competentes”, disse a senadora.

A manifestação negada por Gleisi foi divulgada nesta quarta pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo a Folha, a fala da senadora teria acontecido durante almoço que ela ofereceu, na semana passada, ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O jornal também publicou, no dia 15 de maio, que o ministro multiplicou por 20 seu patrimônio em um período de quatro anos.

“Razão e Justiça”

Na noite de ontem, após a confirmação de que não seria investigado penalmente pelo chefe do Ministério Público, o ministro demissionário fizera um apelo para o retorno da “razão, equilíbrio e Justiça” ao embate político.

Nesta tarde, Antonio Palocci encaminhou carta à presidente Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do governo. Ele argumentou que “continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo”.

Leia mais sobre o assundo no IG

www.ig.com.br

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Comentários

Marco Lino on 7 junho, 2011 at 22:37 #

A crise “palocciana” só ajudou a Dilma: um dragão sumiu (inflação) e outro caiu…


danilo on 7 junho, 2011 at 22:54 #

ajudou… realmente, uma maravilha…

quem diria que os materialistas históricos um dia iriam se transformar em polianas…


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