Rushent:premiado produtor de bandas inglesas

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DEU NO JORNAL “PÚBLICO”, DE LISBOA

O produtor musical Martin Rushent, que trabalhou com bandas como os Human League, Stranglers ou Fleetwood Mac, morreu na sua casa em Berkshire, no Reino Unido, aos 63 anos. Martin Rushent venceu o “Brit Award” para melhor produtor em 1982 ()

A morte foi anunciada através do Facebook pelo seu filho, James Rushent, que escreveu apenas “o meu pai, Martin Rushent, morreu na sua casa em Berkshire” e “vou sentir muito a sua falta”. O produtor musical deixa para a história da música álbuns como “Dare”, dos Human League.

Nascido em Janeiro de 1948, trabalhou ao longo da sua carreira dedicada à música com bandas como os Fleetwood Mac, Yes, Shirley ou T.Rex, ainda nos anos de 1970. Seria já em 1981 que viria a produzir “Dare”, álbum do qual saíram êxitos dos Human League como “Don’t You Want Me”, “Love Action”, “The Sound Of The Crowd” ou “Open Your Heart”. No ano seguinte foi galardoado com um “Brit Award” para melhor produtor.

Considerado inovador na área da produção, Rushent acabou por revolucionar o panorama musical no início da era do “punk” e veio a trabalhar com bandas como os Buzzcocks, XTC, Generation X, Go Go’s e Altered Images.

Após a notícia da sua morte foi criada no Facebook uma página para o homenagear onde foram escritas várias mensagens de agradecimento, como a dos Stranglers, cujos três primeiros discos – “Ratus Norvegicus”, “No more heroes” e “Black y White” – foram produzidos por Rushent.

Martin Rushent era casado e tinha quatro filhos, Tim, Amy, Joanne e James, guitarrista da banda Does It Offend You, Yeah?

jun
06

DEU NO PORTAL IG

O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, arquivou o pedido de investigação contra o chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. Em seu parecer, Gurgel alega que não há indícios de que o ministro tenha praticado de tráfico de influência e que não cabe a ele, mas à Justiça de primeira instância, analisar se houve o crime de improbidade administrativa

“Não há igualmente indício idôneo da prática do crime de tráfico de influência que, segundo os representantes, decorreria necessariamente do fato de clientes da empresa Projeto terem
celebrado contratos com entidades que integram a administração indireta e fundos de pensão (…) Em suma, as conjecturas feitas pelos representantes, embora importantes, não encontram apoio em um único fato”, diz trecho do parecer pelo arquivamento.

Gurgel ainda destaca que não há provas de que Palocci tenha obtido vantagem das empresas a que prestou serviço devido à sua influência no governo. “Esses elementos não se fazem presentes no caso. Não há indicação de que o representado teria solicitado, exigido, cobrado ou obtido vantagem indevida valendo-se de algum artifício, ardil ou mentira para fazer crer, aos clientes da sua empresa, que teria influência com servidores públicos para obter os negócios ou contratos que pretendiam. A mera afirmação genérica de que a Projeto não teria estrutura empresarial para a receita que auferiu no ano de 2010 não é suficiente para justificar a conclusão de que a receita foi havida por meio de atos ilícitos do representado”.

Em seu parecer, Gurgel ainda diz que abrir investigação sem a existência de indícios configuraria abuso de poder e um atentado contra a dignidade humana. Ele encerra dizendo que é imparcial em relação ao ministro, uma vez que, dá mesma forma que hoje pede o arquivamento da investigação, em outro caso, na quebra do sigilo do caseiro Francenildo, foi favorável à penalização de Palocci.

“Portanto, com a mesma firmeza com que sustentei oralmente, no plenário do Supremo Tribunal Federal, a acusação contra o representado na PET 3.898, entendo que os elementos trazidos pelas representações dos eminentes parlamentares e mesmo pelas matérias jornalísticas são absolutamente insuficientes para um juízo de reprovação no campo penal, ainda que em momento de prelibação”, conclui ele.


Domingo: o sábio conselheiro da Fifa em seu galho
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Numa decisão algo inesperada, o presidente da FIFA, Giuseph Blatter, anunciou, esta segunda-feira, que o tenor espanhol Plácido Domingo é um dos três elementos que irão compor o “Conselho de Sabedoria”, que tem como função aconselhar aquele organismo do futebol mundial.

Plácido Domingo junta-se ao ex-futebolista holandês Johann Cruyff e ao americano Henry Kissinger, cientista político galardoado com o prémio Nobel da Paz em 1973, no lote de conselheiros da FIFA.

“Estes senhores são mais ou menos conselheiros, não são especialistas, mas conselheiros. Eles farão parte de um ‘Conselho de Sabedoria’, do qual o meu comité executivo não gostaria, porque eles acham que são o Conselho de Sábios”, afirmou Blatter.

O suíço, que afirmou o seu desejo de restaurar a credibilidade da FIFA, após os recentes escândalos sobre alegados atos de corrupção por membros do organismo, garantiu que o processo de atribuição do Mundial de 2022 ao Qatar não será revisto: “Não sei porque deveríamos investigar isso – assim, deveríamos investigar todos, começando com o do Brasil (país anfitrião do Mundial de 2014) e todos os outros antes. Não sei porque deveríamos abrir uma investigação porque alguém disse algo sobre o Qatar.”

Jack Warner, vice-presidente da FIFA, e Mohamed Bin Hammam, presidente da Confederação Asiática de Futebol, encontram-se atualmente suspensos, de forma provisória, até as investigações sobre o alegado envolvimento destes em atos de corrupção estarem concluídas.

Battler garantiu que, apesar da política de tolerância zero da FIFA em relação a atos de corrupção, não defende a suspensão vitalícia daqueles que são provados como culpados: “Não, dizer que quando há uma ofensa ao código de ética, é aplicada uma suspensão vitalícia – toda a gente tem o direito de se defender. Tolerância zero quer dizer que se fizeres algo fora daquilo que é permitido, recebes um castigo. Mas este pode ser um cartão amarelo, um cartão vermelho, uma suspensão por dois jogos, três jogos, ou vitalícia”.

jun
06
Posted on 06-06-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 06-06-2011

DEU NA FOLHA.COM

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, chegou ao Brasil nesta segunda-feira (6) e foi recebido no Palácio do Planalto pela presidente Dilma Rousseff e seus ministros.

Chávez abraçou Dilma e o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, a quem desejou “fuerza, fuerza”.

Na última semana, o ex-presidente Lula esteve na Venezuela e se encontrou com Chávez.

Após a cerimônia oficial de chegada do presidente venezuelano, Dilma e Chávez têm reunião privada, seguida de assinatura de atos, declaração à imprensa e almoço, no Itamaraty.

Mais cedo, ao chegar ao Salão Nobre do Planalto, Dilma cumprimentou os ministros. A Palocci, deu um frio e sonoro “tudo bem, Palocci?”.

A Folha revelou em 15 de maio que Palocci multiplicou seu patrimônio em 20 vezes nos últimos quatro anos. Em 2010, ele faturou R$ 20 milhões com uma empresa de consultoria, a Projeto. O ministro se recusa a revelar a identidade de seus clientes e detalhes sobre os serviços que prestava.

jun
06

Na coluna Holofote , editada pelo jornalista Felipe Patury, a revista VEJA publica na edição impressa desta semana:
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O CORPO DO PAI

No dia 9 de agosto, serão exumados os restos mortais do deputado baiano Luis Eduardo Magalhães. Por decisão da 12a. Vara de Família da Bahia, o parlamentar, morto em 1998 aos 43 anos, será desenterrado para a realização de um teste de DNA. Seu código genético será comparado com o de um brasiliense de 16 anos que alega ser seu filho. A mãe desse rapaz, Siméa Antun, diz ter mantido um romance de nove anos com o deputado. O exame poderia ser feito com o sangue dos três filhos legítimos de Luis Eduardo, mas eles não cederam o material.

jun
06
Posted on 06-06-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 06-06-2011


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Humberto, no Jornal do Comércio (PE)


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OPINIÃO POLÍTICA

A composição do STF

Ivan de Carvalho

O constituinte brasileiro escolheu seguir o modelo adotado nos Estados Unidos, onde o presidente da República escolhe os integrantes da Suprema Corte e submete os escolhidos à aprovação ou desaprovação do Senado e, havendo aprovação, como é de hábito, nomeia-o. Mas o presidente respeita o Senado quando está escolhendo um futuro integrante da Suprema Corte e mede cuidadosamente as reações do Senado ao nome que pretende propor. Se percebe dificuldades muito sérias para a aprovação, troca o predileto por outro mais palatável ao Senado. Assim, a aprovação é praticamente obtida por antecipação.

Mas mesmo lá, quando o presidente da República é vinculado ao Partido Republicano, há uma forte tendência de que ele indique, à medida que surjam vagas, juristas de tendência “conservadora” – seja lá o que esta palavra signifique numa democracia como a dos Estados Unidos.

Mas se o presidente da República é um político do Partido Democrata, sua tendência será a de indicar um jurista “liberal”, embora deva-se reconhecer que também esta palavra tem um significado extremamente melífluo na grande democracia americana.

O que mitiga um pouco essas opções por “conservadores” ou “liberais” é a correlação de forças no Senado. Se a oposição tem maioria, o Senado vai influir mais, não na escolha do nome, mas na escolha do perfil que o futuro membro da Suprema Corte deve ter. E aí, nesta circunstância, haverá uma natural inclinação para a escolha de alguém mais próximo do “centro”.

Aliás, atente o leitor para os significados políticos de “conservador” e “liberal”, bem como os de várias outras palavras-rótulos, a exemplo das sem-vergonha – porque totalmente sem sentido hoje, como, parece-me, também no século XX – “direita”, “esquerda” e “centro”, da absurda “popular”, que enrola e nada diz e da confusa “progressista”, em oposição à inexplicada “reacionário”. Reacionário a quê? Seriam, junto com numerosas outras palavras-rótulo e expressões, bom motivo para um ensaio. Se o autor for preguiçoso. Porque se tiver disposição para a pesquisa e o trabalho, escreverá um tratado.

Mas, voltemos à Suprema Corte americana, agora só para fazer a ponte para o nosso Supremo Tribunal Federal. Aí, são 11 cadeiras, ocupadas por ministros-juízes escolhidos pelo presidente da República, que envia o nome para aprovação ou rejeição do Senado Federal. Quando foi que o Senado rejeitou alguém? É quase impossível.

Primeiro, porque geralmente o governo tem maioria no Senado e ela é ávida em aprovações do que o governo quer. Segundo, porque o poder de um ministro do STF em certos julgamentos e também quando é o presidente deste tribunal ou do Tribunal Superior Eleitoral é muito grande. O que levaria senadores, governistas ou oposicionistas, a se indisporem com ele, o que acaba ficando claro, mesmo que secreto para isto seja o voto?

Bem, há hoje no STF, porque Lula passou oito anos na presidência da República e foi sucedido por Dilma Rousseff, do mesmo partido, oito ministros escolhidos por eles dois (sete por Lula, um por Dilma). Os outros, um por Fernando Collor e dois por Fernando Henrique Cardoso. Não vou dizer que a balança está desequilibrada, tendo em vista que certas decisões jurídicas do tribunal podem envolver um forte componente político. Mas é inegável que pode vir a acontecer um desbalanceamento. Ou alguma escolha de ministro que deixe a sociedade perplexa. Se ocorrer, não será a primeira.

Daí a importância da proposta de emenda constitucional apresentada pelo PPS, modificando o atual sistema de escolha dos onze ministros do STF. Pela PEC, que tramita na Câmara dos Deputados, a aprovação do Senado será mantida. Mas ao presidente da República caberá escolher apenas dois nomes. Três ministros serão indicados pelo Superior Tribunal de Justiça, entre seus próprios membros. Dois ministros seriam escolhidos pela OAB entre advogados com pelo menos dez anos de exercício da profissão. Mais dois ministros seriam indicados pelo procurador geral da República entre procuradores com mais de dez anos de carreira. Um ministro seria indicado pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.


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“La Flor de la Canela” interpretada por sua autora, Chabuca Granda, acompanhada pela guitarra de Oscar Aviles. Obra prima da música da América Latina de todos os tempos. Melhor maneira encontrada pelo Bahia em Pauta, além de ser fiel aos fatos, de participar da grande festa democrática que os peruanos promoveram nas eleições presidenciais de ontem.

(Vitor Hugo Soares)

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