Gilson: No maravilhoso vídeo de “Amor em Paz” com Tom Jobim que você garimpou para o BP está escrito:”A incorporação foi desativada mediante solicitação”. Portanto,amigo, não vai dar, infelizmente.

Vai então a melhor substituição que consegui encontrar. E a sua
dedicatória para o vídeo de Tom:

Tom Jobim, um dia após a Lua Nova, para iluminar corações e mundo!!! Boa noite!

(Gilson Nogueira e Vitor Hugo Soares)


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O site espanhol Girona Erótica utilizou abusivamente imagens de uma sessão fotográfica que a atriz brasileira realizou em 2004 para a revista ‘Playboy’. A notícia é uma das manchetes deste sábado, 4, na editoria de Pessoas (celebridades) no Diário de Notícias, um dos mais importantes jornais de Portugal.

O anúncio foi publicado no site espanhol de prostituição Girona Erótica, que mostra a atriz brasileira como uma transsexual a oferecer serviços sexuais. O portal utilizou imagens retiradas de uma sessão fotográfica que Juliana Paes realizou para a revista Playboy há cerca de seis anos.

“Chamo-me Eva, sou transsexual, tenho rosto de anjo e corpo de mulher. Pervertida, carinhosa, doce e festeira. Atendo sozinha, peço discrição total. Também disponível para atendimento em residências e hotéis, 24 horas por dia. Telefone para mim. As fotos são verdadeiras. Só estarei aqui este mês de Junho. Beijinhos”, pode ler-se no texto publicado no site.

De acordo com a imprensa brasileira, a equipa que tem a seu cargo a gestão da carreira da atriz reuniu-se na sexta-feira para decidir a forma mais rápida e eficaz de retirar as fotografias de Juliana daquele site.

(Com informações do Diário de Notícias )

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DEU NO YOU TUBE

Enviado por faclubewanderlea em 30/07/2010

Wanderléa canta neste vídeo um clássico da MPB, a música A Banca do distinto, de Billy Blanco, no Teatro FECAP, em São Paulo. A canção faz parte do mais recente disco da musa da Jovem Guarda, Nova Estação, premiado e elogiado pela crítica. No palco, Wanderléa é acompanhada por Lalo Califórnia (direção musical, arranjos, violão e guitarra), Hanilton Messias (piano), Marcos Rogério (teclados), Khristiano Oliveira (baixo) e Luis Antunes (bateria) e Jadde Flores (percussão).

A composição de Billy Blanco nasceu de um fato inusitado. A inspiração veio a partir de um relato de preconceito feito por Dolores Duran ao compositor. Conta Billy Blanco que, por volta de meados dos anos 50, no auge do Beco das Garrafas em Copacabana, Dolores Duran cantava numa daquelas boates. Tinha um homem que sempre ia aos shows da Dolores porque gostava muito da voz dela, porém odiava negro ou afro-descendente, o caso de Dolores Duran.

O “doutor” ia ao show toda noite, sentava-se na primeira fileira de mesas, mas sempre de costas para o palco. Não dirigia um única palavra a ela porque não falava com negros. Sequer a olhava! Quando queria pedir uma música, dirigia-se ao garçon – Alberico Campana, hoje dono da Plataforma no Rio de Janeiro – e dizia, acenando com um bilhetinho na mão: “Manda a neguinha cantar essa música aqui!”

Todo final da noite, pelo fato de ser solteiro, o tal sujeito sempre comprava o jantar e levava para casa, como não carregava embrulhos – que segundo ele era serviço de negro – pedia ao garçon que levasse até o seu automóvel. Dolores, profissonal e pacientemente atendia os pedidos do “doutor”. Nessa época, ela e Billy Blanco – segundo ele – mantinham um “affair”.

Um dia, muito aborrecida com a grossura do sujeitinho, Dolores contou a história ao Billy que, imediatamente compôs o samba “A BANCA DO DISTINTO”. E aí…, na noite seguinte Dolores Duran cantou o samba para o “doutor”. Em 1959 a música foi gravada na voz de Isaurinha Garcia. Posteriormente várias outras gravações vieram, como as de Elza Soares, Neusa Maria, Dóris Monteiro, Elis Regina e Jair Rodrigues, entre outros.

BOM DIA!!!

jun
04


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OPINIÃO POLÍTICA

Um atraso de vinte dias

Ivan de Carvalho

Vinte dias depois que uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou o veloz enriquecimento do ministro Antonio Palocci, ele decidiu, sob pressões irresistíveis, falar diretamente ao público sobre o caso, concedendo uma entrevista exclusiva ao Jornal Nacional, da Rede Globo, veículo que escolheu. Constava no início da noite de ontem que a íntegra seria divulgada logo depois na Globo News.
Ante a inevitabilidade de tentar explicar-se com a população, o ex-ministro da Fazenda do governo Lula e atual ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República do governo Dilma Rousseff (cargo para o qual, faça-se justiça, foi indicado quase irrecusavelmente por Lula) descartou, de plano, o instrumento da entrevista coletiva. E nisto teve não somente concordância quanto aconselhamento não só de sua assessoria como do governo.

É claro que na situação política extremamente delicada em que está, a entrevista coletiva seria uma ameaça terrível. As coletivas dão chances a questionamentos não previstos, inesperados e ao questionamento das respostas, podendo chegar a gerar quase que debates entre jornalistas e, no caso, o ministro, para aprofundar um fato que eventualmente esteja sendo insuficientemente explicado pelo entrevistado. Uma hipótese para nem pensar.

Daí a entrevista exclusiva a um veículo escolhido. E o surgimento da questão de ser a entrevista ao vivo, como em um caso desse porte seria normal, ou gravada, o que, em tese, permite, afinal – embora não seja correto – corrigir derrapagens mais ou menos perigosas. A proposta do ministro foi de uma entrevista gravada em Brasília, embora a Globo haja tentado a entrevista ao vivo, ainda que por intermédio de um link que permitiria o ministro permanecer em Brasília, sem precisar ir ao estúdio em que estariam os entrevistadores. Ah, Palocci também desejou deixar para falar no início da semana, preocupado com a hipótese das reportagens de fim de semana trazerem algum fato novo que contrariasse o que falasse ontem na TV – caso em que seria uma bagaceira. Mas foi pressionado pelo governo a falar ontem mesmo.

Vamos todos nós, os telespectadores-cidadãos, ter a oportunidade de ouro de verificar as condições das cordas vocais do ministro, pois se resistiu durante 20 dias a dar explicações públicas sobre o que se levanta contra ele e se, mesmo as explicações privadas – ao comando de seu partido, aos senadores do PT e ao procurador geral da República foram tão discretas como mostrou o farto noticiário desses dias – que outra coisa iria ele nos oferecer na telinha além da sonoridade mais ou menos agradável de suas cordas vocais?
Estou com uma certa pena do ministro. A comissão executiva nacional do PT fez reunião esta semana e resolveu não defendê-lo. Não emitiu nota oficial, porque isso poderia ser o tiro de misericórdia, mas deixou claro que o problema Palocci é dele e do governo, não é do PT (que, só por acaso, imagino, é o partido do governo e no governo). E o presidente petista Rui Falcão deu-se ao luxo de declarar que o ministro deve se explicar – coisa que a oposição vinha dizendo há 20 dias.

Aliás, tem muita gente no PT querendo arrancar Palocci do governo.
Aliás, do lado governismo-petismo, quem saiu na frente dizendo que a evolução econômico-financeira do ministro causa estranheza foi o governador Jaques Wagner, uma das lideranças de proa do PT no país. Ele apenas ressalvou que, sendo do PT, está “solidário” com Palocci, “até prova em contrário”. E então, nos seus calcanhares, pronunciou-se na mesma linha, cobrando explicações, sem maiores ressalvas, o senador Walter Pinheiro. Surpreendido talvez pelo próprio silêncio, o deputado Pelegrino, que por falta de sorte era o líder da bancada do PT na Câmara na época do Mensalão, o que acabou lhe custando caro, fez soar as próprias cordas vocais no pedido de explicações que o presidente do Congresso, senador Sarney, repetiria ontem, praticamente “saindo de baixo”.

Porque o ministro, lá do alto onde esteve, despenca feito um bólido.

jun
04
Posted on 04-06-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 04-06-2011

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Cau Gomez, hoje, no jornal A Tarde

jun
04

Dilma com Palocci: a situação ministro…

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…e a semelhança com o filme cubano

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ARTIGO DA SEMANA

“GUANTANAMERA” E O MINISTRO PALOCCI

Vitor Hugo Soares

Diante dos fatos e discursos mais recentes sobre a crise da multiplicação da fortuna do ministro chefe da Casa Cilvil, Antonio Palocci, uma impressão ganha corpo. A de que a presidente Dilma Rousseff está agora diante do primeiro mandamento do “Decálogo do Estadista” – A Coragem – proclamado em vida nos quatro cantos do país pelo bravo deputado Ulysses Guimarães, que há anos repousa no fundo do mar.

Trocando de alegorias, se poderia dizer também que o governo petista e seus aliados de todas as plumagens – além de boa parte da oposição e da mídia brasileira – estão diante de uma situação bastante semelhante àquela descrita no filme “Guantanamera”, de Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabio.

Notável tragicomédia realizada em Cuba (1995) – país coincidentemente visitado esta semana pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, que virou “cult” do cinema no mundo inteiro, incluindo o Brasil. Só para avivar a memória dos mais esquecidos: trata-se daquele filme em que depois da morte de uma tia, em Guantánamo, um casal e um amigo da família partem para enterrar o defunto em Havana.

Uma história – como a do ministro Antonio Palocci neste Brasil de 2011 – de matar de rir e chorar ao mesmo tempo. Na longa, engraçada e pungente última viagem do defunto através de Cuba, se revelam as entranhas de um lugar corroído pela burocracia, pela corrupção, pelas pequenas e grandes traições políticas e desmoronamentos diários de sonhos sociais. Mas, principalmente, a carnificina cruel causada pelo jogo na disputa de poder nas mínimas e mais insignificantes coisas.

No primeiro mandamento do Decálogo de Ulysses está escrito que o pusilânime nunca será estadista. O autor cita o britânico Winston Churchill, quando afirmou que das virtudes, a coragem é a primeira, porque sem ela, todas as demais, a fé, a caridade, o patriotismo, desaparecem na hora do perigo.

Os de boa memória certamente dirão que o autor destas linhas já falou sobre isso em outros escritos. Pura verdade, mas confesso aqui a minha mais profunda admiração por Ulysses e Nelson Rodrigues, o primeiro na política, e o segundo na arte teatral e no texto jornalístico. Ambos ensinaram a vida inteira que a repetição – até à neurose – é uma das melhores maneiras de não permitir que verdades e ensinamentos relevantes, na política como no jornalismo, sejam esquecidos ou relegados.

Feito este esclarecimento, repitamos Ulysses Guimarães em seu Decálogo mais uma vez: “Há momentos em que o homem público tem que decidir, mesmo com o risco de sua vida, liberdade, impopularidade, ou exílio. Sem coragem não o fará. César não foi ao Rubicon para pescar, disse André Malraux. Se Pedro Primeiro fosse ao Ipiranga para beber água, suas estátuas não se ergueriam nas praças públicas do Brasil. O medo tem cheiro. Os cavalos e cachorros sentem-no, por isso derrubam ou mordem os medrosos”.

Na mosca, grande Ulysses do Brasil! Daqui vai um tributo comovido (que os “politicamente corretos” seguramente chamarão de “saudosismo de baiano besta”) onde quer que esteja o seu espírito. Creio, piamente, que ele andará sobrevoando Brasília nestes dias de tumultos e sobressaltos.

Em “Guantanamera”, aplaudido e premiado filme cubano, o casal e o amigo conduzem o corpo da tia morta, num caixão, em um velho carro da funerária estatal, em longa e demorada travessia pelo país de Fidel. Viagem cheia de lances que em momentos levam às gargalhada ou ao riso contido, mas sempre com a comoção entalada na garganta a ponto de explodir em lágrimas ou soluços em qualquer ponto de parada no meio da estrada.

No caminho para enterrar o corpo do defunto na capital cubana, caminhos e destinos dos três passageiros se cruzam a todo momento com os caminhos da gente e da sociedade cubana. Além de enterrar o defunto em Havana, terão de tomar decisões cruciais sobre relacionamentos afetivos, políticos, ou desnudar dúvidas incômodas no campo das relações sociais e de poder.

“Guantanemera”, em síntese, é uma extraordinária metáfora cinematográfica destinada a mostrar que, se não tivermos coragem de tomar decisões, de arriscar, corremos o risco de passar uma vida inteira de arrependimentos, e, no final das contas, a única coisa que conseguiremos é transportar cadáveres insepultos por toda uma existência.

Transposta para a política, é esta a metáfora brasileira atual: para o ministro Antonio Palocci, para o governo da presidente Dilma, e para um País paralisado diante da expectativa de saber o que será feito do defunto transportado do carro da funerária estacionado agora em Brasília.

A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOA NOITE!!!
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CRÔNICA/ETERNA

Arrivederci Roma !!!

Maria Aparecida Torneroso

A guia espanhola Miria, do tour que nos conduzia por muitas cidades da Italia, depois de uma semana percorrendo MilÃo, Verona, Veneza, Florença, Padua, Siena e Assis, ao entrarmos no perimetro urbano da capital italiana, assim definiu : Roma nos ricibe con un poquito de lluvia, pero luego nos donara suya historia y sus diversas caras…

Em realidade, dos nove dias previstos para estar em Roma, hoje, na vespera de deixar a cidade, não canso de explorar suas muralhas, escavações, movimentos artisticos, praças memoraveis, restaurantes com pastas e pizzas deliciosas, seu ir e vir impregnado de paixão, turismo, arte, religiosidade, um mundo mixto em que convivem leituras possiveis de tantos Imperadores, da ascensão do Cristianismo, da organização republicana, das origens do Direito Romano, e ainda, das comemorações dos 150 anos da unidade da Italia, em 2 de junho.

Compareci ao desfile militar misturando me ao povo, pude sentir seu orgulho e nacionalismo.

Pairando no ar, era fácil respirar o clima veramente italiano, diante de séculos de conquistas e lutas, de superações de guerras, de desenvolvimento econômico, e, sobretudo, de união em torno da sua propria identidade nacional.

A força aerea italiana abriu e fechou a parada militar desenhando nos céus a bandeira em fumaça colorida de verde, vermelho e branco. Era possivel observar familias postadas diante das laterais das ruas do desfile, com crianças, senhores, senhoras, aplaudindo os vários setores que compuseram a marcha, representando regimentos, com seus uniformes históricos, de combates centenários ou recentes, compostos de homens e mulheres treinados para defender a Patria. Quando velhinhos ex -combatentes passavam de pé, em jipes, segurando a bandeira nacional, o povo gritava Bravo! e um arrepio corria em resposta ao sentimento perfeitamente identificavel do quanto a Italia de hoje está consolidada e identificada no coração da sua gente.

Em visita a uma exposição comemorativa, destaquei as informações sobre a emigração italiana entre 1870 e a grande guerra, 14 milhões de italianos emigraram e somente 2 milhões foram repatriados. O sangue italiano espalhou -se por outros continentes, principalmente Amèrica, implantando em terras distantes sua cultura e impondo seus costumes.

Por aqui, no velho mundo, a Italia segue sendo a soma de regiões distintas que se complementam.

Em Roma, vive- se exatamente a sintese do espirito italiano formatado neste século e meio de unidade nacional. diante do Coliseo, inaugurado no inicio da era cristã, a constatação de uma grandiosidade arquitetonica cujas ruinas, a despeito de catástrofes e terremotos, comprovam a vocação deste lugar para impor-se ao mundo, ainda que através de seculos tenham se habituado a compreender que há por aqui o que os historiadores chamam de cidades superpostas.

A cada nova escavação, novas descobertas, o velhissimo se junta ao moderno e a cidade se atropela, com 4 milhões de habitantes, 2 milhões de automóveis e um milhaã de motocicletas. Sem contar os milhares de turistas que por aqui transitam diariamente em busca de desvendar o segredo que infesta suas ruas , as famosas praças como Navona e Espagna, a Fontana de Trevi, um misterioso segredo de alma inquieta, numa cidade peculiarmente impregnada de eternidade entre glorias e derrotas.

Roma despertou lembranças adolescentes, os filmes como Vacaciones em Roma, com Audrey Hepburn, o amor dos anos 60, na Roma do Candelabro Italiano, o recente Gladiador, ou mesmo o clássico e inesquecivel Ben Hur.

Roma è mesmo cinematografica, como não lembrar da cena de La dolce vita, com Mastroiani na Fontana de Trevi…

No Vaticano, pompa, circunstancia, tudo se junta, fè, poder, seu museu é impressionantemente rico em arte e ouro. A capela Sistina, um convite a interpretar o gênio que foi Miguel Angelo, sua Pietá, na Basilica de S. Pedro, inspira o divino e conduz o humano desejo de endenter a divindade.

Não basta estar em Roma, caminhar por suas ruas, observar seus volteio, buscar sua beleza eterna, histórica, frenética, religiosa, comerciante, turistica, politica, coalhada de monumentos, anjos imensos no Castelo Santangelo, estatuas equestres imponentes, bandeiras tremulantes, a figuraçao da Loba amanentando Romulo e Remo, os arcos de Tito e Constantino, a estação Termini, e o Pantheon, que cultuou os sete Deuses da antiguidade e que agora se rende a Cristo.

Roma, com suas mais de 400 igrejas catolicas, os milhares de tratorias, cafés, ristorantes, o gosto pela boa comida, boa musica, tudo isso faz de Roma exatamente um mundo a parte.

Roma è um lugar onde se quer voltar, e de onde se sai, lembrando suas muitas caras, cantarolando Arrivederci Roma, eu voltarei!

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeira e está em viagem pela Europa.

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