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Postado em 01-06-2011
Arquivado em (Artigos) por vitor em 01-06-2011 22:32


UM DEPOIMENTO PARA OS ANAIS DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL.CONFIRA.
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Amanda Gurgel de Freitas, de 29 anos, tinha 17 quando decidiu ser professora. “Queria ser como a Claudina”, diz a educadora potiguar que estudou um ano na Universidade Estadual de Feira de Santama , Bahia. Ela virou um dos maiores sucessos das últimas semana na Internet, através de um vídeo postado no You Tube que já conta com mais de 100 mil acessos. Ela se refere à professora de espanhol que conheceu no cursinho preparatório para o vestibular. Claudina não tem nem ideia de que serviu de exemplo para impulsionar a carreira da ex-aluna que ficou conhecida nacionalmente depois de um vídeo no YouTube. Na ocasião, Amanda falava sobre os percalços da profissão em uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. (Veja o vídeo no Bahia em Pauta)

“Ela era muito especial. Além do conteúdo, era muito alto astral e reunia todas as características que uma professora precisa: era simpática, atenciosa”, diz Amanda. “Pena que nunca tivemos um contato maior. Nunca falei isso para ela”, diz Amanda.

A jovem estudante, que ficou órfã aos 4 anos e não quer ser vista como “coitadinha”, cursou o ensino fundamental na rede pública e o ensino médio em escola particular. Fez cursinho porque queria uma vaga no curso de Letras em uma universidade pública. E conseguiu. Passou primeiro na Universidade Estadual de Feira de Santana, onde estudou durante um ano, e prestou vestibular de novo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, onde concluiu o curso. “Não tinha nenhum parente em Feira de Santana. Quis me mudar para Natal para morar com minha irmã.”

À época, Amanda estudava de dia e trabalhava à tarde e à noite. No segundo ano de faculdade, conseguiu uma bolsa para lecionar no cursinho preparatório que a universidade oferecia para alunos carentes, a um preço simbólico. “Foi lá que ganhei experiência em sala de aula.”

A jovem prestou concurso nas redes municipal e estadual – onde dava aulas de português para os ensinos fundamental e médio. Mas o esgotamento físico e mental em sala de aula a fez adoecer e, desde 2008, ela foi afastada da função em decorrência.

Ainda em tratamento, diz que pretende voltar para a sala de aula “não porque é apaixonante, mas porque não é tão simples estar em cargos de adaptação”. Segundo ela, há uma pressão dos governos em cima dos professores que estão fora da sala de aula para saber se eles realmente estão com problemas de saúde. “E agora que estou bem melhor, sinto que tenho de voltar para dentro das salas.”

Amanda diz ter consciência de que sua fama é passageira e que quer aproveitar o momento para estar a serviço dos professores. “Sinto que é uma missão. Se eu conseguir mobilizar a categoria na web e nas ruas para pressionar o governo, talvez eu tenha plantado uma semente que poderá, um dia, render frutos inéditos.”

( Do jornal Tribuna do Norte, de Natal, com informações da Agência Estado (AE)

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