jun
30

DEU NO IG

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que sofreu uma segunda cirurgia em Cuba que removeu um tumor cancerígeno.

o líder venezuelano disse em um pronunciamento na TV para seus compatriotas que na segunda operação removeu um tumor no qual havia “células cancerígenas”.


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Extraido do album duplo “Woody Allen et la Musique” (Editions Milan Music).
Por ocasião do Festival de Cannes e do lançamento do filme Meia Noite em Paris, as edições Milan Music lançaram um album duplo reunindo os grandes sucessos musicais dos filmes de Woody Allen depois de “Manhattan”.

No mais, vamos ao cinema!

BOA TARDE

(Vitor Hugo Soares )

jun
30
Posted on 30-06-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 30-06-2011


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DEU NO IG

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi agredido nesta quinta-feira durante uma visita à cidade de Brax, no sul do país. O governante foi agarrado por um homem pela lapela quando cumprimentava um grupo de pessoas.

Emissoras de televisão divulgaram o momento em que o homem puxou bruscamente o paletó de Sarkozy e quase o fez cair no chão.

As imagens também mostraram a ação rápida dos seguranças do presidente, que afastaram e imobilizaram o agressor. Os seguranças do presidente detiveram imediatamente o indivíduo, jogando-o ao chão.

Ele foi detido provisoriamente, segundo fontes oficiais. Sarkozy realizava uma visita a essa cidade para participar de uma assembleia geral de prefeitos na localidade de Lot-et-Garonne.

Telma Brito(TJB):obstáculos à privatização

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Lílian Machado

O impasse entre o Legislativo e o Judiciário quanto à forma de privatização dos cartórios ainda é o grande entrave para apreciação do projeto que tramita na Assembleia Legislativa desde outubro de 2009. Ontem, após reunião com a presidente do Tribunal de Justiça (TJ-BA), desembargadora Telma Brito, que deflagrou mais uma vez os obstáculos do processo, os deputados decidiram adiar a apreciação da matéria para a próxima terça-feira, dia 05, junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Em meio às divergências sobre a privatização total ou parcial dos cartórios consta que os parlamentares tenham pressionado a presidente para votação imediata da proposição. Enquanto o TJ defende um processo gradativo, o Legislativo reitera a necessidade de promover totalmente a privatização. As discordâncias estão associadas às dificuldades econômicas que podem ser geradas para a corte do pleno com a extinção imediata da estadualização. É certo que o Judiciário poderá deixar de arrecadar mensalmente grandes cifras com a privatização geral dos foros extrajudiciais.

“Ficou decidido que votaremos na terça. A presidente continua a fazer considerações contra a privatização total. Se até terça ela apresentar uma proposta, ótimo, a gente vota. O certo é que estamos (os deputados) muito unidos na votação geral da privatização”, resumiu o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PDT).

Nos bastidores há informações de que diante da cobrança da população e dos sindicatos por uma solução para o atendimento dos serviços cartoriais, há um interesse grande dos parlamentares em passar logo o projeto.

A Bahia ainda é um dos poucos estados que mantêm a estatização e o projeto original do TJ determina a privatização, pelo formato de gestão privatizada, apenas para os cartórios que estão vagos, total de 614 – ou seja, aqueles em que os funcionários já se aposentaram. No encontro, o líder da bancada de oposição, deputado Reinaldo Braga (PR), apresentou uma sugestão para acabar com tais divergências.

“Eu fiz a proposta de privatizar tudo, fazendo concursos para os vagos e naqueles que estão ocupados fazíamos escalonamento, por exemplo: aquele em que o titular tiver mais de 25 anos de titularidade seria efetivada a privatização depois de um ano da lei aprovada; aquele com 20 a 25 anos, o processo ocorreria depois de 2 anos; aquele com 15 a 20 anos seria com três anos e os demais depois dos quatro anos”, relatou o oposicionista. Após a votação do projeto dos cartórios e da LDO, os deputados vão entrar em recesso


FHC e Miriam: um caso estranho
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Texto publicado originalmente em Carta Maior e reproduzido no site Patria Latina, editado pelo jornalista baiano Walter Xeo

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O filho da Grande Imprensa

Washington Araújo

Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa decide tratar, destratar, maltratar ou não tratar assunto que por algum infinitésimo de segundo lhe cause incômodo na esfera política. Refiro-me ao filho adulterino do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a jornalista Miriam Dutra, então funcionária da Rede Globo de Televisão.

A vida do inocente filho sempre foi permeada por mistério, muitos silêncios, excessivas pausas e imoderada paciência em levar a público o que já era de conhecimento de meia Brasília política, de meio país dos mexericos e se podiam contar nos dedos os jornalistas desinformados de paternidade tão noticiada nos bastidores do Poder quanto sigilosa nos meios noticiosos de circulação nacional e de maior audiência radiofônica e televisiva.

Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa vem, com atraso de 11 anos, dar conta que o filho do experiente político com a renomada jornalista na verdade não é seu filho biológico: dois exames de DNA deram negativo. E o mesmo espanto é estendido à informação de que este filho, mesmo não sendo seu do ponto de vista biológico é assumido plenamente pelo velho patriarca como seu por “laços afetivos e emocionais”. E o assunto somente terá seu capítulo final após sua morte que é quando seus três filhos legítimos com D. Ruth Cardoso irão tratar do sensível tema chamado direito à herança. Até lá, este mais novo desdobramento de uma notícia há tanto tempo vetada de vir à luz pública, não por força de monstruosos sensores, e sim, de decisão editorial envolvendo os principais jornais do eixo Rio-São Paulo, as revistas de maior circulação nacional e as redes de televisão de maior audiência.

Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa aceitou ser “furada” por uma revista de modesta circulação nacional e, para completar o contraste do furo, de regularidade mensal – a Caros Amigos. E foi em sua edição nº 37, de abril do ano 2000, que o editor de Caros Amigos Palmério Dória publicou a matéria “Por que a Imprensa esconde o filho de oito anos de FHC com a repórter da Globo?”. A revista questionava o silêncio concedido pela grande imprensa ao assunto, e apontava o grave contraste com o estardalhaço com que esta mesma grande imprensa tratara de filhos ilegítimos de outras personalidades do mundo político como Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, não por acaso, também ex-presidentes da República.

Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade (editorial) desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes. Vale registrar que, à época, não foram poucos os jornalistas que se apressaram a não acusar o golpe – no caso o furo protagonizado por Caros Amigos – e deixando claro que o “filho ilegítimo de FHC” se tratava tão-somente de um “assunto pessoal”, desprovido de qualquer “teor jornalístico” e não oferecendo aqueles características basilares que têm o poder de converter a mera informação de bastidor em “notícia capaz de interessar à opinião pública”.

Causa espanto que o assunto, desde seu nascedouro, no caso, desde o nascimento do pequeno Tomás Dutra Schmidt, o tema já se impunha com todos os ingredientes com que uma informação assume ares e jeito de notícia e mesmo assim foi escanteado para o misterioso arquivos dos “assuntos que são, mas não deviam ser notícia”. Tinha a marca da novidade, relevância, importância (por se tratar de filho do Presidente da República); configurava aspectos de raridade (porque não é comum deixar de noticiar a existência de filho ilegítimo de um Presidente da República), trazia a força capaz de atiçar a curiosidade (porque era filho de famosa jornalista da principal rede de televisão do Brasil, a Globo); era, sobretudo, oportuna (porque na campanha eleitoral de 1989, um dos maiores escândalos era nada menos que a existência da jovem Lurian Cordeiro, igualmente filha ilegítima do segundo candidato mais votado à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em resumo, noticiar a existência de Tomás não poderia ser chancelado, sob qualquer hipótese como “evento pouco significativo, banal ou corriqueiro”. Muito menos ainda vir a ser tratada como notícia destinada a passar ao largo do chamado interesse do público. E, no entanto, assim foi tratada. E não apenas pela Rede Globo de Televisão, como também pelo SBT, pela Record e pela Band. Deixou de ser impressa tanto nas páginas de Estado de São Paulo quanto nas de O Globo e da Folha de S.Paulo. Nenhuma emissora de rádio registrou algum locutor dando conta do assunto. E quando se levanta a tese da existência de personalidades premiadas com a blindagem da imprensa é óbvio que esta não surge do nada, do encontro do vento sudeste com o noroeste, do acaso com a mera coincidência. É que existe blindagem mesmo.

Causa espanto que somente no domingo, 15 de novembro de 2009, reportagem da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, dava conta que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceria oficialmente Tomas Dutra Schmidt como filho. E agregava que “Tomas, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.”. A jornalista informava ainda que “FHC consultou advogados e viajou na semana passada para Madri — onde vive a jornalista — para cuidar do reconhecimento do filho.” Cuidadosa na apuração de suas notícias exclusivas, Mônica Bergamo informava também que “FHC negou a informação e disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri. Procurada pela Folha, Mirian disse que quem deveria falar do assunto seria ele e a família dele.” Com este punhado de informações parecia que, finalmente, nove anos após a alentada reportagem do jornalista Palmério Dória em Caros Amigos, um dos nossos grandes diários trazia à luz o mais comentado e também o quase-nunca-noticiado segredo da República. Outros veículos de comunicação fizeram o de sempre: repercutiram a notícia sem agregar qualquer nova informação.

É curioso observar como o mexerico, desde o início, recebeu as tintas da autenticidade. Bergamo não deixa margem à dúvidas quanto à paternidade de Tomás: “Tomás, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.” E escancara nas entrelinhas a quantidade de energia despendida pelo ex-presidente para despistar nossos argutos jornalistas sobre o assunto, quando mesmo há poucos dias de reconhecer oficialmente o filho, na verdade encontrava-se na capital espanhola apenas para atender “a reunião do Clube de Madri”.
Causa espanto, e põe espanto nisso!, as três notas publicadas pela revista Veja (Edição 2223, de 29/6/2011), na coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim. São elas:

DNA revelador 1
Dois exames de DNA, o último deles feito no início do ano, deram um desfecho surpreendente a uma história envolta em muita discrição há duas décadas: Tomás, de 19 anos, o rapaz que FHC reconheceu oficialmente como filho em 2009 em um cartório espanhol, não é filho do ex-presidente.

DNA revelador 2
Embora só tenha perfilhado Tomás há dois anos, FHC sempre ajudou a jornalista Miriam Dutra, sua mãe, a sustentá-lo. Como morava entre Portugal e Espanha, para onde Míriam foi enviada pela Globo pouco antes do seu nascimento, Tomás tinha contato com FHC quando o ex-presidente viajava para a Europa – tendo eles se encontrado também várias vezes no Brasil durante a passagem de FHC pela Presidência. A situação, porém, sempre foi envolta em total reserva, quebrada somente com a publicação pela Folha de S.Paulo, em 2009, de uma reportagem sobre o reconhecimento de Tomás.

DNA revelador 3
No ano passado, mesmo sem nenhuma contestação da paternidade, FHC e Tomás, hoje estudando relações internacionais nos EUA, decidiram fazer exames de DNA. Eles foram juntos ao laboratório. Antes, no entanto, FHC disse a Tomás que, qualquer que fosse o resultado, nada mudaria na relação entre os dois. Com o inesperado resultado dos exames em mãos, FHC reafirmou o que dissera. Portanto, nada muda na vida do rapaz no que diz respeito a seu ex-pai biológico.

Nenhuma das notas, com o que agora soa como irônico título “DNA revelador”, revelou algo que capaz de jogar luzes sobre o DNA da nossa grande imprensa: quais os reais motivos para sonegar do público a existência do filho ilegítimo de Fernando Henrique Cardoso? E, se optasse por condensar as três notas em apenas uma, o jornalista poderia ter brindado seus sonolentos leitores com informações como:

(1) Por quê o tratamento desigual concedido aos filhos ilegítimos de outros ex-presidentes da República?

(2) Por quê não buscar alguma declaração de Miriam Dutra sobre a real identidade do pai biológico de Tomás Dutra Schmidt?

(3) Quanto custou a Fernando Henrique Cardoso o peso de tão longevo silêncio por parte de nossa grande imprensa acerca de suas estripulias extramatrimoniais?;

(4) Por quê a revista Veja desconheceu o furo de Caros Amigos – ocorrido com antecipação de no mínimo 9 anos? – e oferece atestado de paternidade do referido furo ao jornal Folha de S.Paulo, que, a bem da verdade, publicou informações da jornalista Mônica Bergamo, apenas em sua edição de 15/11/2009?

Aberta a temporada de celebrações por ocasião dos 80 anos do pai-afetivo, mas não biológico do jovem Tomás, há que se inferir que seria tremendo mau gosto incluir o exame de DNA tão diligentemente divulgado por Lauro Jardim como… parte das comemorações.

Sem dúvida, o assunto que ainda parece longe de ter seu desfecho, oferece ensejo para alentada reflexão do papel de nossa grande imprensa e sua perigosa opção por continuar se equilibrando entre o bom e o mau jornalismo.

Até o momento, o mau jornalismo parece estar ganhando. E de goleada.

Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela
UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email – wlaraujo9@gmail.com

Texto: / Postado em 28/06/2011 ás 18:22


Rafinha:um campeão na rede social
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DEU NO COMUNIQUE-SE (Portal especializado em notícias de bastidores da imprensa)

Izabela Vasconcelos

Falem bem ou mal, mas falem de mim, é assim que os influentes das redes sociais pensam, como o apresentador Rafinha Bastos, eleito a personalidade mais influente do Twitter, segundo o jornal The New York Times.

Entre os mais influentes do Twitter, estão outras personalidades polêmicas, além de Rafinha Bastos, como o cantor Snoop Doog e a atriz Kim Kardashian. Como mostra o estudo do jornal norte-americano, nem sempre os mais influentes são os mais seguidos, mas sim os mais citados na rede, sejam em menções positivas, negativas ou neutras.

A MITI Inteligência, agência especializada em redes sociais, avaliou a presença de Rafinha Bastos na rede, entre os dias 5 e 9/5, quando o apresentador se envolveu em uma polêmica ao dizer que as mulheres feias deveriam agradecer pelo estupro.

No período do estudo, foram capturadas 1.866 interações sobre o apresentador nas redes sociais – Twitter, Facebook, blogs e Youtube – e 15,5% delas foram relacionadas a polêmicas envolvendo o comediante. De todas as interações, 44,3% foram negativas, mais que o dobro dos comentários positivos capturados (19,25%).

Quantidade não é qualidade
De acordo com Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da MITI Inteligência, o influenciador não se faz pelo número de seguidores, mas por outros influenciadores. “Não é pelo número de amigos ou seguidores, mas pelas pessoas que você segue, se elas te escutam, replicam, mencionam”, afirma.

A especialista acredita que nem todos se preocupam em ser influentes na web, mas empresas e veículos agem estrategicamente nesse ponto. “Não podemos generalizar que isso seja uma preocupação constante das pessoas, tudo depende do meio. Há pessoas que começaram do nada, sem preocupações e conseguiram ser influentes, mas na maioria dos casos existe uma preocupação em ser um influenciador”.

jun
30
Posted on 30-06-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 30-06-2011


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Sponholz, no site A Charge Online
http://www.acharge.com.br/index.htm


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OPINIÃO POLÍTICA

Rumo à ditadura partidária

Ivan de Carvalho

A conspiração rumo à ditadura partidária no país acelera a marcha.

Esta conspiração começou com a introdução do princípio da fidelidade partidária, de início aparentemente benéfico, tal era a intensidade e freqüência com que os políticos, especialmente os parlamentares, praticavam a infidelidade – e não somente em relação aos seus partidos.

Também mostravam-se amplamente infiéis em relação aos seus eleitores. Sempre reconhecendo a existência de não raras exceções, os políticos que eram postos na oposição pelo eleitorado não se conformavam e aderiam aos governos. Já os que eram postos no governo pelos eleitores esqueciam as promessas que haviam feito nas campanhas eleitorais.

Ao não cumpri-las e a nem mais se interessar por elas, eles traíam os que votaram neles por causa delas. Como também – e aí pouco importa que estivessem no governo ou na oposição – traíam os próprios partidos, esquecendo, ao sabor das conveniências, os programas partidários e as propostas com as quais haviam se apresentado ao eleitorado.

Mas as normas de fidelidade partidária introduzidas inicialmente na legislação eram frágeis, de modo que o quadro descrito nas linhas precedentes como se fosse coisa passada continuou presente. Os políticos se mostraram lentos em tornar eficaz a legislação sobre a fidelidade partidária, mas não cessaram de doutrinar no sentido de que “é preciso fortalecer os partidos” ou “consolidar os partidos” e coisas assim. Doutrina que as direções partidárias, principalmente das principais legendas, repetiam em uníssono.

Parece que acabaram, mesmo sem querer, convencendo disso o Poder Judiciário, mais especificamente o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal. Então o primeiro editou legislação draconiana – a pretexto de que apenas dava nova e nunca antes neste país sonhada interpretação à Constituição e à legislação partidária e eleitoral – e o segundo, quando questionado, a confirmou. Base das decisões: o mandato pertence ao partido, não ao mandatário que o recebeu dos eleitores.

Mas então as coisas estavam assim: sem risco de perda de mandato, só se podia sair do partido pelo qual se foi eleito por dois motivos: perseguição pelo próprio partido ou desligamento para fundar um novo partido. Isso está na lei. Mas, no segundo caso, às vésperas de ser suprimido.

Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado trabalhou duro. Aprovou, em caráter terminativo (dispensa votação no plenário da Casa) a perda de mandato para políticos que deixarem o partido para fundar uma nova sigla ou para incorporar ou fundir o partido. Impressionante o nível de ditadura partidária sobre o mandato que isso cria. Aproxima-se muito do que poderia levar o nome de “totalitarismo partidário”.

Se não houver recurso que force a proposta a ir ao plenário do Senado, ela sairá da CCJ como aprovada e irá para a CCJ da Câmara dos Deputados, onde a mesma coisa pode acontecer.

A grande mudança em relação à legislação atual é que, nesta, era “justa causa” para sair de um partido o objetivo de fundar outro. Isto salvava o mandato do emigrante. Já segundo a norma em exame no Congresso, sair de um partido para fundar outro passa a ser “justa causa” para perda do mandato.

O alvo principal e imediato visado pela pretendida mudança é impedir que políticos com mandato ingressem no PSD, o partido que está sendo criado sob a liderança do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ex-Democratas. E com isso opor imensa dificuldade para a criação do PSD. Logo em seguida na fila atinge-se o hipotético partido que Marina Silva, com aspirações a repetir a candidatura a presidente em 2014, estaria pretendendo criar.

Mas, no final, o que se faz aí é petrificar os detentores de mandatos eletivos e reforçar ao máximo um dos vários braços da ditadura partidária em construção no país. E dos quais a votação em “lista fechada” pode ser o mais danoso deles.


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Comentário no You Tube:
FAFÁ DE BELÉM, definitivamente é uma diva…..uma das grandes cantoras desse meu Brasil, E essa música tem? a sua marca
mjbsilva
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BOA NOITE!!!

jun
29


Engajada na redemocratização do País, nos anos 80, a cantora Fafá de Belém agora se posiciona contra a divisão do Pará em três novos Estados: “Vai dar dinheiro para os mesmos!”
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Deu na revista digital Terra Magazine

Claudio Leal

No Pará, o plebiscito para questionar a criação de dois novos Estados, a ser realizado em novembro de 2011, provoca o desacordo da cantora Fafá de Belém com a tese separatista: “Sou radicalmente contra”. Em entrevista a Terra Magazine, a artista, uma das estrelas da campanha das Diretas-Já, afirma que o surgimento dos Estados de Tapajós e Carajás provocará um retrocesso nas principais cidades paraenses.

– Sou contra. Radicalmente contra. Não dá para gastar essa fortuna, milhares de milhões, enquanto não se resolve a infraestrutura do Estado, das principais cidades. Ainda não resolveram o problema do saneamento, da saúde, da educação. Belém, lamentavelmente, eu li na revista Veja, é uma das capitais com piores condições de saneamento básico. Apenas 6% da cidade tem esgoto! Enquanto não se faz nada disso, não se pode pensar em dividir o Estado em três. É preciso fazer investimentos. Principalmente em Santarém (no oeste), Altamira (no sudoeste), onde o interior deve convergir. Deve-se, antes de pensar em divisão, cuidar dessas cidades – analisa a cantora paraense, que carrega a capital em seu nome artístico.

A Câmara e o Senado aprovaram os dois plebiscitos, que devem ser feitos simultaneamente pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se a ideia polêmica for aprovada, o Pará será fragmentado para dar origem aos novos Estados de Carajás (sul e no sudeste) e Tapajós (oeste do Estado). O marqueteiro do separatismo será Duda Mendonça, responsável pela campanha do ex-presidente Lula em 2002 e proprietário de terras na região. Os antisseparatistas podem contar com as opiniões de Fafá. No Twitter e no Facebook, ela repetirá sua indignação com a proposta.

– A divisão vai dar dinheiro para os mesmos! Vai ser o mesmo equívoco. É ridículo, querido. Eles estão pensando nos próprios salários, na divisão dos cargos, no poder…

Mais de duas décadas depois da campanha das Diretas e da eleição de Tancredo Neves, Fafá de Belém prefere não deslegitimar a permanência de políticos como José Sarney e Jader Barbalho no poder federal. A artista defende investimentos em educação, uma das formas de transformar o Congresso.

– Veja o seguinte: eles estão no poder a partir do voto popular. O exercício da democracia é diário e, fundamentalmente, devemos investir muito em educação. Qualquer outra forma não resolve. Há que se investir em educação para inovar, para alterar o nosso quadro de representantes – conclui.

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