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Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

DE VINICIUS E BADEN PARA CYRO MONTEIRO

ELENCO – 1965

Formosa – Vinicius de Moraes & Baden Powell

Letra:

Formosa

(Baden Powell & Vinicius de Moraes)

Formosa, não faz assim
Carinho não é ruim
Mulher que nega
Não sabe não
Tem uma coisa de menos
No seu coração
Formosa, não faz assim
Carinho não é ruim
Mulher que nega
Não sabe não
Tem uma coisa de menos
No seu coração

A gente nasce, a gente cresce
A gente quer amar
Mulher que nega
Nega o que não é para negar
A gente pega, a gente entrega
A gente quer morrer
Ninguém tem nada de bom sem sofrer
Formosa mulher
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Samba na caixa, a pedido de Maria Olívia, em tributo à memória do “Ilustríssimo Cyro”, como diz Chico Buarque no samba que compôs em louvor ao grande sambista.

BOA NOITE!!!

(VHS)

maio
28
Posted on 28-05-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 28-05-2011


deu no portal Terra

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) confirmou, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que teve uma ríspida discussão com o ministro Antônio Palocci (PT) e que acabou elevando seu tom de voz, mas negou que tenha usado palavras de baixo calão. “A conversa foi tensa, admito que subi o tom, falei alto mesmo, mas quem me conhece sabe que não sou de falar palavrões”. Segundo ele, o desentendimento já foi resolvido e explicado para a presidente Dilma Rousseff (PT), por telefone. “A situação agora está tranquilíssima”.

Palocci e Temer teriam discutido, segundo o jornal, pois o ministro havia feito ameaça, de forma velada, de desligar membros do PMDB do governo caso houvesse derrota na votação do Código Florestal, o que acabou acontecendo. A emenda que modificou o texto e desagradou o governo era de autoria do PMDB. Segundo o vice-presidente, o episódio chegou até a mídia pela “intriga” que existe entre os dois partidos. O governo espera que o ministro Palocci se pronuncie sobre o assunto durante a semana.

DEU NA REVISTA DIGITAL TERR MAGAZINE

Felipe Milanez

Sul do Pará

Foi encontrado neste sábado (28), morto em um matagal, Erenilton Pereira dos Santos, 25 anos, integrante do assentamento Praialta-Piranheira, o mesmo onde vivia o casal José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, executados na última terça-feira (24), em Nova Ipixuna, sul do Pará. O corpo estava a sete quilômetros do assentamento e a cerca de 100 metros da estrada. Erenilton era testemunha do caso do homicidio de José e Maria. Ele viu uma moto Bros vermelha sair do assentamento. A mesma moto foi flagrada por outra testemunha entrando no local, minutos antes do crime.

Dois dias após o duplo homicídio, Erenilton foi comprar peixe em Porto Barroso, no lago Tucuruí. Ele seguiu na mesma direção em que os motoqueiros suspeitos do assassinato do casal haviam tomado. Desde então, não deu mais notícias. Como Erenilton era considerado desaparecido, neste sábado, 10 pessoas sairam a sua procura. Encontraram a moto da vítima na estrada, próxima ao corpo, que foi localizado, por volta das 10h, por equipe do Ibama e da Polícia Federal.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra, Erenilton também morreu com um tiro na cabeça e a arma seria do mesmo calibre da utilizada na execução do casal de extrativistas Zé Cláudio e Maria.

A vítima, que praticamente nasceu no assentamento Praialta-Piranheira, era casada e tinha quatro filhos. A família da vítima está assustada e teme retaliações. As polícias Federal e Rodoviária Federal já se encontram no local. Instituto Médico Legal e Polícia Civil estão a caminho.

Este foi o quarto homicídio de trabalhador rural em cinco dias, três deles aconteceram no Pará.


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Terreiro de Jesus (João Bosco/Edil Pacheco/Francisco Bosco), do disco “Malabaristas do Sinal Vermelho” (2003)

Eu vou pro samba
No Terreiro de Jesus
Beber a luz
Rever os bambas
Uma magia me seduz
Meu coração se derrama
Tô na Bahia
Festa de rua
Na Cantina da Lua
Tem samba

Vou deixar falar
Vou mandar descer
Pode chegar sossegado
Que essa mesa é branca
Vou bater palma de mão
Com fé no coração
Eu vou de guia e tamanca
Eu sou de escorregar
Liso de doer
Tenho boca de quiabo
E casca de banana

Sou, eu sou da Saúde, eu sou de lá
Eu sou da Gamboa, Praça Mauá, sou o samba
Sou, sou da Praça Onze, eu vim de lá
Do tempo que bobo era bobo, e bamba, bamba
Eu sou, sou do Estácio, eu sou de lá
Chapéu panamá, bicolor no pé, linho branco
Sou, sou, sou do Terreiro, eu vim de lá
E tô com saudade de lá, para ser franco

Dia dois
Dois de dezembro
Eu vou pra Bahia sambar
Eu vou pra lá…

BOA TARDE!!!

(VHS)

Aecio e Serra: as aparências enganam

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DEU NO IG

A 10ª Convenção Nacional do PSDB começou pouco depois das 9h deste sábado em Brasília, mas as negociações na tentativa de chegar a um acordo continuam. Os tucanos tentam, até o último minuto, definir a nova executiva tucana, disputada cargo a cargo entre os grupos liderados pelo senador Aécio Neves (MG) e pelo ex-governador José Serra (SP).

Na noite de ontem e durante a madrugada, o presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE) – que rompeu com Serra e deverá ser reconduzido ao cargo com o apoio de Aécio -, tentou articular uma saída que contemplasse tanto mineiros como paulistas. Os dois grupos disputam a secretaria-geral do partido, hoje ocupada pelo mineiro Rodrigo de Castro. Em seu discurso, Guerra irá pregar a unidade do partido na esfera nacional. Segundo interlocutores, ele irá defender que as lideranças sejam menores do que a legenda.

O ex-governador José Serra, que até a noite de ontem não havia confirmado sua presença, já está em Brasília. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também está na capital federal para o encontro. “Viemos completos”, disse o secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo e presidente do PSDB municipal de São Paulo, Júlio Semeghini.

Outros cargos-chave da executiva podem ficar nas mãos de paulistas. A primeira vice-presidência da sigla deverá ficar com o ex-governador paulista Alberto Goldman, vice de Serra no Palácio dos Bandeirantes. O nome mais cotado para a segunda vice-presidência é o do deputado Emanuel Fernandes (SP), secretário de Alckmin.

Tucanos paulistas ligados a Serra, no entanto, alegam que os cargos na chapa da executiva nacional não são suficientes. Assim como Alckmin, eles defendem publicamente que Serra seja indicado como presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão tucano que conta com um orçamento de R$ 11 milhões. O cargo já foi oferecido ao ex-senador Tasso Jereissati (CE), que não está disposto a abrir mão da posição. Em Fortaleza, a indicação de Tasso como sucessor do atual presidente, Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), é dada como certa.

Leia mais sobre a convenção tucana no IG

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica


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OPINIÃO POLÍTICA

Furos na blindagem

Ivan de Carvalho

A grossa blindagem com que vem sendo envolvido pelo governo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, pessoa mais importante do governo Dilma Rousseff depois da própria presidente, começa a apresentar as primeiras perfurações.

Até o momento o governo passou como um trator sobre as oposições no Congresso, frustrando de maneiras variadas as diversas tentativas de convocação do ministro para explicar a veloz multiplicação de seu patrimônio a partir de 2006 até o final de 2010 e os negócios da empresa de consultoria Projeto, a fonte multiplicadora.

Imediatamente o governo e o PT adotaram a tática de comprovada eficácia de acusar a oposição de “armar” contra o ministro, quando tudo surgiu de reportagem, totalmente factual, na imprensa, que nisto cumpriu sua obrigação. A oposição, sem número para fazer qualquer coisa objetiva, como ficou demonstrado – não consegue criar CPI e sequer convocar o ministro para se explicar numa comissão técnica qualquer do Congresso Nacional – apenas faz algumas declarações e discursos, comentando os fatos noticiados e ensaiando iniciativas que não consegue consumar.

Mas, e os buracos na blindagem, na qual não confia o deputado do PDT Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical? Segundo ele, “o Palocci não se sustenta no cargo. Se ele insistir em permanecer no governo, outras denúncias devem aparecer. Palocci tem de sair”.

Ora, isola, bate na madeira. Chega prá lá. Precipitado. É ser pessimista demais presumir que o destino de Antonio Palocci seja o de sair antecipada e apressadamente dos mais importantes cargos de ministro da República. Mas as palavras têm força – e esta é uma boa razão para Palocci – que resolveu passar uma espécie de pito no vice-presidente da República e ex-presidente do PMDB, Michel Temer, e nisto se deu mal – pedir ao Paulinho que feche a matraca ou comparecer a algum conceituado terreiro baiano para fechar o corpo, melhor dizendo, reforçar a blindagem.

É que depois de hesitações, o procurador geral da República, Roberto Gurgel, pediu esclarecimentos (de fornecimento obrigatório) ao ministro, dando-lhe 15 dias para se explicar. E, paralelamente, mas sem relação alguma com tal procedimento, o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República no Distrito Federal, publicou portaria determinando abertura de investigação de natureza cível (não criminal) para apurar se houve enriquecimento ilícito do ministro por intermédio da sua empresa de consultoria, a Projeto.

O procurador Paulo José Rocha deu 15 dias à projeto e pediu informações a órgãos federais. Ele tem 90 dias para concluir a investigação, prorrogáveis por mais 90 e, se comprovada a improbidade administrativa, será aberta ação cível na qual o ministro não terá foro privilegiado. Se em 180 dias não houver um resultado, a investigação será transformada em inquérito civil, que poderá resultar em ação cível ou não, dependendo de que se configure a improbidade.

Outro furo na blindagem é que, em recurso judicial, a Caixa Econômica Federal finalmente alega, tentando se eximir de responsabilidade na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que a quebra foi feita pelo gabinete do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. E o então coordenador de edição das revistas das Organizações Globo diz em artigo que foi Palocci que fez chegar à revista Época (por intermédio da cúpula do grupo Globo) a informação sobre a poupança do caseiro, cujo sigilo era protegido pela Constituição. Essas revelações acontecem bem depois que o STF arquivou denúncia contra Palocci, por falta de provas.

maio
28
Posted on 28-05-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 28-05-2011


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Pelicano, HOJE, no jornal Bom Dia (SP)

maio
28


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Clipe da Música OGUM, Gravada por Zeca Pagodinho no CD Prova de Amor (2008).

BOA NOITE E BOM SÁBADO

(VHS)


Lula de volta a Brasília: imagem da semana

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ARTIGO DA SEMANA

GALO NO POLEIRO

Vitor Hugo Soares

Em seus noticiários de maior audiência, na noite de quarta-feira (24), as principais redes de televisão do país, cada uma ao seu estilo e enfoque, exibiram na cobertura sobre os vertiginosos ganhos de Palocci, imagens que mais pareciam retiradas de arquivos da história recente. Algo assim do tempo em que o então senador e ex-governador Antonio Carlos Magalhães deitava e rolava da Bahia a Brasília, exalando mando e poder à sua passagem.

“Pura ilusão de ótica”, como ensinava há décadas a professora Letícia Campos na escola de Santo Antonio da Glória, no vale do São Francisco. No centro da imagem que as TVs mostraram esta semana quem pontificava de fato na capital federal – deitando e rolando no meio da multifacetada tropa política ao seu redor – era o ex-presidente República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Principal esfinge do partido dominante instalado no Palácio do Planalto, a pleno vapor ele estava de volta ao cenário do qual se despedira há cinco meses. Desta vez em missão de negociador e bombeiro, duas de suas mais reconhecidas especialidades, cultivadas no sindicalismo e aplicadas na política em seus oito anos de governo. Lula tenta apagar o incêndio que grassa no gabinete do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, cujas chamas ameaçam chamuscar as vestes da presidente Dilma Rousseff.

“Que foto, que imagem!”, exclama Margarida, a provocativa e mordaz jornalista que vive ao meu lado. Sempre em alerta e em eterno estado de objeção. Espécie de consciência crítica afetiva, permanentemente de plantão, cheia de desconfianças de qualquer coisa emanada do poder ou que apareça com carimbo oficial.

O grito funciona como um despertador. Convoca para “a vida real” que a televisão anuncia como fazia antes o Jornal do Brasil de minhas mais gratas lembranças profissionais, no tempo da canção tropicalista do baiano Gilberto Gil.

Até o alerta da jornalista ao lado, o autor destas linhas prestara pouca atenção aos principais lances dos noticiários daquele dia na TV. Por sinal, notícias de estarrecer. A começar por uma das mais lamentáveis sessões da história da Câmara dos Deputados do Brasil, que aprovou o Código Florestal. Trágica mas emblemática coincidência com o assassinato do casal de seringueiros e defensores da floresta Zé Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, abatidos em mais uma emboscada nas selvas do Pará.

A desatenção tinha motivo. Estava envolto na leitura de “Contra la prensa”, uma referencial antologia de textos sobre o que se poderia chamar de o outro lado do jornalismo ou, se preferirem, da história da imprensa. Na verdade, esses escritos compõem agora uma outra história da imprensa: o descobrimento de margens sombrias e vaidosas do jornalismo, em páginas críticas deixadas por profissionais que duvidaram e gozaram ao assinalar suas deserções e excessos.

“Em muitos casos é uma história forjada também por jornalistas, espíritos travessos que com sarcasmo, ironia ou condescendente ceticismo, deixaram um feixe de lúcida incredulidade ante a epopeia da imprensa escrita”, como registra a apresentação da antologia de Esteban Rodrigues, profissional de comunicação argentino, responsável pela meticulosa compilação dos textos de primeira linha que integram o livro. Um dos vários da pilha de publicações sobre jornalismo e comunicação adquirida em recente passagem por Buenos Aires.

Por pouco não resultou em multa por excesso de bagagem na hora do embarque no aeroporto de Ezeiza, mas valeu a pena carregar o peso, correr o risco da multa e até ser acusado esta semana como um dos responsáveis pela explosão de gastos de turistas brasileiros no mês passado em viagens ao exterior. Não sei se já existe edição em português da obra que indico. Leitura essencial nesta quadra de transe e quase completa confusão na imprensa brasileira e mundial.

De volta ao começo:

Mal comparando, nas imagens em movimento da TV, congeladas em expressivas fotografias publicadas nos sites, blogs e jornais impressos do dia seguinte, o ex-presidente Lula reapareceu em Brasília “ciscando” com a segurança do galo que chega para repor a ordem no poleiro.

Paletó a ponto de ver explodir o único botão que o fecha, expressão enigmática, braço direito estendido em acenos para o alto, Lula parece não só à vontade, mas satisfeito com a tropa que vê à sua volta, depois de assumir, na prática, a articulação política do governo Dilma Rousseff, enquanto tenta socorrer o companheiro Palocci, atingido na asa.

“Lula almoçou nesta terça-feira, 24, com senadores do PT, jantou com Dilma e Palocci, no Palácio da Alvorada, deu voz de comando para a defesa do ministro e nesta quarta-feira, 25, tomará café da manhã, na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com os líderes da base aliada no Congresso”, resume O Globo.

A imagem que contemplo – agora atento – é de depois do café na casa do presidente do Congresso. Lula aparece diante da tropa com aquele ar típico de “missão cumprida”. Ao lado do ex-presidente aparecem Sarney, à esquerda, e Temer (vice de Dilma) à direita. Mais afastados, Humberto Costa (PT) e Renan Calheiros (PMDB). Atrás, o senador Magno Malta em sua pose típica de “papagaio de pirata”. Ao fundo, uma nuvem densa de parlamentares do baixo clero no Congresso, que se confundem com seguranças atentos.

É, ou não, uma imagem de causar espanto e admiração? Confira e responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E~mail: vitor_soares1@terra.com.br

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