O Escritório de Investigações e Análises (BEA), órgão responsável pelas investigações do acidente com o Airbus da Air France, divulgou nesta sexta-feira (27) um relatório preliminar do voo que partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris.

Segundo o BEA, novos fatos puderam ser esclarecidos com os dados obtidos com as caixas-pretas, em relação aos relatórios divulgados em 2 de julho e 17 de dezembro de 2009. O documento divulgado nesta manhã revelou que a composição da tripulação estava de acordo com os procedimentos e que, no momento do evento, os dois copilotos estavam na cabine. O comandante de bordo estava de repouso e retornou para a cabine cerca de 1 minuto após o alarme de perda soar.

Ainda segundo o relatório parcial, o detalhamento do conteúdo das caixas-pretas mostra que a queda da aeronave, que estava a 11.600 metros de altitude, durou cerca de três minutos e trinta segundos – durante a descida, o airbus permaneceu em situação de perda, girando da esquerda para a direita. Quando houve o aumento da incidência, o avião estava posicionado a 35 graus.

Outro ponto esclarecido pelo estudo é que houve uma inconstância entre as velocidades indicadas no painel do controle – a velocidade indicada no lado esquerdo e a indicada no instrumento de resgate (ISIS), no lado direito, oscilaram em “pouco menos de um minuto”.

A BEA não detalha o que teria causado esta insconsistência nem se ou como ela teria influenciado na queda. Informa apenas que a “nota descreve de maneira factual a sequência dos acontecimentos que levaram ao acidente, e apresenta fatos novos estabelecidos. As primeiras análises serão apresentadas no relatório de etapa, cuja publicação está prevista para finais de julho”.

O órgão afirma ainda que só “depois de um trabalho longo e minucioso de investigação é que as causas do acidente serão determinadas e as recomendações de segurança serão emitidas, o que é a principal missão do BEA. Elas constarão do relatório final”.

Airbus comenta relatório

A Airbus afirmou que as informações preliminares divulgadas pelas autoridades francesas sobre o acidente no voo Rio-Paris são um “passo significante” para entender as causas da queda do avião A330 no oceano Atlântico. “O trabalho do BEA constitui um passo significante para a identificação completa da cadeia de eventos que levou ao trágico acidente do voo 447 da Air France em 2009”, disse a Airbus em comunicado.

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