Henri Levy: “imprensa de NY, vergonha da profissão”
Filosofo francês Bernard-Henri Levy, indignado com detenção de Strauss-Kahn, faz duras crítica ao sistema judicial americano e à imprensa de Nova Iorque, “vergonha da profissão”
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O jornal espanol El País publica este domingo texto do escritor e filósofo francês Bernard-Henri Lévy, que defende o ex-director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, dizendo que “nada no mundo justifica que um homem seja atirado aos leões desta maneira”.

Num comentário intitulado O que sei sobre Dominique Strauss-Kahn, o influente autor admite não saber o que se passou no quarto do hotel nova-iorquino Sofitel, mas que nenhuma suspeita justifica que “o mundo inteiro seja convidado a regozijar-se com o espectáculo da sua silhueta algemada”.

Henri Lévy diz-se ressentido com o sistema judicial norte-americano, a imprensa nova-iorquina – “vergonha da profissão”- , com comentaristas, politólogos e “todos aqueles que, em França, aproveitaram a ocasião para saldar as suas contas ou fazer avançar os seus mesquinhos assuntos”.

“O que sei é que o Strauss-Kahn que conheço, o Strauss Kahn de quem sou amigo há 25 anos e de quem continuarei a ser amigo, não se parece com o monstro, a besta insaciável e maléfica, o homem das cavernas que hoje nos descrevem por todo o lado: sedutor, seguramente; conquistador, amante das mulheres e, acima de tudo, da sua, naturalmente; mas esta personagem brutal e violenta, este animal selvagem, este primata…claro que não. É absurdo”, escreve o filófoso.

(Informações do jornal português Diário de Notícias)

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Comentários

rosane santana on 23 Maio, 2011 at 13:28 #

Nada a estranhar nas declarações do filósofo. Ao longo da história, alguns intelectuais têm se comportado de maneira pouco digna. Inteligência e sabedoria nem sempre andam juntas. Ezra Pound e do romancista francês Louis-Ferdinand Celine, por exemplo, foram admiradores e, dizem até, colaboradores de Hitler. Bernard Henri Lévy, portanto, não surpreende, nem inova. Sua fala não vai mudar coisa alguma no destino de orangotango Strauss Kahn. A Justiça americana é exemplar, nestes casos. Viva Betty Friedan e Gloria Steinem!


rosane santana on 23 Maio, 2011 at 13:33 #

Indignadas estamos todos, mulheres e homens, que não admitem que, em pleno século XXI, um homem dito civilizado se comporte de tal maneira diante de uma mulher, ainda mais quando essa mulher é negra e pobre. Orangotango é pouco!


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