Dilma visita túmulo de Irmã Dulce/ Arquivo

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DEU NO BLOG CRISTINA LEMOS

Enviado por Cláudia Gonçalves, da TV Record

A presidente Dilma Rousseff participa neste domingo(22) da cerimônia de beatificação da irmã Dulce, chamada de “anjo bom da Bahia”. A ida da presidente a Salvador reabre a agenda de viagens de Dilma, que promete retornar o trabalho com carga total na próxima semana. Os despachos voltam a ser feitos no Palácio do Planalto e a atenção do governo deve se voltar para a crise envolvendo o ministro Palocci e para os arremates finais do lançamento do programa “Brasil sem Miséria”, que deve acontecer no início de junho.

Em Salvador, a presidente só participa da missa, que começa às cinco da tarde, e retorna a Brasília. Foi o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, quem trabalhou nos bastidores para levar Dilma à cerimônia. Ele endossou o convite feito pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, para que a presidente participasse do evento.

Outras viagens – A ida ao Rio de Janeiro para a inauguração da plataforma P-56 de extração de petróleo no estaleiro de Brasfels, em Angra dos Reis, antes prevista para esta sexta-feira (20) e adiada para a próxima semana (27), deve ser remarcada para coincidir com a agenda do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

A visita de Dilma ao Uruguai, inicialmente agendada para o dia 23, ficou para o dia 30.


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Samba do baiano de Santo Amaro da Purificação,Assis Valente (famoso na interpretação clássica der Carmem Miranda) regravado por Paula Toller – “a Paulinha do Kid Abelha” – como diz Chico Buarque, em 2008 “DVD Nosso”. Sugestão da jornalista Maria Olívia. Confira.

(VHS)

DEU NA FOLHA DE S. PAULO ( REPRODUZIDO DO SITE DE CHICO BRUNO)

Matheus Magenta / Folha de S.Paulo

A juíza Maria de Lourdes Araújo, da 10ª Vara Civil da Bahia, marcou para o dia 14 de julho a audiência de conciliação entre membros das famílias Odebrecht e Gradin, que travam uma disputa por ações da empresa controladora do grupo Odebrecht.

Desde o início da disputa judicial entre as famílias, em dezembro do ano passado, essa será a primeira vez em que elas sentarão diante de um juiz pra discutir o litígio acionário.

Na audiência, as famílias poderão decidir por mediação ou arbitragem. Também há a possibilidade de chegar a um acordo.

A disputa começou depois de os Odebrecht (donos de 62,3% das ações da controladora) tentarem exercer o poder de compra das ações da família Gradin, principal acionista minoritária, que detém 20,6% das ações.

Os Odebrecht querem redistribuir para 120 executivos da companhia as ações dos Gradin, avaliadas em aproximadamente R$ 2,5 bilhões, num plano de incentivo de longo prazo.

O exercício de compra está previsto no acordo de acionistas, mas os membros da família Gradin rejeitaram a venda de suas ações e foram à Justiça pedir a instauração de uma arbitragem.

A audiência de conciliação já tinha sido marcada inicialmente para fevereiro passado, mas foi suspensa após um recurso dos membros da família Odebrecht.

Procuradas pela reportagem da Folha, as duas famílias não quiseram comentar o assunto.

maio
21
Posted on 21-05-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-05-2011

DEU NO PORTAL PORTUGUÊS TSF

A conversa entre Bento XVI e os astronautas da estação espacial internacional, que inclui a tripulação da nave espacial Endeavor, durou cerca de um quarto de hora. Foi a primeira conversa de um papa com uma tripulação no espaço. No final da conversa, ficou o agradecimento e a tradicional benção.

«Estou muito feliz de ter esta oportunidade extraordinária de poder conversar convosco durante a vossa missão. Neste momento, a humanidade atravessa um período de grande progresso do ponto de vista do conhecimento científico e aplicações tecnológicas», afirmou Bento XVI.

«Vocês são os representantes dessa tecnologia, com a qual levais em frente a capacidade humana e as novas possibilidades do futuro, que tornam melhor a nossa existência de todos os dias. Admiro a vossa coragem e compromisso para o qual vos preparais toda a vida», acrescentou.

Nesta conversa, que foi transmitida ao vivo pela televisão desde a Biblioteca do Vaticano, o Papa Bento XVI disse ainda aos tripulantes da EEI, entre os quais dois italianos, que são fonte de inspiração para muitas pessoas.

«Estais à disposição de toda a humanidade com vossas ações, com as quais procurareis o bem comum», salientou Bento XVI.

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OPINIÃO POLÍTICA

Obama e Palocci

Ivan de Carvalho

Enquanto percorria alguns sítios da Internet para me informar do desastroso discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a concordância que quer de Israel para que retorne “às fronteiras de 1967” como base para a criação de um estado palestino, em certo momento deparei com uma futrica, dessas que nem no Oriente Médio surgem, mas somente no meio político brasileiro.

A futrica dizia que o escândalo detonado por matéria do jornal Folha de S. Paulo sobre o crescimento admirável do patrimônio de Antonio Palocci, durante os quatro anos em que o petista foi deputado federal e ex-ministro da Fazenda, deixara felizes diversos e importantes correligionários seus, animados com o presumido constrangimento ou enfraquecimento político do atual ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.

A futrica chegava ao detalhe de dizer, assim como se isso nada tivesse a ver com o resto da história, que o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, a pessoa mais influente no PT depois de Lula (ainda segundo a futrica), tem andado muito sorridente.

Ora, isso não deve ser verdade, pois Palocci e Dirceu são correligionários, ambos petistas históricos e de elite (elite petista, que isso fique bem claro, pois aqui não se intenta qualquer futrica) e foram colegas de ministério no governo Lula. Na verdade, enquanto ambos estiveram no governo, eram os dois ministros mais influentes e importantes, Dirceu dando as cartas no setor político e Palocci na economia. Depois os dois deixaram o governo, cada qual por seus próprios motivos, que não menciono por desnecessidade, pois a nação bem os conhece, mas não se tem notícia de que hajam brigado.

Além disso, a ânsia nacional pela futrica pode ter levado a um erro de observação ou de interpretação. É que o ex-ministro José Dirceu, para se esconder dentro do Brasil dos olhares indesejados do regime militar, fez uma cirurgia plástica que lhe deu uma fisionomia sorridente, mesmo quando nenhum dente está aparente. Ele é sorridente, não está andando sorridente por aí.

Mas, encerrando esta digressão, passando da pequena à grande política e voltando ao assunto lá do começo, Obama conseguiu eliminar Osama, mas – por métodos totalmente distintos e com intenções opostas, obviamente – fez o trabalho do inimigo vencido. Pois se Obama quer fomentar o desentendimento no Oriente Médio, excluindo as já quase nulas possibilidades de paz entre Israel e os palestinos, com suas organizações apoiadas por alguns Estados belicosos, a exemplo da Síria e do Irã, ele está conseguindo. Osama ficaria entusiasmado com isso.

Israel não admite, em nenhuma hipótese, um acordo pelo qual tenha de voltar às fronteiras anteriores ao conflito árabe-israelense de 1967, conhecido como “a Guerra dos Seis Dias”. Isso implicaria, em primeiro e mais importante lugar, entregar Jerusalém oriental (a antiga Jerusalém). Isso Israel não faz. Até Jesus deu-se ao trabalho de avisar (ao traçar um quadro de guerra sem paz ali, no Final dos Tempos, que “Jerusalém será a pedra pesada”, vale dizer, aquela que não se conseguirá remover para chegar à paz).

Israel, que declara Jerusalém sua capital “eterna e indivisível”, também insiste em “fronteiras seguras”, o que implica em preservar assentamentos judeus na Cisjordânia (que biblicamente eram Judéia e Samaria) e acertar a situação nas colinas do Golan, estratégicas em relação a um eventual ataque da agressiva (até hoje) Síria.
O discurso de Obama alterou o quadro de um modo que deixou Israel sem alternativa – tem que dizer não. E isso é o avesso de qualquer acordo.

maio
21
Posted on 21-05-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 21-05-2011

A carga radioativa, que há cinco dias estava retida na Policia Militar em Guanambi, na Bahia, chegou finalmente à unidade minero-industrial de urânio, em Caetité, depois que a população impediu a passagem do comboio radioativo para as instalações da Industrias Nucleares do Brasil (INB), no distrito de Maniaçu, na noite de domingo passado.

A carga permanecerá lacrada, “até que sejam satisfeitos todos os requisitos de segurança dos trabalhadores da INB e do meio ambiente e após concluídos os trabalhos do IBAMA e da CNEN, com o acompanhamento desta Comissão Institucional Provisória”, segundo o acordo assinado entre as partes envolvidas no impasse.

Na reunião ontem da Comissão Institucional Provisória, a Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité protocolou o oficio com reinvidicações da sociedade civil.

( Com informações da jornalista Zoraide Villasboas )

maio
21
Posted on 21-05-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 21-05-2011


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Cau Gomez, hoje,no jornal A Tarde (BA)

Strauss-Kahn, preso em Nova Iorque e…

… Abdelmassih, foragido da polícia e da lei

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ARTIGO DA SEMANA

Strauss-Kahn e Abdelmassih: a diferença

Vitor Hugo Soares

“Vamos recordar”, como dizia Pacheco Filho, nobre e querido animador de rádio de um dos programas de maior audiência nas tardes baianas dos anos 60. Sucesso retomado por Pacheco décadas depois nas tardes de domingo na Radio Metrópole (a convite de Mário Kertész), até a morte que calou uma das vozes e nomes mais marcantes da história radiofônica da Bahia e do País.

Em Nova Iorque, há exatamente uma semana, o francês Dominique Strauss-Kahn, chefe do FMI e um dos homens mais poderosos do planeta, foi detido dentro de um avião no Aeroporto John F. Kennedy. Já estava instalado na poltrona de Primeira Classe do aparelho da Air France que se preparava para voar até Paris, no continente europeu, do outro lado do Atlântico e, provavelmente, fora do alcance do braço da polícia e, principalmente, da justiça americana.

O que se veria a seguir, em vertiginosa e espantosa sucessão de fatos e imagens de uma das mais espetaculares coberturas de mídia já realizadas nos Estados Unidos e na França – mas também no resto do mundo, incluindo o Brasil -, é algo incomum. Mesmo nos filmes e romances de ação, suspense e aventura mais extraordinários.

Acusado de violentar uma camareira de luxuoso hotel novaiorquino, o homem mais temido dos países em crise financeira em busca de bóia de salvação – Portugal e Grécia, por exemplo – recebeu voz de prisão. Algemado, o político do Partido Socialista da França – nome preferencial das pesquisas para a sucessão de Sarkozy na eleição presidencial do ano que vem – foi retirado do avião e apresentado a uma juíza, que o mandou para a cadeia, diante de indícios robustos apresentados pela polícia.

Mas o salto do diretor do FMI do paraíso para o inferno estava apenas começando. Strauss-Kahn, que deveria participar na segunda-feira de uma reunião em Bruxelas, com ministros da União Europeia (UE), sobre a possível reestruturação da dívida grega, foi mandado pela juíza para o presídio de Rikers Islanda, não antes de ter sido formalmente acusado de sete crimes de caráter sexual.

Se condenado pela rígida e implacável lei americana em casos do tipo, o agora ex-diretor do FMI poderá ficar mais de 70 anos na prisão, se tiver tempo de vida suficiente para isso, obviamente. Quinta-feira, um dia antes do previsto, a justiça formalizou a acusação contra Dominique, para que ele responda nos Estados Unidos pelos crimes que lhe são imputados. Mas, mediante pagamento de fiança, milionária, permitiu que ele responda em liberdade. Com um policial permanentemente de plantão na porta do apartamento onde ficará em NY, além de um dispositivo eletrônico amarrado no calcanhar, para que possa ser localizado em caso de tentativa de fuga.

Mesmo com a polícia e a justiça fazendo tão rápido a sua parte, ainda é cedo para o desfecho do caso com tudo para virar em um dos mais rumorosos confrontos judiciais deste século em curso, além de desnudante e implacável embate de mídia, envolvendo veículos de comunicação norte-americanos e franceses.

Agora, trocando de caso, mas sem sair do assunto, uma pausa para rápido olhar e reflexão sobre o Brasil.

Em São Paulo, mais importante capital brasileira, vigoroso tambor de ressonância política, financeira e social do país – para o bem e para o mal – o médico Roger Abdelmassih foi preso pela primeira vez em 17 de agosto de 2009, acusado de ataques sexuais a 57 mulheres, pacientes internadas em sua clínica, uma das mais badaladas e caras na área de reprodução humana.

Em um dos maiores escândalos da medicina, da mídia e da justiça, o médico teve prisão preventiva decretada depois que as vítimas afirmaram ter sofrido ataques sexuais durante consultas. Os crimes haviam sido denunciados pela primeira vez ao Ministério Público em abril de 2008, por uma ex-funcionária do médico.

Poupo os leitores de detalhes escabrosos do caso, porque o relevante aqui é lembrar que em agosto de 2008 – três meses depois -, Abdelmassih foi intimado pelo Ministério Público a depor, mas não compareceu, e, a partir daí, o caminho da impunidade, ao contrário do que acontece agora com Strauss-Kahn, foi sendo alargado com o passar do tempo.

Resumo: Julgado e condenado, à revelia, a 278 anos de prisão por crimes sexuais, o médico está foragido da Justiça desde janeiro deste ano. Abdelmassih é acusado agora de crimes ainda mais terríveis: ter gerado bebês com espermatozóides de outros homens e de ter vendido óvulos de outras mulheres a pacientes que queriam engravidar. E segue a roda brasileira, com o tempo a serviço do crime e da impunidade.

Para concluir o texto sobre histórias exemplares no Brasil e nos Estados Unidos, um comentário postado no Bahia em Pauta (blog que edito em Salvador) pela jornalista baiana Rosene Santana, que levou três anos estudando em Harvard e conhece como poucas a realidade de lá e de cá:

“Por trás da notícia (da prisão do diretor do FMI), um detalhe que não pode escapar. Camareira de origem africana denuncia um figurão por estupro e a polícia tira o figurão de dentro de um vôo da Air France. Só mesmo nos EUA. Imaginem uma cena dessas em hotel de luxo em Salvador… A camareira, seguramente, seria chamada de prostituta, a polícia a ameaçaria, a acusaria de fraude e o figurão estaria em Paris posando de civilizado. Em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Argentina, Uruguai, Chile etc e etc, abaixo do Golfo do México a coisa não seria diferente. Até quando?”, pergunta Rosane.

Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor-soares1@terra.com.br

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