Pérsio Arida virou banqueiro..

…Como Lara Rezende, segundo Casa Civil
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DEU NO PORTAL TERRA

Luciana Cobucci

Direto de Brasília

A Casa Civil enviou, nesta terça-feira, uma nota às lideranças partidárias da Câmara e do Senado em que explica a evolução patrimonial do ministro da pasta, Antonio Palocci. O documento alega que o titular da pasta não foi o único a se multiplicar seu patrimônio enquanto exercia cargo público, citando os ex-ministros da Fazenda Maílson da Nóbrega e Pedro Malan. A nota afirma, ainda, que não há impedimento legal para que um detentor de cargo público exerça atividade empresarial.
“No mercado de capitais e em outros setores, a passagem por Ministério da Fazenda, BNDES ou Banco Central proporciona uma experiência única que dá enorme valor a estes profissionais mo mercado. Não por outra razão, muitos se tornaram em poucos anos, banqueiros como os ex. Pres. do BACEN e BNDES Pérsio Arida e André Lara Rezende, diretores de instituições financeiras como o ex-ministro Pedro Malan ou consultores de prestígio como ex-ministro Mailson da Nóbrega”, diz.
De acordo com a nota, o ministro prestou todas as informações devidas à Receita Federal e recolheu todos os impostos sobre a remuneração obtida com os serviços prestados. A Casa Civil alega, ainda, que a matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo relatando a evolução patrimonial do ministro em 20 vezes em quatro anos não traz qualquer “indício de irregularidade na conduta do ministro Palocci nem na atuação da empresa Projeto”.
A empresa foi aberta em 2006 para prestação de consultoria econômica e dois dias antes da posse do ministro teve o objeto social modificado para “vedar qualquer prestação de serviço que implique conflito de interesse com o exercício do cargo público”. O documento diz, ainda, que “hoje, a empresa tem como única finalidade a administração de seus dois imóveis em São Paulo”. De acordo com a nota, Palocci não mora num desses imóveis, uma casa de R$ 6,6 milhões.

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Artigo publicado na edição impressa desta terça-feira (17) do jornal Folha de S. Paulo:

JANIO DE FREITAS

As lavanderias

AS LAVANDERIAS que dão maiores lucros não lavam roupas nem outros tecidos. Lavam dinheiro. E não usam o nome de lavanderia. Chamam-se consultorias. Assim como as lavanderias verdadeiras não são consultorias, nem todas as consultorias são lavanderias. Há razões mesmo para acreditar que a maioria não o seja, à parte o grau de competência de cada uma.

Contraventores, traficantes, contrabandistas e congêneres adotam sistemas próprios de lavagem. Consultorias são preferidas e muito eficazes para quem precisa lavar dinheiro recebido de modo ilícito no exercício de função pública. Aquele dinheiro que não pode aparecer de repente sem maiores riscos.

Alguns, em verdade poucos, desfrutam de circunstâncias que lhes permitem fazer grandes investimentos, sem problemas, em fazendas, imóveis aqui e no exterior, saiam ou não da vida pública. Outros, menos notórios, desaparecem para sua nova vida de bem forrados. Solução que, por acaso ou não, foi muito praticada em certos setores, como o da regulagem de preços então existente, áreas da Fazenda e de obras. Mas os que não têm cobertura bastante e não podem sumir têm o recurso de consultorias. As quais, com frequência, até lhes mantêm ou conferem prestígio, proporcionado pelos jornalistas que os procuram para a palpitagem incessante. E, para não perder tempo, utilitária também.

As modalidades de lavagem são variadas. Digamos, para exemplificar com uma delas, que alguém em função ministerial receba um alto valor, ou se torne credor dele, por determinada medida (apresentada, é claro, para efeitos governamentais e públicos, sob a conveniente roupagem técnica). Não fará uso imediato dos novos cifrões, por impedimentos óbvios. De volta à vida dos quase comuns, porém, a operação é simples.

Um recibo não depende da existência de um pagamento. É o que lavagem sabe e faz: um pagamento fictício por uma empresa, ou uma entidade, e um recibo dado por prestação de consultoria que não houve. O dinheiro ilícito, vindo lá de trás às escondidas, passa a integrar o patrimônio do corrompido como se fosse pagamento por um serviço recente. Está limpo para todos os efeitos legais. E a empresa ou a entidade tem a vantagem de deslocar, da contabilidade real para o caixa dois de usos não declarados, a quantia que aparentemente saiu como pagamento de um serviço de consultoria.

Na mesma modalidade, há também a entrega de um serviço, o mais comum é uma publicação ou um “estudo técnico”, pago pela empresa por um alto valor, seja para repetir o mesmo truque, seja para quitar o crédito ilícito do serviço prestado na função pública. Com a ressalva, apesar de desnecessária, de que nem toda publicação e “estudo técnico” para empresa cumpra esse papel.

A bem da verdade, como diziam no tempo em que tais práticas e suas variantes eram raras, é que seu uso não é exclusividade do âmbito administrativo ou do político. O Conselho Nacional de Justiça tem adotado providências contra casos semelhantes no Judiciário. Antes dele, o ex-juiz Lalau dos Santos Netto deixou outra ilustração, quando pôs sua lavanderia no exterior certo de que o remanescente do SNI ainda lhe daria proteção, e não abandono ingrato.

Dizem até que também uma atividade muito protegida por si mesma, chamada imprensa ou jornalismo, tem exemplos na matéria.

Miniaturas

João: cidade travada, prefeito sem rumo

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DEU NO VALOR ECONÔMICO

Vandson Lima | De Salvador

A Prefeitura de Salvador está travada. Com uma dívida de R$ 131 milhões junto ao INSS, rombos consecutivos em suas contas e uma delicada conjuntura política, que promove uma frenética dança das cadeiras no secretariado local, não consegue apresentar projetos ou oferecer qualquer contrapartida para firmar convênios com o governo federal. Além disso, está inscrita no Cadastro Único de Convênio (Cauc), que indica os municípios impedidos de receber recursos federais. Tais fatores impedem a chegada de R$ 160 milhões empenhados pela União ao município. Com as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas local (TCM), com que trava uma guerra judicial, o prefeito João Henrique (PP) convive ainda com a ameaça de cassação de seus direitos políticos pelos próximos oito anos.

Em sua terceira sigla desde que assumiu a prefeitura, em 2004, João Henrique já teve no primeiro escalão de seu governo PSDB, PT e PMDB, que hoje advogam a condição de seus opositores. “João Henrique traiu miseravelmente todos os que estiveram com ele”, diz Geddel Vieira Lima (PMDB), vice-presidente da Caixa Econômica Federal e terceiro colocado na eleição para governador da Bahia. Cada nova vestimenta partidária do prefeito provoca mudanças no quadro de secretários. Nem a prefeitura sabe informar quantos nomes já passaram pelo governo – especula-se em torno de 60. No início do ano, 6 dos 11 secretários foram trocados. Em seis anos, foram quatro chefes de Fazenda, sem contar os provisórios. Na Saúde, três secretários em oito meses.

Aprovadas com ressalvas por quatro anos consecutivos, as contas da prefeitura de 2009 foram rejeitadas pelo TCM. Em seu relatório, o tribunal afirma que o governo soteropolitano investiu menos do que manda a lei em Educação, gastou mais de R$ 4 milhões em multas por atrasos em pagamentos e aumentou a dívida do município, que saltou de R$ 1,5 bilhão em 2009 para R$ 1,8 bilhão em 2010, segundo a Secretaria da Fazenda de Salvador. Embora abaixo do limite de 120% da receita, estabelecido pela resolução do Senado, a dívida cresceu 43,38% em relação a 2008, segundo o TCM.

Nos dois últimos anos Salvador fechou as contas no vermelho, com déficits de R$ 217 milhões em 2009 e de R$ 276 milhões em 2010. Por meio de uma liminar, o prefeito conseguiu impedir, por ora, que o parecer do TCM chegue à Câmara dos Vereadores. Resolvido o imbróglio jurídico, se os vereadores corroborarem a avaliação do TCM, João Henrique se tornará inelegível até 2020.

A situação de descontrole fiscal levou a prefeitura a adotar, em janeiro, um contingenciamento, de R$ 600 milhões no orçamento de 2011, do qual só ficaram livres as Pastas de Educação e Saúde. O quadro de terceirizados foi diminuído em 3406 funcionários. “Criamos uma coordenadoria para fiscalizar os grandes contribuintes, que são cerca de 400 e responsáveis por 70% da arrecadação”, diz o secretário de Fazenda, Joaquim Bahia.

Na tentativa de liberar os recursos destinados pelo governo federal para Salvador, o prefeito, por meio da Procuradoria-Geral do Município, ingressou com um pedido de liminar para excluir a prefeitura do Cauc, que é mantido pelo Tesouro Nacional. Alega que a maior parte dos débitos remete às gestões anteriores, que desde abril de 1977 contribuem com o histórico de inadimplência. A parte que cabe a João Henrique, segundo sua assessoria técnica, seria de pouco mais de R$ 130.

O serviço de recolhimento de lixo nas praias e na periferia é motivo de reclamação constante. A vereadora Marta Costa (PT) diz que até na igreja os parlamentares são cobrados a respeito: “Fui a uma celebração na paróquia Senhor da Paz e três pessoas pediram para utilizar o microfone, todas para reclamar da coleta. Diziam “vereadora, vamos continuar vivendo no lixo?””

O trânsito deixou de ter hora e local para ocorrer, em uma cidade cuja frota de automóveis aumentou 44,8% nos últimos quatro anos. As vias estão saturadas. Na semana passada, a quebra de duas sinaleiras, somada a uma paralisação parcial da frota de ônibus, no início da manhã, travou a cidade. A construção do metrô se arrasta desde 1999. Já passou por diversas mudanças no projeto que, dividido em duas fases de seis quilômetros cada, tem a entrega de seu primeiro trecho prevista para o fim deste ano. “É o menor metrô do mundo. E o primeiro trecho liga nada a coisa alguma”, afirma o vereador Paulo Câmara (PSDB).

Cerca de R$ 700 milhões já foram gastos nas obras – a previsão inicial era de R$ 325 a R$ 380 milhões para 12 km de metrô. Em entrevista recente ao jornal “Tribuna da Bahia”, o prefeito se recusou a garantir uma data de inauguração: “Quando se trata de metrô de Salvador, eu me recuso a falar de prazos (…). Existem obstáculos e desafios que se apresentaram ao longo desses 11 anos que ninguém imaginava, a ponto de o assunto virar motivo de deboche e de gozação”, observou.

Já sobre o modal de transporte a ser adotado em curto prazo, com vistas à Copa de 2014 – Salvador é uma das cidades-sede -, o prefeito não tergiversa. É defensor da adoção do Bus Rapid Transit (BRT), constituído de ônibus articulados, em detrimento dos Veículos Leves sobre Trilhos (VLT).

A União fará o repasse de R$ 571 milhões para a instalação do modal. O colega de partido e ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), é outro defensor do modelo. A reportagem do Valor solicitou entrevista com o prefeito, sem sucesso.
de acordos salariais e de carreira de 2009 e 2010

Leia reportagem completa sobre Salvador travada no jornal Valor Econômico de hoje (17/5)

Dominic preso em NY: complô?

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DEU NO IG

A divulgação no site de microblogging Twitter da notícia da prisão do diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, por um jovem francês ligado ao partido do governo do país, alimentou a tese de que o escândalo teria sido parte de um complô contra Strauss-Kahn, favorito nas pesquisas para as eleições presidenciais de 2012.

Jonathan Pinet, 24 anos, estudante no renomado Instituto de Ciências Políticas de Paris e jovem militante do partido UMP, do presidente francês, Nicolas Sarkozy, noticiou na capital francesa a prisão de Strauss-Kahn em Nova York somente 14 minutos após ele ser detido, antes mesmo de a imprensa americana divulgar o caso.

No Twitter, Pinet afirma que “um amigo nos Estados Unidos acaba de me informar que DSK (como Strauss-Kahn é chamado na França) teria sido preso pela polícia há uma hora em um hotel em Nova York”.

Pinet se enganou apenas sobre o local em que DSK foi efetivamente detido – a bordo de um avião da Air France prestes a decolar para Paris.

“O fato de eu que seja militante do UMP não tem nada a ver com essa história. Fiquei a par da informação pelo fruto do acaso”, diz Pinet, que publicou em seu blog uma nota “para pôr fim aos rumores grotescos” de que ele estaria ligado a um suposto complô contra DSK.

Pinet afirma ter recebido a notícia “de um amigo que conhece alguém que trabalha no hotel Sofitel” em Nova York.

Segundo o jornal Le Monde, essa terceira pessoa, que teria dado a notícia da prisão ao amigo de Pinet, trabalharia no restaurante do hotel.

Outro fato curioso, segundo a imprensa francesa, é que a primeira pessoa a responder à mensagem de Pinet no Twitter foi Arnaud Dassier, responsável pela campanha de Sarkozy na internet para as eleições presidenciais de 2007.

“Estava assistindo à TV no sábado à noite (em Paris) e navegando no Twitter. Perguntei a Pinet se a informação (sobre a prisão) era confirmada. Ele respondeu que sim e passei a notícia adiante”, afirmou Dassier em uma entrevista ao jornal Le Parisien.

“Isso só prova que eu utilizo o Twitter rapidamente e me interesso pela política, mais nada”, afirma.

‘Esquerda-caviar’

Dassier também é redator-chefe do site Atlântico, ligado à direita francesa. Essa página é acusada por partidários de Strauss-Kahn de estar por trás da divulgação das fotos, na semana passada, do diretor-geral do FMI circulando por Paris em um modelo de alto luxo de um carro Porsche.

A notícia sobre o carro foi amplamente veiculada pela imprensa francesa provocando debates sobre o estilo de vida do socialista, que também usaria ternos que custam US$ 35 mil.

Rapidamente, surgiram comentários associando Strauss-Kahn à “esquerda-caviar”, expressão utilizada na França para definir membros da esquerda com alto nível de vida e que estariam distantes dos problemas da população.

Até o início do escândalo, o chefe do FMI liderava todas as pesquisas de opinião sobre as eleições presidenciais de 2012, embora não tenha se declarado oficialmente candidato às primárias do Partido Socialista.

A inesperada prisão de Strauss-Khan neste momento fomentou, tanto entre simpatizantes da esquerda como também da direita, uma onda de teorias sobre um complô contra o favorito nas sondagens.


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JUIZO FINAL

Nelson Cavaquinho

O sol….há de brilhar mais uma vez
A luz….há de chegar nos corações
O mal….será queimada a semente
O amor…será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer
O amor…será eterno novamente
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Grande Nelson Cavaquinho!!!
Tomara que um dia seja assim, como no seu samba antológigico.
Mas, pelo que se vê ultimamente, é preciso reconhecer: Está ficando cada dia mais difícil do bem vencer o mal. Não?

(Vitor Hugo Soares)


Schwarzenegger: “Peço perdão a Maria”/DN
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Poucos dias depois do anúncio da separação de Arnold Schwarzenegger e Maria Shriver, um escândalo paira sob o agora ex-casal. Segundo revelam hoje os jornais Washington Post e o Los Angeles Times, o ex-governador da Califórnia teve um filho com a sua empregada doméstica, há dez anos.

Os jornais norte-americanos avançam que essa teria sido a razão da separação, depois de 25 anos de casamento. As publicações acrescentam, ainda, que Maria Shriver estaria farta das infidelidades do ator e político.

Face à informação divulgada, o eterno Exterminador já se desculpou. “Pouco depois de deixar o cargo de governador, confessei à minha esposta esta situação. Compreendo que a minha família e amigos fiquem tristes. Não tenho desculpa e sou responsável pelos danos causados. Peço perdão à Maria, aos meus filhos e família. Sinto muito”, declarou o ator em comunicado. Maria Shriver já frisou que não vai comentar este caso.

Por descobrir fica apenas a identidade do filho de Schwarzenegger, não se sabendo sequer o seu sexo, idade, nome ou paradeiro.

(Informações do jornal português Diário de Notícias)

Na coluna RADAR, assinada pelo jornalista Leuro Jardim, a revista VEJA publica na edição desta semana:

MUITOS MILHÕES A MAIS

A australiana Mirabela, que está investindo 800 milhões de dólares na Bahia numa das maiores minas de níquel sulfetado do mundo, acaba de descobrir que as reservas baianas são de 570 000 toneladas. Ou 11% maiores do que se supunha. Não é pouca coisa. Para se ter uma ideia, enquanto a tonelada do minério de ferro sai por 160 dólares, a de níquel sulfetado ( que serve de base para a fabricação de aço inoxidável) é vendida por 26 000 dólares.


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OPINIÃO POLÍTICA

Pensamento negativo

Ivan de Carvalho

O senador Pedro Simon, do PMDB do Rio Grande do Sul e, em que pese seu histórico de seriedade política, o mais falastrão e histriônico integrante do Senado Federal (não estou contando com o senador Suplicy, porque ele é “hors concours” e nem com sua ex-mulher, Marta, porque ela ainda não teve tempo de dizer no Senado coisas espantosas como algumas que disse fora), censurou ontem o vice-presidente da República, Michel Temer, ex-presidente do PMDB e da Câmara dos Deputados, por haver supostamente falado o que não devia.

O que Temer falou? Ele apenas disse, no começo do mês, que vê “dificuldades” para a aprovação da reforma política neste ano pelo Congresso Nacional. A reforma política é tema recorrente e ultimamente permanente na política nacional. Quase todo mundo diz que a deseja, mas todo mundo está em desacordo quanto ao que ela deve ser – ou pelo menos quanto a seus pontos mais essenciais.

Para maior clareza, uma reforma política de verdade não é um abacaxi. É algo muito mais espinhoso para os políticos, os partidos e o Congresso, principalmente para a Câmara dos Deputados. E isto por uma razão fácil de entender – é pelo sistema político vigente que foram construídos os partidos, eleitos os deputados e senadores, constituída a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Então, como imaginar que não existam imensas dificuldades para que partidos, deputados e senadores cheguem a um consenso ou pelo menos a uma sólida maioria capaz de reformar para valer o sistema político que os serve? Está correto e é até moderado, portanto, o vice-presidente Michel Temer ao comentar que vê “dificuldades” para a tramitação da reforma este ano no Congresso. Ele é realista.

Mas é que o senador Pedro Simon acredita (eu também acredito, gostaria de praticar mais) no poder do pensamento positivo. E, consequentemente, da palavra. Daí, ensina que seria melhor se Temer “tivesse ficado calado” e completa: “O triste é a falta de otimismo”, disse Pedro Simon ontem no plenário do Senado: “O vice-presidente da República já disse que acredita ser muito difícil fazer as reformas neste ano. Eu acho que sua excelência poderia muito bem ter ficado calado ao invés de dar essa afirmativa. Nós todos sabemos que, se a reforma política não sair neste ano, ela não sai mais”.

Isso é verdade. Em cada cem políticos, cem estão convencidos de que, se a reforma política não for feita este ano (e nenhum de cada cem está imaginando uma reforma profunda, mas uma reforma superficial e pontual, sendo que uma grande parte imagina alguns pontos realmente repugnantes, como o voto em lista e o financiamento público das campanhas eleitorais), ela não acontecerá mais durante a atual Legislatura, que termina em 31 de janeiro de 2015.

Mas, voltando ao senador Simon, qual será a razão que o faz defender tão acaloradamente o otimismo, “o poder do pensamento positivo” – título de um dos primeiros livros que li sobre o poder da mente – e a exorcizar o pessimismo realista de Michel Temer?

É que, ao acreditar na força do pensamento positivo, Simon tem que admitir a força igual e contrária que a física – caso já houvesse feito a escalada à esfera mental – identificaria no pensamento negativo. Quer dizer, vendo e apregoando dificuldades, Temer, mesmo sem querer (e quem sabe se ele não quer?) já estaria jogando areia no brinquedo, perdão, na tal reforma.

E Simon fica aflito.

maio
17
Posted on 17-05-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 17-05-2011


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Aroeira, no jornal O DIA (RJ)

DEU NO IG

O Escritório de Investigações e Análises da França (BEA, na sigla em francês) declarou à BBC Brasil estar ”chocado” com o que chamou de ”informações sensacionalistas e não confirmadas” publicadas pelo jornal Le Figaro, dizendo que as análises das caixas-pretas do avião indicam que o acidente com o voo 447 da Air France teria sido causado por erros dos pilotos.

“Nós nem começamos a analisar os dados das caixas-pretas do avião. Essas informações (dados das caixas-pretas) serão cruzadas com a perícia das peças resgatadas do avião e outros elementos e esse processo todo vai durar meses”, disse à BBC Brasil a porta-voz do BEA, Martine Del Bono.

“Temos, em uma das caixas-pretas, 1,3 mil parâmetros técnicos do voo para estudar, que serão cruzados com as duas horas de gravações das conversas dos pilotos e dos sons da cabine da outra caixa-preta, além da análise das peças que será realizada”, diz a porta-voz.

Em artigo intitulado “A pista do erro da tripulação se confirma”, publicado em seu site nesta terça-feira, o Le Figaro afirma deter informações sobre a análise das caixas-pretas “dadas a conta-gotas” por investigadores do BEA e por fontes do governo francês.

Segundo o jornal, primeiros elementos das caixas-pretas indicam “para os investigadores que teria havido um erro da tripulação da Air France”, e “isentam a Airbus de responsabilidade na tragédia que matou 228 pessoas”.

“É insensato dizer que em apenas 24 horas após ter recuperado os dados das caixas-pretas os investigadores já teriam as conclusões das causas do acidente. Isso é desonesto e é irresponsável em relação às famílias das vítimas”, afirma Del Bono.

Leia reportagem completa no IG

www.ig.com.br

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