DEU EM O GLOBO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma “palestra-surpresa” hoje pela manhã em um encontro de lideranças de executivos da cervejaria AmBev. O evento aconteceu em um resort na Costa do Sauípe, na Bahia, e não foi divulgado à imprensa para evitar estragar a surpresa. Lula tem atuado como palestrante para empresas privadas, com “cachê” estimado em cerca de R$ 200 mil.

Hoje à noite, de volta a São Paulo, Lula deverá receber o prêmio João Ferrador, concedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A homenagem, concedido pelo trabalho realizado nos seus dois mandatos, premia personalidades que tiveram destaque nos campos da cidadania, direitos humanos, justiça e democracia.

“O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez hoje de manhã uma palestra no Congresso Nacional de Lideranças da Ambev, na Costa do Sauípe. O encontro, que reúne os principais executivos da empresa para discutir o tema da liderança, teve no ex-presidente o seu convidado especial, pela sua trajetória reconhecida de liderança social e política na sociedade brasileira. A palestra foi uma surpresa para os participantes, por isso a ida do ex-presidente ao evento não foi divulgada para a imprensa anteriormente”, informou a assessoria de imprensa de Lula.

Leia mais sobre o assunto em O Globo


Battisti preso no Brasil: polêmica retorna
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O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou parecer sugerindo que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não aceitem a reclamação apresentada no ano passado pelo governo da Itália, alegando que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria descumprindo decisão da Corte ao não extraditar Cesare Battisti.

No documento, Gurgel diz que a decisão do Supremo, que autorizou a extradição do ex-ativista, preso no Brasil desde 2007, não vinculou o presidente da República. Por isso não haveria ilegalidade no fato de Lula manter o italiano no Brasil. “O requisito primordial para a propositura de reclamação é o descumprimento de decisão emanada do Supremo Tribunal Federal. Se, como visto, a decisão da Corte não vinculou o Presidente da República, nada havia para ser afrontado”.

O procurador ainda alega que a decisão do ex-presidente representa um ato soberano da República brasileira e não poderia ser revertido dentro do próprio Estado. “Portanto, sendo a decisão que negou a extradição de Cesare Battisti ato soberano da República Federativa do Brasil, a tentativa por parte da República Italiana de revertê-la, dentro do próprio Estado brasileiro, seria afrontosa à soberania nacional.”

No parecer, Gurgel também argumenta que o princípio da autodeterminação dos povos e a não intervenção de um Estado em assuntos internos do outro justificam o desconhecimento ou negativa da reclamação apresentada pelo governo italiano.

“A despeito da seriedade das imputações aduzidas, o ato praticado pelo Brasil, considerado pela reclamante como ilícito interno e internacional, não pode ser submetido pela República da Itália ao crivo do Supremo Tribunal Federal por força das infrações aos princípios internacionais da soberania, autodeterminação dos povos e não intervenção de um Estado em assuntos internos de outro (…) Assim, a Procuradoria Geral da República, preliminarmente, manifesta-se pelo não conhecimento da Reclamação.”

(DEU NO IG)


Amanhã, terça-feira, 17, completa uma semana da partida de Miltinho Carvalho. A pedido de seus muitos amigos e camaradas de lutas democráticas e boemia na Bahia – quase todos só souberam de sua morte dias depois da cremação do corpo – Bahia em Pauta reproduz o texto de tributo a este baiano que fez história, publicada semana passada. (VHS)

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Morreu na terça-feira, 10, Milton Carvalho Silva, o Miltinho, como quase todos os seus amigos e camaradas o chamavam. 82 anos de idade e uma larga história de resistência política e de grandes combates baianos, nacionais e internacionais.

Partiu assim um camarada dos melhores, ser de bem com a vida até ser vencido pela insidiosa leucemia que o levou esta semana sem permitir nem avisar a tantos amigos (como este editor do BP), que gostavam dele, bebiam literalmente suas lições e o admiravam.

Militante da vida e das melhores causas sociais e políticas, dentro e fora da Bahia e do país. Mas, igualmente, um ser humano raríssimo. Miltinho reunia, em uma figura, seriedade, coragem moral e bom humor, associados a uma invejável bagagem cultural.

Sobrevivente da clandestinidade e das torturas nos quarteis, mas igualmente um boêmio imbatível, amigo leal e sempre generoso.

Magnífico contador de casos (políticos ou não, pois conhecia como poucos Salvador e a Bahia expostas à luz do dia ou escondidas debaixo dos lençóis).

Os almoços-reuniões periódicos dos quais Miltinho participava, ao lado de antigo companheiros – Othon Jambeiro, José Gorender, Walter Lessa, Guerrinha, Zelito Abreu e tantos outros, nas mesas especialmente reservadas por Antonio Moreira no restaurante Porto Moreira – eram de encher os olhos, corações e mentes dos participantes e de quem rondava por perto. Pena quem não viu nem conheceu Miltinho, pois ele era um dos pedaços dos melhores da Bahia.

Triste Bahia, mais triste ainda sem a sua presença.

(Vitor Hugo Soares)
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A jornalista Maria Olivia Soares, colaboradora do Bahia em Pauta, conversou com o prefessor da UFBA, Othon Jambeiro, que recebeu a notícia do grande amigo Miltinho da vida inteira, quando dirigia seu carro na estrada BR-324 a caminho do interior do estado. Da conversa resultou o texto com resumido perfil de Milton Carvalho, que BP publica a seguir:

O que posso falar de Miltinho, a partir do que Othon Jambeiro contou da estrada:

Milton Carvalho, carinhosamente chamado de Miltinho, nasceu em Paripiranga – ele sempre brincava dizendo ser natural de Parispiranga .
Mesmo sendo um cidadão do mundo, que viveu em Moscou, Praga e Bratislava, não escondia sua grande paixão pela histórica Itapicurú , antiga cidade balneária do sertão da Bahia, fonte de saber, cultura e traquinagens eróticas inesquecíveis da infância, como confessava aos amigos, não raro com visível ar de saudades.

Morreu nesta terça-feira, dia 10 de maio. Seu corpo foi cremado. A seu pedido, o mar vai receber suas cinzas

Miltinho foi aluno de Engenharia da Escola Politecnica da UFBA, mas nunca se formou devido a militancia constante e as “tarefas” que o PCB lhe impunha e ele sempre cumpriu sem queixas, a não ser a partir do momento em que descobriu todo terror e barbárie imposto por Stalin.

Foi presidente da União dos Estudantes da Bahia – UEB, integrante da UNE e representante da entidade na União Internacional dos Estudantes – UIE, período em que viveu em Praga .

Militante do PCB por longo período, trabalhou na Petrobras, com o golpe de 64 perdeu emprego, foi preso, muito torturado – a ponto de precisar ficar retido no Hospital do Exército com pneumonia braba, devido torturas na água.

Solto, exilou-se em Paris, onde conviveu com os exiliados nas articulações da resistência democrática à ditadura no Brasil, especialmente ao lado de Waldir Pires e Miguel Arraes. Miltinho trabalhou na Argelia com Miguel Arraes, e foi auxiliar e orientador destacado no governo baiano de Waldir, na área de transportes.

Voltou ao Brasil, mas já não militava mais no PC. Acompanhou de perto a volta da democracia, apoiando pessoas em que acreditava, independentemente de filiação partidária e ideológica.

Homem de enorme fibra moral, grande cultura, leitor voraz, Miltinho morreu desencantado. Estava escrevendo sobre Stalin, sua maior decepção. A cada dia se abatia e sofria mais “com as descobertas sobre este tirano”.

Muitas histórias cercam sua vida de militante e boêmio. Uma que os colegas de Engenharia contam, a do desaparecimento do busto do ex-governador e ex-chanceler Juracy Magalhães, da Escola Politécnica, que ficou escondido por mais de 20 anos…

Grande Miltinho, um pedaço de história baiana que se vai, deixando saudades para sempre.

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COMENTÁRIO

Inácio Gomes
inaciogomes@atarde.com.br
187.90.65.36 12/05/2011 às 21:47

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Após assistir na TV noticiario a respeito de um ucraniano que , aos 91 anos de idade, foi condenado na Alemnaha a cinco anos de prisão pela assassinato de judeus em campo de extermino li a noticia divulgada por Maria Olivia, Othon Jambeiro e Vitor, destacados jornalistas e motivo de orgulho para aqueles como eu os conheceu na luta contra a ditadura ontem e, hoje, pelo competente jornalismo investigativo e de analise politica me entristesse pecreber que na Alemanha, há 66 do termino da guerra ainda se condena criminoso politico, assassino ou não.

No Brasil, o texto dos três jornalistas fazendo justiça a Milton não mereceu um comentarlio de qualquer dos esquerdistas do passado principalmente dos que estão o poder hoje. Apesar de tudo valeu a luta.

Inácio Gomes

( Pedaços de lembranças de Maria Olívia Soares, Othon Jambeiro e Vitor Hugo Soares) .


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BOM DIA!!!

maio
12


Etna cospo fogo em Catânia
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O vulcão Etna, o mais alto e um dos mais activos em toda a Europa, registou uma intensa atividade nas últimas honas. A cinza lançada obrigou ao fecho do aeroporto da Catânia.

Entre as 1:00 e as 5:00 horas desta quinta-feira, um rio de lava e cinzas desceu pela encosta do Etna em direcção à cidade da Catânia, a segunda maior da Sicília e a mais próxima do vulcão.

Foram quatro horas de forte atividade vulcânica que obrigaram ao encerramento do aeroporto. A pista ficou totalmente coberta de cinza, impedindo o movimento de aviões.

A reabertutra do aeroporto da Catânia chegou a estar prevista para as 10:00 horas, mas fortes rajadas de vento impediram que isso acontecesse. Ainda não se sabe a que horas reabre o aeroporto.

Para o início da tarde está marcada uma nova reunião do gabinete de crise que inclui as entidades aeronáuticas, bombeiros e polícia. Só depois se saberá ao certo quando voltam os aviões a aterrar e a descolar do aeroporto da Catânia.

A situação encontra-se calma, mas o Instituto de Geofísica e Vulcanologia da Catânia está a acompanhar todos os movimentos do Etna e já enviou especialistas para o terreno, principalmente para fazer um vôo de helicóptero junto à cratera do vulcão.

(Informações do portal TSF. de Portugal)


Alice Portugal:”na guerra pra valer”
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OPINIÃO POLÍTICA

Está tudo regulado

Ivan de Carvalho

Já em campo como candidata informal, mas oficialmente anunciada, à prefeitura de Salvador, a deputada Alice Portugal escreveu ontem à tarde em seu twuitter que “o PC do B entrou pra valer” na guerra pela sucessão do prefeito João Henrique.

Já que neste país tudo tem que ser regulado, incluindo o período em que as pessoas podem apresentar-se como candidatas e o período em que isso é proibido, por não se tratar do “período eleitoral” que só começa depois da convenção do partido, que tem de ser realizada no estreito período de um mês, a deputado comunista se apresenta como pré-candidata, não como candidata, como seria natural.

Aliás, só para lembrar, nos Estados Unidos, citados sempre como o maior exemplo de democracia do mundo – embora se o critério fosse a população do país a Índia seria a maior, como seria a Inglaterra se a questão fosse tempo de existência e perfeição no exercício do regime – não há limitação alguma de tempo para alguém lançar-se candidato ou algum partido lançar seu candidato.

Recorda-se que Jimmy Carter, ex-governador da Geórgia, passou dois anos viajando pelo país e apertando mãos em campanha declarada – para ser lançado candidato pelo Partido Democrata e para disputar a presidência da República. Foi eleito para suceder a Gerald Ford. Mas, bem, se Carter quisesse e o Partido Democrata concordasse, ele teria sido oficialmente lançado para aquela eleição, que venceu, mesmo antes de Richard Nixon renunciar à presidência e Gerald Ford assumir para completar o mandato.

Os Estados Unidos fizeram uma Constituição após declarar sua independência da Inglaterra e é ela que ainda continua em vigor, tendo incorporado as emendas consideradas necessárias, todas elas de grande relevância. Na Inglaterra, após a Magna Carta, de 1215, um pacto real com os barões e a Igreja, que visou a extinguir o poder absoluto do rei, nada foi feito que se parecesse a uma Constituição. O Direito Positivo é, basicamente, consuetudinário (fundado nos costumes).

Mas no Brasil viciado pelas minuciosas Ordenações da corte portuguesa, no período colonial, cada pa-ta-ti precisa ser regulamentado, sem prejuízo da regulamentação do respectivo pa-ta-tá.

No Direito Eleitoral, a pretexto de assegurar igualdade entre os candidatos, eliminou-se a criatividade, na propaganda e em um monte de outros aspectos, inclusive nas estratégias e táticas, e elaborou-se um detalhadíssimo calendário, tudo levando a crer que o objetivo central não foi a igualdade, mas a supressão de qualquer possibilidade de surpresa. Afinal, houve Jânio, houve Collor, quase aconteciam Roseana e Ciro. Os donos da festa não gostam de penetras.

Mas, voltando a Alice Portugal e seu PC do B, que, parece, estão forçando a entrada na festa sucessória na simpática condição de penetras, mas compenetrados, a candidata (não digo pré-candidata, pois, pelo menos por enquanto, não estou sujeito às Ordenações, salvo quanto à divulgação de resultados de pesquisas eleitorais) diz que tem “intenções sérias de expor opiniões e ideias para refundar Salvador”.

Suponho que na linguagem telegráfica do twitter essa declaração contenha conceitos profundos a serem mais à frente explicitados.

maio
12
Posted on 12-05-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-05-2011


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Sponholz, no Jornal da Manhã (PR)

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