Campus universitário:mapa da mina do PT e PC do B
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OPINIÃO POLÍTICA

Uma lista incompleta

Ivan de Carvalho

Considero uma tarefa inglória, impossível para um repórter, a essa altura dos acontecimentos, compor uma relação completa dos aspirantes ou possíveis candidatos a prefeito de Salvador nas eleições do ano que vem.

E julgo conveniente advertir, para tentar reduzir um pouco a confusão, que há uma diferença, aparentemente sutil, mas bem concreta, entre um aspirante a candidato e um possível candidato.

O aspirante é aquele que tem o desejo e até pode acabar disputando a eleição, mas não dispõe no momento, necessariamente, de instrumentos que lhe dêem a chance de ir até às urnas. Sem embargo, para alguns aspirantes, esses instrumentos podem eventualmente, no período que nos separa das convenções partidárias e, em última análise, do pleito, se tornarem disponíveis. Nem todo “aspirante a candidato” é “possível candidato”.

Já o possível candidato é aquele que, além de aceitar no íntimo a hipótese de ser candidato, tem possibilidades objetivas de concretizar a hipótese e percorrer o longo caminho que, de agora a outubro de 2012, o separa das urnas.

A relação que segue pretende apenas mostrar a maior parte do cenário – do ponto de vista de nomes e partidos – da sucessão do prefeito João Henrique. Escrevi a maior parte do cenário por ser impossível, neste espaço, registrar o cenário completo. Mas nele há um animado remelexo.

Na segunda-feira o PC do B, numa estratégia de sair na frente e ocupar espaços vazios, já que em outros setores políticos a confusão e as indefinições são profundas, anunciou a candidatura da deputada federal Alice Portugal. Pronto, ela está em declarada campanha informal, não há mais ninguém nessa situação. Tratará de fazer disso uma grande vantagem, para efeitos tanto estratégicos quanto táticos.

O PT, tradicional aliado do PC do B, que está zangado com ele no Brasil e de modo especial na Bahia, é a questão seguinte. Aspirante e possível candidato, o deputado federal Nelson Pelegrino encontra resistências no partido. Resistência amorfa, mas facilmente perceptível, reconhecem seus próprios aliados.

Aliás, enquanto o PC do B perdeu muito da grande influência que teve na área universitária e espera que a candidatura antecipada de Alice o ajude a reconquistar sua posição no setor, Pelegrino quis entrar no vazio universitário aberto pelas perdas do PC do B, mas, reconhecem petistas próximos a ele, os resultados da investida são pífios.

Agora vejam os meus pacientes leitores a relação (incompleta) de outros nomes, aspirantes ou possíveis candidatos: deputado João Leão, do PP e chefe da Casa Civil do prefeito João Henrique, atualmente no mesmo partido; deputado ACM Neto, líder do DEM na Câmara dos Deputados ou ex-deputado José Carlos Aleluia, presidente estadual do DEM; deputado Antonio Imbassahy, do PSDB e ex-prefeito da capital; deputado Maurício Trindade, do PR, sempre bem votado em Salvador; Edvaldo Brito, do PTB, ex-prefeito de Salvador, atual vice-prefeito; Fátima Mendonça, do PV.

Claro que aí está faltando o PMDB, que pensava em lançar o deputado Alan Sanches, que, no entanto, pretende mudar-se para o PSD; e provavelmente surgirão candidatos do Psol e outros radicais de oposição

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