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Postado em 05-05-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 05-05-2011 23:38

Toni e o companheiro na parada gay de SP
Deu na revista digital Terra Magazine
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Deu na revista digital Terra Magazine

Ana Cláudia Barros

“Faço questão de ser o primeiro casal homoafetivo a oficializar a relação. Estou muito feliz”, afirma, sem fazer questão de conter a euforia, o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, ao comentar os dez votos favoráveis ao reconhecimento da união estável homoafetiva como unidade familiar, no Supremo Tribunal Federal (STF).

A votação foi unânime, todos os ministros decidiram a favor do reconhecimento dos direitos de casais homossexuais. Com a decisão, o STF equipara a união homossexual estável à relação estável entre homem e mulher, permitindo que direitos e deveres comuns aos casais heterossexuais sejam estendidos aos casais do mesmo sexo. Herança, soma de renda para locação de imóveis, inclusão do parceiro como dependente em planos de saúde ou na previdência, por exemplo, estão entre os direitos que poderão ser desfrutados também por casais gays.

Para o presidente da ABGLT, que acompanha o julgamento em Brasília, o momento é histórico.

– É um marco. Aqui, não estamos estudando a história, estamos fazendo a história. Já estou me sentindo mais cidadão. Ontem, com o voto do relator (ministro Ayres Britto), eu me senti mais brasileiro. O discurso dele foi uma ode à cidadania, ao respeito, à dignidade humana. Quero que os conservadores deste País tenham isso como uma palavra de respeito. Temos que respeitar a todos. As minorias não podem ser massacradas pelas maiorias. Se (Mahatma) Gandhi estivesse nos ouvindo, falaria que uma sociedade deve ser julgada pelo tratamento que dá às minorias. E eu, enquanto minoria, enquanto representante de uma parcela da sociedade, estou muito feliz.

Em tom humorado, Toni conta que na quarta-feira, pediu o companheiro David, com quem vive há mais de duas décadas, em casamento.

– Estou casado há 21 anos com o meu marido. Ontem, eu o pedi em casamento e ele, meu companheiro inglês, aceitou. Ficam falando do príncipe Willian, da Kate, na Inglaterra, mas eu já casei com meu príncipe há 20 anos, mas sem os documentos. Agora, eu e meu companheiro vamos ao cartório.

Sobre o largo placar no Supremo, o presidente da ABGLT admite ter se surpreendido.

– Não esperávamos todos os votos. A cidadania no Brasil ganhou. Ganhou todo mundo. O melhor é que ninguém perdeu. Estamos radiantes – não se cansa de repetir.

Julgamento conjunto

O julgamento conjunto das Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132 começou na tarde de quarta-feira (4). A primeira ação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República em 2009, requisitava o reconhecimento da “união entre pessoas do mesmo sexo, como entidade familiar, desde que atendidos os requisitos exigidos para a constituição da união estável entre homem e mulher”.

A segunda, proposta em 2008 pelo Governo do Rio de Janeiro, tinha como objetivo garantir que funcionários estaduais, com relações homoafetivas estáveis, possam desfrutar de benefícios decorrentes de união estável heterossexual.

Leia reportagem completa em Terra Magazine

http://terramagazine.terra.com.br/interna

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