Toni e o companheiro na parada gay de SP
Deu na revista digital Terra Magazine
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Deu na revista digital Terra Magazine

Ana Cláudia Barros

“Faço questão de ser o primeiro casal homoafetivo a oficializar a relação. Estou muito feliz”, afirma, sem fazer questão de conter a euforia, o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, ao comentar os dez votos favoráveis ao reconhecimento da união estável homoafetiva como unidade familiar, no Supremo Tribunal Federal (STF).

A votação foi unânime, todos os ministros decidiram a favor do reconhecimento dos direitos de casais homossexuais. Com a decisão, o STF equipara a união homossexual estável à relação estável entre homem e mulher, permitindo que direitos e deveres comuns aos casais heterossexuais sejam estendidos aos casais do mesmo sexo. Herança, soma de renda para locação de imóveis, inclusão do parceiro como dependente em planos de saúde ou na previdência, por exemplo, estão entre os direitos que poderão ser desfrutados também por casais gays.

Para o presidente da ABGLT, que acompanha o julgamento em Brasília, o momento é histórico.

– É um marco. Aqui, não estamos estudando a história, estamos fazendo a história. Já estou me sentindo mais cidadão. Ontem, com o voto do relator (ministro Ayres Britto), eu me senti mais brasileiro. O discurso dele foi uma ode à cidadania, ao respeito, à dignidade humana. Quero que os conservadores deste País tenham isso como uma palavra de respeito. Temos que respeitar a todos. As minorias não podem ser massacradas pelas maiorias. Se (Mahatma) Gandhi estivesse nos ouvindo, falaria que uma sociedade deve ser julgada pelo tratamento que dá às minorias. E eu, enquanto minoria, enquanto representante de uma parcela da sociedade, estou muito feliz.

Em tom humorado, Toni conta que na quarta-feira, pediu o companheiro David, com quem vive há mais de duas décadas, em casamento.

– Estou casado há 21 anos com o meu marido. Ontem, eu o pedi em casamento e ele, meu companheiro inglês, aceitou. Ficam falando do príncipe Willian, da Kate, na Inglaterra, mas eu já casei com meu príncipe há 20 anos, mas sem os documentos. Agora, eu e meu companheiro vamos ao cartório.

Sobre o largo placar no Supremo, o presidente da ABGLT admite ter se surpreendido.

– Não esperávamos todos os votos. A cidadania no Brasil ganhou. Ganhou todo mundo. O melhor é que ninguém perdeu. Estamos radiantes – não se cansa de repetir.

Julgamento conjunto

O julgamento conjunto das Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132 começou na tarde de quarta-feira (4). A primeira ação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República em 2009, requisitava o reconhecimento da “união entre pessoas do mesmo sexo, como entidade familiar, desde que atendidos os requisitos exigidos para a constituição da união estável entre homem e mulher”.

A segunda, proposta em 2008 pelo Governo do Rio de Janeiro, tinha como objetivo garantir que funcionários estaduais, com relações homoafetivas estáveis, possam desfrutar de benefícios decorrentes de união estável heterossexual.

Leia reportagem completa em Terra Magazine

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maio
05
Posted on 05-05-2011
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Obama, hoje, no Marco-Zero de Nova Iorque/DN

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Deu no jornal Diário de Notícias (Lisboa)

Com uma simples coroa de flores, o Presidente norte-americano Barack Obama homenageou hoje as vítimas do 11 de Setembro no Ground Zero, em Nova Iorque, onde há quase dez anos o antecessor, George W Bush, prometeu vingança contra os terroristas.

“As pessoas que derrubaram estes edifícios vão ouvir-nos a todos em breve!”, prometeu a 14 de setembro de 2001 o ex-presidente George W. Bush, numa intervenção histórica: vestido informalmente e abraçado a um bombeiro, num monte de destroços das Torres Gémeas.

Quase dez anos depois, a ameaça foi simbolicamente concretizada no passado domingo, com a morte do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, num ataque de forças especiais norte-americanas no Paquistão.

A Casa Branca pensou inicialmente em juntar Bush e Obama na cerimónia de hoje, mas o ex-Presidente recusou o convite, sublinhando a opção de se manter longe dos “holofotes”. Acabou por ser substituído pelo presidente da Câmara na época dos atentados, o republicano Rudy Giuliani.

Para Obama, cuja popularidade disparou depois do anúncio da morte do líder da Al-Qaeda (11 pontos, para 57 por cento de aprovação, segundo a última sondagem New York Times-CBS), a simples e solene cerimónia foi um exercício de contenção, para que não parecesse aproveitamento político.

Mas foram milhares as pessoas que se concentraram em redor do Ground Zero, muitas usando «t-shirts» com a cara do Presidente ou com a de Bin Laden junto com a palavra “morto”. Por dois dólares, era possível comprar «pins» de Obama.


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CULT, o canal privado de TV, acaba de exibir na tarde desta quinta-feira, 5, o filme “Fados”, do consagrado diretor espanhol Carlos Saura. Uma delícia para os ouvidos e um colírio para os olhos.

A apresentação de “Foi na Travessa da Palha” é um dos momentos mais sublimes do filme que, quem ainda não viu, não pode perder. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

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FOI NA TRAVESSA DA PALHA
G. de Oliveira (Fado Britinho)

Foi na Travessa da Palha
Que o meu amante, um canalha
Fez sangrar meu coração
Trazendo ao lado outra amante
Vinha a gingar petulante
Em ar de provocação

Na taberna do Friagem
Entre muita fadistagem
Enfrentei-os sem rancor
Porque a mulher que trazia
Com certeza, não valia
Nem sombra do meu amor

P’ra ver quem tinha mais brio
Cantamos ao desafio
Eu e essa outra qualquer
Deixei-a a perder de vista
Mostrando ser mais fadista
Provando ser mais mulher

Foi uma cena vivida
De muitas da minha vida
Que não se esquecem depois
Só sei que de madrugada
Após a cena acabada
Voltamos para casa os dois

maio
05
Posted on 05-05-2011
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Secretária Hillary Clinton testemunha…

…com angústia, o assassinato de Bin Laden

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DEU NO IG

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse nesta quinta-feira que os 38 minutos da operação que causou a morte de Osama Bin Laden foram “os instantes mais intensos” de sua vida. A afirmação foi feita durante coletiva em Roma antes da reunião do Grupo de Contato sobre a Líbia. A fotografia angustiada de Hillary enquanto acompanhava a operação militar foi vista em todo o mundo.

Hillary, que compareceu diante da imprensa ao lado do ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, reiterou que a batalha contra o terrorismo “não termina com uma morte”, mas é certo que a morte do líder da Al-Qaeda foi “uma mensagem inequívoca da firme determinação da comunidade internacional de opor-se ao terrorismo”.

Bin Laden, enfatizou, “era o inimigo jurado dos EUA, um risco para toda a humanidade”, acrescentando que “foi um alvo claro por quase dez anos”.

Questionada sobre se a morte do líder da Al-Qaeda foi consequência de um erro militar, Hillary disse que “a operação foi realizada pelos melhores profissionais” e “o esforço claro era colocar fim à sua liderança no terrorismo”. “Os crimes que cometeu provocaram milhares de mortes, sobretudo de muçulmanos”, afirmou.

“Não darei nenhum detalhe sobre a operação”, declarou, mas “não tenho nenhuma dúvida de que com sua morte o mundo está mais seguro”. “Sua ideologia estava impregnada de violência e, felizmente, é rejeitada nos acontecimentos atuais no Oriente Médio e no norte da África, onde as pessoas protestam pacificamente”, disse.

A secretária de Estado americana também afirmou que a relação com o Paquistão nem sempre é fácil, mas que os EUA continuarão com seu “apoio ao povo paquistanês”. “Colaboramos com o Paquistão na luta contra o terrorismo, mas Osama bin Laden não é o único líder tirado de cena graças à colaboração entre EUA e Paquistão”, afirmou.

Na busca de uma solução política para crise líbia reuniram-se nesta quinta em Roma representantes de 22 países e organizações internacionais como a União Europeia (UE), Nações Unidas, Liga Árabe, Organização da Conferência Islâmica (OCI) e o Conselho de Cooperação do Golfo.

( iNFORMAÇÕES DE EFE e AFP )

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VENTO DE MAIO

Lô Borges

Vento de maio rainha de raio estrela cadente
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais pra voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique
Assim meu sapato coberto de barro
Apenas pra não parar nem voltar atrás
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais…
Vento de raio rainha de maio estrela cadente
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais pra voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique
Assim meu sapato coberto de barro
Apenas pra não parar nem voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover…
Nisso eu escuto no rádio do carro a nossa canção
Sol girassol e meus olhos abertos pra outra emoção
E quase que eu me esqueci que o tempo não pára
Nem vai esperar
Vento de maio rainha dos raios de sol
Vá no teu pique estrela cadente até nunca mais
Não te maltrates nem tentes voltar o que não tem mais vez
Nem lembro teu nome nem sei
Estrela qualquer lá no fundo do mar
Vento de maio rainha dos raios de sol
Chegou de repente o fim da viagem
Agora já não dá mais pra voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique
Assim meu sapato coberto de barro
Apenas pra não parar nem voltar atrás
Rainha de maio valeu o teu pique
Apenas para chover no meu piquenique…


Moniz Bandeira:”ressurreição do discurso
patriótico nos Estados Unidos”
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Boas respostas a perguntas cruciais que começam a ser feitas no mundo inteiro ainda atônido depois da operação norte-americana em Abbottadab, no Paquistão, em que foi morto o terrorista Osama bin Laden.É o que se pode dizer em síntese sobre a entrevista do jornalista baiano Claudio Leal com o historiador Moniz Bandeira, também nascido na Bahia, que a revista digital Terra Magazine publica esta quinta-feira, 5. Confira trechos no Bahia em Pauta e leia íntegra em Terra Magazine.
( http://terramagazine.terra.com.br/interna/ )

(Vitor Hugo Soares)

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CLAUDIO LEAL

A operação norte-americana em Abbottabad, no Paquistão, pode fortalecer o terrorismo islâmico e converter Osama bin Laden em um “mártir da Guerra Santa”, na avaliação do historiador e doutor em ciência política, Luiz Alberto Moniz Bandeira, 75 anos, em entrevista por e-mail a Terra Magazine.

Autor de mais de 20 livros, entre os quais “Formação do Império Americano (Da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque)”, onde explica como se formou a rede al-Q’aida e o surgimento de seu princípal líder, financiado pela CIA para combater as forças da União Soviética no Afeganistão.

“Essa operação em Abbottabad, violando as normas do Direito Internacional, pode produzir consequências incalculáveis, nos países muçulmanos que ainda estão em meio a fortes turbulências, e fortalecer mais e mais o terrorismo dos fundamentalistas islâmicos”, analisa Moniz Bandeira, professor titular de história da política exterior do Brasil (aposentado) na UnB.

Crítico da “guerra ao terror”, iniciada por George W. Bush e continuada por Barack Obama, o historiador afirma que “o terrorismo não é causa”. “É efeito, consequência de uma situação, que só pode ser resolvida politicamente, removendo os fatores que o geram nos países islâmicos”, pondera, evocando a permanência das tropas americanas “onde estão os principais lugares sagrados do islamismo”, o que configura “um sacrilégio para os muçulmanos”.

A execução de Bin Laden, acrescenta Moniz Bandeira, “ainda mais desarmado, tende a torná-lo um símbolo e herói, o mártir, um shah?d, que, na literatura do Islã, significa mártir da Guerra Santa, que se dedicou à causa de Alah, mesmo à custa de sacrificar a própria vida”.

O terrorista foi assassinado por uma unidade da marinha americana, a ST6 (a equipe seis dos Seals), responsável por espionagem e operações secretas em países estrangeiros. Depois de dez anos do ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center, comandado pela rede al-Q’aida, em Nova Iorque, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a execução no domingo, 1º de maio, e recorreu a um discurso patriótico. Obama decidiu não divulgar imagens do cadáver.

Moniz Bandeira relativiza a conquista política. “Esse feito afigura uma vitória no imaginário da América profunda. Não constitui, no entanto, um golpe decisivo no terrorismo islâmico”, diz o professor.

Nesta entrevista, ele também comenta a intervenção militar na Líbia e o impasse na Síria. “O presidente Obama tratou de passar o comando das operações (na Líbia) à OTAN, para que os países da Europa assumissem todos seus custos. Mas os aviões dos Estados Unidos continuam os bombardeios e os mercenários das empresas militares Halliburton e Blackwater, contratadas pelo Pentágono, estão a treinar os rebeldes e a participar da guerra civil. O resultado da intervenção militar ainda é incerto. Pode levar à divisão da Líbia”.

A pedido de Moniz Bandeira, a ortografia em árabe – al-Q’aida e Usama bin-Ladin, por exemplo – foi mantida nas respostas.

Terra Magazine – A morte de Osama bin Laden fez ressurgir o discurso patriótico nos Estados Unidos e ampliou, imediatamente, o receio de novas ações terroristas. Quais os efeitos políticos mais claros dessa vindita?
Moniz Bandeira – O ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono, em 11 de setembro de 2001, configurou um ato de guerra, de uma guerra assimétrica, que não está prevista na normativa internacional. Quem cometeu o ataque foi não nenhum outro Estado nacional, como no caso de Pearl Harbor. Não se podia identificar o inimigo para retaliar, militarmente. Ele não tem esquadras nem força aérea e sua organização militar não era e não é conhecida, nem seus recursos econômicos e o sistema de informação. Os Estados Unidos, contudo, apontaram Usama Bin Ladin, chefe de al-Q’aida – como responsável e, desde 8 de outubro, juntamente com a Grã-Bretanha, passaram a bombardear o Afeganistão, onde ele, aparentemente, se refugiava. E, adensando a construção da nova demonologia, para substituir a União Soviética e o comunismo, o governo do presidente George W. Bush e a media internacional, durante anos, apresentaram bin-Ladin como se fosse a nova superpotência, que ameaçava a segurança do país e do Ocidente.

Daí que, com a execução de bin-Ladin, pelos comandos especiais dos Estados Unidos, o discurso patriótico ressurgiu, celebrando a vitória contra o inimigo. Mas essa operação em Abbottabad, no Paquistão, violando as normas do Direito Internacional, pode produzir consequências incalculáveis, nos países muçulmanos que ainda estão em meio a fortes turbulências, e fortalecer mais e mais o terrorismo dos fundamentalistas islâmicos. E esse inimigo é difuso, está disperso e recorre ao terrorismo, à custa de suicídio, porquanto não dispõe de mísseis e outras armas para atacar os Estados Unidos.

A operação no Paquistão fortalece o presidente Barack Obama, que andava combalido em pesquisas de opinião pública?
A execução de bin-Ladin tende a fortalecer o governo de Barack Obama e sua candidatura à reeleição em 2012. Ele conseguiu, em dois anos de meio, um objetivo que o presidente George W Bush não alcançou durante os oito anos do seu mandato. Esse feito afigura uma vitória no imaginário da América profunda. Não constitui, no entanto, um golpe decisivo no terrorismo islâmico. Ela reflete a profunda contradição nas relações políticas dos Estados Unidos com os povos árabes e o movimento islâmico em geral. Em 1849, Sérgio Teixeira de Macedo, chefe da Legação do Brasil em Washington, comentou: “Não acredito que haja um só país civilizado onde a idéia de provocações e de guerras seja tão popular como nos Estados Unidos”. Mas a guerra contra o terrorismo, declarada por George W. Bush e continuada por Barack Obama, não pode ser vencida pelas armas. O terrorismo não é causa. É efeito, consequência de uma situação, que só pode ser resolvida politicamente, removendo os fatores que o geram nos países islâmicos.

Leia entrevista completa em Terra Magazine

maio
05
Posted on 05-05-2011
Filed Under (Newsletter, Olivia) by vitor on 05-05-2011


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DICA DE MARIA OLÍVIA

Para os que, a exemplo dela, não vivem sem o cinema, a jornalista e fiel colaboradora do Bahia Pauta “socializa” dica recebida através de e-mail do jornalista e crítico cinematográfico Adalberto Meireles, sobre o mais novo (e interessante) site sobre a sétima arte na grande praça da web.
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“Agora é definitivo: o blog .C de cinema está no ar desde os primeiros minutos de domingo, 1 de maio; temos, portanto, um encontro marcado. Quero fruir. Minha proposta é provocar, perguntar e responder: por que um filme, um cartaz, uma foto, uma sequência, uma simples imagem de cinema inquieta e emociona tanto. Para isso, tomei emprestado, como slogan, O prazer dos olhos, título de um livro de Fraçois Truffaut, um dos mais renomados cineastas franceses do pós-guerra e um teórico do cinema, do filme, da arte do filme.

O endereço é: pontocedecinema.blog.br. Vamos lá, então, ao prazer”.Adalberto Meireles-Jornalista e crítico de cinema

Atenciosamente
João Saldanha

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Governo quer, mas oposição reage
contra Irdeb na Comunicação

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OPINIÃO POLÍTICA

Oposição se move na Assembléia

Ivan de Carvalho

Após um período de dois meses que pode ser qualificado como de ensaio e experimentação, a reduzida oposição ao governo Jaques Wagner na Assembléia Legislativa, onde se vê esmagada pela ampla maioria governista, parece haver finalmente entrado numa linha mais conseqüente.

Um primeiro sinal partiu do líder da oposição, o experiente deputado Reinaldo Braga, do PR, que anunciou que a bancada sob sua liderança vai recorrer à Justiça contra a sanção do governador à lei proposta pelo governo que autoriza a reforma administrativa. A ação judicial vai alvejar exatamente as emendas introduzidas pelo relator e aprovadas, criando o Fundo de Cultura do Estado da Bahia e transferindo o Irdeb da Secretaria de Educação, à qual esteve vinculado desde sua criação, para a Secretaria de Comunicação.

Neste caso, a oposição sustentará sua ação judicial na Constituição, segundo a qual a iniciativa para a criação de secretarias e órgãos da administração é do governador – não de deputado, por intermédio de emenda parlamentar a projeto originário do Executivo. Também não pode o Legislativo (e pouco importa se isto é certo ou errado e sim que está na Constituição) aprovar emendas parlamentares que aumentem despesas. “No caso do Detran, o deslocamento foi rejeitado pelo governador. O caso do Irdeb é a mesma coisa”, afirmou Reinaldo Braga. O deslocamento do Detran seria da Secretaria de Administração para a Secretaria de Segurança.

As outras duas iniciativas oposicionistas conseqüentes partiram do líder do PMDB, outro experiente deputado, Luciano Simões. Atacam duas questões socialmente relevantes. Uma delas, o pedágio nas estradas. A outra, o patrocínio de empresa pública que nem está exposta a concorrência a shows e eventos assemelhados.
Luciano Simões apresentou na terça-feira um projeto de lei para permitir aos proprietários de automóveis licenciados na Bahia deduzir do pagamento do pagamento anual do IPVA o total dos valores pagos durante o ano nos postos de pedágio estaduais. O projeto tem seis artigos.

Luciano Simões sustenta, na justificativa de seu projeto, que a cobrança do IPVA concomitante à do pedágio constitui bitributação, o que é vedado pela Constituição da República. Sua proposta pretende compensar o valor do pedágio pago para que os usuários dessas vias conservadas pelo poder público estadual não paguem duas vezes pela mesma coisa, já que o montante arrecadado com o pagamento do IPVA é revertido na conservação, manutenção e segurança das nossas estradas, não justificando o custo extra dos pedágios por parte das empresas concessionárias. Aborda, inclusive, a questão da Cide, parte de cuja arrecadação vai para a conservação de rodovias, e o bloqueio do direito de locomoção pela tributação.

Na justificativa do projeto, o deputado analisa detidamente toda essa questão jurídica, que é complexa. Como a oposição não terá maioria para aprovar o projeto na Assembléia nem, se isto milagrosamente acontecesse, obteria a sanção do governador, delineia-se outra batalha judicial entre governo e oposição. Com esta na posição simpática para os que pagam ou podem eventualmente pagar pedágios.

A segunda iniciativa do líder Luciano Simões diz respeito aos patrocínios da Embasa. Por intermédio da Assembléia, pede ao presidente da Embasa informações sobre: 1) O valor do cachê que será pago a Daniela Mercury para o show de comemoração dos 40 anos da empresa, no dia 7, sábado, na Concha Acústica do TCA; valor gasto com o patrocínio da micareta de Feira de Santana 2011; valor gasto com festividades em Camaçari; valor gasto com patrocínios a equipes de futebol. Para completar, Simões fez, também datada de ontem, representação contra o presidente da Embasa ao Tribunal de Contas do Estado.

maio
05
Posted on 05-05-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 05-05-2011


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Amâncio, hoje, no jornal Tribuna Do Norte (RN)

Deu no IG

O corpo de uma vítima do acidente do Airbus da Air France que voava entre Rio de Janeiro e Paris e caiu no Oceano Atlântico em 2009 com 228 pessoas a bordo foi recuperado nesta quinta-feira, anunciou a Direção de Polícia Francesa (DGGN). Trata-se do primeiro corpo resgatado desde que as operações foram retomadas.

Em um comunicado, a DGGN afirma que “depois de uma tentativa infrutífera, o corpo de uma vítima do voo pode ser levado a bordo do navio ‘Ile de Sein'” nesta quinta-feira. “O corpo, que permaneceu submerso durante dois anos a uma profundidade de aproximadamente 3.900 metros, ainda atado a um assento da aeronave, parecia deteriorado”, completa o comunicado.
“Os investigadores da polícia retiraram uma mostra no local que será enviada na próxima semana, junto com as caixas pretas, a um laboratório de análises para determinar a possibilidade de uma identificação das vítimas por DNA”, completa a DGGN. Os corpos de alguns passageiros foram encontrados flutuando no oceano pouco depois do acidente, mas a maioria das vítimas nunca foi localizada.

Uma equipe francesa está na área próxima ao último local de contato da aeronave com os radares. Com o auxílio de minissubmarinos, conseguiu recuperar as caixas pretas do voo, que podem revelar o que provocou a tragédia.

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