maio
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Má notícia para o jornalismo na Bahia: A TARDE acaba de dispensar nove profissionais da empresa , cinco deles jornalistas. A nova lista de demitidos, que inclui nomes de destaque no comando da Redação, sai na primeira semana de maio, em que se comemora o Dia do Traballhador. Isso não é inédito na vida recente do centenário jornal fundado por Simões Filho, que segue amargando a maior e mais prolongada crise de sua história.

As dificuldades se agravaram a partir da perda do posto de jornal de maior criculação do estado e do Nordeste para o concorrente Correio da Bahia.

O pior – e mais preocupante – é que, além da lista deste mês do trabalhador, a empresa prevê novas demissões até o mês de junho.

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(Vitor Hugo Soares)
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DEU NO COMUNIQUE-SE

Izabela Vasconcelos

O jornal baiano A Tarde demitiu nove profissionais, cinco deles jornalistas. Entre os demitidos estão pessoas do alto escalão da empresa, com anos de casa, como Wilson Joel Leal Gasino, secretário de redação, e Paixão Barbosa, diretor da Agência A Tarde, que atuou por mais de 30 anos no veículo.

A empresa alegou reestruturação em toda a companhia, após uma consultoria interna. “O atual conjunto de ações impacta diretamente na geração de resultados para todos, além de realizar um posicionamento estratégico, compatível com as demandas presentes e futuras da nossa audiência nas diversas plataformas. O esforço, portanto, envolve melhoria de processos, automatização, aumento de produtividade, otimização do quadro de colaboradores, requalificação do corpo gerencial da empresa, modernização de ferramentas de gestão e de desenvolvimento de produtos”, diz o comunicado assinado pela direção da empresa.

Após as demissões, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia decidiu fazer uma assembleia na redação para discutir as mudanças no veículo e a situação dos funcionários que permanecem no jornal. “A empresa não apresentou uma contra proposta e na assembleia os jornalistas decidiram que o sindicato deve entrar com uma representação no Ministério do Trabalho por assédio moral”, explicou a presidente da entidade, Marjorie da Silva Moura. Segundo ela, a empresa afirmou que prevê novas demissões até o mês de junho.

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