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Delúbio: quanto vale a barba dele?
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CRÔNICA/ BARBUDOS

Quanto vale a barba de Delúbio?

Janio Ferreira Soares

Numa rápida consulta ao Google, fica-se sabendo que no Egito Antigo o seu uso era uma forma de status, enquanto na Idade Média os membros da Igreja Cristã eram orientados a raspá-la para se diferenciarem dos judeus e mulçumanos. Já em outras culturas seus portadores carregavam a fama da sabedoria, da excentricidade, da falta de higiene e até, acredite, do aumento da potência sexual.

Existem ainda os que a usam para encobrir um queixo estilo Noel Rosa, ou simplesmente por preguiça de tirá-la. O fato é que, desde o tempo em que os nossos ancestrais descobriram que lascas de pedras afiadas podiam removê-la, a barba está sempre ali, ó, representando uma marca pessoal, ou sendo sumariamente raspada.

Já o bigode – esse estranho adorno que rivaliza em esquisitice com a gravata borboleta – de há muito deixou de ser um simples complemento, aí dependendo do beiço de quem o usa. (Por exemplo: sobre a boca do famoso – pelo menos na Bahia – delegado Magalhães, ele vira uma espécie de homenagem em 3D a nossa gloriosa Claudia Ohana).

Bastante utilizado pelos germânicos e gauleses em suas batalhas – e por sarneys e jucás em seus disfarces -, o bigode também era cultivado por militares da chamada linha dura e por humoristas como Cantinflas, Carlitos e o impagável Zé Bonitinho, o que prova a sua versatilidade. É tanto que Freddy Mercury e o pessoal do Village People fizeram dele um poderoso estandarte do movimento gay.

Para quem ainda não sabe, na Bahia (onde mais poderia ser?) está acontecendo uma grande jogada de marketing de uma empresa de lâminas de barbear, que consiste em pagar uma boa grana para raspar algumas – como diria Odorico Paraguaçu – penugens solidificadas de fisionomistas juramentados. Foi assim com Bell, do Chiclete, e em breve será a vez do governador Wagner. Dizem que o próximo alvo poderá ser Lula. Sugiro Delúbio. É que ele está voltando à ativa e nada mais adequado do que uma cara bem lisa a nos sorrir. Sem falar que pode até pintar um cachê extra do Óleo de Peroba.

Pra maquiagem

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Vale do São Francisco

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