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Dança da Solidão
Marisa Monte
Composição: Paulinho da Viola

Solidão é lava
Que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo…

Solidão, palavra
Cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão…

Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão…(2x)

Camélia ficou viúva,
Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte,
Por causa do seu amor…

Meu pai sempre me dizia:
Meu filho tome cuidado,
Quando eu penso no futuro,
Não esqueço o meu passado
Oh!…

Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão…

Quando vem a madrugada
Meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola
Contemplando a lua cheia…

Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
Oh!…

Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão…

Danço eu, dança você
Na dança da solidão…(2x)

Desilusão! Oh! Oh! Oh!..

Dança da Solidão

BOA NOITE!!!

(VHS)

abr
21
Posted on 21-04-2011
Filed Under (Artigos, Gilson) by vitor on 21-04-2011


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ARTIGO/Desilusões
Em plena madrugada, sonhei estar pintando com as palavras, no lugar de pincéis e tintas. Um foguete bêbado fez-me acordar. Levantei da cama e fui saber o resultado do jogo entre o Bahia e o Atlético do Paraná, no computador que não dorme. Deu o que eu imaginava, ao desligar a TV, com o Bahia levando dois gols do chamado “Furacão”, logo no início da partida. Pintei, na imaginação, uma natureza morta, traduzindo os cinco a zero que o Tricolor de Aço trouxe na bagagem para Salvador.

UM DRIBLE NA SAUDADE

Gilson Nogueira

Hoje, pela manhã, no Largo da Graça, ao encontrar o amigo Luís, cineasta de visão crítica aguçada, autor de curtas e longas metragens papo cabeça, ouvi do vizinho de bairro, intelectual da pesada, que está a produzir mais um longa, centrado no período da Ditadura, que o Bahia é uma piada.

Sem querer discutir futebol, o que já não faço desde o dia em que o Estádio da Fonte Nova virou poeira na estrada do tempo, concordei com Luís, torcedor do Vitória, o do lendário dirigente Raimundo Rocha Pires, o Pirinho.

“O Bahia é uma piada, de péssimo gosto, caro Lula. Pior que isso, um palavrão. Não é mais o time que fazia o povo sorrir em azul, vermelho e branco. Antes, durante e depois da qualquer partida de futebol. Fosse contra quem fosse. Era uma chama de entusiasmo que saia da boca do túnel da velha Fonte e incendiava de paixão o estádio inteiro, fazendo com que até os inimigos se confraternizassem, em plena arquibancada. Não era um time, como já disse, parecia coisa de Deus, misteriosamente inexplicável. Creio que, no fundo, bem no fundo, a razão para essa descaracterização total do Tricolor de Aço, aquele que, um dia, Nasceu para Vencer, como dizia seu slogan, atualmente esquecido, o que está faltando ao time é fé no santo, além de brio, matéria-prima básica para levar qualquer competidor ao triunfo.”

Levado pela emoção, ao ser cumprimentado efusivamente por outro amigo, que acabara de estacionar sua camionete preta no passeio do mercadinho, bem próximo ao antigo Campo da Graça, driblei uma lágrima que se formava, na transparência do inesperado,com um belo sorriso e um pensamento:“ Senhor do Bonfim continua sendo Bahia! Ele haverá de dar cartão vermelho a essa cambada de enganadores da torcida!”

E voltei para casa, com o leite de côco que havia faltado para a moqueca de badejo, pensando no Bahia, o que conquistou a Taça Brasil. Que saudade da p…, meu rei!”

Gilson Nogueira é jornalista

abr
21
Posted on 21-04-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-04-2011


Elvis, no Correio Amazonense(AM)

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OPINIÃO POLÍTICA

Lei para proibir central nuclear

Ivan de Carvalho

Há algumas décadas, uma novidade veio contribuir para fortalecer a economia baiana. A Tibrás – Titânio do Brasil S/A, que depois mudou de nome para Millennium Inorganic Chemicals e finalmente entrou em processo de fusão com a Cristal Company, que hoje controlam nove fábricas espalhadas pelo mundo. é uma sujeira, poluindo com substâncias como enxofre, ácido sulfúrico, sulfato ferroso, lindas praias do litoral norte da Bahia, nas proximidades de Salvador.

A Tibrás instalou-se na Bahia para produzir dióxido de titânio, principalmente porque em outros lugares convenientes não encontrou guarida e o Estado da Bahia estava de braços abertos para o benefício desse expressivo investimento, ainda mais que vinha com o apadrinhamento político do influente general Golbery do Couto e Silva, criador do Serviço Nacional de Informações, o famoso e todo poderoso SNI.

Ora, o que a antiga Tibrás produz é de reconhecida necessidade. Entenda-se: o produto fim. Mas ela opera com enxofre, ácido sulfúrico, sulfato ferroso. Já produziu muito mais poluição do que atualmente o faz, mas, apesar da construção de um emissário submarino para lançar restos químicos mais longe das praias, ainda assim os “efeitos colaterais” continuam muito grandes. Seria excelente se houvesse como obter o produto fim sem despejar na natureza os produtos colaterais que causavam tantos danos e ainda causam muitos.

Não sei, mas talvez isso não seja possível, no estágio atual da ciência e da tecnologia. Então, a ex-Tibrás tinha de instalar-se em algum lugar do mundo. E a Bahia está aqui para essas coisas mesmo, afinal somos um povo hospitaleiro, acolhedor, cordato, estóico, chegando às vezes ao limiar do masoquismo.

Mas o estado que viveu (e ainda vive, mitigada) a experiência da Tibrás não precisa – principalmente depois de uma espécie de reprise do incidente de Chernobyl em Fukushima – de uma usina nuclear.
Esta deve ser a razão que levou o deputado Sandro Régis, do PR, a apresentar, na Assembléia Legislativa, no último dia 6, o Projeto de Lei Nº 19.093/2011, com apenas três artigos: 1º) Fica proibida a construção de central de fissão nuclear no Estado da Bahia; 2º) A central nuclear a que se refere o artigo 1º desta Lei é aquela destinada à geração comercial de eletricidade; 3º) Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Simples assim. E o deputado mostra, com números, a grande vantagem que seria desistir das usinas nucleares, trocando-as por energia eólica. Mas sua lei jamais entrará em vigor.
Primeiro, porque, ou muito me engano, ou nesta Federação de fantasia que é o Brasil, uma Assembléia Legislativa não tem o poder de legislar sobre construção, no território em que vive o povo que ela representa, de uma usina nuclear. A União, no Brasil, canibalizou os Estados. Desde a origem, mas com seguimento até o estágio vergonhoso a que chegou hoje a nossa não-federação.

Segundo, porque, ainda que o Estado tivesse competência constitucional para editar a lei proposta, a Assembléia não o faria porque, nela, o governador tem maioria esmagadora e o governador tem insistido em trazer uma usina nuclear para a Bahia, mesmo depois que Sergipe, que era candidato, já não quer mais e os governos de Pernambuco e Piauí, também concorrentes, prometem reexaminar a questão. Assim, a Bahia tem grande chance de ser “premiada” com essa “tibrás” mais crescidinha e, se for, a bomba (sem ironia nenhuma) vai para Rodelas ou Chorrochó, nas barrancas do São Francisco, proximidades das barragens de Moxotó e Itaparica, que servem à hidrelétrica de Paulo Afonso.

Bem, independente do risco de centrais nucleares, onde quer que sejam instaladas, a geografia não parece muito estimulante, opte-se por Chorrochó ou Rodelas.


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” Tristeza”, de Haroldo Lobo e Niltinho, com Pery Ribeiro, para espantar o banzo.
BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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